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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ensinar e Aprender

Da criação de imagens

Krishnamurti


Na juventude, apraz-nos a atividade - escutar o canto matinal dos pássaros, admirar as colinas após a chuva, os rochedos cintilando ao sol, o brilho das folhas, contemplar a passagem das nuvens e alegrar-nos em uma clara manhã com o coração pleno e a mente aberta. No entanto, perdemos esta boa disposição com o correr dos anos, quando surgem as preocupações, as ansiedades, as contendas, os ódios, os temores, na eterna luta pela sobrevivência. Passamos os dias brigando uns com os outros, sentindo simpatias e antipatias, e algum prazer de vez em quando. Não ouvimos os passarinhos, já não admiramos as árvores, nem vemos o orvalho na grama, nem as aves a voar, nem o brilho da pedra numa escorregadia vertente à luz da manhã. Não costumamos ver nada disto quando nos tornamos adultos. Porquê? Não sei se a si próprios já fizeram tal pergunta. Se não, é este o momento de formulá-la. Do contrário, em breve estarão aprisionados. Irão para uma universidade, casar-se-ão, terão filhos, marido, mulher, responsabilidades; serão obrigados a cuidar da subsistência; depois virá a velhice e, por fim, a morte. Em geral, é isto o que acontece. Cumpre interrogar-nos, então, porque perdemos a sensibilidade, porque já não apreciamos as flores, nem nos deleitamos com o gorjeio dos pássaros. Porque deixamos de contemplar a beleza? Creio que a razão principal é vivermos tão ocupados com a nossa personalidade. Por certo, temos todos uma imagem de nós mesmos.

Sabem o que é uma imagem? Ê uma coisa esculpida na pedra, ou no mármore, a qual se destina à adoração em um templo. Ela é feita pela mão do homem. Vocês também têm uma imagem de si próprios, não construída de igual maneira, senão pela mente, pelo pensamento, pela experiência, pelo conhecimento, pelas lutas, por todos os conflitos e aflições de seu viver. Com o envelhecimento, essa imagem se fortifica, torna-se mais exigente e insistente. Quanto mais escutam, atuam, vivem através dessa imagem, tanto menos vêem a beleza e sentem alegria com alguma coisa desligada dos seus efeitos.

A razão da perda dessa plenitude é que, em regra, só há em vocês preocupações pessoais. Sabem o que significa ter preocupação de ordem pessoal? É estar o indivíduo com a idéia fixa em si mesmo, é manter-se ocupado com as próprias qualidades, se são boas ou más, com a opinião dos vizinhos, se o emprego que tem é bom; é ocupar-se em ser importante ou ficar à margem da sociedade. Os seres humanos estão sempre batalhando no escritório, em casa, nos campos. Estejam onde estiverem, façam o que fizerem, o conflito é constante, sem jamais se livrarem dele; e, não sendo capazes de consegui-lo, criam a imagem de um estado perfeito, do paraíso, de deus - outra imagem formada mentalmente. Criam-se imagens não somente superficiais, mas também mais profundas, e também estas estão em conflito entre si. Existirá conflito enquanto perdurarem as imagens, as opiniões, os conceitos, as idéias egocêntricas, tornando a luta cada vez maior.
Cabe então indagar: é possível viver neste mundo sem auto-imagem? O ser humano torna-se médico, cientista, professor, físico, e serve-se dessa profissão para criar sua imagem, e, deste modo, produz conflito ao exercê-la. Estão-me compreendendo? Se, por exemplo, a criatura dança bem, se toca um instrumento qualquer, ela usa o instrumento ou a dança para projetar-se, para demonstrar o quão maravilhosa é, como dança ou toca tão bem. A arte de dançar, de tocar, tem para ela um só objetivo - enriquecer a própria imagem. É assim que a maioria vive, ou seja, incentivando, fortalecendo o ego. Daí a intensificação do conflito; a pessoa, de tanto pensar em si, se embrutece, perdendo o sentido da beleza, da alegria, da lucidez.
A meu ver, faz parte da educação evitar que os alunos criem imagens. Dessarte, eles passarão a viver sem batalhar, sem lutar intimamente.

A educação nunca termina. Ela não se restringe à leitura de alguns livros, nem se resume no ver o estudante aprovado nos exames finais. No decurso da vida, desde o nascimento até a morte, existe o processo do aprendizado. O aprender não tem fim, é contínuo, perenal. Mas ninguém aprenderá se estiver batalhando dentro de si, ou em conflito com o próximo, com a sociedade. E sempre que houver uma imagem, estaremos em antagonismo com a comunidade social. Porém, se vocês perceberem como se forma essa imagem, estarão em condições de ver o céu, de contemplar o rio e as gotas de chuva que pingam das folhas, de sentir o frescor do ar matinal e da brisa que sopra por entre as árvores. A vida passa a ter um diferente e maravilhoso significado. A vida em si, e não aquela que concebemos, ou idealizamos, segundo a nossa maneira de ser.

ESTUDANTE: Quando o senhor olha para uma flor, qual é seu relacionamento com ela?

KRISHNAMURTI: Qual o relacionamento? Você olha a flor, ou pensa que está olhando para ela? Percebe a diferença? Olha realmente a flor, ou julga que deveria olhar; ou, quem sabe, olha para a flor com uma imagem que dela tem, por exemplo, supondo que é uma rosa? A palavra é a imagem, a palavra é o conhecimento e, por conseguinte, você está olhando para aquela flor com a palavra, com o símbolo, com o conhecimento, e, portanto, não a está olhando efetivamente. Ou, talvez, o faça com a mente, que ao mesmo tempo está pensando em outra coisa.
Quando você olha para a flor sem o conceito, sem a imagem, atento, qual é a sua relação com ela? Já o fez alguma vez? Algum dia já olhou para uma flor sem denominá-la? Já admirou uma flor intensamente sem a interferência do nome, do símbolo, ou seja, apenas observando-a? Até que o faça, não terá qualquer relacionamento com a flor. Para se entrar em relação com outro ser, com um rochedo ou com uma folha, é necessário olhar e observar com plena atenção. Seu relacionamento com o que vê será, então, inteiramente diferente. Não haverá observador algum. Só haverá aquilo. Se observar assim, não existirá opinião nem julgamento. A coisa é o que é. Compreendeu? Você o fará? Olhe para uma flor deste modo. Faça isto, meu amigo. Não fale apenas, mas faça-o.

ESTUDANTE: Se o senhor tivesse muito lazer, como o utilizaria?

KRISHNAMURTI: Faria o que estou fazendo. Olhe, quando gostamos do que fazemos, temos na vida o lazer necessário. Compreende o que eu disse? Perguntou-me o que eu faria se dispusesse de tempo. Respondi que faria justamente o que estou fazendo: e o que faço é ir a diferentes partes do mundo, pronunciar palestras, ver gente, etc. Faço isto pelo simples gosto de fazer; não porque fale para um grande auditório e me sinta importante. Quando alguém sente essa importância, não preza aquilo que faz, mas a si próprio. Assim, deve você preocupar-se, não com o que eu estou fazendo, porém com o que lhe incumbe fazer. Entendeu? Eu lhe disse o que estou fazendo. Agora, diga-me o que habitualmente faz nos momentos ociosos.

ESTUDANTE: Eu fico entediada.

KRISHNAMURTI: Fica entediada. Pois. bem. Tédio é o que a maioria das pessoas sentem.

ESTUDANTE: Poderia o senhor dizer-me como livrar-me do tédio?

KRISHNAMURTI: Vamos, escute. Quase todos se acham entediados. Porquê? E a jovem pergunta como livrar-se do tédio. Descubra-o pessoalmente. Se você se isola, ainda que por breve tempo, isso a enfada. Então apanha um livro, procura conversar com alguém, pega uma revista, vai ao cinema, busca distrair-se com alguma coisa. Recorre a isso para fugir de si mesma. Você fez uma pergunta. Agora, preste atenção ao que vou dizer. Sente-se entediada, vazia, por achar-se agora diante de si própria, o que poucas vezes lhe acontece. Daí o seu aborrecimento. E pensa: Nada mais sou do que isto? Sinto-me insignificante, estou tão amolada! Tenho de superar este sentimento. - Esta realidade - o que você é - lhe desagrada, e por isso tenta fugir. Porém, se disser que não quer permanecer entediada, que procurará saber porque assim se encontra, que deseja descobrir o que em verdade é, isso equivale a olhar-se num espelho. Nele você se vê tal como é, vê seu próprio rosto. E ele não lhe satisfaz; dirá, então: gostaria de ser bonita, de parecer-me com uma atriz de cinema. Mas, se logo acrescentar: "É assim que eu sou; meu nariz não é bem reto, meus olhos são um tanto pequenos, meu cabelo é liso", aceitando esta verdade, vendo-se como efetivamente é, o tédio desaparecerá. O aborrecimento só surge quando você rejeita o que vê e almeja ser diferente. Do mesmo modo, quando você contempla o seu interior e o vê como é, isso não a entedia. É, pelo contrário, extraordinariamente interessante, pois, quanto mais se vê, mais há para ver. O indivíduo pode aprofundar-se cada vez mais, ampliar o autoconhecimento, sem jamais encontrar o fim. Em tal processo não existe tédio. Se chegar a esse ponto, estará fazendo aquilo que preza, e, se prezamos os nossos feitos, o tempo não existe. Quem gosta de plantar árvores, sabe regá-las e protegê-las. Quando fazemos uma coisa pelo simples gosto de fazê-la, os dias parecem mais curtos. De agora em diante, descubram vocês mesmos o que apreciam fazer, o que lhes agradaria realizar. Não se preocupem apenas com as vantagens de uma carreira.

