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quarta-feira, 14 de março de 2012

Aniversário do Mensageiro do Sonho


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Março é o mês de aniversário do Mensageiro do Sonho.O mês que encontrei coragem e espaço para expressar e compartilhar o apaixonante e necessário tema sobre a Nova Humanidade. Primeiro foram as  Crianças Índigo e Cristais, hoje existem várias outras denominações tais como Crianças Arco-iris, Crianças Diamantes, Crianças das Estrelas e outras mais.

Há sete anos atras quando tive contato pela primeira vez com o assunto, através de um  artigo do livro de Lee Carrol , Crianças  Índigo- o primeiro livro sobre o tema-  quando pesquisava sobre educação, senti uma profunda conexão com o assunto ao mesmo tempo em que o considerava meio que um sonho e/ou ficção científica. Hoje entendo que atraimos para nós aquilo que nós corresponde através de nossa busca, sentimentos e escolhas e essa pesquisa/busca ajudou-me a ter consciencia de que escolhi descobrir-me.

Minha motivação e entusiasmo ao publicar sobre o tema era atingir o publico brasileiro, pois a maioria dos artigos que encontrava estavam em outros idiomas e nessa época minha mente ainda não estava globalizada e nem pensava na hipotese de que os brasileiros, que viviam em outros cantos do mundo pudessem acessar o blog. Esta foi a minha primeira grande e grata surpresa: a compreenção de que hoje não existe mais separação e que as fronteiras, são divisões criadas em nossa consciencia, pois todos somos cidadãos do mundo.

O tema Índigo/Cristal é considerado polêmico, debatido e combatido por alguns meios considerados espiritualistas, mas que chega finalmente a terceira etapa, baseada em minha propria experiencia e ao beber da fonte de Arthur Schopenhauer: “Toda verdade passa por três etapas: primeiro, ela é ridicularizada. Depois, é violentamente antagonizada. Por último, é aceita universalmente como auto-evidente.” 

Neste caso a verdade para mim se evidenciou quando chegou ao maior meio de comunicação de massa; a Tv, no formato de telenovela. "Amor Estranho Amor" http://tvg.globo.com/novelas/amor-eterno-amor/index.html. Ver isso num canal aberto é um verdadeiro presente, depois de alguns anos de indiferença, ignorancia e descaso.Mas, enfim, temos que estar prontos e abertos para compartilhar desde a menor a maior conquista neste processo do Despertar de Uma Nova Consciencia e portanto de Uma Nova Humanidade.

Quero então, agradecer a todos e a cada um que lê, segue, comenta e compartilha as informações aqui contidas, por esses 3 anos de verdadeira aventura, paixão, alegrias e as vezes algum chorôrô pela descoberta de nós mesmos.

Muitíssimo obrigado a todos,  um grande e amoroso abraço e Espavo*para todos voces.

Sandra Ferris


*Espavo é uma saudação lemuriana que significa dizer: "Obrigado por assumir o seu poder".



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A VIDA INTRAUTERINA COM AMOR

Susana Rodríguez Liendo

Tudo e todos no universo estão em permanente mudança.

Escritores, filósofos, místicos e físicos concordam com esta idéia.
É assim, a humanidade está mudando, limpando, para chegar a manifestação de uma nova humanidade. Ela já está conosco desde alguns anos. E nos perguntamos: chegaram de outro planeta? São pessoas especialmente capacitadas que já estiveram aqui anteriormente? Etc. E a resposta é tão simples… sabem quem é esta nova humanidade? Nossos filhos. Sim, eles em suas diferentes idades são esta humanidade que se espera, inclusive profetizados em livros como a Bíblia e outros. Os grandes mestres do Oriente e do Ocidente nos trouxeram em distintas épocas o ensinamento do amor… e as crianças são puro amor.
Alguma vez você já se perguntou o que sentiu no ventre de sua mãe ou há atitudes em você que não entende e que não sabe sua procedência? Em especial surgem estas interrogações nas mulheres durante a gestação. São tantas as mudanças e vivencias que sentem as futuras mamães, que perguntamos a nossa mãe: e você também sentia as “patadinhas”? Que desejo tinhas? Chorava ou sorria e sentia que eu me movia? E assim muitas interrogações mais.
Desde meados dos anos 70, autores como Frederick Leboyer publicaram livros como Birth without Violence ( Nascimento sem Violência, Rochester, VT: Healing Arts 1975/1996), orientando as gestantes no momento do parto; este método Leboyer se difundiu rapidamente.
Nas décadas de 70 e 80 se intensificou a investigação da vida intra-uterina. Alguns dos autores precursores do tema são os doutores Thomas Verny e John Kelley, com seu livro A vida secreta da criança antes de nascer (Ed. Urano 1981/1986). Fizeram-se estudos com as gestantes para comprovar se o feto escutava, percebia a luz, sentia os sabores, era sensível aos estímulos táteis (7 semanas) e percebia em geral o que a mãe vivenciava.
E sim, efetivamente se comprovou que, segundo a etapa gestacional, o feto podia:
- Ouvir (14 semanas),
- Reagir à luz (28 semanas),
- Sentir os gostos (14 semanas), etc.
Isto deu origem para estar consciente disto e a começar a preparar as gestantes com cursos de psico-profilaxia, os quais seguem oferecendo e que são de grande valor e utilidade para o bom desempenho da mãe no parto.
O que mais é evidenciado é que o feto sente e percebe os sentimentos da mãe. E como pode fazê-lo? Através da energia. Todo o universo é manifestação de energia. Você acha que nós o experimentamos? Coloque duas pessoas frente a frente, esfregue suas mãos e depois coloque-ás uma de frente a outra. O que sentem? Calor, não é verdade? Agora pegue um clip e um fio. Introduza o fio no clip, amarre o fio de tal maneira que o clip enganche no fio. Sujeite o fio e estabilize o clip, para que não se mova. Agora em silencio dê qualquer destas ordens: 1) para frente, para trás; 2) para a esquerda, para a direita; 3) em círculo. Verá que nem que seja um milímetro o clip obedeceu a sua indicação, não é?
Pois, já constatamos que somos energia. Energia corporal e energia em pensamento que se manifesta fisicamente por meio do sentimento-intenção. Imagine então quão importante são nossos pensamentos e sentimentos, ainda mais na gestação.
Durante a gestação devem ser levados em conta os fatores de risco. Entre eles o mais relevante é o stress. Na atualidade somos muitas as mães que trabalhamos estando expostas a tensões laborais, ocasionadas também por razões que variam desde a índole pessoal até a econômica. Tudo isto gera stress. A gravidez é um acontecimento que às vezes chega a nossa vida de surpresa e aceitá-la é um processo, o qual também pode gerar stress.
Os efeitos do stress na gestante são pouco difundidos, a pesar de ser tão importante tomar consciência deles para reverter seus efeitos. O hormônio cujos níveis de segregação se elevam com o stress chama-se Cortisol, e este produz uma quebra no equilíbrio emocional da mãe, afetando principalmente o desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC). Isto deriva numa desorganização na maturação neurológica do feto e posteriormente no bebê.
Os níveis altos de Cortisol ocasionam, no feto, nascimento prematuro, subdesenvolvimento do cérebro, sub-peso ao nascer e, na gestante, pré- eclampsia (hipertensão e suas complicações).
Neste momento leia o seguinte exercício seguindo estas indicações (uma vez terminada esta pratica, continue lendo):
Coloca um espelho ao teu lado. Sente-se e feche os olhos, respire profundamente e exala toda a sua tensão. Agora põe tuas mãos, uma sobre a outra em cima de seu coração. Lembre-se de uma pessoa que amas, pode ser seu filho, seu marido, pais ou lembre-se de um belo evento em sua vida. Experimente este sentimento por um minuto. Agora pegue o espelho e olha-te. O que você vê? Está radiante, feliz, com um gesto doce?
Bom,  o que apareceu em você, a nível orgânico, foi o hormônio V.P.I. (Péptido Intestinal Vaso Ativo) que se libera em atos de amor. O hormônio do Amor regula todo o corpo, melhorando o sistema imunológico, o fluxo sanguíneo, o sistema cardíaco e a psique da gestante. Estes fatores favorecerão o desenvolvimento de um ótimo sistema nervoso central, como o de crianças com um bom nível de aprendizagem, mais fortes, mais sadios (bom sistema imunológico), mais hábeis, mais criativos, com bom desenvolvimento da linguagem, melhor comunicação, mais sociáveis e harmoniosos.
Como temos visto, os pensamentos são energia e é, principalmente, através da energia que a mãe se comunica com seu bebê. Também falamos do stress e da repercussão negativa deste sobre a mãe e o bebê. Experimentamos sentir bem-estar e já sabemos que estados como estes beneficiam você, seu marido e, sobretudo seu bebê.
Você pode perguntar: como faço para estar tranqüila a pesar de tudo? Você experimentou isso, lembra-se? Somente desacelera, para e revive em tua mente um sentimento, um momento de amor. Você pode conseguir harmonia em sua vida como esposa, psicológica e socialmente.
Nestes tempos há uma grande corrente de pessoas que dão cada vez mais importância ao ser humano em seu aspecto holístico; quer dizer, ao ser integral: corpo, mente e espírito. E o ser humano é assim desde sua concepção. E assim é!  Com certeza já terás dado conta de quão importante são estes nove meses, não é verdade? Nesta maravilhosa etapa podes utilizar várias ferramentas para contribuir para com a ótima formação deste ser integral.
O objetivo é harmonizar as gestantes em três aspectos: físico, mental e emocional-espiritual. Perceberemos que em alguns casos a mesma ferramenta é efetiva para os três aspectos.


