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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Por Que Praticar a Atenção Plena?


por Jon Kabat-Zinn


A promessa final de se praticar a Atenção Plena ou o Aqui e Agora como também é chamado, é muito mais ampla e muito mais profunda que o simples cultivo de nossa atenção. O aqui e agora nos ajuda a compreender que nosso ponto de vista convencional de nós mesmos, e inclusive o que queremos dizer com “si mesmo”, é incompleto em alguns aspectos muito importantes.
A atenção plena nos ajuda a reconhecer como e por que confundimos a realidade das coisas com uma história que nós criamos. Isto torna possível traçar um caminho para uma maior saúde, bem-estar e propósito.
Hoje em dia, a medida que juntamos a meditação e a ciência, estamos começando a descobrir novos caminhos, em uma linguagem que todos podemos compreender, para mostrar os benefícios de treinar a si mesmo para conseguir a intimidade com o funcionamento da própria mente de um modo que gera maior visão profunda e claridade. A ciência está demonstrando interessantes e importantes benefícios para a saúde da prática e o treinamento corpo/mente e está começando a clarear as distintas vias através da qual a atenção profunda pode exercer seus efeitos no cérebro (emoção-regulação, memória de trabalho, controle cognitivo, atenção, ativação de mapas somáticos concretos do corpo e aumento cortical em regiões específicas) e o corpo (redução de sintomas, maior bem-estar físico, melhora da função imunológica, influencia epigenética, ou seja, a regulação da atividade em grande numero e classe de genes). Também mostra que a meditação pode contribuir para uma sensação de sentido de propósito da vida, baseada na compreensão da não-separação de si mesmo e dos demais. Dadas as condições nas quais nos encontramos nestes dias neste planeta, compreender a interconexão não constitui um luxo espiritual; se trata de um imperativo social.
Inclusive pessoas muito preparadas – e estes são muitos- estão começando a reconhecer que o pensamento é somente uma das múltiplas formas de inteligência. Se não reconhecemos as múltiplas dimensões da inteligência estamos minando nossa capacidade de encontrar soluções criativas e saídas para os problemas que não admitem soluções simples. É como ter uma visão linear da medicina que considera o cuidado da saúde simplesmente um ajuste mecânico das pessoas, e um modelo automecanico do corpo que não compreende a cura e a transformação, não compreende o que acontece quando harmonizamos corpo e mente. O elemento que falta nesta compreensão mecânica é a Consciência.
A consciência genuína pode modular nosso pensamento, de modo que nos vemos impulsionados por motivações não examinadas a colocar-nos pra frente, controlar as coisas que nos produzem medo, para sempre proferir nossas brilhantes respostas. Podemos criar muito dano, por exemplo, não escutando outras pessoas que podem ter pontos de vista e visões diferentes das nossas. Por sorte, temos mais de uma oportunidade hoje em dia de equilibrar o cultivo do pensamento com o da consciência. Qualquer um pode restaurar certo grau de equilíbrio entre pensamento e consciência no momento presente, que é o único momento que na realidade temos. Os resultados potenciais de aprender com propósito o fato de instalar-nos na consciência e levar o pensamento a um maior equilíbrio são extremamente positivos e saudáveis para nos mesmos e o mundo em conjunto.
Trabalhando nossa consciência plena, por nós mesmos e junto aos demais, serve para apreciar o poder da consciência na hora de equilibrar o pensamento. Não há nada de mal com o pensamento. Muitas coisas belas são provenientes de nosso pensamento e nossas emoções. Porem, se nosso pensamento não está equilibrado com a consciência, podemos acabar equivocados, perpetuamente perdidos no pensamento e fora de nossas mentes quando mais necessitamos.

Jon Kabat-Zinn é o diretor fundador da Stress Reduction Clinic y el Center for Mindfulness in Medicine, Health Care, and Society en la University of Massachusetts Medical School.