ESTUDANTE: Senhor, como descobrir o que gosto de fazer?

KRISHNAMURTI: Como descobrir? Compreendendo que talvez isso difira daquilo que pretende fazer. Provavelmente quer ser médico por ser essa a profissão paterna, ou porque a julgue rendosa. Então, nesse caso, não prezamos o que fazemos, pois nosso objetivo imediato é o lucro, e prestigiar-nos através dele. Quando prezamos alguma coisa, o móvel para alcançá-la não existe. Não nos valemos do que estamos realizando com o fito de tornar-nos mais importantes.
Descobrir o que se gosta de fazer é algo bem difícil. É, aliás, uma das tarefas da educação. Para tanto, cumpre penetrar-nos profundamente. E isso não é nada fácil. Pode o indivíduo dizer: pretendo ser advogado e consegui-lo após muita luta, e depois, subitamente, descobrir que seu pendor era outro. O que ele gostaria era de ser pintor. Porém, é tarde demais. Já está casado, tem mulher e filhos, faltam-lhe condições para desistir daquela carreira, das responsabilidades assumidas. Então, sente-se frustrado, infeliz. Contudo, ele talvez resolva seguir sua inclinação e, assim, dedica sua vida àquele objetivo a pintura. Mas, um dia, inesperadamente, nota que jamais será um bom pintor, pois o que desejaria mesmo era ser aviador.
A educação correta não visa ajudá-los a encontrarem carreiras. Abandonem esta idéia. Educar-se não significa um simples acumular de informações através de um professor, nem aprender Matemática em livros, ou datas históricas relativas a reis e costumes; resume-se a educação em auxiliá-los a compreenderem os problemas humanos à medida que apareçam e isto requer uma mente. saudável - urna mente que raciocine, penetrante, sem crenças. A crença não é um fato. O homem que acredita em deus é tão supersticioso quanto ao que nele não crê. Para descobrir alguma coisa é preciso raciocinar, e não poderão raciocinar se antes já tiverem uma opinião, preconceitos, se já tiverem chegado a uma conclusão. Necessitamos, pois, de uma mente sã, sensível, lúcida, objetiva, e não de uma mente crédula e que obedece à autoridade. O objetivo da boa educação é ajudá-los a descobrirem, individualmente, o que gostariam de ser. Não importa o que seja, cozinheiro, jardineiro, etc., mas algo a que deverão dedicar-se. Então poderão ser eficientes, sem se tornarem brutais. E esta escola deve ser um lugar onde encontrem ajuda para verificarem e descobrirem, por si próprios, por meio de debates, pelo ouvir, pelo silêncio, através do viver, o que na verdade desejariam ser.

ESTUDANTE: Como podemos conhecer-nos?

KRISHNAMURTI: Esta é uma boa pergunta. Ouçam atentamente. Como sabem o que são? Compreendem o que interrogo? Vocês olham uma vez para o espelho; depois de alguns dias ou algumas semanas, tornam a olhar e dizem: "Este sou eu de novo.'' Certo? Então, olhando-se diariamente no espelho, passam a reconhecer o próprio rosto, afirmando: "Este sou eu." Pois bem. De igual modo, pela observação, serão capazes de saber como são? De conhecer seus gestos, a maneira de andar, o modo de falar, como se comportam, se são duros, cruéis, grosseiros, pacientes? É desta maneira que começam a descobrir-se. E virão a compreender-se observando-se no espelho do que fazem, do que pensam, do que sentem. Este é o espelho - o sentir, o fazer, o pensar. Através dele poderão observar-se. O espelho diz: este é o fato, mas ele não lhes agrada, e desejam alterá-lo. Começam então a distorcê-lo, pois não querem vê-lo como é. Ora, como eu disse antes, nós aprendemos quando existe atenção e silêncio. É assim que ocorre o aprender. Agora, sentem-se calmamente; não porque eu lhes estou pedindo, mas por ser este o meio de aprender. Sentem-se e fiquem tranqüilos, não apenas fisicamente, não só com o corpo, mas também com serenidade. Assim, nesse estado de quietude, prestem atenção. Atentem para os ruídos que vêm de fora, para o cantar do galo, dos pássaros, para todo e qualquer barulho; ouçam primeiro as coisas que acontecem externamente e, depois, o que se passa na própria mente. Então, poderão notar, nesse silêncio, se souberem escutar, que o som externo e o interno são o mesmo som.

Trecho do livro "Ensinar e Aprender" (pag 48-53).

Fonte: http://www.krishnamurti.org.br/?q=node/32

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Manifesto Educação 3000



Estimados amigos e amigas
É com muita alegria que fazemos chegar até vocês o Manifesto Educação 3000, redigido conjuntamente por mães, pais, jovens e educadores de vários países, para impulsionar uma nova educação e maior consciência no planeta Terra.
Se gostarem e quiserem unir-se a nós, convidamos todos a firmarem este manifesto, a difundí-lo e a torná-lo realidade, estejam onde estiverem (veja o link Unir-se ao Manifesto para deixar seus dados.)
Com muito carinho
Noemi Paymal, Ignasi Salvatella, Ivete Carrión e equipe de redação.
Manifesto
Educação 3000

 
1. Considerando
 
  1. As mudanças rápidas e massivas que estão ocorrendo com todas as crianças de hoje, mudanças que observamos no âmbito físico, fisiológico, emocional, cognitivo, de conduta, ético e espiritual.
  2. A necessidade de adequar a educação atual às capacidades das crianças e dos jovens de hoje, tanto em sua forma de aprender, como em seu modo de ser, perceber e interiorizar o mundo.
  3. A necessidade de que as mães, os pais e os docentes vivam a educação com bem-estar, paz e harmonia, bem como de melhorar a qualidade da vida no lar, na escola e na sociedade.
  4. As aspirações globais atuais com relação à co-construção de uma nova humanidade mais humanitária, solidária e multicultural.
  5. Os novos paradigmas que incidem em todos os âmbitos do desenvolvimento humano.

2. Manifestamos

  1. Que queremos, todos juntos, impulsionar uma nova educação que responda aos parâmetros expostos anteriormente.
  2. Que desejamos colaborar ativamente para uma nova educação que seja baseada nas crianças e jovens, e em suas necessidades atuais.
  3. Que pretendemos co-construir agora, e cada um de onde estiver, um ambiente educativo apropriado, assim como ferramentas e propósitos para uma nova educação.
  4. Que nos comprometemos a atender os aspectos afetivos e emocionais das crianças, dos jovens e de si mesmo, como base fundamental de todo o processo de crescimento.
  5. Que vamos difundir o acima exposto e criar uma maior consciência global no planeta.

3. Convidamos

3.1 Aos Estados, Nações, Ministérios de Educação e Organismos Internacionais comprometidos com a infância, a juventude e o desenvolvimento humano, às ONG’s, Instituições, Associações, Coletivos e a toda a população mundial
 
3.1.1  A somar-se e a atender de forma harmoniosa, dentro de seus âmbitos de influência, às mudanças que uma nova educação requer, apoiando, assim, o futuro de seus respectivos países e do planeta..
3.1.2  A considerar e priorizar em todas as áreas (educativa, sanitária, social, esportiva, tecnológica, ambiental...) a todas as crianças e jovens de hoje e aos que estão por vir.
3.1.3  A fomentar e instrumentar os quatro pilares da educação expostos no informe à UNESCO pela Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI: Aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser.
3.1.4 A apoiar investigações multidisciplinares e desenvolver ferramentas alternativas e complementares para o desenvolvimento integral do ser.
3.1.5 A reconhecer que o direito à educação começa no período pré-natal e continua durante todo o ciclo vital.
3.1.6 A implantar um marco legal flexível que reconheça às famílias e aos educadores a liberdade de criar escolas-centros experimentais e a levar a cabo outras iniciativas educativas alternativas, oferencendo-lhes o apoio necessário.

3.2.  Aos produtores e meios de comunicação
3.2.1 A comunicar e a transmitir as novas características e necessidades das crianças e jovens de hoje, assim como as ferramentas educativas a eles vinculadas.
3.2.2 A produzir, promover e difundir programas, produtos e materiais que apoiem tudo o que foi anteriormente manifestado e que gerem maior consciência.