Físico:
-    Técnica de fluidez energética:
O Tai Chi-Qigong, “é uma atividade, cujos movimentos respeitam as leis fisiológicas do organismo, sendo o relaxamento e a concentração seus princípios fundamentais”. Regula os níveis de energia e solta as vias afetivas (ombros, braços e mãos) para que a mãe possa transmitir a energia amorosa a seu bebê no ventre de forma efetiva e natural. Também relaxa a mente.
- Pratica do Yoga para relaxar e flexibilizar o corpo. Também relaxa a mente.
- Técnicas de respiração.
- Técnicas de relaxamento.

Mental:
-    A técnica de relaxamento guiada também relaxa a mente.
-    Utilização de afirmações. Fazer um relaxamento dos temores que existam quanto à gravidez e ao bebê. Depois converter estas frases ou orações de forma positiva. Gravá-las em cd e escutá-las ao despertar ou quando for descansar. Recitá-las em voz alta para que você as escute e possam ser gravadas em seu subconsciente. Exemplo: Medo do parto. Afirmação: Eu tenho um parto feliz, seguro e relaxado. Toda afirmação deve começar com eu sou, tenho, sei, sinto, etc.

Emocional
-    Descubra o que mais gosta de fazer. Pode ser dançar, cantar, escrever, desenhar e colorir. Alguma atividade que gere sentimentos e sensações de bem-estar. Ao praticá-lo, estarás tomando atitudes positivas. Que energizarão você e seu bebê.
-    Desfruta da natureza.
-    Exercita teus sentidos: cheire, sinta e olhe o belo. Elimine a  televisão e as notícias.

Espiritual:
-    Agradeça ao Universo-Deus-Cosmos, seja qual for a denominação que lhe dê tudo o que tens.
-    Abençoe seu bebê e diga-o em voz alta com sentimento.
-    Aprenda a guardar silêncio uns 10 minutos por dia.
-    Medita em seu coração e conecta-te com seu bebê, de coração a coração.

Na vida diária:
Recomenda-se estar em contato com a natureza e levar uma boa alimentação, como também um controle médico. Dialoga muito com seu parceiro e conta-lhe o que fazes com seu bebê para que ele também o faça.

A importância dos hemisférios cerebrais
Nos últimos anos, graças às investigações em fisiologia e seus avanços, tem-se descoberto que o corpo caloso das crianças de hoje é mais desenvolvido. Este interconecta os dois hemisférios cerebrais. O corpo caloso será mais grosso segundo as interconexões que se realizem entre um e outro hemisfério. Devido a isso as crianças de hoje recebem mais estimulação desde a gestação e pela memória gravada em seus genes de geração em geração (memória genética), é que há mais informação que passa de um hemisfério a outro (mais interconexões), engrossando-se necessariamente o corpo caloso para filtrar informação. É como um computador, neste existem dois tipos de memória: a memória do disco duro (que é permanente) e a memória RAM (temporária para os dados atuais, que logo são fixados no disco duro, sempre e quando haja memória disponível neste).
De igual forma isso se passa com o cérebro humano. A criança quando nasce tem “o disco duro e a memória RAM” zerada e disponível para gravar informação. Durante a gestação estão se formando as interconexões entre os neurônios baseadas na informação (estímulo que recebe). Assim nasce o bebê e é importante que, para que continue gerando interconexões nele, siga estimulando-lhe. Daí a importância dos programas de estimulação desde cedo.
A partir das investigações de Roger Sperry (Premio Nobel de Medicina em 1981) fala-se da lateralidade do cérebro. As funções do cérebro se repartem entre o hemisfério esquerdo e hemisfério direito; desempenhando papeis distintos.
Segundo os neuro-cientistas, devido a este par de hemisférios, o homem possui duas formas de conhecimentos, dois modos de processar a informação.




Como foi comentado, devido a uma maior interconexão entre ambos os hemisférios, as diferentes funções se mesclam de forma natural nestas crianças que tem maior potencialidade de serem mais integrais e mais equilibrados.
Por outro lado, crianças “hiperativas” é sabido desde muitos anos atrás, que a informação era insuficiente para a grande capacidade cerebral que tinham e ao gerar tanta energia isto os inquietava. Na atualidade a informação recebida por estas crianças é maior, sabendo-se aumentada sua capacidade cerebral, necessitam ainda mais de informação e estímulos (é importante a estimulação sensorial pré-natal e logo ao nascer) razão pela qual os programas educativos são curtos e defasados ante as necessidades requeridas pelas crianças de hoje. Os benefícios da manipulação do stress e sua factível eliminação na gestante, por meio do método holístico-integral (corpo, mente, espírito), também redunda na melhor formação do sistema nervoso central e do cérebro, incluindo evidentemente o corpo caloso e, por conseguinte a melhor interação entre os hemisférios cerebrais, formando-se desde a gestação crianças em harmonia e com alto potencial de aprendizagem e desenvolvimento em todas as áreas.