Sobre a Ciência Noética


Gostaria de compartilhar aqui um pouco sobre um assunto que vem ganhando espaço na mídia e gerando uma certa polêmica, que é a Ciência Noética. O livro O Símbolo Perdido, de Dan Brown - o mesmo autor do Código Da Vinci, vem trazendo a discussão à tona, pois nele o autor explora um pouco desta teoria através da personagem Katherine Solomon, que é uma cientista noética. Na trama a personagem pesquisa principalmente a importância da força do pensamento e o potencial que o cérebro humano possui. Em um dos experimentos narrados no livro, ela chega a medir "a alma".
Katia Bueno
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O trecho abaixo está publicado na Wikipedia:
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A Ciência Noética (do grego 'nous': mente) é um ramo da filosofia metafísica que trata do estudo da mente e da intuição, e sua relação com o intelecto divino. Entre seus objetivos principais podem-se citar o estudo de uma forma não-racional de conhecimento e como ela se relaciona com a razão. Compreende um estudo interdisciplinar da mente, da consciência e de diversos modos de conhecimento, com foco especial nos campos da ciência, saúde mente-corpo, psicologia (transpessoal, integral e tradicional), artes, ciências da cura (terapias holísticas), ciências sociais e espiritualidade. Na tradição ocidental, a teoria noética foi fortemente influenciada pelas teorias de filósofos como Platão e Aristóteles. Nos dicionários modernos, “noética” é geralmente definido como significando “intelecto”, enquanto noesis é traduzida como “insight”. Esta prática deriva de filósofos e teólogos medievais que usaram a palavra em latim intellectus - significando “intuição”. São Tomas de Aquino, desenvolveu uma teoria da inteligência em sua obra “De unitate intellectus” e “Summa Theologica” de um ponto de vista da filosofia cristã.

A ciência noética não deve ser confundida com Misticismo. O misticismo procura se conectar com o sobrenatural através da filosofia, fé e experiência religiosa. Já a noética é uma ciência, isto é, utiliza o método científico para testar as teorias. Procura explicar fenômenos paranormais através de teorias plausíveis de um ponto de vista científico. Os cientistas noéticos têm como objetivo fundir os até então contraditórios ciência e fé e trazer ao mundo uma grande iluminação, uma espécie de epifania na sociedade.
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Abaixo segue um trecho extraído do site ANTAKARANA, espaço de discussão sobre temas noéticos: http://www.willisharmanhouse.com.br/

AS CIÊNCIAS NOÉTICAS dizem respeito a...
Investigação


“Somos exploradores – e a mais excitante fronteira dos nossos tempos é a consciência humana. Nossa busca é a integração de ciência e espiritualidade, uma visão que nos faz lembrar nossa conexão com o nosso “eu interior”, com os outros e com a Terra.”

O que é a intuição e como ela funciona? Qual é o papel da mente na saúde e no processo de cura? O que é a criatividade com relação ao potencial humano? O espírito sobrevive após a morte física? Como as experiências paranormais se integram na vida cotidiana? Como podemos encontrar maior inspiração, significado e propósito na vida? Se conhecêssemos as respostas a estas e outras questões perenes, elas mudariam nosso modo de viver?

Sobre o Institute of Noetic Sciences

O Instituto é uma organização americana sem fim lucrativo, mantido por seus membros filiados em todo o mundo. Fica na Petaluma – Califórnia, e foi fundado pelo astronauta Edgar Mitchell, da Apolo 14, em 1973, após uma extraordinária experiência quando de seu retorno da Lua para a Terra. Mitchell sentiu que a separação entre mente, matéria e espírito se dissolve em uma experiência de Unidade. Como um cientista bem treinado, ele sabia que um dia a ciência compreenderia a totalidade e a interconexão que ele vivenciou, mas primeiro teria que aprender como acessar níveis mais profundos da consciência humana e compreender as forças do coração e da mente, que vão muito além da moldura puramente racional. Mitchell reconheceu que esta expansão do paradigma científico seria necessária para facilitar as mudanças necessárias para criar uma sociedade planetária pacífica e sustentável. Ele fundou o IONS com este propósito. Hoje, o Instituto atua nesta Missão de ser uma organização de pessoas engajadas mundialmente na pesquisa e na educação, criando a ponte entre ciência e espiritualidade.


Transformação

No Institute of Noetic Sciences, advogamos o estudo do potencial humano, especialmente no laboratório da experiência humana. A ciência moderna não descobriu como explorar plenamente esses domínios, embora o poder transformativo deles seja universalmente evidente. Ao longo da História e em culturas de todo o globo, encontramos uma infinidade de narrativas sobre modos mais elevados de ser, seja na cura, na transformação, na criatividade, desempenho humano e no renascimento espiritual. Estamos trabalhando, portanto, para legitimar as Ciências Noéticas através da combinação de rigoroso estudo científico e acadêmico, alianças interdisciplinares, pesquisas fora da linha tradicional e uma multiplicidade de atividades educacionais e editoriais.