4. Desejamos que o maior número de pessoas, associações, instituições e governos assinem este Manifesto e que o apoiem ativamente
 
Para nós mesmos
      Para as crianças
            Para a nova humanidade
                  Para o planeta
 
                                                                                                                  
Manifesto redigido por cidadãos do mundo, todos juntos, durante o Encontro Internacional do enlace mundial para uma nova educação que teve lugar na Argentina em 3 de agosto de 2008, organizado por Pedagooogia 3000, Adhyayana22-educando-nos com consciência, e Asiri (na ocasião firmado inicialmente por representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colombia, Equador, Espanha, Catalunha, França, México e Perú) e lançado simultáneamente para o mundo todo em 8 de agosto de 2008.
Pedagooogía 3000®, npaymal@pedagooogia3000.info, noemi.paymal@gmail.com, www.pedagooogia3000.info
(591) 772 17 913, La Paz, Bolivia. Noemi Paymal

Adhyayana22-educándonos con conciencia, educacio22@gmail.com (34) 665 804 833 Barcelona, España. Ignasi Salvatella,

Centro de Investigación Asiri, infoindigoasiri@gmail.com, www.indigouniversal.org, (51) 1 226 39 52, Lima, Perú. Ivette Carrión.

Tradução, Isabel Seidl, Rio de Janiero, Brasil, belseidl@gmail.com

e a equipe de redação.
Imprimir ambientalmente… reduzir nosso consumo de papel.


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

EMANE: Enlace Mundial para uma Nova Educação



emAne é um enlace mundial parA uma nova educação
Quer compartilhar com o mundo inteiro o que fazes?
Estás apoiando a nova educação de una maneira ou outra?
¿Quer compartilhar? Envia-nos uma mensagem para: emane@pedagooogia3000.info

O enlace mundial parA uma nova educação (emAne) tem como objetivo introduzir uma nova educação  baseada numa nova consciência, tanto para as crianças que estão chegando, atendendo-as de acordo às suas necessidades, como para a humanidade em geral.         
O enlace mundial parA uma nova educação  é composto por indivíduos, grupos, instituições e comunidades educativas que estão impulsionando uma transformação  real na educação , baseando-se nos novos paradigmas do novo milênio e sendo conscientes de que a nova educação  concerne a todos, desde a gestação  até o último suspiro.
Os objetivos estratégicos são: investigar, compartilhar, atuar com o apoio mútuo e difundir toda a informação possível relacionada com a nova educação e as crianças de hoje. A meta é conseguir, juntos e juntamente com os meninos, meninas e jovens, uma forca sinergética que consiga um aumento da consciência mundial que induza a mudanças notáveis no campo da educação e do desenvolvimento pessoal.
O enlace mundial parA uma nova educação  é impulsionado por Pedagooogía 3000®, Adhyayana22 e o Centro de Investigação  Asiri.




emane on livestream.com. Broadcast Live Free

Nova Terra, Novas Crianças

Dra. Márcia de Carvalho Soares 

 
Estarei descrevendo alguns pontos que observo nas crianças, em minha clínica diária.
Tenho meu trabalho ampliado pela visão da medicina antroposófica e minha percepção supra sensível.
Parto da trimembração: sistema neurosensorial, sistema rítmico e sistema metabólico.
Quando recebo pequenas crianças sinto que estou diante de algo novo, diferente de pontos estudados em tratados médicos pelos quais me formei.
São diferenças em relação a sua vibração, ao campo energético que se forma no ambiente em que estão.
Deixo então, que a consulta transcorra de forma bem solta para que cada movimento e expressão física sejam mostrados.
Um ponto que venho observando é ao auscultar o coração que me mostra um ritmo, uma amplitude maior. Mesmo que tenham um ritmo mais acelerado, ele é com sons diferentes e na região da ponta do coração tem uma rede de recepção e transmissão de dados. Uma troca freqüente com o Timo.
Este órgão está com a função de informações supra sensíveis, como o amor incondicional, entusiasmo, sensação de bem estar e segurança.
Tenho a ‘sensação’ que ao tocar o tórax, o centro do corpo destas crianças, elas tem 2 corações: - o coração (ligado ao sistema rítmico, sistema de percepção e sensação do Eu) e o outro coração= timo (onde toda a informação do novo céu e nova terra estão impressos).
O timo também é a região onde as defesas (sistema imunológico) estão em atenção constante. O timo tem pequenos movimentos conforme o ambiente: contração: hostilidade; e expansão: agradável.
A ponta do coração que tem “chip” recebe os impulsos vindos do centro da alma através do timo e pelo pulsar do coração irradia para o corpo todo.
Este sistema de simpatia e antipatia está presente nestas crianças, o que lhes permite estar pronto para andar pela Terra sem a necessidade de aprender com os adultos.
Quando este sistema está sobrecarregado (ambientes agressivos, sem amor, excessos de vacinas, poluição do ar, sonora etc.), estas crianças desenvolvem alterações no ritmo cardíaco, pequenos lapsos no ritmo (não tenho como explicar aos cardiologistas, só espero que eles já detectem este som=silêncio); atopias com todas as manifestações, alteração no sono, irritabilidade.

No pólo neurosensorial, observo que a região da fontanela permanece uma tela com um tônus onde todas as ondas de informação neurosensorial penetram.
O olhar é bem claro e traduz todo o sentir desta criança. Os movimentos acompanham os estímulos do ambiente deste os primeiros dias (considero mais claro a partir do 15 dias de vida).
O olhar da criança é bem dentro de nossos olhos: “olho no olho”. Podem permanecer por vários minutos fixando seus olhos no olho de outras pessoas, principalmente, se existe sentimentos verdadeiros entre eles.
Movimentos labiais como se as palavras já estivessem ali, prontas e ditas dentro da compreensão intelectual.
Quando estão em ambientes sobrecarregados de pensamentos e atitudes intelectuais sem serem permeados de energia vital, estas crianças se tornam hiperativas e alterações significativas na atenção.

(CRM- RJ 5238981/7)
Estes dados são algumas observações e não dados científicos. 

Fonte: http://www.pedagooogia3000.info/web/html/art_IVIP_3000.htm

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Seção Krishnamurti 1

Educação; Conceito, Pouco Criadora, Não Espiritual

Se a vida tem um significado mais alto e mais amplo, que valor tem nossa educação se nunca descobrirmos esse significado? Podemos ser superiormente cultos; se nos falta, porém, a profunda integração do pensamento e do sentimento, nossas vidas são incompletas, contraditórias (…). (A Educação e o Significado da Vida, 1ª ed., pág. 10)

A educação não é um simples exercício da mente. O exercício leva à eficiência, mas não produz a integração. A mente que foi apenas exercitada é o prolongamento do passado, nunca pode descobrir o que é novo. Eis por que, para averiguarmos o que é educação correta, cumpre-nos investigar o total significado do viver. (Idem, pág. 12)

Educação não significa, apenas, adquirir conhecimentos, nem coligir e correlacionar fatos; é compreender o significado da vida como um todo. Mas o todo não pode ser alcançado pela parte (…). (Idem, pág. 13)

O objetivo da educação é criar entes humanos integrados e, por conseguinte, inteligentes. Podemos tirar diplomas e ser mecanicamente eficientes, sem ser inteligentes. A inteligência não é mera cultura intelectual; não provém dos livros, nem consiste em jeitosas reações defensivas e asserções arrogantes. (Idem, pág. 13)

O homem que não estudou pode ser mais inteligente do que o erudito. Fizemos de exames e diplomas critério de inteligência, e desenvolvemos mentes muito sagazes, que evitam os problemas humanos vitais. Inteligência é a capacidade de perceber o essencial, o que é; despertar essa capacidade, em si próprio e nos outros: eis em que consiste a educação. (Idem, pág. 13-14)

A educação deve ajudar-nos a descobrir valores perenes, para que não nos apeguemos a fórmulas ou à repetição de slogans; deve ajudar-nos a derrubar as barreiras nacionais e sociais, em lugar de as reforçar, porquanto essas barreiras geram antagonismo entre homem e homem. Infelizmente, o nosso atual sistema de educação nos torna servis, mecânicos e fundamentalmente incapazes de pensar; embora desperte nosso intelecto, deixa-nos interiormente incompletos (…). (Idem, pág. 14)

Sem uma integral compreensão da vida, os nossos problemas individuais e coletivos só tenderão a crescer, em profundidade e extensão. O objetivo da educação não é o de produzir simples letrados, técnicos e caçadores de empregos, mas homens e mulheres integrados, livres de todo temor; porque só entre tais entes humanos pode haver paz perene. (Idem, pág. 14)

O que atualmente chamamos educação é um processo que consiste em acumular informações e conhecimentos, tirados dos livros, o que qualquer pessoa que saiba ler pode conseguir. Uma educação dessa espécie oferece-nos uma forma sutil de fuga de nós mesmos e (…) cria, inevitavelmente, sofrimentos cada vez maiores. (…) (Idem, pág. 17-18)

O progresso técnico resolve certos problemas para certas pessoas, num dado nível, mas ao mesmo tempo gera problemas mais vastos e profundos. Viver num só nível, desprezando o processo total da vida, é atrair desgraças e destruição. A maior necessidade e o problema mais urgente de todo indivíduo é adquirir uma compreensão integral da vida, que o habilite a enfrentar suas sempre crescentes complexidades. (Idem, pág. 19)

