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sábado, 26 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Por Que Praticar a Atenção Plena?
por Jon Kabat-Zinn
A promessa final de se praticar a Atenção Plena ou o Aqui e Agora como também é chamado, é muito mais ampla e muito mais profunda que o simples cultivo de nossa atenção. O aqui e agora nos ajuda a compreender que nosso ponto de vista convencional de nós mesmos, e inclusive o que queremos dizer com “si mesmo”, é incompleto em alguns aspectos muito importantes.
A atenção plena nos ajuda a reconhecer como e por que confundimos a realidade das coisas com uma história que nós criamos. Isto torna possível traçar um caminho para uma maior saúde, bem-estar e propósito.
Hoje em dia, a medida que juntamos a meditação e a ciência, estamos começando a descobrir novos caminhos, em uma linguagem que todos podemos compreender, para mostrar os benefícios de treinar a si mesmo para conseguir a intimidade com o funcionamento da própria mente de um modo que gera maior visão profunda e claridade. A ciência está demonstrando interessantes e importantes benefícios para a saúde da prática e o treinamento corpo/mente e está começando a clarear as distintas vias através da qual a atenção profunda pode exercer seus efeitos no cérebro (emoção-regulação, memória de trabalho, controle cognitivo, atenção, ativação de mapas somáticos concretos do corpo e aumento cortical em regiões específicas) e o corpo (redução de sintomas, maior bem-estar físico, melhora da função imunológica, influencia epigenética, ou seja, a regulação da atividade em grande numero e classe de genes). Também mostra que a meditação pode contribuir para uma sensação de sentido de propósito da vida, baseada na compreensão da não-separação de si mesmo e dos demais. Dadas as condições nas quais nos encontramos nestes dias neste planeta, compreender a interconexão não constitui um luxo espiritual; se trata de um imperativo social.
Inclusive pessoas muito preparadas – e estes são muitos- estão começando a reconhecer que o pensamento é somente uma das múltiplas formas de inteligência. Se não reconhecemos as múltiplas dimensões da inteligência estamos minando nossa capacidade de encontrar soluções criativas e saídas para os problemas que não admitem soluções simples. É como ter uma visão linear da medicina que considera o cuidado da saúde simplesmente um ajuste mecânico das pessoas, e um modelo automecanico do corpo que não compreende a cura e a transformação, não compreende o que acontece quando harmonizamos corpo e mente. O elemento que falta nesta compreensão mecânica é a Consciência.
A consciência genuína pode modular nosso pensamento, de modo que nos vemos impulsionados por motivações não examinadas a colocar-nos pra frente, controlar as coisas que nos produzem medo, para sempre proferir nossas brilhantes respostas. Podemos criar muito dano, por exemplo, não escutando outras pessoas que podem ter pontos de vista e visões diferentes das nossas. Por sorte, temos mais de uma oportunidade hoje em dia de equilibrar o cultivo do pensamento com o da consciência. Qualquer um pode restaurar certo grau de equilíbrio entre pensamento e consciência no momento presente, que é o único momento que na realidade temos. Os resultados potenciais de aprender com propósito o fato de instalar-nos na consciência e levar o pensamento a um maior equilíbrio são extremamente positivos e saudáveis para nos mesmos e o mundo em conjunto.
Trabalhando nossa consciência plena, por nós mesmos e junto aos demais, serve para apreciar o poder da consciência na hora de equilibrar o pensamento. Não há nada de mal com o pensamento. Muitas coisas belas são provenientes de nosso pensamento e nossas emoções. Porem, se nosso pensamento não está equilibrado com a consciência, podemos acabar equivocados, perpetuamente perdidos no pensamento e fora de nossas mentes quando mais necessitamos.
Jon Kabat-Zinn é o diretor fundador da Stress Reduction Clinic y el Center for Mindfulness in Medicine, Health Care, and Society en la University of Massachusetts Medical School.
Sobre a Ciência Noética
Gostaria de compartilhar
aqui um pouco sobre um assunto que vem ganhando espaço na mídia e gerando uma
certa polêmica, que é a Ciência
Noética. O livro O
Símbolo Perdido, de Dan
Brown - o mesmo autor do
Código Da Vinci, vem trazendo a discussão à tona, pois nele o autor
explora um pouco desta teoria através da personagem Katherine Solomon, que é uma cientista noética. Na trama a
personagem pesquisa principalmente a importância da força do pensamento e o
potencial que o cérebro humano possui. Em um dos experimentos narrados no
livro, ela chega a medir "a alma".
Katia Bueno
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O trecho abaixo está publicado na Wikipedia:
..
O trecho abaixo está publicado na Wikipedia:
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A Ciência Noética (do
grego 'nous': mente) é um
ramo da filosofia metafísica que trata do estudo da mente e da intuição, e sua
relação com o intelecto divino. Entre seus objetivos principais podem-se citar
o estudo de uma forma não-racional de conhecimento e como ela se relaciona com
a razão. Compreende um estudo interdisciplinar da mente, da consciência e de
diversos modos de conhecimento, com foco especial nos campos da ciência, saúde
mente-corpo, psicologia (transpessoal, integral e tradicional), artes, ciências
da cura (terapias holísticas), ciências sociais e espiritualidade. Na tradição
ocidental, a teoria noética foi fortemente influenciada pelas teorias de
filósofos como Platão e Aristóteles. Nos dicionários modernos, “noética” é
geralmente definido como significando “intelecto”, enquanto noesis é traduzida
como “insight”. Esta prática deriva de filósofos e teólogos medievais que
usaram a palavra em latim intellectus - significando “intuição”. São Tomas de
Aquino, desenvolveu uma teoria da inteligência em sua obra “De unitate
intellectus” e “Summa Theologica” de um ponto de vista da filosofia cristã.
A ciência noética não deve ser confundida com Misticismo. O misticismo procura se conectar com o sobrenatural através da filosofia, fé e experiência religiosa. Já a noética é uma ciência, isto é, utiliza o método científico para testar as teorias. Procura explicar fenômenos paranormais através de teorias plausíveis de um ponto de vista científico. Os cientistas noéticos têm como objetivo fundir os até então contraditórios ciência e fé e trazer ao mundo uma grande iluminação, uma espécie de epifania na sociedade.
A ciência noética não deve ser confundida com Misticismo. O misticismo procura se conectar com o sobrenatural através da filosofia, fé e experiência religiosa. Já a noética é uma ciência, isto é, utiliza o método científico para testar as teorias. Procura explicar fenômenos paranormais através de teorias plausíveis de um ponto de vista científico. Os cientistas noéticos têm como objetivo fundir os até então contraditórios ciência e fé e trazer ao mundo uma grande iluminação, uma espécie de epifania na sociedade.
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Abaixo segue um trecho
extraído do site ANTAKARANA, espaço de discussão sobre temas noéticos: http://www.willisharmanhouse.com.br/
AS CIÊNCIAS NOÉTICAS dizem respeito a...
Investigação
“Somos exploradores – e a mais excitante fronteira dos nossos tempos é a consciência humana. Nossa busca é a integração de ciência e espiritualidade, uma visão que nos faz lembrar nossa conexão com o nosso “eu interior”, com os outros e com a Terra.”
O que é a intuição e como ela funciona? Qual é o papel da mente na saúde e no processo de cura? O que é a criatividade com relação ao potencial humano? O espírito sobrevive após a morte física? Como as experiências paranormais se integram na vida cotidiana? Como podemos encontrar maior inspiração, significado e propósito na vida? Se conhecêssemos as respostas a estas e outras questões perenes, elas mudariam nosso modo de viver?
Sobre o Institute of Noetic Sciences
O Instituto é uma organização americana sem fim lucrativo, mantido por seus membros filiados em todo o mundo. Fica na Petaluma – Califórnia, e foi fundado pelo astronauta Edgar Mitchell, da Apolo 14, em 1973, após uma extraordinária experiência quando de seu retorno da Lua para a Terra. Mitchell sentiu que a separação entre mente, matéria e espírito se dissolve em uma experiência de Unidade. Como um cientista bem treinado, ele sabia que um dia a ciência compreenderia a totalidade e a interconexão que ele vivenciou, mas primeiro teria que aprender como acessar níveis mais profundos da consciência humana e compreender as forças do coração e da mente, que vão muito além da moldura puramente racional. Mitchell reconheceu que esta expansão do paradigma científico seria necessária para facilitar as mudanças necessárias para criar uma sociedade planetária pacífica e sustentável. Ele fundou o IONS com este propósito. Hoje, o Instituto atua nesta Missão de ser uma organização de pessoas engajadas mundialmente na pesquisa e na educação, criando a ponte entre ciência e espiritualidade.
AS CIÊNCIAS NOÉTICAS dizem respeito a...
Investigação
“Somos exploradores – e a mais excitante fronteira dos nossos tempos é a consciência humana. Nossa busca é a integração de ciência e espiritualidade, uma visão que nos faz lembrar nossa conexão com o nosso “eu interior”, com os outros e com a Terra.”
O que é a intuição e como ela funciona? Qual é o papel da mente na saúde e no processo de cura? O que é a criatividade com relação ao potencial humano? O espírito sobrevive após a morte física? Como as experiências paranormais se integram na vida cotidiana? Como podemos encontrar maior inspiração, significado e propósito na vida? Se conhecêssemos as respostas a estas e outras questões perenes, elas mudariam nosso modo de viver?