Meditação de coração a coração de boas vindas ao bebê Índigo para um parto holístico.
Um mês antes do parto comece a praticar a seguinte meditação: primeiramente relaxe, sente-se em um sofá, mantenha a coluna reta. Fecha os olhos e inala profundamente, exala como se fosse um suspiro, suavemente, mas com a boca entreaberta. Faça esta respiração três vezes de forma suave e relaxada.
Visualize a casa, o sofá onde está sentada e agora começa a imaginar teu corpo. Sente e visualiza teus pés. Imagina que inalas uma luz de cor azul intenso (Índigo) que entra pela sua cabeça e ao exalar conduza-a para seus pés que se tornam da cor azul Índigo. Agora sobe e imagina teu calcanhar, panturrilhas e joelhos, inala a luz Índigo e exala para estas partes do seu corpo. Sinta-se leve e relaxada, muito solta e relaxada. Agora sobe para suas coxas e sexo, inala a luz Índigo e exalas para estas partes.
Ao chegar ao ventre visualize a cor rosada, de amor incondicional; inala luz Índigo e a conduza para seu ventre. Continue subindo, para o teu plexo solar e coração, inala luz Índigo e exala para estas partes.
Mudamos de lado e nos dirigimos para sua coluna vertebral, vá sentindo e vendo suas vértebras, uma a uma, relaxando-as e enviando-lhes luz Índigo.
Chegamos a nuca e o pescoço, solte-o, inale e exale cor Índigo. E vá se soltando suavemente. Essa cor e essa sensação baixam por seus ombros, seus braços, mãos e dedos. Tuas mãos estão sobre suas pernas e as palmas das mãos para cima.
Sentes um calor, não é? É o calor da cor Índigo de paz e harmonia. E azul é a cor do mar, do céu, da frescura. Inalas e veja a luz Índigo entrar por sua cabeça e preencha-a toda até converter-se em uma cabeça de azul Índigo.
Já estás relaxada. Dirija seu foco para sua respiração de novo, inala e sinta suas mãos cálidas e de cor azul, são duas tochas de cor azul. Põe suas mãos sobre teu ventre. Estás passando essa cor e essa sensação de relaxamento para seu bebê. Repete em voz baixa e terna: “Você e Eu somos uma equipe…”
Agora te concentra em seu coração e ponha uma mão sobre este. Sinta que quando inalas o ar entra por seu coração e sinta o movimento de seu peito; para fora quando inalas e para dentro quando exalas. Seu coração é da cor rosa de amor incondicional, que é o que se sente por um filho. Seu coração cresce e sentes todo o amor por seu bebê. Desde seu coração para seu ventre imaginas um tubo de luz dourada. Por este tubo envia mensagens a teu bebê, mensagens de amor, de harmonia, de tranquilidade. Fale ao seu bebê a partir do seu coração. Agora podes ver seu bebê em seu ventre e encontrar seu pequeno coração. Torne a ver seu coração rosado, o tubo dourado de comunicação amorosa, e a seu bebê em liquido amniótico de cor Índigo.
Vê seu coração rosado também e lhe diga: “Você é um bebê perfeito, saudável, forte, belo. Eu te amo e te aceito como és. Você e Eu somos uma equipe. Em um mês você nascerá e trabalhamos em equipe para isso, eu relaxo e você também. No momento em que estiver nascendo eu inalo e me contato contigo e quando exalo você relaxa e empurra. Eu te ajudo para que saia e você me ajuda empurrando porque Você e Eu somos uma equipe” (Fim da meditação).
Utilizando diferentes ferramentas integrais-holisticas é possível, como mães gestantes, conseguir a harmonia e a tranquilidade, eliminando o stress. Ao manipular o stress criamos um ambiente de tranquilidade para nosso bebê, para nós mesmos e para nossos parceiros. Esta harmonização se verá refletida no bebê com um  ótimo desenvolvimento, com um parceiro integrado as novas condições e com  uma tranquilidade interna consigo mesma. Sua gravidez levada da maneira explicada será uma contribuição para a formação de um ser integral e para um mundo melhor.


Referencias:

Leiva Meza, Martha, Estimulación Sensorial Prenatal, EFH, Ed. Family ’s House, Lima, Perú.
Cap. V, pp. 37 y 39.
Cap. VI, p. 52.

Conversación con el Dr. Carlos Battilana, Médico Internista e Investigador, Lima, Perú.

http://espanol.geocities.com/bioludica/potencial-cerebral/potencial.htm
Bioludica. Potencial Cerebral.

Tradução para o portugues: sandraferris@globo.com
Fonte: Extraido do livro, “A Consciencia Índigo,  Passado Presente”.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A Respiração


Podemos descobrir o espaço interior criando lacunas no fluxo de pensamentos.
Sem elas, o pensamento se torna repetitivo, desprovido de inspiração, sem nenhuma centelha criativa - e é assim que ele é para a maioria das pessoas. Não precisamos nos preocupar com a duração dessas lacunas. Alguns segundos bastam. Aos poucos, elas irão aumentar por si mesmas, sem nenhum esforço de nossa parte. Mais importante do que fazer com que sejam longas é criá-las com frequencia para que nossas atividades diárias e nosso fluxo de pensamento sejam entremeados por espaços.

Certa ocasião alguém me mostrou a programação anual de uma grande organização espiritual. Quando a examinei, fiquei impressionado pela rica seleção de seminários e palestras interessantes. A pessoa me perguntou se eu poderia recomendar uma ou duas atividades. "Não sei, não. Todas elas me parecem muito interessantes. Mas eu conheço esta: tome consciência da sua respiração sempre que puder, toda vez que se lembrar. Faça isso durante um ano e terá uma experiência transformadora bem mais forte do que a participação em qualquer uma dessas atividades. E é de graça."

Tomar consciência da respiração faz com que a atenção se afaste do pensamento e produz espaço. É uma maneira de gerar consciência. Embora a plenitude  da consciência já esteja presente como o não-manifestado, estamos aqui para levar a consciência a essa dimensão.

Tome consciência da sua respiração. Observe a sensação do ato de respirar. Sinta o movimento de entrada e saída do ar ocorrendo em seu corpo. Veja como o peito e o abdômen se expande e se contrai ligeiramente quando você inspira e expira. Basta uma respiração consciente para produzir espaço onde antes havia a sucessão ininterrupta de pensamentos.

Uma respiração consciente (duas ou três seria ainda melhor) feita muitas vezes ao dia é uma maneira excelente de criar espaços em sua vida. Mesmo que você medite sobre sua respiração por duas horas ou mais, o que é uma prática adotada por algumas pessoas, uma respiração basta para deixá-lo consciente. O resto são lembranças ou expectativas, isto é, pensamentos.