O saber técnico, embora necessário, de modo algum resolverá as nossas premências interiores e conflitos psicológicos; e porque adquirimos saber técnico sem a compreensão do processo total da vida, a técnica se tornou meio de destruição. O homem que dividir o átomo mas não tiver amor no coração, transforma-se em monstro. (Idem, pág. 19)

Sem a compreensão de nós mesmos, a mera operosidade conduz à frustração, com suas inevitáveis fugas através de atividades maléficas de todo gênero. Técnica sem compreensão leva à inimizade e à crueldade, o que costumamos disfarçar com frases bem-soantes. De que serve encarecermos a importância da técnica e nos tornarmos entidades eficientes, se o resultado é a mútua destruição? (…) (Idem, pág. 20)

Quando se atribui à função toda a importância, a vida resulta em estúpida e monótona, rotina mecânica e estéril (…). O acúmulo de fatos e o desenvolvimento de capacidades, a que chamamos educação, privou-nos da plenitude da vida de integração e ação. Porque não compreendemos o processo total da vida, apegamos-nos à capacidade e à eficiência, que por essa razão assumem importância tremenda. O todo, porém, não pode ser compreendido pela parte; (…). (Idem, pág. 21)

A educação correta, não descurando do cultivo da técnica, deve realizar algo de importância muito maior, que consiste em levar o homem a experimentar o processo integral da vida. Tal experiência colocará a capacidade e a técnica nos seus devidos lugares. (…) (Idem, pág. 22)

A educação moderna, desenvolvendo o intelecto, fornece teorias e mais teorias, fatos e mais fatos, mas não nos faz compreender o processo total da existência humana. Somos altamente intelectuais; desenvolvemos mentes astutas e vivemos num emaranhado de explicações. O intelecto se satisfaz com teorias e explicações, a inteligência não; e, para a compreensão do processo total da existência, é necessária uma integração da mente e do coração na ação. A inteligência não está separada do amor. (Idem, pág. 76-77)

Está claro, pois, que do simples cultivo do intelecto, isto é, do desenvolvimento das capacidades e conhecimentos, não resulta inteligência. Há distinção entre intelecto e inteligência. Intelecto é o pensamento funcionando independente da emoção (sentimento), e inteligência é a capacidade de sentir e raciocinar; (…). (Idem, pág. 77)

Com nossa busca de saber, com nossos desejos gananciosos, estamos perdendo o amor, (…) embotando o sentimento do belo, a sensibilidade à crueldade; estamo-nos tornando cada vez mais especializados e cada vez menos integrados. (…) A erudição é necessária, a ciência tem o seu lugar próprio; mas, se a mente e o coração estão sufocados pela erudição, e se a causa do sofrimento é posta de parte com uma explicação, a vida se torna vazia e sem sentido. (…) Nossa educação nos está tornando cada vez mais superficiais; não nos ajuda a compreender as camadas profundas do nosso ser, e nossas vidas se estão tornando cada vez mais desarmônicas e vazias. (Idem, pág. 78-79)

O saber, o conhecimento de fatos, embora em constante crescimento, é por sua própria natureza limitado. Já a sabedoria é infinita, abarcando tanto o saber como a esfera da ação. Se nos apoderamos de um ramo, pensamos que temos a árvore toda. O intelecto jamais nos levará ao todo, porque ele é apenas um segmento, uma parte. (Idem, pág. 79)

Agora você pensa (…) o que você é? Vamos examinar juntos sem paixão. Você é o nome, a forma, o corpo. Você é o que pensa, o resultado da educação, se a teve. E a educação é tão desvirtuada que só lhe dá condição de se tornar engenheiro, escrevente, isto ou aquilo. Você não é educado para entender a beleza, a totalidade da vida. É dada a você grande quantidade de conhecimento, de forma que possa agir com ou sem destreza no mundo.
Isso não é educação. É apenas uma pequena parte da educação. Educação é o cultivo do ser humano total, seu desabrochar, o florescer da mente humana, não mutilada pela especialização. Portanto, o que somos? Somos uma série de palavras, de idéias, uma memória repetitiva, a continuidade da convicção? Isso é tudo? (…) (Mind without Measure, pág. 62)

Naturalmente, a todos nós interessa a ação, o que é necessário fazer; e “o que é necessário fazer” é geralmente ditado pelo mundo que nos cerca. Isto é, sabemos que temos de ganhar o sustento em dada função, como engenheiro, cientista, advogado, funcionário de escritório(…); e a isso se restringe a nossa superficial cultura, nossa educação. (Da Solidão à Plenitude Humana, pág. 71)

Nossa mente está ocupada, na maior parte do dia, com o meio de ganharmos o nosso sustento, o modo de nos ajustarmos ao padrão de nossa sociedade. Nossa educação limita-se ao cultivo de capacidades e à “memorização” de uma série de fatos (…) de acordo com as necessidades de certa sociedade, uma sociedade que se está preparando para a guerra. (Idem, pág. 71-72)

A industrialização exige mais cientistas, mais físicos, mais engenheiros, e, por conseqüência, torna-se necessário cultivar essa camada da mente, pois é isso que interessa em primeiro lugar à sociedade. (Idem, pág. 72)

(…) E surge, assim, em nossa vida, uma contradição entre esse nível mental, supostamente educado, e aquela atividade mental profunda, inconsciente, contradição de que bem poucos se dão conta. E, se dela nos damos conta, passamos simplesmente a buscar alguma espécie de satisfação (…). (Idem, pág. 72)

(…) E, assim, cada um é educado para certa profissão, mas a totalidade do seu ser fica por descobrir, não revelada, e, por conseqüência, vê-se o homem num perene conflito interior. (…) (Idem, pág. 72)

Quase todos fazemos, na vida diária, alguma coisa em franca contradição com o que sentimos ser a verdadeira coisa que desejamos fazer. Temos responsabilidades e deveres que nos escravizam e dos quais gostaríamos de livrar-nos, e a fuga que empreendemos assume aspecto de especulação, de teorias (…). Há inumeráveis formas de fuga, inclusive o beber, mas nenhuma delas resolve o nosso conflito interior. (…) (Idem, pág. 72-73)

Temos técnicos de maravilhosa capacidade, e que acontece? A técnica está sendo empregada pelos especialistas como meio de mútua destruição. É isso que os governos querem. Querem técnicos, não querem entes humanos, por que os entes humanos se tornam perigosos (…). (O Que Te Fará Feliz?, pág. 66)

Assim sendo, o novo critério não é o mero cultivo de uma técnica, o que não significa que devais rejeitar a técnica, senão que se ajude a criar um ente humano integral, o qual adquirirá a técnica pelo experimentar. (…) (Idem, pág. 66)

A educação é coisa muitíssimo diferente. Seu fim não é só o de ajudar-vos a obter empregos, mas também ensinar-vos a enfrentar o mundo. (…) No mundo há guerras e divisões de classe, e luta entre as classes. No mundo, cada um quer uma posição melhor, subir, subir sempre (…) Há, pois, uma luta constante, não só dentro de nós mesmos, mas também contra todos os nossos semelhantes. (…) (Debates sobre Educação, pág. 6-7)

A educação, por conseguinte, deve ter a finalidade de habilitar-nos para resolver todos esses problemas. (…) Isto é que é educação - e não apenas passar nuns poucos exames, entregar-se a certos estudos (…). A educação apropriada é aquela que ajuda o estudante a enfrentar esta vida, a compreendê-la, não se deixando sucumbir, ser esmagado por ela (…). (Idem, pág. 7)

(…) Vossa educação deve ajudar-vos a compreender essa pressão, para que não cedais a ela, e possais rompê-la, tornando-vos um indivíduo, um ente humano capaz de iniciativa própria e não apenas um seguidor do pensar tradicional. (…) (Idem, pág. 7)

Infelizmente, a educação, hoje em dia, vos prepara para vos submeterdes, adaptardes, ajustardes e esta sociedade de aquisição. (…) E sois considerado um cidadão respeitável enquanto vos submeteis, (…) sois ambicioso, ávido, corrompendo e destruindo a outros em vossa busca de posição e poderio. Sois educado para vos adaptardes à sociedade; mas isso não é educação, é apenas um processo de condicionar-vos para vos ajustardes a um padrão. (…) (A Cultura e o Problema Humano, pág. 27).