Sobre o Institute of Noetic Sciences
O Instituto é uma organização americana sem fim lucrativo, mantido por seus membros filiados em todo o mundo. Fica na Petaluma – Califórnia, e foi fundado pelo astronauta Edgar Mitchell, da Apolo 14, em 1973, após uma extraordinária experiência quando de seu retorno da Lua para a Terra. Mitchell sentiu que a separação entre mente, matéria e espírito se dissolve em uma experiência de Unidade. Como um cientista bem treinado, ele sabia que um dia a ciência compreenderia a totalidade e a interconexão que ele vivenciou, mas primeiro teria que aprender como acessar níveis mais profundos da consciência humana e compreender as forças do coração e da mente, que vão muito além da moldura puramente racional. Mitchell reconheceu que esta expansão do paradigma científico seria necessária para facilitar as mudanças necessárias para criar uma sociedade planetária pacífica e sustentável. Ele fundou o IONS com este propósito. Hoje, o Instituto atua nesta Missão de ser uma organização de pessoas engajadas mundialmente na pesquisa e na educação, criando a ponte entre ciência e espiritualidade.
Transformação
No Institute of Noetic Sciences, advogamos o estudo do potencial humano, especialmente no laboratório da experiência humana. A ciência moderna não descobriu como explorar plenamente esses domínios, embora o poder transformativo deles seja universalmente evidente. Ao longo da História e em culturas de todo o globo, encontramos uma infinidade de narrativas sobre modos mais elevados de ser, seja na cura, na transformação, na criatividade, desempenho humano e no renascimento espiritual. Estamos trabalhando, portanto, para legitimar as Ciências Noéticas através da combinação de rigoroso estudo científico e acadêmico, alianças interdisciplinares, pesquisas fora da linha tradicional e uma multiplicidade de atividades educacionais e editoriais.
Embora a linguagem da transformação não seja exata, há algo inegavelmente universal nas experiências transformadoras, quaisquer que sejam as formas que elas assumem. Elas geram uma conexão intensa com o “eu interior” e maior convicção para vivermos a vida à partir dos nossos mais profundos valores.
Ciencia Noética
A Ciência Noética é a disciplina científica que investiga a natureza e
potenciais da consciência, empregando para isso múltiplos métodos de
conhecimento, incluindo a intuição, o sentimento, a razão e os sentidos. A Ciência
Noética explora o mundo interior da
mente (a consciência, a alma, o espírito) e como este se relaciona com o
universo físico.
Este outro conceito foi extraído do livro “
Paranormalidade: Um Conhecimento
Extraordinário” da psicóloga Elizabeth Lloyd-Mayer – Editora Cultrix.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Educándonos en el Ahora
Educándonos en el Ahora: 4 de Junio al 1 de Julio de 2012 - Construyendo juntos la pedagogía del siglo XXI
con 80 reconocidos líderes internacionales en un foro virtual para educar desde y para la ...
con 80 reconocidos líderes internacionales en un foro virtual para educar desde y para la ...
quarta-feira, 18 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Transtorno ou Travessura?
Os especialistas alertam para o excesso de diagnósticos de transtorno de
déficit de atenção e hiperatividade (TFHA) entre crianças na fase escolar.
Com
tantos estímulos – celulares, games, computadores -, as crianças multitarefas
podem se entediar facilmente ao realizar tarefas que consideram monótonas.
Quando obrigadas a permanecer sentadas por várias horas na sala de aula, então,
a perda de paciência e concentração é quase inevitável –e, na esteira dela, vêm
as notas baixas. Daí para a suspeita de transtorno do déficit de atenção e
hiperatividade é, hoje em dia, um passo. O questionário mais comumente usado
para diagnosticar o distúrbio, porém, não é unanimidade entre os especialistas.
A psicóloga Marilene Proença, da Universidade de São Paulo, explica: as
perguntas não são contextualizadas nem sofrem adaptação para diferentes faixas
etárias. Ou seja, questões como “tem dificuldade para esperar sua vez?” e “fala
em excesso?”, além de subjetivas, servem para avaliar crianças de 3 a 12 anos,
que têm noção de tempo muito diversas e estão em estágios de sociabilidade
distintos. Marilene Proença é membro da Associação Brasileira de Psicologia
Escolar e Educacional e do Fórum sobre Medicalizacão, grupo composto de
pediatras, professores e outros profissionais de saúde e educação que discute o
uso de medicação para tratar comportamentos. “O limite entre as atitudes
típicas da infância e um distúrbio neurobiológico é em parte cultural e nem
sempre objetivo”, diz a psicóloga. O tratamento envolve medicamentos que têm
forte impacto sobre o sistema nervoso central e podem causar efeitos adversos
como dor de cabeça, náusea e taquicardia. “Um diagnóstico impreciso de TDAH
implica usar medicação para resolver um problema que na maior parte das vezes é
pedagógico”, diz Marilene. A recomendação, portanto, é de cautela: se houver
suspeita da TDAH, o ideal é buscar o veredicto de vários profissionais antes de
decidir-se pelo emprego de medicamentos.
Fonte: Revista Veja 11/04/2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Crianças Índigo na TV
Atriz Klara Castanho vive criança índigo
em Amor, Eterno Amor
Estudiosos acreditam que uma geração
de crianças especiais e sensíveis povoa o planeta
Johnatan Castro
Clara tem
apenas 11 anos. E, apesar da pouca idade, profere palavras firmes e sábias para
aconselhar e acalmar a amiga, uma senhora já doente que sofre por ter um filho
desaparecido. Além de garantir a volta do jovem ausente, Clara ainda é capaz de
prever, por meio de visões, importantes acontecimentos, como a morte da amiga
que, aliás, só aconteceu após as profecias se cumprirem.
A descrição
acima pertence à personagem vivida pela atriz mirim Klara Castanho na novela
“Amor, Eterno Amor”, exibida no horário das 18h pela Rede Globo. Clara é uma
criança índigo e, apesar de seus dons parecerem irreais aos olhos da maioria do
público, desde o final dos anos 1970 já existem pesquisadores, espiritualistas,
esotéricos e cientistas que se dedicam a estudá-los.
Para esses
especialistas, Clara representa uma geração de seres índigo, crianças dotadas
de características psicológicas, comportamentais e físicas diferenciadas que
começaram a nascer em maior número a partir dos anos 1980. Em um mundo cada vez
mais globalizado e moderno, talvez não seja difícil encontrar quem já tenha
observado comportamentos inusitados em algumas crianças e, até mesmo, se
assustado com atitudes tomadas por elas. Frases como “essas crianças de hoje em
dia” se tornaram bordões comuns para justificar a “esperteza” desses pequenos.
Como a
psicóloga e escritora gaúcha Ingrid Cañete descreve em seu livro, “Crianças
Índigo, a Evolução do Ser Humano” (Ed. Novo Século), os índigos são especiais
exatamente “porque vêm providos de capacidades físicas, mentais e espirituais
que nós, em geral, não possuímos ou não desenvolvemos”. Por isso, essas
crianças “vêm com a missão de provocar e de impulsionar mudanças e a revisão de
crenças e de valores na humanidade”.
Mas, afinal,
que habilidades possui um índigo? Segundo os estudiosos do assunto, para
começar, são crianças extremamente sensíveis. Com um grau de criatividade e
maturidade acima da média, elas demonstram precocidade em várias fases da vida,
além de uma grande facilidade para aprender. Muitas vezes, por apresentarem
maneiras mais eficazes de fazer as coisas tanto na escola como em casa, são
tidas como desobedientes e revoltadas.
Características
Figuram
entre as características principais desses seres (também existem jovens e
adultos índigo) a autoestima elevada, a facilidade para expressar suas
necessidades, problemas com o autoritarismo e o frequente questionamento do
mundo e do que está a sua volta. “Eles são altamente intuitivos, são fraternos
e espantam-se porque a maioria das pessoas não é assim. Muitos deles têm a
sensação de que nunca viveram na Terra, são extremamente justos e, mesmo quando
crianças, exigem respeito. Aprendem rápido e depois se entediam nas aulas.
Aceitam ordens só se as consideram razoáveis”, explica em entrevista ao Pampulha
a psicóloga Valdeniza Siri, que pesquisa os seres índigo há sete anos.
A primeira
pessoa a identificar e a escrever sobre as crianças índigo foi a psicóloga
norte-americana Nancy Ann Tappe. No livro “Entendendo Sua Vida Através da Cor”
(1980), ela descreveu os humanos com auras de cor azul índigo. Veio daí a
denominação adotada em todo o mundo. Foi o trabalho de Nancy, que é professora
na Universidade de San Diego, nos EUA, parapsicóloga, teóloga, filósofa e
sensitiva, que serviu de base para o livro publicado pelos também
norte-americanos Lee Carroll e Jan Tober. Em “A Criança Índigo – O Novo já
Chegou” (1999), os escritores abriram espaço para discutir e entender essas
crianças de consciência expandida e naturalmente democráticas e solidárias. “A
principal missão dos índigos é quebrar barreiras. Elas são chamadas de
‘rompedoras’. São preparadas para suportar todas as resistências e romper
outros paradigmas. Tudo que pertence à era antiga, elas vieram questionar”, diz
Ingrid Cañete, explicando que a vinda dos índigos a partir dos anos 1980 se
justifica pela transição energética vivida pelo planeta nesse período.
Já Valdeniza
esclarece que os períodos de maior turbulência serviram de preparação. “Tudo o
que a humanidade vivenciou em guerras e transformações tiveram como objetivo
tornar a vinda dos índigos mais fácil, pois a humanidade estaria mais
sensibilizada para receber e compreender indivíduos que exercitam mais respeito
pelo próximo e a justiça”, afirma.