Na verdade, respirar não é algo que façamos, mas algo que testemunhamos. A respiração acontece por si mesma. Ela é produzida pela inteligência inerente ao corpo. Portanto, basta observá-la. Essa atividade não envolve nem tensão nem esforço. Além disso, note a breve suspensão do fôlego - sobretudo no ponto de parada no fim da expiração - antes de começar a inspirar de novo. Muitas pessoas têm a respiração curta, o que não é natural. Quanto mais tomamos consciência da respiração, mais sua profundidade se estabelece sozinha.

Como a respiração não tem forma própria, ela tem sido equiparada ao espírito - a Vida sem uma forma específica - desde tempos ancestrais. "O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida; e o homem se tornou um ser vivente." A palavra alemã para respiração - atmen - tem origem no termo sânscrito Atman, que significa o espírito divino que nos habita, ou o Deus interior.

O fato de a respiração não ter forma é uma das razões pelas quais a consciência da respiração é uma maneira eficaz de criar espaços na nossa vida, de produzir consciência. Ela é um excelente objeto de meditação justamente porque não é um objeto, não tem contorno nem forma. O outro motivo é que a respiração é um dos mais sutis e aparentemente insignificantes fenômenos, a "menor coisa", que, segundo Nietzsche, constitui a "melhor felicidade". Cabe a você decidir se vai ou não praticar a consciência da respiração como verdadeira meditação formal. No entanto, a meditação formal não substitui o empenho em criar a consciência do espaço na sua vida cotidiana.

Ao tomarmos consciência da respiração, nos vemos forçados a nos concentrar no momento presente - o segredo de toda a transformação interior, espiritual. Sempre que nos tornamos conscientes da respiração, estamos absolutamente no presente. Percebemos também que não conseguimos pensar e nos manter conscientes da respiração ao mesmo tempo.

A respiração consciente suspende a atividade mental. No entanto, longe de estarmos em transe ou semi-despertos, permanecemos acordados e alerta. Não ficamos abaixo do nível do pensamento, e sim acima dele. E, se observarmos com mais atenção, veremos que essas duas coisas - nosso pleno estado de presença e a interrupção do pensamento sem a perda da consciência - são, na verdade a mesma coisa: o surgimento da consciência do espaço.

(pg. 211 do livro O Despertar de uma Nova Consciência de Eckhart Tolle - Ed. Sextante)

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Experiências e respostas do DNA em relação às nossas emoções


(por Gregg Braden)

A seguir, três assombrosos experimentos com o DNA (ADN) que provam as qualidades e sua autocura em consonância com os sentimentos da pessoa (... )
EXPERIMENTO 1
O primeiro experimento foi realizado pelo Dr. Vladimir Poponin, um biólogo quântico. Nessa experiência começou-se por esvaziar um recipiente (quer dizer que se criou um vazio em seu interior) e o único elemento deixado dentro foram fótons (partículas de luz). Foi medida a distribuição desses fótons e descobriu-se que estavam distribuídos aleatoriamente dentro desse recipiente.
Esse era o resultado esperado. Então foi colocada dentro do recipiente uma amostra de DNA e a localização dos fótons foi medida novamente. Dessa vez os fótons haviam se ORGANIZADO EM LINHA com o DNA. Em outras palavras, o DNA físico produziu um efeito nos fótons não-físicos.
Depois disso, a amostra de DNA foi removida do recipiente e a distribuição dos fótons foi medida novamente. Os fótons PERMANECERAM ORDENADOS e alinhados onde havia estado o DNA. A que estão conectadas as partículas de luz?
Gregg Braden diz que estamos impelidos a aceitar a possibilidade de que exista um NOVO campo de energia e que o DNA está se comunicando com os fótons por meio desse campo.
EXPERIMENTO 2
Esse experimento foi levado a cabo pelos militares. Foram recolhidas amostras de leucócitos (células sanguíneas brancas) de um número de doadores. Essas amostras foram colocadas em um local equipado com um aparelho de medição das mudanças elétricas. Nessa experiência, o doador era colocado em um local e submetido a "estímulos emocionais" provenientes de videoclipes que geravam emoções ao doador. O DNA era colocado em um lugar diferente do que se encontrava o doador, mas no mesmo edifício.
Ambos, doador e seu DNA, eram monitorados e quando o doador mostrava seus altos e baixos emocionais (medidos em ondas elétricas) o DNA expressava RESPOSTAS IDÊNTICAS e AO MESMO TEMPO. Não houve lapso e retardo de tempo de transmissão.
Os altos e baixos do DNA COINCIDIRAM EXATAMENTE com os altos e baixos do doador.
Os militares queriam saber o quão distantes podiam ser separados o doador e seu DNA e continuarem observando este efeito. Pararam de experimentar quando a separação atingiu 80 quilômetros entre o DNA e seu doador e continuaram tendo o MESMO resultado. Sem lapso e sem retardo de transmissão. O DNA e o doador tiveram as mesmas respostas ao mesmo tempo. Que significa isso?
Gregg Braden diz que as células vivas se reconhecem por uma forma de energia não reconhecida anteriormente. Essa energia não é afetada pela distância e nem pelo tempo. Essa não é uma forma de energia localizada, é uma energia que existe em todas as partes e todo o tempo.
EXPERIMENTO 3
O terceiro experimento foi realizado pelo Instituto Heart Math e o documento que lhe dá suporte tem este título: Efeitos locais e não locais de freqüências coerentes do coração e alterações na conformação do DNA (Não se fixem no título, a informação é incrível!)
Esse experimento relaciona-se diretamente com a situação com o antrax. Nesse experimento tomou-se o DNA de placenta humana (a forma mais prístina de DNA) e colocou-se em um recipiente onde se podia medir suas alterações.
28 amostras foram distribuídas, em tubos de ensaio, ao mesmo número de pesquisadores previamente treinados. Cada pesquisador havia sido treinado a gerar e SENTIR sentimentos, e cada um deles podia ter fortes emoções. O que se descobriu foi que o DNA MUDOU DE FORMA de acordo com os sentimentos dos pesquisadores.
1. Quando os pesquisadores sentiram gratidão, amor e apreço, o DNA respondeu RELAXANDO-SE e seus filamentos esticando-se.. O DNA tornou-se mais grosso. Quando os pesquisadores SENTIRAM raiva, medo ou stress, o DNA respondeu APERTANDO-SE. Tornou-se mais curto e APAGOU muitos códigos.
Você há se sentiu alguma vez "descarregado" por emoções negativas? Agora já sabe por que seu corpo também se descarrega!
Os códigos de DNA conectaram-se novamente quando os pesquisadores tiveram sentimentos de amor, alegria, gratidão e apreço.
Essa experiência foi aplicada posteriormente a pacientes com HIV positivo. Descobriram que os sentimentos de amor, gratidão e apreço criaram RESPOSTAS DE IMUNIDADE 300.000 vezes maiores que a que tiveram sem eles.
Assim, temos aqui uma resposta que nos pode auxiliar a permanecer com saúde,sem importar quão daninho seja o vírus ou a bactéria que esteja flutuando ao redor. Mantendo os sentimentos de alegria, amor, gratidão e apreço.
Essas alterações emocionais foram mais além de seus efeitos eletromagnéticos.
Os indivíduos treinados para sentir amor profundo foram capazes de mudar a forma de seu DNA.
Gregg Braden diz que isso ilustra uma nova forma de energia que conecta toda a criação. Essa energia parece ser uma REDE ESTREITAMENTE TECIDA que conecta toda a matéria. Podemos influenciar essencialmente essa rede de criação por meio de nossas VIBRAÇÕES.
RESUMO:
O que tem a ver os resultados dessas experiências com nossa situação presente?
Essa é a ciência que nos permite escolher uma linha de tempo que nos permite estar a salvo, não importa o que aconteça. Como Gregg explica em seu livro O EFEITO DE ISAÍAS, basicamente o tempo não é apenas linear (passado, presente e futuro) mas também é profundidade. A profundidade do tempo consiste em todas as linhas de tempo e de oração que possam ser pronunciadas ou que existam.
Essencialmente, suas orações já foram respondidas. Simplesmente ativamos a que estamos vivendo por meio de nossos SENTIMENTOS.
É assim que criamos nossa realidade, ao a escolhermos com nossos sentimentos.
Nossos sentimentos estão ativando a linha do tempo por meio da rede de criação, que conecta a energia e a matéria do universo. Lembre-se que pela Lei do Universo atraímos aquilo que colocamos em nosso foco. Se você focar em temer qualquer coisa, seja lá o que for, estará enviando uma forte mensagem ao Universo para que te envie aquilo a que você mais teme.
Em troca, se você puder se manter com sentimentos de alegria, amor, apreço ou gratidão e focar-se em trazer mais disso para sua vida, automaticamente conseguirá afastar o negativo. Com isso, você estaria escolhendo uma LINHA DE TEMPO diferente com esses sentimentos.
Pode-se prevenir o contágio do antrax, ou de qualquer outra gripe ou vírus, ao se permitir sentimentos positivos que mantêm um sistema imune extraordinariamente forte. Sendo assim, essa é uma proteção para o que vier.
Busque algo pelo qual você possa estar alegre todos os dias, cada hora se possível, momento a momento, ainda que sejam alguns poucos minutos. Esta é a mais fácil e melhor das proteções que você poderá ter."
Fonte original:

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

As Crianças Índigo


 

(Inês Baptista)

(Artigo publicado no número de Fevereiro da Revista portuguesa "Pais e Filhos", da autoria da sua diretora, Inês Baptista).

Sensíveis, intuitivas, criativas, algumas com capacidades paranormais, quase todas resistentes à imposição de autoridade e capazes de formular as suas próprias teorias acerca do mundo, as crianças índigo chegam com a missão de transformar a humanidade. São seres da nova energia, arautos da paz, mensageiras da luz. Estão a nascer em todas as casas e é importante aprender a reconhecê-las. Há quem lhes chame «Crianças das Estrelas», «Crianças do Milênio», «Crianças da Luz». Quem acredite que são «os seres humanos do futuro», quem defenda que chegam a terra «saturadas de uma vibração anímica» que, até agora, não era comum e quem garanta que «sabem quem foram e o que vieram fazer nesta vida». Nancy AnnTape, uma conhecida parapsicóloga americana, foi quem primeiro as designou como«crianças índigo», depois de ter constatado que era essa a cor da aura que as envolvia. Uma cor azul-índigo que está conotada com o sexto chakra, também conhecido como «terceiro olho». Em termos simbólicos, este é o chakra da percepção consciente da essência, aquele que nos permite ver para além do mundo palpável e nos dota de faculdades psíquicas para podermos perceber os arquétipos. Não será, assim, pura coincidência o fato de as crianças índigo serem particularmente sensíveis, extremamente intuitivas, e que algumas tenham capacidades paranormais. E mesmo que à primeira vista não seja fácil distingui-las no meio das crianças comuns, os entendidos garantem que elas são cada vez mais em maior número e que estão espalhadas por todo o planeta. À luz de uma perspectiva mais esotérica, o grande dom destas crianças é essencialmente espiritual. Algumas podem até ser superdotadas em termos cognitivos e/ou de aprendizagens, mas não é isso o que realmente as diferencia das outras. Para quem acredita na teoria da reencarnação, as crianças índigo são velhas almas de regresso ao planeta Terra, cuja missão é transformar profundamente a humanidade e o mundo.
Não se pense, porém, que o fenômeno índigo se esgota nas explicações esotéricas da Nova Era e dos seus seguidores. Nelson Lima, neuropsicólogo, diretor do Instituto da Inteligência e da Academia de Super-dotados, Membro da Academia de Ciências da Califórnia, Investigador da Bircham University, entre outras coisas, é apenas um dos muitos cientistas que tenta dotar este fenômeno «de uma teoria credível». Por isso se propõe «analisar os aspectos culturais e sociais que lhe estão associados (e,eventualmente, os espirituais e religiosos)». E explica: «Embora não adote a versão espiritual, não posso, de maneira nenhuma, dizer que não existem fenômenos espirituais, pois todos sabem que existem. No entanto, vejo as crianças índigo de outra perspectiva e, para mim, elas são crianças da nova era, produtos próprios de um novo tempo que criamos, de uma verdadeira tecnosfera que envolve o planeta.» Habituado a trabalhar com crianças especiais – no Instituto da Inteligência fazem-se, todos os dias, testes para descobrir meninos superdotados – Nelson Lima está familiarizado com uma nova geração que «não tem nada a ver com as crianças de há 30 ou 40 anos.»No entanto, ele próprio admite que este novo conceito de «índigo» ultrapassa os aspectos da super-dotação. «A arquitetura cognitiva das crianças de hoje é totalmente diferente, já que existem muito mais ligações entre os neurônios. Nos índigo, para além desse aspecto, parece haver uma capacidade inata para entender o mundo e as leis que o regem. Eles conseguem ter uma visão holística dos problemas, uma inteligência espiritual fora do comum. Adotando uma linguagem ligada ao espiritualismo, eu diria que os índigos têm uma alma muito grande. Digo ‘alma’ no sentido em que Jung diria... Alma. » Seja em que sentido for, parece haver certo consenso entre a perspectiva esotérica e a perspectiva científica. É a alma das crianças índigo que as torna especiais, mesmo que essa alma seja, como defende Nelson Lima, «uma criação da mente».