A verdadeira função da educação não é preparar-vos para serdes um funcionário, um juiz ou um primeiro-ministro, porém ajudar-vos a compreender toda a estrutura desta sociedade corrompida e permitir-vos crescer em liberdade, de modo que sejais capazes de quebrar todas as prisões e criar uma sociedade diferente, um mundo novo. (Idem, pág. 27-28)

Há necessidade de indivíduos revoltados, não parcialmente, porém totalmente revoltados contra o “velho”, pois só tais indivíduos poderão criar um novo mundo, um mundo não baseado na aquisição, no poder e no prestígio. (Idem, pág. 28)

(…) Assim, a verdadeira função da educação é não só ajudar-vos a “descondicionar-vos”, mas também ajudar-vos a compreender o inteiro processo do viver, dia a dia, para que possais crescer em liberdade e criar um mundo totalmente diferente do atual. (…) Eis por que a educação deve ser um processo de educar tanto o educador como o estudante. (Idem, pág. 28)

O educador não é mero transmissor de conhecimentos; é um homem que mostra o caminho da sabedoria, da verdade. (…) A busca da verdade é religião; (…) Sem a busca da verdade, a sociedade depressa decai. Para criarmos uma nova sociedade, cumpre a cada um de nós ser um verdadeiro mestre, o que significa que devemos ser, simultaneamente, discípulo e mestre, que temos de educar-nos a nós mesmos. (A Educação e o Significado da Vida, 1ª ed., pág. 120)

Que implica a idéia de “exemplo”? Se a função do mestre é de ser um “exemplo”, não está ele então, consciente ou inconscientemente, impondo um padrão ao moço, ao estudante? O ajustamento a um padrão, por mais nobre que seja esse padrão, (…) pode libertar o indivíduo do temor? Porque, é bem de ver, o estudante é educado para fazer face à vida, para compreender a vida, e não para enfrentá-la como comunista, ou capitalista (…) diferentemente condicionado. (…) (O Problema da Revolução Total, 1ª ed., pág. 28-29)

E se o próprio educador se torna o guia, o exemplo, o herói, não está ele então instilando o medo no espírito do jovem, do estudante? (…) É provável que, no fundo, isto vos enfade, porque supondes já terdes passado da idade de receber educação. Que tem a idade a ver com a educação? A educação é um “processo” que dura toda a vida, e não só na idade escolar. Nessas condições, se se quer um mundo novo (…), é necessário criar-se uma inteligência de nova ordem, (…) sem medo. (…) (Idem, pág. 29)

Serão vãs estas perguntas? (…) O verdadeiro professor, perito em sua especialidade, poderá ter suas aulas gravadas em fitas distribuídas em larga escala, podendo um colega seu, de menor capacidade, utilizá-las para instruir os alunos. Assim, a responsabilidade pelo bom ensino pode ser tirada de mãos individuais, embora haja quase sempre necessidade de um instrutor. (…) (Ensinar e Aprender, pág. 116)

A educação é o modo de se descobrir a nossa relação com todas essas coisas, (…) com os entes humanos e com a natureza. Mas a mente cria idéias (…) tão poderosas (…) que nos impedem de ver além. Enquanto existe temor, existe tradição (…) imitação. Uma mente que só imita, é mecânica (…). Poderá produzir certas ações, (…) resultados; mas nunca é criadora. (…) (Novos Roteiros em Educação, pág. 18)

Enquanto sois jovem (…) sede descontentes, investigai, interrogai os vossos mestres - se eles são estúpidos, fá-los-eis inteligentes, interrogando-os - de maneira que, ao deixardes esta escola, (…) estejais progredindo em madureza, em inteligência; e continueis aprendendo, toda a vida, até morrerdes, como ente humano inteligente. (Idem, pág. 19)

Vejo, pois, e espero que estejais vendo, que a autoridade destrói a inteligência. A inteligência (…) só pode surgir quando há liberdade - liberdade de pensar, de sentir, de observar, de interrogar. Mas, se vos constranjo, faço-vos tão estúpidos como eu. Em geral, é isso o que acontece nas escolas; o mestre pensa que sabe tudo e que vós nada sabeis. Que sabe o mestre? Só matemática e geografia. Não (…) investigou as coisas mais importantes da vida, mas troveja (…) como um primeiro sargento. (Idem, pág. 27)

Assim, pois, o que mais importância tem, numa escola como esta, é que, em vez de vos disciplinarem para fazerdes o que vos mandam, vos ajudem a compreender, a ser inteligentes e livres, para poderdes enfrentar todos os problemas da vida. Isso requer um mestre competente, (…) que sinta verdadeiro interesse por vós (…). E é dever dos estudantes, tanto quanto dos mestres, criar tal estado de coisas. Não obedeçais; descobri por vós mesmos a maneira de refletir sobre um problema. (…) (Idem, pág. 27)

O que em geral acontece é que, quando começais a interrogá-lo, ele quer disciplinar-vos; ele não tem paciência, tem suas ocupações, falta-lhe amor para (…) conversar convosco sobre os enormes problemas da existência (…). Incumbe aos mestres, aos pais e a vós, o dever de cooperar para a formação dessa inteligência. (Idem, pág. 27-28)

A maioria das pessoas, parece-me, reconhece que o atual sistema de educação falhou, uma vez que produziu guerras, decomposição moral, etc.; e também, com exceção de muito poucas pessoas, deixou de existir o pensar criador. (…) (Visão da Realidade, pág. 134)

A questão, sem dúvida, é esta: (…) Vemos que, no mundo inteiro, a educação falhou, uma vez que se está produzindo, cada vez mais, destruição (…). A educação até agora tem servido para alimentar o industrialismo e a guerra; (…). (Nosso Único Problema, pág. 22)

(…) É bem evidente, sem dúvida, que o próprio educador necessita de educação - e o educador sois vós; porque o ambiente doméstico é tão importante como o ambiente escolar. Tendes, pois, em primeiro lugar, de vos transformar a vós mesmos, a fim de proporcionardes ao vosso filho o ambiente adequado; porque o ambiente fará dele ou um bruto, um técnico insensível, ou um homem inteligente e cheio de sensibilidade. (…) (A Arte da Libertação, pág. 228)

Pergunta: Um instrutor pode ajudar-nos a despertar a intuição?
Krishnamurti: (…) Há diferentes espécies de instrutores; (…) o verdadeiro instrutor, num sistema educativo, não ensina, porém estimula o aluno a aprender. (…) (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 97)

Ora, (…) qual a verdadeira função do instrutor? (…) O que pode fazer é dizer: olhai nesta direção, e provavelmente vereis (…). O instrutor não pode forçar-vos, não pode intimidar-vos; só pode dizer-vos: Olhai, amigo! Olhai na direção que estou indicando (…). (Idem, pág. 98)

(…) A educação não vai só até à idade de vinte e um anos, mas dura até a morte. A vida é como um rio; nunca é estática, está sempre em movimento, cheia de atividade e de riquezas. (…) (Debates sobre Educação, pág. 9)

A função primária da educação não é a de libertar a mente de suas próprias experiências, que são condicionadas, para que possa haver uma vida criadora e se conheça aquela coisa inexprimível, criadora, que chamamos Deus ou a Verdade? (Idem, pág. 109)

É muito importante ter bom gosto, desde a infância, ter ensejo para apreciar a beleza, a boa música, a boa literatura, para que a mente se torne muito sensível, e não grosseira e pesada. (…) Asseguro-vos que a apreciação e o amor da beleza, é sumamente importante e sem ele nunca se poderá achar a “coisa real”. Passamos, porém, pela escola e pela vida, debaixo de coerção e disciplinas; e a isso chamamos educação, (…) viver. (Idem, pág. 146)


 Quando a mente, o coração e o corpo estão, os três, em completa harmonia, então o desabrochar acontece naturalmente, de maneira fácil e em plenitude. É este o nosso trabalho como educadores, é esta a nossa responsabilidade, e a profissão de educar assume então na vida toda a sua grandeza. (Idem, pág. 19)

Se compreendermos o verdadeiro sentido da palavra responsável e o que hoje se passa no mundo, vemos que a responsabilidade se tornou irresponsabilidade. (…) (Idem, pág. 34)

Quando compreendemos que representamos toda a espécie humana, a nossa resposta é total e não parcial. A responsabilidade tem então um sentido inteiramente diferente. Temos de aprender a arte desta responsabilidade. Se compreendermos plenamente que cada um, psicologicamente, é o mundo, então a responsabilidade torna-se amor a que nada resiste. (…) (Idem, pág. 34)

Fonte: http://www.krishnamurti.org.br/?q=node/554




segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A educação e o significado da vida - Parte 1


 KRISHNAMURTI

Quem viaja pelo mundo pode notar a extraordinária semelhança de natureza humana, seja na Índia, seja na America, na Europa ou Austrália. Isto se verifica principalmente nos colégios e nas universidades. Estamos como que fabricando, segundo um modelo, um tipo de ser humano cujo principal interesse é procurar a segurança, tornar-se uma pessoa importante, ou viver deleitávelmente e com o mínimo possível de reflexão.
 A educação convencional dificulta sobremodo o pensar independente.

A padronização do homem conduz a mediocridade.

Ser diferente do grupo ou resistir ao ambiente não é fácil e não raro é arriscado, porque adoramos o bom êxito. O esforço empregado para obter sucesso, que é o desejo de recompensa, seja na esfera material, seja espiritual, a busca de segurança interior ou exterior, o desejo de conforto – tudo isso representa um modo de agir que abafa o descontentamento, Poe termo a espontaneidade, gera temor e este impede a compreensão inteligente da vida. Com o avanças da idade, a mente e o coração vão-se embotando cada vez mais.