Divididos em
quatro tipos (conceitual, humanista, interdimensional e artista), as crianças
índigo devem ser identificadas pelas suas características. Para isso, a
observação do seu padrão comportamental e o conhecimento sobre o assunto é
fundamental. “Existem algumas distorções e equívocos quando se referem a
características. Eles têm noção da sua dignidade, da sua ‘realeza’. Eles trazem
realmente um saber. Mas muitos os descrevem como teimosos, arrogantes e também
são descritos como ambiciosos. Eles até podem se tornar, mas a característica não
é arrogância ou teimosia, mas sim uma noção de que o que estão fazendo é
correto”, acrescenta Ingrid.
Indigo: Nem Perfeitos, Nem Herois
Ingrid Cañete promove palestras sobre o assunto em todo o
país
Crianças devem ser estimuladas e
preparadas para que possam desenvolver habilidades
Johnatan Castro
Em seu
consultório em Porto Alegre (RS), a psicóloga Ingrid Cañete recebe pais e
crianças índigo em busca de orientação. “Muitos pais procuram o consultório
falando que o filho é teimoso. Na verdade, eles trazem um saber muito grande e
o que eles não suportam é a energia do controle. E mesmo que eles não digam, se
sentem inseguros”, explica a especialista, que se dedica ao assunto há cerca de
12 anos.
Assim,
todos os especialistas convergem na opinião de que a educação, a preparação e o
acompanhamento das crianças índigo são fundamentais para o desenvolvimento
desses seres. Mais do que entendê-los, como afirma a psicóloga Valdeniza Siri,
é preciso saber que sua identificação perante a sociedade deve ser feita de
maneira cuidadosa, sem rotulação ou exposição, respeitando suas qualidades e
defeitos. “O índigo tem sido apresentado ao grande público sem alardes e sem
misticismo, o que é correto, porque eles estão aqui para provocar mudanças, mas
não são perfeitos nem heróis”, diz.
Falta de
educação adequada, desequilíbrio familiar e contaminação pelo ambiente social
são alguns dos motivos que, segundo os especialistas, além de interromperem a
missão, podem trazer graves conse-quências. “O papel dos pais é fundamental na
educação e preparação das crianças índigo porque, devido a sua natureza, eles
vêm resgatar a responsabilidade da família na educação”, afirma Valdeniza.
Um dos
principais equívocos na hora da identificação dos índigos ainda envolve
psicólogos e psiquiatras. Em função de seu comportamento “diferenciado”, quando
muitas vezes a criança só se interessa por algumas atividades e assuntos
específicos, os índigos são diagnosticados como portadores do Transtorno do
Déficit de Atenção (TDA) e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
(TDAH).
A maior
consequência disso é uma grande quantidade de crianças medicadas com
metilfenidato, a Ritalina, psicoestimulante tarja preta cujo Brasil é o segundo
maior consumidor do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. “Isso ocorre
com frequência porque a sociedade tem a tendência a enquadrar tudo o que é novo
no modelo que já existe. Os índigos são superativos e, não, hiperativos”, descreve
Valdeniza.
Mas é
importante lembrar que nem toda criança que apresenta déficit de atenção e
hiperatividade é índigo e, da mesma forma, nem todo í ndigo sofre de tais
processos.
Cuidado
Para o
terapeuta holístico José Carlos Palermo, as habilidades dos seres índigos
carregam uma potencialidade que deve ser tratada com muito cuidado. “Os índigos
não têm limites, e isso pode tender tanto para o bem quanto para mal. A melhor
maneira de lidar com isso é havendo entendimento. Eles não aceitam voz de comando,
mas aceitam negociação. Se, por exemplo, eles estão num lar com pessoas
espiritualizadas, que lhes dão o que necessitam, serão mais estáveis”, diz.
Ingrid
Cañete relata em seu livro diversos encontros e experiências com os seres
índigos e sugere que eles estão em toda parte. Ela conta que essas crianças
sofrem quando percebem que o meio em que vive e as pessoas com quem convivem
não correspondem a suas expectativas e a sua missão. “Elas acham que os pais
não confiam nelas, não as respeitam. E se alguns pais partem para agressão,
talvez elas queiram se defender. Eles têm uma reação muito forte, que assusta
alguns adultos. Mas porque elas não reconhecem o medo”, explica.
O modelo educacional também surge como entrave para
o aprimoramento dos dons índigos. “Muitas delas preferem fazer prova oral,
querem maior movimentação na sala de aula e preferem aulas mais dinâmicas e
criativas. Quando falamos com professores sobre os índigos, eles conseguem
imediatamente identificá-los entre seus alunos”, diz Valdeniza.
Sem dogmas religiosos
Apesar de
algumas das habilidades das crianças índigo se apresentarem de forma direta, os
pais podem encontrar manifestações bastante subjetivas no comportamento desses
seres. Desde a intuição aguçada ao olhar profundo, como descrevem os autores,
passando pela consciência de sua missão e a relação com a natureza e os
animais, vários são os detalhes que podem intrigar. Para a psicóloga Ingrid
Cañete, é nesse momento que a informação torna-se mais necessária.
Dons como os da personagem Clara em “Amor, Eterno Amor” também são amplamente defendidos pelos estudiosos. Esses seres ainda teriam um sistema imunológico fortalecido, com defesas para doenças como câncer. “Essas manifestações são possíveis em qualquer ser humano, porque todos nós temos percepção extra-sensorial, mediunidade. O fato é que essas aptidões naturais ficaram delegadas à religião e por isso são vistas com reservas. Os índigos estão nos mostrando que, quer aceitemos ou não, somos espíritos em evolução. Fazemos parte de uma realidade que vai muito além da realidade física, material”, afirma a psicóloga Valdeniza Siri.
Para a presidente da Associação Brasileira de
Psicólogos Espiritualistas (Abrape), Ercília Zilli, as crianças índigo não se
encaixam em nenhum dogma religioso. “Elas não pertencem necessariamente a uma
religião ou raça, mas parecem refletir um estado de consciência importante e
são crianças extremamente sensíveis, diferentes, naturalmente bondosas, desde
que compreendidas e incentivadas nos seus talentos, que muitas vezes não são
valorizados pela nossa sociedade”, conclui.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Psicologia Transpessoal
Conhecendo a
Psicologia Transpessoal, uma ciência holística que busca entender o ser humano
em sua totalidade.
Compreender a mente humana sempre foi um dos maiores desafios para a Ciência, e a psicologia nasceu com esse objetivo, o de estudar os fenômenos psíquicos e do comportamento de um indivíduo ou grupo. O termo psique, no dicionário, tem o significado de alma, espírito e mente, mas muitas correntes psicológicas ainda não abordam a dimensão relativa ao espírito por associarem o termo alma a religião.
Por outro lado, grandes avanços estão ocorrendo nesse campo. Dentre os estudos que levam em conta o transcendental, está a psicologia transpessoal, que tem contribuído muito para a análise integral do indivíduo. Mesmo com tantos pontos positivos e já sendo reconhecida na Europa e EUA há mais de quarenta anos como uma ciência, ainda não foi aprovada no Brasil pelo CRP (Conselho Regional de Psicologia).
Antes de abordarmos especificamente a psicologia transpessoal como tema principal, é importante termos uma pequena noção sobre as áreas da psicologia em geral.
A psicologia, no Ocidente, teve sua origem na Grécia, por volta do ano 500 a. C, mas ainda inserida na filosofia. Grandes filósofos se destacaram e contribuíram para a criação da base da filosofia ocidental, dentre eles, Aristóteles, Sócrates e Platão. A psicologia demorou a ser reconhecida separadamente e como uma ciência. Isso só ocorreu no final do século XIX. Com o tempo, foram sendo criadas diferentes correntes, escolas e metodologias, que apresentam, até hoje, divergências entre si.
Para compreendermos as diferenças de cada uma delas e os benefícios da psicologia transpessoal no tratamento terapêutico, entrevistamos Maria Del Mar Franco, psicóloga, apresentadora do programa Evoluir, na Rede Boa Nova de Rádio e diretora do Instituto de Psicologia Evoluir, no bairro do Tatuapé, em São Paulo.
Mais do que uma simples entrevista, Del Mar passou, em três horas de conversa, muitas informações importantes e esclarecedoras que esperamos poder transmitir ao leitor.
As quatro abordagens
Embora existam diversas áreas dentro da psicologia e muitas linhas diferentes de atuação dos terapeutas, essa ciência foi dividida em quatro grandes abordagens.
Psicologia Comportamental: Criada por John B. Watson na primeira metade do século XX, foi a primeira abordagem a fundamentar a psicologia como ciência. Seus estudos passaram a associar o comportamento dos animais em laboratório ao dos seres humanos. Seus fundamentos são baseados nos estímulos e respostas, mas sem necessidade de interpretação. Para Watson, tudo o que não pudesse ser observado em laboratório não tinha valor científico.
Com o tempo, a psicologia comportamental foi revendo alguns conceitos e evoluiu. Na década de cinqüenta, surge a psicologia comportamental cognitiva, com Aaron Beck. O processo deixou de ser analisado apenas por estímulo e resposta, e o foco passou a ser a compreensão por aspectos mais complexos que apenas os comportamentais, sempre utilizando a metodologia científica positivista da época.