Geração de emergência

Independentemente da fé que se professa ou da ciência que se pratica, não é difícil perceber que o mundo atravessa momentos de mudança. A Era de Aquário não é apenas uma expressão que está na moda, mas uma indicação precisa de que estamos a passar para um novo ciclo. Deixamos a Era de Peixes, marcada pela violência, pelo materialismo, pela obscuridade, e dirigimo-nos para a Luz. Como escreveu Nelson Lima, num texto sobre o fenômeno índigo (e reparem que são de um cientista, e não de um astrólogo, as palavras que se seguem): «As três grandes características do signo do Aquário – o Ar, o Masculino e Urano – permitem, de acordo com os seus adeptos, esperar um período de paz e harmonia universal, uma aberturada inteligência humana ao belo, ao amor e à fraternidade e uma expansão da consciência que nos permitirá melhor compreender as grandes leis que regem a Vida e o Universo do qual fazemos parte integrante. Será então um período marcado pela mudança de paradigmas, aceleradas e fantásticas transformações políticas e sociais,avanços tecnológicos de impacto profundo nas nossas vidas (e nos nossos cérebros)e uma maior consciência dos graves e preocupantes problemas que enfermam a humanidade e o planeta Terra.» É precisamente para nos ajudar a tomar consciência destes «graves e preocupantes problemas» que os índigos estão a chegar. Eles são, no fundo, os operadores da mudança, aqueles que vêm romper com os velhos sistemas e as velhas estruturas para recuperar e curar o planeta.Numa conferência proferida em Novembro de 2002 sobre estas crianças (disponível para download na internet em http://www.velatropa.com), André Louro de Almeida afirma: «O contexto dos índigo é o planeta em que nós estamos – um planeta que não está bem. E, não só não está bem, como não tem tempo. E, quando não há tempo, o Logos (a forma ordenadora por detrás da evolução da Terra) faz emergir uma geração que não lida com a idéia de ‘para amanhã’, que não dissocia. E, se não dissocia, as coisas estão para acontecer AGORA. Os índigos trazem como impulso atuar JÁ.  Eles são a geração de emergência.»

Características dos Índigos

Atuar JÁ. E, no entanto, para que possam atuar JÁ, os índigos precisam ser reconhecidos. Pelos pais, pelos educadores, pelos professores, pela sociedade em geral. Não, não são pequenos extraterrestres azul-índigo que devemos procurar. Para quem é capaz de ver auras, bastará um olhar de fora. Todos os outros, no entanto,terão de olhá-los por dentro. Isabel Leal, terapeuta de Reiki e com um livro sobre estes meninos na forja, alerta: «Eles estão a nascer em todas as casas e vão provocar uma inversão total de valores. Só entendem a linguagem do amor, não se deixam enganar nem se desviam do seu caminho.Resistem aos padrões de educação tradicional e dão nas vistas pelo seu comportamento.»
Mas qual é, afinal, o comportamento de uma criança índigo? Lee Carroll e Jan Tobber, autores de um livro que já vendeu milhares de exemplares em todo o mundo apresentaram, nesse mesmo livro, as dez características mais comuns da Criança Índigo. São elas:
1. Vêm ao mundo com um sentimento de realeza (e, freqüentemente, comportam-se como tal);
2. Têm a sensação de que merecem estar aqui e surpreendem-se quando os outros não sentem o mesmo;
3. A auto-estima não é alvo de grandes preocupações e, muitas vezes, estas crianças sabem dizer exatamente quem são;
4. Têm grandes dificuldades em aceitar a autoridade absoluta, sobretudo aquela que não dá explicações nem alternativas;
5. Há coisas que elas, pura e simplesmente, não são capazes de fazer, como esperar quietas numa fila;
6. Sentem-se frustradas com sistemas repetitivos, que não requerem criatividade;
7. Têm, muitas vezes, melhores formas de fazer as coisas, tanto em casa como na escola, o que as torna rebeldes e desintegradas, aos olhos dos outros;
8. Se não houver outros com o mesmo nível de consciência, podem sentir que não há ninguém que os entenda e tornar-se anti-sociais;
9. Não respondem à disciplina da culpa (‘Espera que o teu pai chegue a casa para ver o que fizeste’ é uma fórmula ineficaz);
10. São, por vezes, tímidos a expressar aquilo de que necessitam. Embora Lee Carroll e Jan Tober sejam uma referência incontornável quando se fala de crianças índigo (há ainda poucos livros publicados sobre este tema), é importante não ser redutor na análise das características que ambos apontam. Ou seja, há seguramente alguma verdade nestas suas afirmações, mas a nossa procura – enquanto pais, professores, educadores – não deverá resumir-se a marcar cruzinhas na lista acima descrita. Os meninos índigo entendem, essencialmente, a linguagem do amor. E é com o coração que os devemos procurar.

A importância dos pais e dos professores

 Se procurá-los com o coração é o primeiro passo, muitos outros se têm de dar a seguir. Dentro de casa e na escola, os dois universos de referência nos primeiros anos de vida, pais e professores precisam perceber que os velhos modelos não servem para estes meninos. «Os pais têm de tomar consciência que há conhecimentos novos que não são do seu tempo», alerta Nelson Lima.

«Numa sociedade em que a competitividade, o sucesso e a fama já não são apenas aspirações, mas valores, os pais querem a todo o custo que os filhos se tornem acadêmicos, técnicos, cientistas... Isto é, pessoas evoluídas culturalmente. Pouco lhes importa a filosofia ou a espiritualidade. E acabam por ser castradores.Porque canalizam os filhos no sentido de cumprirem o que eles não foram capazes.»

Daí ser tão importante, na opinião deste neuro-psicólogo, «dar a palavra às crianças.» E acrescenta: «Saibamos nós, adultos, não reduzir tudo isto a nada, fazendo com que os nossos filhos recuem e dando assim continuidade aos nossos disparates.»Quanto à escola, Nelson Lima é radical: «É urgente destruir a escola atual e edificar uma nova.» Porquê? “Porque, tal como existe, a escola é um entrave à evolução destas crianças. Costumo dizer aos professores, a quem dou formação, que temos uma escola neurótica, uma escola obsessivo-compulsiva. Neurótica, porque anda à deriva, sem rumo. E, obsessivo-compulsiva porque tem como objetivo ensinar, no mais curto espaço de tempo, saberes que são considerados essenciais, mas que servem para muito pouco.” Não há dúvida, são precisos novos caminhos.André Louro de Almeida deixa uma dica: «Quem é que chegou à escola e teve um educador que olhou para ele e disse: ‘Olha um dom! Vamos abrir a prenda e descobrir qual é.’ Quem encontrou uma postura toda receptiva, que constrói uma atmosfera de segurança e autoconfiança na qual o dom possa começar a vir de cima? (...) “Temos de ter a inteligência emocional de acolher um ser destes [índigo] como um dom que chegou.”