Embora a linguagem da transformação não seja exata, há algo inegavelmente universal nas experiências transformadoras, quaisquer que sejam as formas que elas assumem. Elas geram uma conexão intensa com o “eu interior” e maior convicção para vivermos a vida à partir dos nossos mais profundos valores.



 

Ciencia Noética

A Ciência Noética é a disciplina  científica que investiga a natureza e potenciais da consciência, empregando para isso múltiplos métodos de conhecimento, incluindo a intuição, o sentimento, a razão e os sentidos. A Ciência Noética  explora o mundo interior da mente (a consciência, a alma, o espírito) e como este se relaciona com o universo físico.

Este outro conceito foi extraído do livro “ Paranormalidade:  Um Conhecimento Extraordinário” da psicóloga Elizabeth Lloyd-Mayer – Editora Cultrix.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Educándonos en el Ahora

Educándonos en el Ahora: 4 de Junio al 1 de Julio de 2012 - Construyendo juntos la pedagogía del siglo XXI


con 80 reconocidos líderes internacionales en un foro virtual para educar desde y para la ...

terça-feira, 10 de abril de 2012

Transtorno ou Travessura?

Os especialistas alertam para o excesso de diagnósticos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TFHA) entre crianças na fase escolar.


            Com tantos estímulos – celulares, games, computadores -, as crianças multitarefas podem se entediar facilmente ao realizar tarefas que consideram monótonas. Quando obrigadas a permanecer sentadas por várias horas na sala de aula, então, a perda de paciência e concentração é quase inevitável –e, na esteira dela, vêm as notas baixas. Daí para a suspeita de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade é, hoje em dia, um passo. O questionário mais comumente usado para diagnosticar o distúrbio, porém, não é unanimidade entre os especialistas. A psicóloga Marilene Proença, da Universidade de São Paulo, explica: as perguntas não são contextualizadas nem sofrem adaptação para diferentes faixas etárias. Ou seja, questões como “tem dificuldade para esperar sua vez?” e “fala em excesso?”, além de subjetivas, servem para avaliar crianças de 3 a 12 anos, que têm noção de tempo muito diversas e estão em estágios de sociabilidade distintos. Marilene Proença é membro da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional e do Fórum sobre Medicalizacão, grupo composto de pediatras, professores e outros profissionais de saúde e educação que discute o uso de medicação para tratar comportamentos. “O limite entre as atitudes típicas da infância e um distúrbio neurobiológico é em parte cultural e nem sempre objetivo”, diz a psicóloga. O tratamento envolve medicamentos que têm forte impacto sobre o sistema nervoso central e podem causar efeitos adversos como dor de cabeça, náusea e taquicardia. “Um diagnóstico impreciso de TDAH implica usar medicação para resolver um problema que na maior parte das vezes é pedagógico”, diz Marilene. A recomendação, portanto, é de cautela: se houver suspeita da TDAH, o ideal é buscar o veredicto de vários profissionais antes de decidir-se pelo emprego de medicamentos.
Fonte: Revista Veja 11/04/2012

TEDxSudeste - Pedro Franceschi - Curiosidade, pouca idade e vontade que ...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Crianças Índigo na TV



Atriz Klara Castanho vive criança índigo
 em Amor, Eterno Amor


Estudiosos acreditam que uma geração de crianças especiais e sensíveis povoa o planeta 

Johnatan Castro

Clara tem apenas 11 anos. E, apesar da pouca idade, profere palavras firmes e sábias para aconselhar e acalmar a amiga, uma senhora já doente que sofre por ter um filho desaparecido. Além de garantir a volta do jovem ausente, Clara ainda é capaz de prever, por meio de visões, importantes acontecimentos, como a morte da amiga que, aliás, só aconteceu após as profecias se cumprirem.

A descrição acima pertence à personagem vivida pela atriz mirim Klara Castanho na novela “Amor, Eterno Amor”, exibida no horário das 18h pela Rede Globo. Clara é uma criança índigo e, apesar de seus dons parecerem irreais aos olhos da maioria do público, desde o final dos anos 1970 já existem pesquisadores, espiritualistas, esotéricos e cientistas que se dedicam a estudá-los. 