Psicanálise: Abordagem criada por Sigmund Freud, produziu novas teorias sobre os comportamentos e algumas patologias que não se resolviam pela medicina tradicional. Com a psicanálise, alguns termos técnicos se popularizaram, tais como: inconsciente, id, ego, super ego, libido e complexo de Édipo. Vale lembrar que muitas outras escolas se desenvolveram a partir da psicanálise. Jung foi um dos principais discípulos de Freud. Ele foi muito além de seu mestre e abordou questões ligadas ao transcendente. Essa abordagem desenvolvida por Jung recebeu o nome de psicologia analítica, traduzindo uma nova visão do ser humano. Com isso, passou a levar em conta a totalidade do indivíduo. Utilizou termos como: inconsciente coletivo, arquétipos, sombra (parte escura da alma, característica rejeitada ou esquecida no inconsciente); sincronicidade e Self (totalidade psíquica), que para os espíritas significa espírito, encontro com a essência. Dizia que a terapia era uma comunhão de almas; valorizou as religiões, as mitologias e os símbolos como fonte de conhecimento da psique.
Psicologia Humanista: Enfoca o estudo da consciência e o reconhecimento dos significados das dimensões espirituais da psique. Tem como objeto de estudo os estados de consciência que transcendem o conceito de ego. É a escola da psicologia que pesquisa a espiritualidade. Surgiu na década de 1950, nos EUA e na Europa, como uma reação às limitações da psicologia comportamental. A abordagem humanista passou a dar maior importância as emoções e a buscar o desenvolvimento dos potenciais humanos. Os representantes pioneiros foram Carl Rogers, que falava da intuição e Abraham Maslow, que já previa a chegada de uma psicologia da quarta força, uma psicologia que iria além de tudo que se tinha estudado até então. A visão do ser humano, na psicologia humanista, é a de um ser criativo, com capacidades de auto-reflexão, decisões, escolhas e valores. A respeito da psicanálise, Maslow afirmava que Freud havia se detido apenas na doença e na miséria humana e que era necessário considerar os aspectos saudáveis, encontrando assim, um sentido maior na vida. Também já falava da importância de se vivenciar o aspecto transcendental da vida.
Psicologia Transpessoal: A partir das idéias do transcendente abordadas por Jung e do humanismo defendido por Maslow, nasceu a psicologia transpessoal. Uma nova abordagem que vai além da matéria. Uma ciência holística que busca entender o ser humano em sua totalidade. É uma ciência baseada na física quântica, que poderá construir uma ponte entre a ciência e o mundo espiritual. A psicologia transpessoal leva em conta o registro dos sistemas energéticos do cosmo por outro tipo de sensibilidade, algo que os cinco sentidos (paladar, olfato, tato, visão e audição) não são capazes de identificar. Se a vida começa antes do berço e continua após o túmulo, existem outros aspectos que precisam ser analisados. A transpessoalidade abre esse canal de intercâmbio entre o visível e o invisível, dentro dos estudos da psique.
A descoberta da quarta força
A psicologia transpessoal é considerada a quarta força da psicologia, uma abordagem que permite transcender todos os conceitos estudados e aceitos pela psicologia tradicional até o momento. A postura da transpessoal é a de compreender o ser humano integrado com o Todo, estabelecendo uma inter-relação de todos os sistemas existentes no Universo.
A psicologia transpessoal possui muitos colaboradores e precursores. O primeiro grande colaborador foi Jung, que nas teorias da psicologia analítica avançou ao considerar a dimensão espiritual; aproximou-se das filosofias e religiões e introduziu uma nova forma de praticar a psicologia clínica.
Em seguida, veio a colaboração de Maslow com a psicologia humanista, que enfatizou a necessidade de ir além do estímulo/resposta do comportamentalismo e da psicanálise de Freud. Maslow já dizia que chegaria uma quarta força na psicologia, que levaria em conta todos os aspectos ignorados.
Mas foi em meados da década 1960 que o psiquiatra Stanislav Grof cunhou o termo psicologia transpessoal e falou dos estados ampliados de consciência. Nasceu assim uma nova e revolucionária visão da mente. Desde então, tem ajudado muitas pessoas a compreenderem as problemáticas da alma não analisadas por outras correntes psicológicas. Em 1956, iniciou uma pesquisa no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Praga, onde trabalhava, e depois, em 1967, em um instituto dos Estados Unidos. A pedido de um laboratório da Suíça testou a substância alucinógena LSD em voluntários, com o intuito de descobrir o potencial que a droga oferecia no tratamento de distúrbios psíquicos. Chegou à conclusão de que a droga não induzia a formas específicas de alucinação que se esperava. Quando o LSD passou a sofrer restrições legais, deixou de utilizá-lo em suas experiências. Algum tempo depois, desenvolveu uma nova técnica para a ampliação da consciência, chamada de respiração holotrópica, que consiste, além de uma forma específica de respiração, na audição de músicas com poder evocativo e movimentos corporais localizados. Stanislav Grof também fundou a Associação Transpessoal Internacional, com o objetivo de promover o diálogo entre cientistas e líderes espirituais, para que cada qual pudesse contribuir com elementos de conhecimento na compreensão do ser humano.
Outro grande colaborador foi Roberto Assagioli, que criou o processo da psicossíntese (tipo de resposta ao método fragmentar da psicanálise, deixando clara a responsabilidade do indivíduo no processo do próprio crescimento).
A proposta da psicologia transpessoal é enxergar o homem não como simples máquina biológica, mas como um espírito imortal, capaz de armazenar em seu perispírito traumas e dramas esquecidos no inconsciente, mas que se refletem em sua vida atual, podendo afetar o organismo e a psique de diversas formas. Mas, segundo a psicóloga Del Mar, é preciso que se tome cuidado para não se levar tudo para o enfoque do transcendente, porque existem coisas que são materiais e se manifestam no psiquismo. "Não existe mágica; a psicologia transpessoal não é capaz de curar todos os problemas", ressaltou.
Muitas são as técnicas utilizadas pelos terapeutas nessa abordagem. As mais conhecidas são a regressão de memória, o renascimento e a respiração holotrópica. De acordo com a psicóloga, independente da técnica usada, a interiorização do paciente permite grandes percepções, e a abordagem integral dá espaço para o campo espiritual. Isso quer dizer que a psicologia transpessoal vê a expansão da consciência como algo muito saudável e não como fator patológico.
A solução das problemáticas reside na integração do ser humano com ele mesmo, com o outro, com a natureza e finalmente, com o Universo. "Devemos trabalhar em conjunto com as questões físicas, emocionais, mentais e espirituais, quatro pontos importantes que levam a compreensão do todo", refletiu.
Mesmo com tantos benefícios que a psicologia transpessoal pode trazer para as pessoas, talvez o que dificulte sua aceitação no Brasil é a distorção de sua aplicação com a mistura de certos rituais, e também, a falta de material didático publicado.
União psicológica e espiritual
Quando Jesus disse: "Vós sois deuses", já convidava a humanidade para o despertar do potencial que existe em cada um de nós. O ser humano desconhece a força que reside dentro dele, sendo imagem e semelhança do Pai.
A união da psicologia no estudo da mente e do comportamento do indivíduo ou grupo com a compreensão do espírito que comanda a psique, será a chave para a busca do autoconhecimento. "Conhecereis a verdade e ela vos libertará", afirmou o Mestre da Galiléia.
O universo está em constante evolução e chegará um dia em que o meio científico não poderá mais fugir da realidade do espírito, pois sem a aceitação da alma como essência de tudo, não encontrará mais respostas para tantos questionamentos.
Dentro da literatura espírita, uma série de doze obras ditadas pelo espírito Joanna de Ângelis, psicografadas pelo médium Divaldo Pereira Franco, abordam com muita propriedade temas ligados a psicologia. A autora utiliza os aspectos positivos de cada uma das abordagens, à luz do espiritismo e dos ensinamentos de Jesus para uma profunda reflexão. Segundo Joanna de Ângelis, o espírito é a base da psicologia transpessoal. Os livros: Jesus e Atualidade, O Homem Integral, Plenitude, Momentos de Saúde, O Ser Consciente, Autodescobrimento -Uma Busca Interior, Desperte e seja Feliz, Vida: Desafios e Soluções, Amor Imbatível Amor, O Despertar do Espírito, Jesus e o Evangelho - À Luz da Psicologia Profunda e Triunfo Pessoal compõem a série.
O espiritismo pode contribuir para preencher lacunas ainda existentes na Ciência. Fatos inexplicáveis para o materialismo são explicados com riqueza de relatos pela doutrina espírita. Para a psicóloga Del Mar Franco, cada abordagem psicológica é destinada a um gênero de problema e é também preciso que a pessoa observe se está alcançando evolução dentro da terapia, caso contrário, a mudança é necessária. "A psicologia transpessoal é indicada para as pessoas que buscam explicações e soluções para questões ligadas ao campo emocional e espiritual", concluiu.
quarta-feira, 28 de março de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
Você Que Veio Das Estrelas
Poema. (Wagner Borges).
"Você, que veio das estrelas,
E deu o grande mergulho no mundo da matéria"...
Você, que veio das estrelas e,
Com o sacrifício de sua própria origem cósmica,
Abrigou-se num invólucro de carne.
Você, que veio das estrelas,
E abandonou a Realidade universal,
Para habitar o mundo de ilusões…
Você, que veio das estrelas,
E agora se sente estranhamente só.
Esqueça-se de tudo e se entregue
Aos apelos de sua voz interior.
Ouça o que ela tem para lhe dizer,
Que nada mais é tão importante,
Nem mesmo os compromissos com que o mundo
Tenta distrair sua visão cósmica.
Descobrirá que, na verdade, não está só.
Muitos são os seus irmãos das estrelas,
Que para cá vieram estender a mão
E amparar com ombros fortes
Os passos da humanidade
Nesta difícil época de transição.