Principezinhos no meio do deserto

O dom, o dom de ser índigo, embora só agora comece a «dar nas vistas», existiu desde sempre nos seres humanos. São muitos os exemplos ao longo dos séculos, apesar de muito espaçados, era um aqui, outro ali, não se tratava ainda de uma geração inteira. Peguemos num que se manteve eternamente criança. Ao criar o Principezinho, Saint-Exupéry presenteou-nos, de certa forma, com a essência dos índigos. É de meninos com essas características que devemos ir à procura. Meninos sensíveis, intuitivos, um pouco solitários, por vezes, sobretudo quando não encontram eco nos outros. Meninos que resistem aos velhos padrões de energia e não respondem nem se enquadram em estruturas rígidas ou pré-estabelecidas. Que são incapazes de dissociar, isto é, que não conseguem, ao invés de tantos adultos, pensar e/ou sentir uma coisa e depois fazer outra, totalmente diferente. Que não pactuam com a mentira. Que não têm medo. Que não aceitam argumentos vazios de significado - «porque sim», «porque não» - nem explicações prepotentes - «porque eu estou a mandar» - nem padrões de resposta instituídos - «porque foi sempre assim». Meninos diferentes que serão cada vez mais, pois os Principezinhos de hoje já não vagueiam (apenas) por desertos longínquos à espera que um aviador lhes desenhe uma ovelha. «Grandes homens têm defendido uma nova humanidade», diz Nelson Lima. “E os índigos trazem, de fato, o germe dessa nova humanidade. Não podemos correr o risco de deixar de aproveitar esta fase extraordinária da nossa história humana para darmos o grande salto em frente. Estamos de tal forma prisioneiros de sistemas que nós próprios criamos que, se não formos capazes de sair dessas jaulas, o fenômeno índigo será um fenômeno meramente passageiro.” Ainda que o risco (teoricamente) possa existir, há uma evidência que já ninguém pode negar. Como diz Isabel Leal «eles estão a nascer em todas as casas». Existem, de carne e osso, em muitas famílias. Existem e vão pedir-lhe desenhos de ovelhas (não, não é um elefante dentro de uma jibóia que eles querem!), vão contar-lhe as conversas que têm com os anjos, vão questionar tudo o que não faz sentido, vão descobrir quando lhes estiver a mentir, vão exigir a mudança, vão alterar profundamente os padrões de comportamento da sociedade em que vivem. Por favor, dê-lhes ouvidos.

Fonte:http://www.terapiaquantica.com.br/TQ2004/Artigos%20Criancas%20Indigo.htm

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A TERAPIA FLORAL COMO PORTAL PARA OS ÍNDIGO


María del Carmen Vila

As flores simbolizam a entrega e cada uma delas, em sua abertura, libera um esquema que há de ser transmutado. Se cuidardes delas, verificareis quanta Luz os assiste. As crianças conhecem sua verdade e protegem sem embaraço os lugares onde elas crescem. Não olhes para trás. Uma ponte de Luz se instala entre eles e o planeta.  Milhares de seres foram convocados para recuperá-lo.

Há dez anos experimento e divulgo a cura com essências florais elaboradas por mim em uma cidade da Argentina localizada no centro do país (Cordoba). O lugar onde tem me permitido canalizar estas novas essências, que chamei ANANDAFLORA ®, tem as características de ativar as espécies vegetais em freqüências muito mais altas do que as habituais. (Ler A Cura Planetária - as flores um veículo para a luz, Edit. Kier). Desta maneira, são Essências para a Humanidade Nascente, posto que estão entre nós, as crianças e adultos que conduziram nosso planeta a uma nova dimensão.

Os índigos também precisam do alinhamento de seus corpos, posto que trazem uma marca difícil de se adaptar em um lugar com esquemas velhos. Sofrem mudanças na escola, pois não há uma educação oficial de acordo com seus conhecimentos, e sua química é diferente, pois se alimentam menos e tem mais energia. Os alimentos para eles devem ser readaptados segundo suas necessidades e buscados em lugares que já possuem qualidades energéticas altas.
As Essências ANANDAFLORA ® transportam em suas gotas cristais de luz, códigos para ativação do DNA, e qualidades a desenvolver nesta Nova Humanidade como o Amor, a Temperança, a Bem-aventurança e a compaixão.

Darei uma visão o mais próximo possível a observação que tenho tido das Novas Crianças e em especial dos Índigo, posto que há outras crianças diferentes, dependendo das constelações de onde vieram dentro deste Universo. As crianças Índigo trazem a memória do que foram em outras encarnações, logo, muitos tem sofrido as mudanças neste planeta e tem elaborado sua própria adequação frente ao que se lhes apresenta. Alguns passam seis ou sete encarnações para adaptar seus veículos físicos ao plano terrestre. São as crianças azuis que por sua marca ou veículo lhes tem sido permitido entrar neste planeta.

Entre eles há uma distinção pelos veículos-joia (expressão em espanhol que caracteriza um veículo com maior precisão) através dos quais expressam seus dons, suas qualidades de expressão:
- Os cientistas de aro dourado e jóia azul Índigo.
- Os artistas de aro rosa magenta e jóia ouro-rubí.
- Os curadores de aro azul e jóia ouro.
- Os sábios de aro ouro e joia rosa-ouro-rubí.
- Os curadores interplanos de aro ouro e jóia azul topázio.

Estes são os índigos mais vistos; porem há outros, como há diversidades entre os seres que estão cumprindo sua missão neste planeta. Permitirei-me dar-lhes algumas características básicas para sua identificação.

 Os Cientistas do futuro, os que trabalham na evolução deste planeta, dominam a física quântica, as matemáticas e a astrofísica. Eles traduzirão os novos padrões ou códigos para o avanço da ciência. São demonstrativos, ágeis, com muita atividade de seu hemisfério direito e uma estrutura óssea mais sólida que a dos Índigos mais sutis, os artistas. Tem um aro cor ouro com um cristal jóia de cor azul. Para mim estes aros aparecem como faixas tanto nas crianças como nos adultos. Isto me permite conhecer sua missão e promover aqueles aspectos que devem desenvolver sempre, que a alma está disposta a fazê-lo. No caso das crianças, nunca se deve fazer uma mudança em sua marca se seu ciclo ou idade não o permite, pois há disposições celestiais para cada ser e o tempo de cada um é diferente.

Os Artistas, os que gostam de expressar seus dons com a musica e criar frequências vibratórias diferentes. São ágeis ao falar, estruturam frases com soltura, ainda quando tem dois ou três anos. São hábeis para manipular seus braços, e ativar com o movimento seus dois hemisférios cerebrais. Atuam como os golfinhos, dormem pouco, gostam de brincar muito e fazer movimentos expressivos - dançar. As frequências destas crianças superam a dos demais, apresentando-se em aparências frágeis, no entanto, aos cinco anos expressam qualidades dos de sete. A cor do faixa que protege a estas crianças é um aro rosa magenta com um cristal jóia ouro-rubí, porque é a cor do manejo da energia criativa neste plano. Eles trazem as freqüências sonoras de uma quinta ou sexta dimensão, segundo seu acesso a estas fontes.

Os Sábios ou Crianças Adultas são os Índigo maduros que atuam neste plano com um conhecimento adquirido em outras vidas. Apresentam-se mais sérios, não gostam de brincar demasiadamente, são mais silenciosos. Guardam informação certeira que traduzem em visões da aura das pessoas, conhece sua história álmica, sua missão e acedem alguns aos arquivos akáshicos. São os Índigo que sofrem mais porque sabem antecipadamente o que vai acontecer. De estrutura física delgada, possuem pescoço longo, olhos grandes.
Precisam de ajuda para transmitir suas mensagens, pois há quem não os compreenda. Sua tarefa é a de explicar aos demais por que estão aqui, de onde vem, qual é sua missão*. Seu aro é dourado com um cristal jóia magenta, pois essa cor ativa neles o amor em uma freqüência mais elevada, o Amor Incondicional a toda criação. Trabalham o desapego desde crianças e são maduros aos seis anos. Normalmente vem de escolas de conhecimento que se desenvolvem nas Plêiades ou Orion. Trazem em si mesmos o plano para o planeta e sua redenção. Graças a eles conheceremos nosso futuro como humanidade.