Procurando conforto[1] encontramos em geral, um cantinho sossegado na vida, onde podemos viver com o mínimo conflito possível, e não ousamos mais dar um passo sequer para sair deste isolamento. Este medo à vida, este medo à luta e a experiência nova, mata em nós o espírito de aventura; por causa de nossa criação e educação, temos medo de ser diferentes do nosso próximo, tememos pensar em desacordo com o padrão social vigente,, num falso respeito à autoridade e a tradição.
Felizmente algumas pessoas se interessam com sinceridade pelo exame dos problemas humanos, livres de preconceitos da esquerda ou da direita; mas a grande maioria dentre nós não tem o verdadeiro espírito de descontentamento, de revolta. Quando nos submetemos ao ambiente, sem compreendê-lo, todo espírito de revolta que acaso possuímos esmorece e nossas responsabilidades em breve tempo o apagam definitivamente.

Há duas espécies de revolta: a revolta violenta, que é uma reação, sem inteligência, contra a ordem vigente, e a profunda revolta psicológica da inteligência. Muitos se revoltam contra velhas ortodoxias só para caírem em outras novas ilusões e secretas concessões aos próprios apetites. O que em geral acontece é que nos desligamos de um grupo ou conjunto de ideais e ingressamos noutro grupo, adotamos outros ideais, criando novo padrão de pensamento contra o qual nos revoltamos outra vez. Toda reação gera oposição, e toda reforma cria a necessidade de novas reformas.

Há, porem, uma revolta inteligente, que, não sendo reação, nasce com o autoconhecimento, com o percebimento do nosso próprio pensar e sentir. Só quando enfrentamos a experiência tal como se apresenta, quando não evitamos perturbações, é que podemos manter a inteligência altamente desperta; e a inteligência altamente desperta é intuição – o único guia seguro na vida.

Qual é pois, a significação da vida? Para que vivemos e lutamos? Se somos educados apenas para nos transformar pessoas eminentes, para conseguirmos melhores empregos, para sermos mais eficientes, para exercermos domínio mais amplo sobre os outros, em tal caso nossas vidas serão superficiais e vazias. Se formos educados apenas, para sermos cientistas, eruditos casados com seus livros, ou especialistas devotados a ciência, estaremos então contribuindo para a destruição e a desgraça do mundo.

Se a vida tem um significado mais amplo, que valor tem nossa educação e nunca descobrimos esse significado? Podemos ser superiormente cultos; se nos falta, porém, a profunda integração do pensamento e do sentimento, nossas vidas são incompletas, contraditórias e cheia de temores torturantes; e , enquanto a educação não abranger o sentido integral da vida, bem pouco significará.

A civilização atual divide a vida em tantos compartimentos que a educação – excetuando-se o ensino de uma profissão ou técnica determinada – tem muito pouco valor. Em vez de despertar a inteligência integral do indivíduo, a educação o induz a adaptar-se a um padrão, vedando-lhe assim a compreensão de si mesmo como um processo total. Procurar resolver os numerosos problemas da existência nos seus níveis respectivos – classificados como estão (os problemas) em diferentes categorias – denota uma total ausência de compreensão.
O indivíduo é constituído de várias entidades, mas o realçar as diferenças e ao mesmo tempo favorecer a produção de um tipo definido leva a resultados complexos e a contradições. À educação compete promover a integração dessas entidades separadas – visto como, sem integração, a vida se transforma numa série de conflitos e tribulações. Para quê formar advogados se perpetuamos os litígios? Que valor tem o saber, se continuamos em nossa confusão? Qual o significado da capacidade técnica e industrial, se a utilizamos para nos destruirmos mutuamente?

Qual a finalidade da existência, se ela leva a violência e a desdita extrema? Conquanto tenhamos dinheiro ou sejamos capazes de ganhá-lo, apesar de termos prazeres e religiões organizadas, vivemos num conflito interminável.

Cumpre distinguir entre “pessoal” e “individual”. O pessoal é acidental; por acidental entendo as circunstancias de origem, ou ambiente em que fomos criados, com seu nacionalismo, suas superstições, distinções e preconceitos de classe.

O pessoal ou acidental é só momentâneo, ainda que esse momentâneo dure a vida inteira; e como o atual sistema de educação se baseia no pessoal, no acidental, no momentâneo, só conduz a perversão do pensamento e a implantação de temores defensivos.

Somos todos preparados pela educação e o ambiente para a busca de proventos e segurança pessoal, para lutarmos em nosso próprio interesse. Embora costumemos dissimulá-lo com frases amenas, fomos educados para várias profissões dentro de um sistema que se funda na exploração e no temor com sua concomitante avidez. Tal educação acarretará inevitavelmente, confusão e tribulações para nós e para o mundo, pois cria em cada indivíduo aquelas barreiras psicológicas que o separam e o matem isolado dos outros.

A educação não é uma simples questão de exercitar a mente. O exercício leva a eficiência, mas não produz a integração.  A mente que foi apenas exercitada é o prolongamento do passado, nunca pode descobrir o que é novo.
Eis porque, que para averiguarmos o que é educação correta, cumpre-nos investigar o total significado do viver.

Para a maioria das pessoas o significado da vida como um todo não é altamente relevante, e nossa educação encarece os valores secundários, fazendo-nos apenas proficiente num determinado ramo do saber.
Ainda que necessários o saber e a eficiência, se lhes atribuímos importância demasiada, somos levados ao conflito e a confusão.

Há uma eficiência inspirada pelo amor, que leva muito mais longe, que é superior a eficiência da ambição; e sem o amor que traz compreensão integral da vida, a eficiência gera crueldade. Não é isso exatamente o que ora acontece no mundo inteiro?

A educação atual está aparelhada para a industrialização e a guerra, e desenvolver a eficiência é seu alvo principal; estamos dentro da engrenagem desta maquina de competição impiedosa e destruição mútua. Se a educação conduz a guerra, se nos ensina a destruir ou ser destruídos, não falhou completamente?

Para instituirmos a educação correta, é indispensável compreender o significado da vida como um todo, e para tal, devemos ser capazes de pensar, não rigidamente, mas de maneira direta e verdadeira.
Um pensador inflexível não tem pensar próprio, porque se ajusta a um padrão; repete frases e pensa dentro de uma rotina. Não se pode compreender a existência de forma abstrata ou teórica. Compreender a vida é compreender a nós mesmos; este é o princípio e o fim da educação.

Educação não significa, apenas, adquirir conhecimentos, coligir e correlacionar fatos; é compreender o significado  da vida como um todo. Mas o todo não pode ser alcançado pela parte – como estão tentando fazer os governos, as religiões organizadas e  os partidos autoritários.

A função da educação é criar entes humanos integrados e, por conseguinte, inteligentes. Podemos tirar diplomas e ser mecanicamente eficientes sem ser inteligentes. A inteligência não é mera cultura intelectual; não provem de livros, nem consiste em jeitosas reações defensivas e asserções arrogantes. O homem que não estudou pode ser mais inteligente do que o erudito. Fizemos de exames e diplomas critério de inteligência e desenvolvemos espíritos sagazes que evitam os problemas humanos vitais. Inteligência é a capacidade de perceber o essencial, o que é; despertar essa capacidade, em si próprio e nos outros, eis em que se resume a educação.

A educação deve ajudar-nos a descobrir valores perenes, para que não nos apeguemos a formulas ou a repetição de slogans[2]; deve ajudar-nos a derrubar as barreiras nacionais e sociais, em lugar de reforçá-las, porquanto essas barreiras geram antagonismos entre homem e homem. Infelizmente, o nosso atual sistema de educação nos torna subserviente, mecânicos e fundamentalmente incapazes de pensar; embora desperte nosso intelecto, deixa-nos interiormente incompletos, estultificados e estéreis.

Sem uma integral compreensão da vida, os nossos problemas individuais e coletivos só tenderão a crescer em profundidade e extensão. Não visa a educação a produzir meros letrados, técnicos e caçadores de empregos, mas homens e mulheres integrados livres de todo o temor.
Porque só entre tais entes humanos pode haver paz duradoura.

A compreensão de nós mesmos extingue o medo. Para pelejar com a vida, de momento em momento, enfrentar suas complicações, tribulações e imprevistos, deve o indivíduo ser infinitamente flexível e, portanto, livre de teorias e de certos padrões de pensamento.

Não deve a educação estimular o indivíduo a adaptar-se à sociedade ou a manter-se negativamente em harmonia com ela, mas ajudá-lo a descobrir os valores verdadeiros, que surgem com a investigação livre de preconceitos e com o autopercebimento. Não havendo autoconhecimento, a expressão individual se transforma em arrogância com todos os seus conflitos agressivos e ambiciosos. A educação deve despertar no indivíduo a capacidade de estar cônscio de si próprio, e não apenas deixá-lo comprazer-se na agressão individual.

Que benefícios traz a instrução, se no decorrer da vida nos destruímos? A série de guerras devastadoras, que temos tido, uma após outra, evidencia uma falha fundamental na educação que proporcionamos a nossos filhos. Quase todos nós, creio, estamos cônscios disso, mas não sabemos como atender o problema.

Os sistemas, quer educativos, quer políticos, não se transformam miraculosamente; só se modificam quando há em nós uma transformação fundamental. O indivíduo é de primordial importância e não o sistema; e, enquanto o indivíduo não compreender o processo total de si mesmo, nenhum sistema, seja da direita, seja da esquerda, trará ordem e paz ao mundo.