Será fácil reconhecê-los, as palavras não serão necessárias,
E nem mesmo será preciso saber seus verdadeiros nomes...
Saberá encontrá-los pela afinidade de suas energias,
O chamado de seus corações e profunda identificação
Com seus sentimentos.
Você, que veio das estrelas,
E sente agora no recanto mais íntimo de sua alma,
Que chegou o momento de encontrar, na Terra,
A sua Família Universal.
Que chegou o momento do reconhecimento.
O momento da reunião de todas as forças
Para a realização da missão única,
De que todos se incumbiram,
Antes de aqui chegarem.
Abra seu coração, acorde sua consciência adormecida.
Apalpe seu ser interior, deixe que ele fale acima de tudo;
Acima do mundo, acima de todos os conceitos,
Que não lhe permitem viver e existir
Com toda a sua potencialidade cósmica…
Você, que veio das estrelas,
Que é todo luz, e é todo força, libere-se!
Chegou o tempo de abrir as portas para uma nova era.
Você, que veio das estrelas,
Eterno viajante do Espaço,
Compartilhando agora com tantos outros irmãos
Uma experiência tridimensional, difícil.
Não se deixe mais perder em momentos inúteis
Que lhe trazem apenas solidão…
Não se deixe mais seduzir
Pelas falsas luzes do asfalto.
Assuma sua personalidade cósmica,
Estenda seus braços e, num único abraço,
Envolva sua grande família, sua imensa Família Universal.
E todos juntos, com plena consciência da Unidade de sua origem,
Cada qual com a sua parcela de colaboração, cumpram,
Com alegria e coragem, o maravilhoso Trabalho
De conscientização da humanidade
Para este novo milênio!
Muita Paz e Luz! (Wagner Borges *)
(*) Nota: Wagner Borges: Nascido no Rio de Janeiro, em 1961; autor de vários livros e colaborador de revistas da temática espiritual; conferencista e fundador do IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – [ www.ippb.org.br. ].
E deu o grande mergulho no mundo da matéria"...
Você, que veio das estrelas e,
Com o sacrifício de sua própria origem cósmica,
Abrigou-se num invólucro de carne.
Você, que veio das estrelas,
E abandonou a Realidade universal,
Para habitar o mundo de ilusões…
Você, que veio das estrelas,
E agora se sente estranhamente só.
Esqueça-se de tudo e se entregue
Aos apelos de sua voz interior.
Ouça o que ela tem para lhe dizer,
Que nada mais é tão importante,
Nem mesmo os compromissos com que o mundo
Tenta distrair sua visão cósmica.
Descobrirá que, na verdade, não está só.
Muitos são os seus irmãos das estrelas,
Que para cá vieram estender a mão
E amparar com ombros fortes
Os passos da humanidade
Nesta difícil época de transição.
Será fácil reconhecê-los, as palavras não serão necessárias,
E nem mesmo será preciso saber seus verdadeiros nomes...
Saberá encontrá-los pela afinidade de suas energias,
O chamado de seus corações e profunda identificação
Com seus sentimentos.
Você, que veio das estrelas,
E sente agora no recanto mais íntimo de sua alma,
Que chegou o momento de encontrar, na Terra,
A sua Família Universal.
Que chegou o momento do reconhecimento.
O momento da reunião de todas as forças
Para a realização da missão única,
De que todos se incumbiram,
Antes de aqui chegarem.
Abra seu coração, acorde sua consciência adormecida.
Apalpe seu ser interior, deixe que ele fale acima de tudo;
Acima do mundo, acima de todos os conceitos,
Que não lhe permitem viver e existir
Com toda a sua potencialidade cósmica…
Você, que veio das estrelas,
Que é todo luz, e é todo força, libere-se!
Chegou o tempo de abrir as portas para uma nova era.
Você, que veio das estrelas,
Eterno viajante do Espaço,
Compartilhando agora com tantos outros irmãos
Uma experiência tridimensional, difícil.
Não se deixe mais perder em momentos inúteis
Que lhe trazem apenas solidão…
Não se deixe mais seduzir
Pelas falsas luzes do asfalto.
Assuma sua personalidade cósmica,
Estenda seus braços e, num único abraço,
Envolva sua grande família, sua imensa Família Universal.
E todos juntos, com plena consciência da Unidade de sua origem,
Cada qual com a sua parcela de colaboração, cumpram,
Com alegria e coragem, o maravilhoso Trabalho
De conscientização da humanidade
Para este novo milênio!
Muita Paz e Luz! (Wagner Borges *)
(*) Nota: Wagner Borges: Nascido no Rio de Janeiro, em 1961; autor de vários livros e colaborador de revistas da temática espiritual; conferencista e fundador do IPPB – Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas – [ www.ippb.org.br. ].
quinta-feira, 22 de março de 2012
Consciência e Educação
Maribel Oliveira Barreto
Resumo
O presente artigo tem como
objetivo fomentar uma sinergia nacional acerca do estudo da Consciência, através
da educação formal e se apresenta como um convite à reflexão do educador sobre
o seu papel de auxiliar no processo de despertamento, construção,
desenvolvimento e/ou expansão da Consciência dos educandos, incluindo ações que
favoreçam a integração do seu sentir, pensar e agir.
Palavras-chave:
Consciência, educação.
1 - INTRODUÇÃO
Consciência implica
operação que não deixa resto.
(A Arca, II.13:4821)
A temática proposta no
presente artigo: “Consciência e Educação” retrata, de
certa forma, a consciência
que temos da responsabilidade como dever e da liberdade como direito, bem como
da nossa utilidade individual e social, especialmente, através da educação, e
do fato de buscarmos, no dia-a-dia agir e interagir com base, não só no conhecimento,
mas também no autoconhecimento, em prol da auto-realização.
Apesar dos estudos sobre
Consciência não serem recentes, eles têm sido
aprofundados a partir do
século XX, à luz de reflexões e abordagens teórico-práticas de psicólogos
transpessoais, pedagogos, filósofos, físicos quânticos, neucientistas, sociólogos,
revelando, direta ou indiretamente, a necessidade de fazermos Ciência com
Consciência.
O estudo da Consciência,
por sua vez, nos remete a uma melhor compreensão
da vida, a partir da
concepção do Ser Humano como uma totalidade. Portanto, um Ser que sente, pensa
e age, lembrando que os nossos sentimentos, pensamentos e atos, nada mais são
senão expressões de nossa consciência. Com isso, buscamos ouvir e atender a um
apelo contemporâneo por uma educação integral, transcendendo a visão dual entre
ciência e religião.
Até porque enquanto a
educação estiver sendo dissociada do corpo, da alma e
da totalidade do Ser
Humano significa que as ciências ainda abstêm-se do que indica a noção exata de
Consciência e de Lei Natural, para a evolução abreviada consciente do gênero
humano; e, enquanto assim, os educandos inclinam-se na busca prioritária da segurança,
satisfação e felicidade, sem a razão, o bom senso e a boa intenção; por conseguinte,
sem a sabedoria, a força e a beleza nas ações.
Por isso, não nos cabe
mais, por exemplo, buscar fazer Ciência sem
Consciência, ou mesmo
buscar promover o desenvolvimento profissional, através da educação, sem a
preocupação com o despertamento, desenvolvimento e socialização do potencial
humano como um todo. Afinal, Ciência sem Consciência deforma a alma humana e
fragmenta o corpo físico.
Nesse contexto,
confirmamos a necessidade de uma educação voltada para o
desenvolvimento integral
do Ser Humano, fundamentada no estudo da Consciência, a partir da compreensão
de que todo trabalho pedagógico deve, no mínimo, propor a criação de
oportunidades que possibilitem conduzir o educando ao despertamento, conhecimento,
desenvolvimento e expansão de sua consciência, em função da sua necessidade de
conhecer, autoconhecer e auto-realizar, considerando a Finalidade da Vida e a
Razão de Nossa Existência.
Assim sendo e considerando
que a prática da reflexão propicia o discernimento,
este, a iniciativa, e toda
iniciativa, as realizações, iremos nos dedicar às reflexões sobre educação e o
nosso papel enquanto educadores, com o propósito de realizações ainda maiores.
2 REFLEXÕES
SOBRE A EDUCAÇÃO
Inegáveis e inúmeras são
as demandas no atual sistema de educação, pois
vivemos em tempo de
profundas e significativas transformações, que podem ser
facilmente compreendidas
em função do grau de Consciência dos sujeitos diretamente envolvidos com a
nobre causa de educar, conscientemente, o ser humano.
Tendo em vista essas
mudanças aceleradas da civilização humana, urge o
momento de agir
conscientemente em relação ao nosso sistema educacional. Estudos voltados para
a prática de uma educação com Consciência envolvem uma efetiva e peculiar
revolução/transformação do modo dualístico de conceber a realidade humana que incorpora,
pensamento e sentimento, objetividade e subjetividade, individualidade e
sociedade, convertendo, dialeticamente, as dualidades em totalidades, a partir
de um referencial integral da existência humana.
Sob esta ótica, a educação
deve contribuir para o desenvolvimento pessoal,
profissional e espiritual
dos educandos, incluindo as dimensões da intelectualidade, da objetividade, bem
como adentrando nos meandros da subjetividade, de forma que favoreça o
desenvolvimento integral do Ser Humano nos seus aspectos: físico, intelectual,
emocional e, sobretudo, espiritual.
Há os que consideram que
apenas instruindo o ser humano, fazendo-o coligir e
correlacionar fatos e
técnicas, estão educando-o. É um ledo engano essa idéia de que as informações,
instruções, testes e diplomas devam ser os nossos critérios de educação.