Os Curadores são os que usam os corpos de luz da química oculta em cristais, plantas, notas musicais e mandalas utilizando novos arquétipos para a cura. Tem longos braços, figura etérea e traz uma faixa ou aro azul violeta com um cristal jóia de cor ouro. Eles podem conduzir energia desde outro plano e trazê-la para cá utilizando canais de acesso a outros planos (quarta, quinta e sexta dimensão). São os mestres da cura futura onde não se utilizarão mais objetos para curar, somente raios de luz interdimensional.

Os Curadores Interplanos se transladam para fazer suas tarefas a outros lugares dentro e fora do planeta. Quando bebês tendem a sair de seu corpo para proteger sua família, visitar amigos ou compartilharem com outras crianças brincadeiras, assim como ter conversações em outro nível com almas gêmeas ou seus anjos guardiães.
Quando maiores se transladam para fazer salvamentos no mar ou em terra, resgatando seres de tragédias ou a animais para evitar sua extinção. Trazem consigo a marca de haver necessitado de ajuda em outras vidas e não tê-la obtido. Eles ativam a energia da transmutação. Tem um aro de cor ouro-rubí com um cristal azul-topazio. São sensíveis as mudanças climáticas. De estrutura frágil e auto-suficientes.

As Essência florais ANANDAFLORA ®, nessas crianças são administradas em gotas para sua ingestão, em loções  para aplicação áurica, cremes e óleos. Existem ainda múltiplas maneiras de oferecer sua energia, pois está comprovado que a entrega das flores é tão ampla que alem de incorporá-las através da água podemos visualizá-las e transportá-las as zonas ou centros energéticos que precisam de sua contribuição.

A arte visual (fotos-mandalas-pinturas) nos fornece um amplo campo de experimentação para crianças e adultos, pois através da arte se expande a alma e a visão interna se torna mais nítida. Cada flor tem uma cor, uma geometria sagrada, um som, uma vibração energética, uma qualidade, seja estando na presença dela ou não. As crianças têm a capacidade de captar suas formas e energia só de ver os frascos de essências, pois desde pequenos, as escolhem na presença do terapeuta. Tenho visto bebês tirar os frascos que necessitam antes de ser sugeridos na terapia floral. Outros precisam acomodar suas energias na família e quando são muito pequenos precisam da ajuda valiosa dos frascos com essências colocadas debaixo de sua cama ou em setores de seu quarto que atenuam os conflitos subjacentes em seu núcleo familiar.

As essências adéquam neste plano aqueles Índigo que são muito sensíveis as mudanças, permitindo sua conexão céu e terra sem traumas. Há flores para o assentamento em terra como a Flor de Lis, específica para os curadores. Esta essência se usa muito neste sistema para os que canalizam seja qual for sua forma de expressão, e por sua vez permite que as altas freqüências que descendem do alto possam ser readaptadas tanto no nível físico como veiculizadas ao entorno.

Há essências que protegem o terceiro olho para aqueles que estão despertando ou sofrem demasiadas visões, assim como os que passam por transformações em suas células e em seu ADN em grande velocidade.
Na realidade os processos de cura são amplos; só precisamos entrar em contato com cada ser, observar sua marca e aceder a seu mundo com amor.

N.T. *Um belo exemplo deste tipo de Índigo é Matias de Stefano que tem todas estas características. Para saber mais sobre Matias acesse: http://www.ghan.com.ar/

Fonte: La Conciencia Índigo: Futuro Presente

De Coração a Coração: MENSAGEM DOS ANJOS - O MÁGICO

De Coração a Coração: MENSAGEM DOS ANJOS - O MÁGICO: O MAGICO MENSAGEM DOS ANJOS por Dror Ashuah Tradução Marcia Daronch Se você acredita em milagres, eles aparecerão. Vocês todos são...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

MUDAR O MEDO - por Mia Couto



O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem, os anjos atuavam como uma espécie de agentes de segurança privada das almas. Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambientes que reconhecemos. Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura, do meu território. O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.

No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional: os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência do país, e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo. Os chineses abriram restaurantes junto à nossa porta, os ditos terroristas são governantes respeitáveis e Karl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência. O preço dessa narrativa de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo cometeram-se as mais indizíveis barbaridades.

Em nome da segurança mundial foram colocados e conservados no Poder alguns dos ditadores mais sanguinários de toda a história. A mais grave herança dessa longa intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos. A Guerra-Fria esfriou mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo, a Oriente e a Ocidente.

Para responder às novas entidades demoníacas não bastam os seculares meios de governação. Precisamos de investimento divino, precisamos de intervenção de poderes que estão para além da força humana. O que era ideologia passou a ser crença, o que era política tornou-se religião, o que era religião passou a ser estratégia de poder. Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos é imperioso sustentar fantasmas. A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade.

Para enfrentarmos as ameaças globais precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania. Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho começaria pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e do outro lado, aprendemos a chamar de “eles”. Aos adversários políticos e militares, juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade é imprevisível. Vivemos – como cidadãos e como espécie – em permanente limiar de emergência. Como em qualquer estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa.

Todas estas restrições servem para que não sejam feitas perguntas incomodas como estas: porque motivo a crise financeira não atingiu a indústria de armamento? Porque motivo se gastou, apenas o ano passado, um trilhão e meio de dólares com armamento militar? Porque razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia, são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadaffi? Porque motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça? Se queremos resolver (e não apenas discutir) a segurança mundial – teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes. 

Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que seja preciso o pretexto da guerra. Essa arma chama-se fome. Em pleno século 21, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fração muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo. Mencionarei ainda outra silenciada violência: em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi ou será vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida. É verdade que sobre uma grande parte de nosso planeta pesa uma condenação antecipada pelo fato simples de serem mulheres. A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo.

Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome, e como militares sem farda deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e de discutir razões. As questões de ética são esquecidas porque está provada a barbaridade dos outros. E porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência, nem de ética e nem de legalidade. É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. A chamada Grande Muralha foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente, morreram mais chineses construindo a Muralha do que vítimas das invasões que realmente aconteceram. Diz-se que alguns dos trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção. Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora de quanto o medo nos pode aprisionar. Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos. Mas não há hoje no mundo, muro que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós do sul e do norte, do ocidente e do oriente. Eduardo Galeano escreveu sobre o medo global: “Os que trabalham têm medo de perder o trabalho. Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho. Quando não têm medo da fome, têm medo da comida. Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas, as armas têm medo da falta de guerras. E, se calhar, acrescento agora eu, há quem tenha medo que o medo acabe.


Fonte: http://aviagemdosargonautas.blogs.sapo.pt/tag/mia+couto