Fim da primeira parte.
Segunda parte: A Educação Correta.



[1] Conforto não no setido de comodidade material, mas como efeito de “confortar”: das forças e esperança. (NT)
[2] “Slogan” -  Palavra ou frase associada, pelo uso a um partido, grupo, etc. (Dic. Webster). (N. do T.)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Akrit Jaswal – O mais Jovem Cirurgião do Mundo




Para-Habilidades: Supermemória, Inteligência Amplificada e Dons de Cura



Akrit nasceu em 23/04/1993 (tem hoje 15 anos de idade), numa família pobre Rajput da cidade de HIMACHAL PRADESH, na índia. Desde a sua infância, Akrit demonstrou habilidades incomuns: começou à falar no 10° mês de idade; aos 2 anos de idade começou à escrever e a ler, apenas olhando as páginas dos livros; começou à ler avidamente tudo o que chegava as suas mãos;
Aos 5 anos começou a ler livros de poesia e peças de Shakespeare;depois desenvolveu uma paixão precoce por livros de Medicina, Anatomia e Cirurgia.
Os professores da sua Aldeia descobriram que Akrit possuía a formidável capacidade da MEMÓRIA FOTOGRÁFICA, jamais esquecia nada e possuía uma voracidade fantástica em aprender cada vez mais.
Aos 6 anos,fazia discursos altamente complexos sobre temas de Medicina, Biologia e Cirurgia, e debatia com médicos adultos qualquer tipo de tema ligado à Ciência Médica.

 
ELE MEMORIZOU DE CABEÇA DEZENAS DE TRATADOS MÉDICOS DE MEDICINA, ANATOMIA, FISIOLOGIA E CIRURGIA, que são difíceis de ler até mesmo para os Especialistas veteranos destas áreas!

Akrit solicitou e obteve uma autorização especial para acompanhar e assistir às Cirurgias feitas no Hospital de HIMACHAL.  Aos 7 anos de idade, tornou-se o cirurgião mais jovem do mundo, quando a família de uma menina da sua aldeia solicitou a sua ajuda para realizar uma cirurgia.




Foi convidado pelo Governo Hindu para estudar na PUNJAB UNIVERSITY aos 11 anos de idade, em 2004.
Akrit logo demonstrou outros poderes, como o Dom de Curar as pessoas apenas colocando as mãos sobre os seus ferimentos, que ele diagnostifica instantâneamente as causas, graças à sua Memória Fotográfica que identifica os sintomas psicobiofísicos de qualquer enfermidade, apenas olhando de relance os pacientes.
Hoje, ele é estudante da UNIVERSIDADE DE HARVARD nos EUA onde está no 2º ano de um curso de Bacharelado em Zoologia e Botânica; ao mesmo tempo continua com seus estudos autodidáticos sobre Medicina e outras areas da Saúde.
O Sonho de AKRIT é encontrar a Cura definitiva para o Câncer e a AIDS, pois ele declara em suas palestras que já possui milhares de idéias
extremamente criativas para a renovação completa da Medicina atual e para o Tratamento do Câncer.

Akrit surpreendeu o mundo todo ao dizer no programa televisivo da apresentadora OPRAH que, com sua SUPERINTELIGÊNCIA, ele leu todos os tratados atuais de Oncologia e descobriu as falhas e limitações da atual pesquisa do Câncer; afirmou que ele possui a solução do Problema e que pode criar NOVOS REMÉDIOS e NOVAS TECNOLOGIAS de tratamento oncológico, mas que para isso precisa antes formar-se oficialmente como Médico e criar um CENTRO FILANTRÓPICO DE ESTUDOS, para tratar gratuitamente os milhares de doentes da Índia. Com estas afirmações, tornou-se instantaneamente uma CELEBRIDADE nos EUA, conseguindo grandes doações e apoios para as suas pesquisas.


AKRIT é reconhecido hoje como um verdadeiro AVATAR DA MEDICINA na Índia, é visto como um grande AHATMA que encarnou na matéria para revolucionar completamente a Medicina.
Os Parapsicólogos consideram Akrit um dos mais evoluídos MUTANTES PSIÔNICOS da atualidade e a mais famosa das CRIANÇAS ÍNDIGO (Crianças que nascem com Superinteligência Criativa, como Akiane Kramarik e Boriska) que estão nascendo em todo o mundo para provocar uma mudança radical na Ciência humana atual. 

Fonte: http://www.evoluindo.org/indigos-e-cristais/akrit-jaswal







segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Como elevar a auto-estima das crianças

Recentemente escrevi um texto com o título “Como detonar a auto-estima das crianças”. Diariamente atendo  pessoas com diversos problemas diferentes de auto-estima causados em grande parte pelo relacionamento com os pais.

                Obviamente, o texto tem o caráter irônico de descrever as atitudes negativas dos adultos que destroem a auto-estima e todas as justificativas usadas para embasar tais atitudes. Dessa forma o leitor identifica o que ele faz de negativo e como vem justificando e identifica também o que sofreu durante a própria infância. É uma forma de conscientizar usando a linguagem inversa.
Bem, algumas poucas pessoas não entenderam esse caráter do texto. Vou escrever agora o artigo de uma forma positiva para que não restem dúvidas sobre como fazer para elevar a auto-estima das crianças.

- Abandone as criticas e comece a elogiar – Quando damos atenção a alguma coisa, nós a alimentamos e a tendência é que ela cresça. Criticar a criança é dar atenção a seu lado negativo, o que o fortalece. A criança  deseja atenção. Elogiar é uma forma de dar atenção positiva, assim você preenche o anseio da criança e é natural  que ela faça mais coisas para ser elogiada. A crítica é uma atenção negativa, mas ainda assim é um tipo de atenção. Para a criança,  a atenção negativa é melhor do que nenhuma atenção. A indiferença é a pior coisa para ela. A Ausência de elogios e críticas é a própria indiferença. Por isso, se você não elogia, ou seja, não dá a atenção positiva, a criança vai buscá-la de outras formas. E a forma mais fácil de recebê-la é praticando coisas negativas pois os pais facilmente se irritam e começam a brigar e criticar. Assim, a criança é reconhecida e se sente alguém, mesmo que seja através de algo negativo. Para ela, é melhor ser reconhecida por algo negativo, do que se sentir ninguém através da indiferença.

- Pare de descontar suas frustrações nas crianças – Temos uma tendência a descontar nossas frustrações nas pessoas mais próximas. Se as conseqüências são terríveis para os relacionamentos adultos, imagine então para as crianças? Elas começam a sentir que são um estorvo e que são culpadas pelos sofrimentos dos pais. Crescem medrosas e extremamente inseguras

- Permita que seu filho tente, erre e acerte – Seria bom se pudéssemos criar nossos filhos de forma perfeita e evitar para eles todo tipo de sofrimento não é mesmo? Não, não seria. Faz parte do crescimento, do fortalecimento da auto-estima o processo de tentativa e erro. Conselhos adiantam pouco. A experiência é que traz a auto-confiança. Deixe que a criança  faça sozinha, oriente no que for necessário quando ela pedir ajuda. Quando os filhos são muito pequenos, obviamente que temos que fazer mais por eles. Mas eles crescem, precisam começar a comer sozinhos, tomar banho, escolher as roupas (mesmo que a combinação fique estranha pra você). E quando crescerem mais vão precisar aprender a fazer outras escolhas: namoros, amizades, cursos, esportes e etc. Filhos de pais que fazem tudo são normalmente pessoas extremamente inseguras.

- Relaxe um pouco nas cobranças – Normalmente aqueles pais que cobram demais são os mesmos que também não elogiam ou elogiam pouco. Você cobra, a criança faz, mas por mais que ela faça, os níveis de exigência aumentam e você cobra mais ainda. É sufocante. A sensação é que ela nunca é boa o suficiente. Nem precisa dizer o quanto isso interfere na auto-estima e prejudica a vida profissional e pessoal. Os mais estudiosos e mais organizados nem sempre são os mais bem sucedidos na vida. É claro isso são coisas importantes, mas não é tudo. Muitas pessoas não se enquadram nos moldes e métodos da escola e da sociedade, passando uma impressão de que são inadequados e não serão bem sucedidas por isso. No entanto, essas pessoas se tornam muitas vezes profissionais acima da média em áreas tradicionais e outras menos convencionais. A citar o meu exemplo, sempre fui um aluno muito mais ou menos a vida inteira. Mas ainda bem que aqui na minha casa isso nunca foi motivo de pressão ou críticas. A julgar pelo meu histórico escolar, hoje eu deveria ser um profissional medíocre, mas não foi isso que aconteceu. E é assim com vários exemplos que conheço. Boa parte das pessoas bem sucedidas não foram exemplos brilhantes durante a infância ou adolescência. 

- Abandone o hábito de comparar negativamente os filhos a outras crianças e pessoas.  Esse método negativo funciona da mesma forma que a crítica: ressalta os aspectos negativos dando atenção a eles. Normalmente se usam frases do tipo “Seu irmão faz tal coisa e você não consegue, veja fulano, filho da vizinha, é tão estudioso...” Geralmente os pais que fazem isso elogiam muito pouco. A criança se sente inferiorizada, pois  todo mundo é melhor do que ela, todo mundo tem qualidades, e ela não. Ela fica numa busca incessante de reconhecimento e aprovação dos pais, mas nunca consegue seu objetivo.