A educação tem como fim
integrar o Ser Humano, torná-lo sensível para
enfrentar os desafios da
vida e seus complexos ditames. Torná-lo inteligente não em um nível
circunscrito, mas, sim, em todos os níveis e viver em todos os níveis
conscientemente.
Nota-se, hoje, que tem
sido dado mais valor aos sistemas técnicos educacionais
do que propriamente ao Ser
Humano. Esqueceu-se que tão somente ensinar uma
técnica ao Ser Humano é a
maneira, senão a mais tola, a menos inteligente e
consciente de se educar.
Isto gera novos desafios
para o ensino, uma vez que não basta ensinar o que é
conhecido; é também
necessário capacitar o educando para questionar, refletir,
transformar e criar,
através de um método educativo que prime pelo ensino que facilita a
aprendizagem, bem como toda aprendizagem que desperta o sentimento,
favorecendo novas
criações.
Nesse contexto, o
conhecimento das teorias sobre a prática educativa, os melhores métodos para a
aprendizagem e o sentimento de responsabilidade para com o processo de educar
subjetividades são fundamentais para todo educador,
comprometido com a
educação.
Assim, no amanhecer deste
novo milênio, é constatável que já passamos por
diversas experiências
individuais e sociais, já abraçamos diversas teorias e o problema da integração
do Ser Humano ainda perdura, nos instigando a questionar as abordagens
educacionais que se dedicam, prioritariamente, à dimensão exterior do Ser Humano,
ou mesmo ao desenvolvimento das dimensões do agir e do pensar, em detrimento da
dimensão do sentir.
Isto não quer dizer que
devemos abandonar a ciência e a tecnologia, mas sim
buscar integrá-las com o
respaldo de princípios éticos, morais e estéticos elevados.
Afinal, é o despertamento,
conhecimento, desenvolvimento e expansão da Consciência que implica progresso e
não o avanço tecnológico.
Não podemos ser ingênuos
em acreditar que uma transformação desta natureza
se originará de elites
dominantes ou será proveniente de instâncias superiores
figuradas como ordem
divina, numa dimensão de fora para dentro, ou da sociedade para o indivíduo,
mas, ocorrerá sim, através de uma transformação que parta de dentro de cada Ser
Humano.
O projeto educativo é,
então, integrar e não afastar o Ser Humano de si mesmo,
o que implica ter presente
seus valores subjetivos, além dos objetivos, proporcionando aos educandos
condições de uma formação adequada, de tal maneira que possam descobrir, por si
só, suas tendências e valores próprios, bem como sua finalidade de existir,
seus deveres naturais para com a vida, incluindo valores que envolvam as pessoas,
de um modo geral, e o equilíbrio dinâmico nas relações cotidianas.
Uma prática educativa, a
partir de uma visão integral, emerge como um antídoto,
entre outros, para a nossa
sociedade, que está alicerçada, até prova em contrário, no descuido com a
formação integral do Ser Humano, demonstrado nas ações cotidianas, fazendo com
que, do ponto de vista pessoal, tornemo-nos descuidados conosco mesmos e com os
outros e, do ponto de vista da educação, formemos, na maioria das vezes,
profissionais e técnicos, mas não seres humanos. Com isso, denunciamos não só
esquecer, mas inobservar que muito antes de sermos profissionais somos seres humanos.
Cabe ressalvar que estes
profissionais podem até ser competentes em suas
ações específicas, mas, a
maioria não se sente capaz de compreender a realidade e agir em função do todo,
o que pode garantir uma ação eficiente, porém, nem sempre adequada do ponto de
vista humano, seja ele individual ou coletivo, gerando, por conseguinte, ações
que acabam fomentando o caos social, até porque um Ser Humano fragmentado, só
pode oferecer, à sociedade, fragmentação.
Nessa perspectiva, algo
nos chama atenção. Em 1999, a Unesco elaborou um
relatório sobre educação,
intitulado: “Educação - um tesouro a descobrir” no qual o
organizador desse
relatório reuniu educadores do mundo inteiro que chegaram a uma síntese que foi
divulgada através dos 4 pilares da educação para o século XXI, a saber: aprender
a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser.
O aprender a ser,
inclusive, foi compreendido como o aprendizado basilar. Ou
seja, se a pessoa não aprende
a ser as outras aprendizagens ficam comprometidas.
Porém, precisamos parar
para refletir que desde o ano de sua publicação (1999) até os dias atuais
(2006) - sete anos se passaram - e continuamos convivendo com problemas
individuais e sociais incalculáveis, em detrimento do equilíbrio dinâmico nas relações
cotidianas. Os índices de corrupção, violência e volúpia se estendem, quando deveriam
estar diminuindo. Estaria faltando alguma coisa? Qual seria a origem dos referidos
problemas?
A nossa proposição,
portanto, é incluir a Consciência como a base que sustenta
os quatro pilares da
educação, sob pena de estarmos, ainda, expandindo conflitos. Até porque
Consciência significa sem conflito e nos favorece distinguir o melhor caminho que
devemos seguir, em prol do equilíbrio dinâmico do Universo, através das Leis Naturais
que o rege.
3 CONCEPÇÕES
DE CONSCIÊNCIA
Assumimos, portanto, a
necessidade da consciência ser a base de sustentação
dos quatro pilares da
educação para o século XXI, afinal, ela é a melhor maneira de conhecermos a nós
mesmos, nos conduzindo da fragmentação à Totalidade, a partir da ampliação da
nossa percepção acerca da realidade, como um todo.
Assim sendo, faremos um breve
percurso pelas diferentes, porém
complementares concepções
acerca da Consciência, segundo alguns representantes da psicologia
transpessoal, da educação, da filosofia, da sociologia, da medicina, da física,
com o objetivo principal de fazer da diversidade a unidade, nos capacitando e possibilitando
ver melhor a realidade.
A etimologia da palavra, a
partir das línguas saxônicas, como o inglês, permite
diferenciar dois tipos de
Consciência: conscience, que é a Consciência em seu sentido moral e consciousness,
traduzindo seu sentido psiconeural. O idioma português dispõe de apenas uma
palavra para atender aos dois significados, indicando a consciência como
sinônimo de "Conhecimento, noção do que se passa em nós [...] Percepção mais
ou menos clara dos fenômenos que nos informam a respeito da nossa própria existência
[...]" (Houaiss, 1980, p.219).
Numa dimensão de análise
filosófica, Lalande (1999, p. 195) define a
Consciência como a “intuição
(mais ou menos completa, mais ou menos clara) que o espírito tem dos seus
estados e atos”. Ela se apresenta como um elemento
fundamental do pensamento
anterior à distinção entre o conhecedor e o conhecido, “é o dado primeiro que a
reflexão analisa em sujeito e objeto” (Id. Ibid.).
O físico e teórico de
sistemas, Capra (1999), afirma que a Consciência é uma
propriedade da mente
caracterizada pela percepção e cognição de si própria. Para ele, a percepção e
a cognição de si mesmo só se manifestam no ser humano, através da Consciência,
isto é, da autoconsciência. Fala ainda de Consciência como percepção do que
acontece à nossa volta.
Damásio (2000),
neurologista de formação, entende que, hoje, o último limite a
ser transposto pelas
ciências da vida é desvendar a mente, destacando a Consciência como o mistério
supremo a ser esclarecido.
De acordo com os estudos
de Morin (2000), um dos principais pensadores sobre
complexidade, que vê o
mundo como um todo indissociável, afirma que:
[...] As ciências humanas
não têm consciência dos caracteres físicos e
biológicos dos fenômenos
humanos. As ciências naturais não têm consciência
de sua inscrição numa
cultura, numa sociedade, numa história. As ciências não
tem consciência do seu
papel na sociedade. As ciências não têm consciência
dos princípios ocultos que
comandam as suas elucidações. As ciências não
têm consciência de que lhes
falta uma consciência [...]
Morin (Id., p. 10-11) nos
apresenta a consciência em dois sentidos: moral e
intelectual. No sentido
moral, corrobora com o pensamento de Rabelais que diz:
“Ciência sem consciência é
apenas ruína da alma”. E no sentido intelectual, relaciona com a aptidão
auto-reflexiva, considerada como qualidade-chave da consciência. Em 1982, Morin
já afirmava que “[...] consciência sem ciência e ciência sem consciência são
radicalmente mutiladas e mutilantes [...]”.
Nesse sentido, a educação
assume um papel essencial na condução de
princípios conscientes
para a formação integral dos educandos, até porque quando a educação nos conduz
a falsos princípios podemos antecipar que a ciência é pervertida para servir a
objetivos dúbios e destrutivos; bem como a cultura, ao invés de ampliar, estreita
as nossas perspectivas, tempo em que fomenta a corrupção, violência e volúpia,
e com isso demonstramos os efeitos de fazer ciência sem Consciência. Daí, todos
nós corremos riscos e perigos inevitáveis, e de prejuízos quase que
irreparáveis.
Para Grof (2000),
psiquiatra e estudioso da psicologia transpessoal, a
Consciência é algo que
simplesmente existe e que, em última instância, é a única
realidade; algo que é
manifesto em cada ser humano e em tudo a nossa volta. Por
esse motivo, é
imprescindível que a Consciência seja desenvolvida em todo o seu
potencial, explorada,
expandida, aprofundada no contato consigo, com o que está à volta e com o
universo como um todo. Essa é a condição para alcançar a plenitude do potencial
humano.
Acrescenta afirmando ser a
consciência uma “espécie de fenômeno primário da
existência [...] algo que
surge da complexidade do sistema nervoso e está lá para nós, para refletir a
existência objetiva” (Id., 2004, p.273).