Para esses especialistas, Clara representa uma geração de seres índigo, crianças dotadas de características psicológicas, comportamentais e físicas diferenciadas que começaram a nascer em maior número a partir dos anos 1980. Em um mundo cada vez mais globalizado e moderno, talvez não seja difícil encontrar quem já tenha observado comportamentos inusitados em algumas crianças e, até mesmo, se assustado com atitudes tomadas por elas. Frases como “essas crianças de hoje em dia” se tornaram bordões comuns para justificar a “esperteza” desses pequenos.

Como a psicóloga e escritora gaúcha Ingrid Cañete descreve em seu livro, “Crianças Índigo, a Evolução do Ser Humano” (Ed. Novo Século), os índigos são especiais exatamente “porque vêm providos de capacidades físicas, mentais e espirituais que nós, em geral, não possuímos ou não desenvolvemos”. Por isso, essas crianças “vêm com a missão de provocar e de impulsionar mudanças e a revisão de crenças e de valores na humanidade”.

Mas, afinal, que habilidades possui um índigo? Segundo os estudiosos do assunto, para começar, são crianças extremamente sensíveis. Com um grau de criatividade e maturidade acima da média, elas demonstram precocidade em várias fases da vida, além de uma grande facilidade para aprender. Muitas vezes, por apresentarem maneiras mais eficazes de fazer as coisas tanto na escola como em casa, são tidas como desobedientes e revoltadas.

Características

Figuram entre as características principais desses seres (também existem jovens e adultos índigo) a autoestima elevada, a facilidade para expressar suas necessidades, problemas com o autoritarismo e o frequente questionamento do mundo e do que está a sua volta. “Eles são altamente intuitivos, são fraternos e espantam-se porque a maioria das pessoas não é assim. Muitos deles têm a sensação de que nunca viveram na Terra, são extremamente justos e, mesmo quando crianças, exigem respeito. Aprendem rápido e depois se entediam nas aulas. Aceitam ordens só se as consideram razoáveis”, explica em entrevista ao Pampulha a psicóloga Valdeniza Siri, que pesquisa os seres índigo há sete anos.

A primeira pessoa a identificar e a escrever sobre as crianças índigo foi a psicóloga norte-americana Nancy Ann Tappe. No livro “Entendendo Sua Vida Através da Cor” (1980), ela descreveu os humanos com auras de cor azul índigo. Veio daí a denominação adotada em todo o mundo. Foi o trabalho de Nancy, que é professora na Universidade de San Diego, nos EUA, parapsicóloga, teóloga, filósofa e sensitiva, que serviu de base para o livro publicado pelos também norte-americanos Lee Carroll e Jan Tober. Em “A Criança Índigo – O Novo já Chegou” (1999), os escritores abriram espaço para discutir e entender essas crianças de consciência expandida e naturalmente democráticas e solidárias. “A principal missão dos índigos é quebrar barreiras. Elas são chamadas de ‘rompedoras’. São preparadas para suportar todas as resistências e romper outros paradigmas. Tudo que pertence à era antiga, elas vieram questionar”, diz Ingrid Cañete, explicando que a vinda dos índigos a partir dos anos 1980 se justifica pela transição energética vivida pelo planeta nesse período.

Já Valdeniza esclarece que os períodos de maior turbulência serviram de preparação. “Tudo o que a humanidade vivenciou em guerras e transformações tiveram como objetivo tornar a vinda dos índigos mais fácil, pois a humanidade estaria mais sensibilizada para receber e compreender indivíduos que exercitam mais respeito pelo próximo e a justiça”, afirma.

Divididos em quatro tipos (conceitual, humanista, interdimensional e artista), as crianças índigo devem ser identificadas pelas suas características. Para isso, a observação do seu padrão comportamental e o conhecimento sobre o assunto é fundamental. “Existem algumas distorções e equívocos quando se referem a características. Eles têm noção da sua dignidade, da sua ‘realeza’. Eles trazem realmente um saber. Mas muitos os descrevem como teimosos, arrogantes e também são descritos como ambiciosos. Eles até podem se tornar, mas a característica não é arrogância ou teimosia, mas sim uma noção de que o que estão fazendo é correto”, acrescenta Ingrid.