-Abandone o hábito de criticar seus filhos na frente de outras pessoas – Essa é uma das formas mais nocivas de crítica. Fica marcado nas emoções que a criança guarda. Ela se sente humilhada, não sabe se defender nem consegue entender o que se passa, o que acaba levando a uma auto-estima muito baixa. Muitos pais tem esse hábito irresistível de falar mal dos filhos na frente de outras pessoas. Alguem já viu isso funcionar no sentido de melhorar o comportamento do filho? Eu duvido. Cria apenas raiva, insatisfação e piora os relacionamentos. Persistir fazendo o que não funciona, é insanidade.

- Deixe de lado a chantagem emocional – Esse  método é fruto da insegurança do adulto que sente que precisa manipular a criança para que ela aja conforme sua vontade. Faz os filhos se sentirem culpados. A culpa acumulada é extremamente nociva pra auto-estima. A criança vira um robô que tenta sempre atender as expectativas para não se sentir culpada.

- Deixe o seu filho ser o que ele quiser – O papel do filho Não é dar continuidade a vida dos pais, nem o de realizar as coisas que os pais não conseguiram. A maneira de você resolver as suas frustrações é lidando com elas. Recomendo fazer EFT pois ajuda muito, conseguimos limpar todos esses sentimentos guardados. Os filhos podem ter aspirações semelhantes aos pais, mas podem também desejar seguir caminhos bem diferentes. É possível ser bem sucedido em qualquer profissão, é possível também ser feliz em qualquer área. Deixe seu filho ser o que ele quiser e dê apoio. Liberte-se das crenças de que tal profissão é ruim, que não dá dinheiro e etc... Para citar o meu exemplo mais uma vez, deixei a profissão de engenheiro e segui como terapeuta e professor de EFT. E hoje minha vida financeira é muitas vezes melhor que antes, sem contar a satisfação que tenho com o trabalho. Embora todos tenham respeitado, quando mudei de profissão, certamente minha família ficou preocupada achando que as coisas nunca chegariam aonde chegou.

Fonte: Texto recebido por email de André Lima



sábado, 18 de dezembro de 2010

Como detonar a auto-estima das crianças


por André Lima

 

Diariamente atendo pessoas no consultório e online com a *EFT (técnica para auto-limpeza emocional. Veja como receber um manual gratuito no final do artigo). São dezenas de casos. Invariavelmente, todo mundo tem questões de auto-estima para se trabalhar, varia apenas o grau de intensidade de pessoa pra pessoa. Observando os prejuízos emocionais provocados na relação entre pais e filho, fica muito evidente as várias formas de se detonar a auto-estima das crianças. Aí vão algumas delas:

- Critique sempre e nunca elogie. Quando a criança fizer algo considerado errado, brigue com ela. Vire um inspetor atento que aponta todas as suas falhas. Diga ainda: desse jeito você nunca vai ser ninguém! Isso serve pra criança acordar. Quando ela fizer algo corretamente, jamais elogie, pois ela não fez mais do que a obrigação. Se você elogiar algo de bom, ela certamente vai recair no comportamento negativo. Elogiar é muito perigoso. Criticar é bom, vai manter a tensão sempre na criança, assim ela vai ficar atenta e errará bem menos. Se você bater, melhor ainda.
- Rejeite a criança.  A rejeição pode se dá de várias formas e é possível iniciar o processo desde o momento em que ela esteja no útero materno com pensamentos do quanto esse filho vai dar trabalho e gastos financeiros. Os filhos tomam muito tempo com suas bobagens e assuntos infantis, você é um adulto muito ocupado e não terá tempo para ouvir as conversas das crianças. O ultimo grau de rejeição, o mais intenso, é o abandono. Deixar o filho com o pai ou a mãe, ou ainda outras pessoas, e nunca mais ir visitar. Esse é um dos métodos mais poderosos.

- Desconte tudo na criança. Suas frustrações, raivas, mágoas, você precisa descontar em alguém. Descontar na criança é ótimo. Ela não sabe de se defender, não tem discernimento e fica achando que ela é a culpada pelos seus aborrecimentos e sofrimentos. E ela ainda fica depois tentando lhe agradar para compensar o mal que ela lhe fez. Não é ótimo ver a criança boazinha tentando receber aprovação?

- Faça tudo pelos filhos. Não permita que eles tentem, arrisquem, nem que eles errem. Seu papel é proporcionar uma vida sem sofrimentos. Eles não devem se frustrar jamais. Se você pode fazer por eles, porque deixar que eles tentem sozinhos? Se você permitir que eles façam algo, vai ter bagunça, vai demorar mais, vão errar, e não fica tão bem feito quanto você faria… Por isso arrume tudo por eles, faça comida, faça inclusive as tarefas do colégio, diga sempre o que eles devem fazer e como devem fazer. Isso prova o quanto você ama e se preocupa com seu filho. Quem sabe você poderá prosseguir fazendo isso até mesmo depois que ele se tornar um adulto. Não seria ótimo se você pudesse inclusive acompanhá-lo no trabalho?

- Cobre muito. Seu filho precisa ser alguém na vida. O mundo é muito competitivo e você precisa pressionar e cobrar o tempo inteiro. Cobre perfeição: notas, arrumação, educação, postura, alimentação, cursos, esportes. Só os melhores vencem e conseguem bons empregos. Todos CDFs tem ótimos empregos e excelentes relacionamentos sociais e são os mais felizes. As coisas precisam ser feitas do seu jeito sempre, pois você sabe o que é melhor pra eles. Cobre que eles façam como você faria. E quando errarem, use a estratégia anterior já mencionada de criticar bastante. Só elogie quando eles fizerem exatamente do jeito que você faria.

- Compare-os negativamente com outras pessoas. Se você tem um filho que tem uma qualidade que sobressai, não o elogie.  Mas diga aos demais filhos o quanto eles deveriam ser como o outro. “Seja como seu irmão… tá vendo, seu irmão não faz isso… seu irmão é muito mais estudioso… seu irmão consegue tudo, seu irmão é tão educado”. A mensagem implícita que a criança entende é: “ele é melhor que você, você não consegue nada, ele tem mais valor pra nós do que você, você nos decepciona e seu irmão nos dá alegria.” Quem sabe assim a criança se fortalece e tenta ser igual ao irmão prodígio. Ah sim,  vale também comparar com crianças de outras famílias. Veja sempre as qualidades dos filhos dos outros compare-os a seus filhos. Diga diretamente a seus filhos, o quanto Joãozinho, filho da vizinha, é estudioso, simpático, bom filho e que eles deveriam ser assim também. A criança ficará super estimulada com isso e dois dias depois estará se comportando igual ao Joãozinho. Faça isso também elogiando os filhos dos outros, entusiasmadamente na frente dos seus filhos em conversas com outras pessoas e passe a mensagem indiretamente para eles.

- Compare-os negativamente com você – Diga para os seus filhos, o quanto você na idade deles já tinha realizado tantas coisas que eles não conseguem: boas notas, trabalhos, responsabilidades, maturidade e etc. Quando eu tinha a sua idade… Assim eles se sentirão inferiorizados e entenderão o quanto você é bom, e vão se esforçar para seguir o seu exemplo.
- Critique seu filho na frente de outras pessoas. Você o critica dentro de casa em particular, e não surte efeito. Curiosamente ele não muda de comportamento e fica até pior. Então use outra estratégia. Quando estiver com seu filho na frente de amigos, da empregada, do cabeleireiro, fale de todos os defeitos e comportamentos que você reprova nele. Com esse tratamento de choque ele ficará envergonhado e pouco tempo depois passará a ser um anjinho. Isso é ótimo para que a criança deixe de roer unha, fazer xixi na cama ou para que ela tire notas melhores.

- Faça os filhos se sentirem culpados. A chantagem emocional é uma excelente ferramenta pra isso. Para que eles ajam conforme a sua vontade, que é sempre a melhor forma é claro, você precisa manipulá-los de alguma forma. Diga o quanto você se dedicou a eles, o quanto abdicou da sua vida, e que eles são ingratos (quando não fazem o que você deseja é claro).

- Faça de tudo para que seu filho seja o seu clone ou para que ele seja tudo que você queria ter sido e não conseguiu. O papel do filho é dar orgulho aos pais sendo igual a eles, ou dando a alegria de realizar o que os pais tentaram ser e não conseguiram. Se o seu filho tiver aspirações diferentes, o desejo de ter outras profissões e um estilo de vida que foge do que você idealizou, critique-o bastante, rejeita, reprove. Ele precisa sair do caminho errado de querer ser feliz e voltar para o caminho certo de fazer os pais felizes.
Essas são apenas algumas técnicas. Depois de praticar tudo isso, os filhos aprenderão a fazer a mesma coisa para aplicar também nos seus filhos. E assim o consultório fica lotado. E haja investigar os eventos e fazer EFT para limpar as emoções negativas e recuperar a auto-estima.


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