O neurocientista Karl
Pribram (2004, p.271) afirma que a Consciência vem de
´conscire`: fazer
ciência em conjunto; adquirir conhecimento em conjunto.
De acordo com Sheldrake
(2004, p. 272), biólogo e parapsicólogo: “Consciência
é conhecer com [...] Está
relacionada com a esfera de possibilidades estruturada por campos [...] escolha
entre ações possíveis [...]”.
Goswami (2004, p.274),
físico quântico que tem buscado correlacionar ciência e
espiritualidade, expressa
que nos anos recentes, a física está se aproximando,
rapidamente, do ponto em
que terá de lidar, de modo explícito, com a Consciência.
Para ele, Consciência é a
base de todo ser.
Por fim, gostaríamos de
destacar a concepção de Wilber sobre Consciência. Ele
é bioquímico de formação,
porém dedicado à pesquisa da consciência, a partir dos
fundamentos da psicologia
e filosofia, tanto Ocidental quanto Oriental, desde os
primórdios da sua vida
acadêmica.
Wilber é o autor acadêmico
mais traduzido dos EUA. Para Wilber (1997, 1998,
2000, 2001), o Ser Humano
integra, em si, “todos os níveis, todos os quadrantes”, que envolvem os
aspectos intencionais, comportamentais, culturais e sociais. Esses quadrantes
também dizem respeito às esferas culturais de valores: arte, moral e ciência; o
Belo, o Bom e a Verdade; estética, ética e verdade; o EU, o NÓS e o ELE.
A expressão “todos os
quadrantes”, por sua vez, conduz a reconhecer que em
cada um dos “níveis” de
Consciência (sensório, mente, espírito), há um interior
individual e coletivo,
assim como um exterior individual e coletivo, o que possibilita, em cada nível
de ser e de conhecer, uma experiência estética (EU), uma experiência ética (NÓS),
uma “ciência” sobre cada fenômeno individual, bem como uma “ciência” sobre os
sistemas de fenômenos coletivos (ELE). Daí a compreensão de que uma abordagem
integral do Ser Humano deve levar em conta todos os níveis da Grande Cadeia do
Ser, bem como todas as suas dimensões.
De acordo com Wilber
(2001), o caminho da preservação da vida,é sobretudo
uma questão de consciência
e afirma que uma verdadeira “visão integral [...] deveria incluir a matéria, o
corpo, a mente, a alma e o espírito tal como se apresentam em seu desdobramento
através do eu, a cultura e a natureza. [...] uma visão que abraçasse a ciência,
a arte e a moral” (Id., p. 11).
Outra perspectiva de
análise da Consciência é encontrada em Triviños,
sociólogo, (1995, p. 57),
que a conceitua como
“[...] um tipo de reflexo,
a propriedade mais evoluída de reflexo, peculiar só à
matéria altamente
organizada. Desta maneira, a consciência não é matéria
como pensavam os
materialistas vulgares. A consciência é uma propriedade da
matéria, a mais altamente
organizada que existe na natureza, a do cérebro
humano. Essa peculiaridade
surgiu como resultado de um longo processo de
mudança da matéria”.
O estudo da Consciência,
portanto, nos dá a chave para abrirmos o tesouro do
entendimento sobre nós
mesmos. Hoje, se sabe que a Consciência está relacionada de tal modo com o
cérebro, e, por conseqüência, com a inteligência, que seria difícil as dissociarmos.
O que é importante ressaltar é que a Consciência precisa ser analisada sob
diferentes óticas, da neurobiologia à espiritualidade, de forma integrada.
Segundo nos confirma Campos (1997, p. 2),
A consciência é fruto da
evolução do sistema nervoso. Portanto, percepções,
individualidade, linguagem,
idéias, significado, cultura, escolha (ou livre
arbítrio), moral e ética,
todos existem em decorrência do funcionamento
cerebral. Há, por vezes,
receio de que a investigação científica possa levar a
uma
"desmistificação" da consciência humana. De fato, são inúmeras, e não
triviais, as consequências
da conceituação da consciência como fenômeno
natural. Uma delas, talvez
a mais importante, refere-se à percepção que o ser
humano tem de si próprio e
de seus semelhantes: teme-se que a concepção da
consciência como resultado
de um processo biológico corresponda a uma
“profanação do espírito
humano”, com conseqüente abandono do
comportamento moral e
ético.
Nessa perspectiva, o
processo de despertamento, construção, desenvolvimento
e expansão da Consciência
ocorre ao longo de milhões e milhões de anos até os dias atuais.
A partir dessa análise,
torna-se possível refletirmos sobre nossas perspectivas e
estratégias para
transformar a realidade, pois ao longo da história, estamos expandindo a
Consciência, através da interação com grupos, pessoas e movimentos. Afinal, o
Ser Humano não é só produto do seu sentir, pensar e agir, mas também, do meio
no qual se insere.
Verificamos ao longo da
história que os mais bem adaptados em todos os
contextos, tendem a melhor
sobreviver. Fazendo uma analogia com o presente,
continua sendo necessário
desenvolvermos a capacidade de lidar com as intempéries do dia-a-dia do viver,
adaptando-nos ao ambiente no qual estamos inseridos. Fica evidenciado, porém,
que apesar de todo avanço biológico, social, cultural, desde a existência da
espécie “australopitecus” até a espécie “homo sapiens sapiens”, demonstramos,
ainda, carência de discernimento, nas ações do cotidiano.
Nessa dimensão de análise
podemos inferir que a educação tem um papel
primordial. Nesse sentido,
gostaríamos de anunciar que enquanto educadoras,
aprendemos e sentimos que
a Consciência é uma das faculdades inatas, capitais do ser humano, que o
favorece discernir o melhor caminho que deve seguir, conforme o que estabelecem
as Leis Naturais que regem o universo.
De acordo com Barreto (2005,
p. 49):
[...] não é
demais concebermos a Consciência como uma das propriedades
mais significativas da
matéria em hominização. Ela é uma das mais importantes
faculdades inatas capitais
do Ser Humano que lhe possibilita, além de saber e
sentir, suficientemente,
acerca da realidade, segundo, não só conhece, mas
também se aproxima daquilo
que estabelece aquela moralidade universal que
conduta dos corpos celestes,
denuncia.
Afirma ainda que devemos
buscar saber cada vez mais o que é ter Consciência
clara, pois é com ela que
o Ser Humano se eleva na senda da Iluminação, da bemaventurança e/ou algo que
equivalha.
Dessa forma, precisamos
auxiliar, através da educação, no processo de
despertar, construir,
desenvolver e expandir a Consciência dos educandos,
considerando que nela
repousam as Leis Naturais que regem o Universo. Assim sendo, Consciência e Leis
não têm diferença nem distância.
4 LEI DE CONSCIÊNCIA
Tratando da Consciência
com uma Lei Natural, vale contextualizar, brevemente,
a relação existente entre
o ser humano e a própria Lei.
Dejours (1999, p.74)
afirma que “quando dizemos que o homem pertence ao
mundo da natureza,
indicamos que o funcionamento e, em parte, o comportamento
humano são submetidos a
leis. Leis imutáveis, estáveis, universais, que decorrem, em última instância,
das leis da matéria”.
Nessa perspectiva de
análise, precisamos esclarecer que se faz necessário
sistematizar a compreensão
da Consciência como uma Lei Natural. Afinal, uma Lei
Natural é muito mais do
que um símbolo metafísico; ela é uma noção subjetiva, pois reside no
espírito do gênero humano, é abstrata, pois também resulta da síntese de
um considerável número de fatores gerais, e é positiva, pois sua
realidade é inegável, inevitável e auto-sustentável como a dos fatos de que
provém e/ou produz. Enfim, a Lei é o fato tão observável quanto verificável em
todos os seres e/ou a que todos os seres estão sujeitos.
O estudo da Lei, por sua
vez, nos favorece exercitar o saber pensar a ponto de
conseguirmos ser capazes
de sentir, pensar e agir de maneira que os nossos
sentimentos, pensamentos e
atos podem ser, expressar e/ou se converter em Lei
Universal. Ou seja,
saber pensar favorece-nos experimentar, de forma, direta, correta e completa,
a real beleza, riqueza e significação da vida.
Por outro lado, quando o
Ser Humano não é iniciado na senda do saber pensar
por si mesmo, ele tende a
não ser favorecido pelo que indica a noção exata de
Consciência e de Lei
Natural, para a sua evolução voluntária; e, com isso, enfraquece o seu senso de
decência, elegância e decorosidade; inclina-se a desprezar o valor do zelo,
principalmente para com o que é frágil; bem como impede o seu impulso de ousar,
paciente, persistente e inteligentemente, na busca do que é considerado como difícil,
improvável ou impossível.
Por isso, um dos maiores
desafios do Ser Humano é saber pensar integrando,
em si mesmo, o seu sentir,
pensar e agir numa só ação, sob pena de viver
desintegrado e, cada vez
mais, desintegrando-se. Nesse contexto, a razão indica que o saber que mais
importa, além do autoconhecimento, é o conhecimento da Lei. Até porque, a
Consciência é a Lei.
E, para pesquisarmos e
analisarmos até compreendermos, bem como
praticarmos até sentirmos,
significativamente, uma Lei Natural, é imprescindível que sejam observadas e
verificadas, a partir do fenômeno considerado como relativo à mesma, as
evidências das três características fundamentais que demonstram o todo da sua
manifestação: o centro de onde partem todas as ações, o agir e o objeto que reflete
as ações.
Essas características são
desdobradas, fundamentando-se nos itens da
metodologia científica: 1)
objeto (o que é), 2) finalidade (para que existe),
3) justificativa (porque
existe), 4) fundamentação teórica, 5) método (como, quando, quanto),
6) recursos (com quem e com o que), e 7) fonte (origem).
Veja o quadro a seguir:
Figura 1 – Quadro
aprofundamento do pensamento quanto ao desvendamento de valores da Lei
de Consciência
A partir da leitura do
quadro, podemos analisar a Consciência com base nas
suas características,
segundo aquilo que indica a nossa experiência, senão vejamos:
1. Objeto
– O que é Consciência?
Nossa experiência indica e
a razão não se recusa a aceitar que a Consciência
pode ser definida como uma
das faculdades mais significativas, inatas e capitais do Ser Humano, uma vez
que nela repousam as Leis Divinas, as Leis Universais, as Leis Naturais que
regem o Universo. Logo, Consciência é uma potencialidade. Nascemos com essa
força. Temos a força da inteligência, da imaginação, da ciência e da Consciência.
2.
Finalidade - Para que existe a Consciência?
Facultar ao Ser Humano
conhecer, aproximar e identificar sua natureza interna
com a externa. Portanto,
saber discernir entre o que é legal e o que não é; entre o
correto e o incorreto, bem
e mal, entre o que é bom e ruim e entre o real e o ilusório, segundo o
equilíbrio dinâmico da moralidade que a conduta dos corpos celestes denuncia.
3. Justificativa-
Por que existe a Consciência?
A Consciência existe
porque é essencialmente necessário e racionalmente
justificável que o Ser
Humano conheça, aproxime e identifique a sua natureza interna com a externa; o
seu universo orgânico individual com o universo orgânico total e, portanto, com
Deus, com a vida das Leis Universais, que é infinito na duração e na extensão,
porém finito na distância.
4.
Fundamentos (dentre muitos)
Matéria é energia
condensada. Einstein comprovou isso. Quanto mais
sutilizarmos a nossa
matéria, maior energia. A física quântica comprovou que tudo
quanto existe na natureza
é energia condensada. Portanto, em tudo há vida porque em tudo há movimento, em
tudo existem átomos na sua multiplicidade de formas. Mas, a vida não é só
materialidade. As coisas materiais se demonstram como energia na sua forma de
condensação. Então, precisamos assumir o compromisso moral conosco próprios e
descondensar, ao máximo, essa energia. Afinal, quanto mais Consciência, menos
densidade, menos condensação, menos materialização.
Outro fundamento que
justifica a existência da Consciência é lembrarmos que
tudo se transforma,
aprimora e evolui. Então, temos que evoluir a ponto de querermos investigar a
nossa vontade própria, ter razão, Consciência, até chegar à onisciência do Princípio
Criador.
5. Método
- Como despertar, construir e/ou desenvolver a Consciência ?
Para despertar a
Consciência existe um trabalho teórico e um trabalho prático.
Dentre vários estudos já
realizados, o trabalho teórico da Consciência envolve estudos e
desvendamentos de valores insofismáveis, caracterizados por códigos perenes e imutáveis
das Leis Divinas, das Leis Universais e das Leis Naturais que regem o Universo.
No trabalho prático, temos o desenvolvimento da qualidade de raciocinar,
através da força em domínio da contemplação.
6.
Recursos - Como quem, quanto, com o que despertar, construir e/ou
expandir
a Consciência?
Os recursos humanos somos
nós, Seres Humanos. O financeiro é o todo
conhecido, possível e
disponível, considerando o todo das realizações. Os técnicos sãosaber viver,
pensar, raciocinar, contemplar, as Leis Divinas, usar as Leis etc. Os recursos
materiais são as energias pensantes, as energias inteligentes e a mente.
7. Fonte –
Qual a origem da Consciência ?
O centro de onde parte a
Consciência é a imutabilidade, ou seja, a moralidade
do Universo que a conduta
dos corpos celestes denuncia. Essa é a melhor bibliografia, a melhor referência
para o despertar da Consciência.
A partir do estudo e
desvendamento da Lei de Consciência, aprendemos que
quando decidimos estudar e
desvendar uma Lei, é porque já sentimos a falta de algo indispensável; e quando
conseguimos realizar isso em grau significativo, então percebemos que faltava
algo indispensável para o nosso viver. Enfim, estudar e desvendar a Lei é
resgatar o esforço coletivo de interpretar o Universo e a existência humana,
porquanto quem exercita desvendar a Lei, termina por exercitar desvendar a si
mesmo, em busca da Consciência que está por vir.
5 PROPOSIÇÃO
FINAL: ESTUDO DA CONSCIÊNCIA NO SISTEMA FORMAL DE
ENSINO
A partir do exposto,
sustentamos que nosso caminho natural é o despertamento,
construção,
desenvolvimento e expansão da nossa Consciência como tarefa
emergencial, inclusive e
principalmente, através da Educação, ainda que tenhamos limites e/ou obstáculos
para tal. Entendemos, pois, a necessidade de nos relacionarmos, através da
educação, não só com o mundo objetivo e empírico do conhecimento moderno, mas
também com o mundo subjetivo e espiritual da sabedoria.
Afinal, a Educação tem por
finalidade auxiliar os educandos no processo de
desenvolvimento dos
estados de Consciência, assim como das suas relações com a realidade e com os
valores existenciais. Ela deve ajudar no direcionamento da autointegração do
gênero humano, possibilitando-lhe conceber da vida, a sua real beleza, a sua
real riqueza, bem como a sua real significação.
Precisamos, por
conseguinte, de uma pedagogia que esteja de acordo com as
pesquisas contemporâneas
acerca da Consciência como um todo, pois qualquer coisa ao contrário, só
aumentamos o caos no qual vivemos.
A educação, portanto,
através da ciência, não pode nem deve ensinar ao
educando somente a medir,
calcular e dominar, pois assim, não só dificulta, mas
também o impede de
alcançar o que indica a noção exata de Consciência e de Lei
Natural, para a sua
evolução abreviada consciente; e, com isso, amplia os seus medos, culpas e
apegos, por conseguinte, o inclina a implantar, manter ou ampliar a corrupção, a
violência e a volúpia na sociedade.
Nesse contexto,
vislumbramos a possibilidade de uma educação verdadeira, que
contemple a integração das
dimensões do Ser Humano como um todo, assim como de seus níveis de conhecer,
fazer, viver juntos e ser, ou seja, a unidade do conhecimento, a partir do
despertamento, cada vez maior, da Consciência, nos conduzindo da fragmentação à
totalidade.
Nesse sentido,
relembramos, no presente artigo, a necessidade de expansão do
estudo da Consciência na
educação formal, porque sustentamos que a Consciência é o primeiro e último
conhecimento que o Ser Humano pode e deve utilizar para saber bem lidar com as
questões da existência da vida, pois esta mais do que cobra, aos desavisados, a
vida que não for vivida.
Assim sendo, socializamos
a nossa experiência de favorecer o estudo da
Consciência junto aos
educandos, desde a educação infantil até o ensino superior, em nível de
pós-graduação, a saber:
na
educação infantil e no ensino fundamental, propomos a disciplina
Iniciação
à Consciência, com a finalidade de favorecer o despertar do
sentir dos educandos,
através do estudo de Leis Naturais que regem o Universo, considerando que os
mesmos são dotados de sensibilidade, criatividade e moralidade;
no ensino
médio, a disciplina Consciência, com a finalidade de favorecer
ao educando o pensar com
inteligência, a partir do estudo e do desvendamento de Leis Naturais;
no ensino
superior, a disciplina Conscienciologia, com a finalidade de
oportunizar ao educando
que integre o seu sentir, pensar e agir, de maneira que lhe seja possibilitado
absorver, em si mesmo, o valor significativo real das relações, a partir do
estudo das temáticas: Vida; o Ser Humano: sua estrutura e seu processo de
evolução sócioantropológica, bem como a Consciência: conceituação,
despertamento, desenvolvimento e expansão.
Além da proposição das
disciplinas, sugerimos que a Consciência seja
trabalhada de forma
transdisciplinar, nos espaços educacionais, de forma a envolver não só os
educadores e educandos, mas as demais pessoas que estão vinculadas à Instituição,
nas suas mais diversas funções, especialmente através de práticas continuadas e
permanentes de sensibilização e capacitação quanto à temática, bem como através
de murais interativos, com pensamentos reflexivos diários.
Até porque, a Consciência
se pratica através das relações que estabelecemos
no dia-a-dia e faculta ao
Ser Humano aptidões, tais como a do discernimento, que o possibilita
compreender, absorvendo, em si mesmo, a natureza real que reside em todas as
coisas, inclusive e principalmente, o valor significativo real das relações.
Que a presente proposição
promova uma sinergia nacional em prol do estudo da
Consciência no sistema
formal de educação, como um marco da nova humanidade, caracterizado pelo novo
estado de consciência do Ser Humano; até porque, este tem o dever moral de
fazer de si mesmo um Ser Humano mais do que Humano.
Pós-doutoranda em educação
(UNB); Doutora em educação (UFBA); Mestre em educação (UFBA);
Especialista em
psicopedagogia (UCSAL); Graduada em Pedagogia (UCSAL); Experiência como
diretora acadêmica no nível
de graduação e como coordenadora pedagógica no nível de pósgraduação,
lato e
stricto sensu, além de ter experiência docente em cursos de pós-graduação e
graduação. Contato: maribelbarreto@terra.com.br
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