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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Seção Krishnamurti 1

Educação; Conceito, Pouco Criadora, Não Espiritual

Se a vida tem um significado mais alto e mais amplo, que valor tem nossa educação se nunca descobrirmos esse significado? Podemos ser superiormente cultos; se nos falta, porém, a profunda integração do pensamento e do sentimento, nossas vidas são incompletas, contraditórias (…). (A Educação e o Significado da Vida, 1ª ed., pág. 10)

A educação não é um simples exercício da mente. O exercício leva à eficiência, mas não produz a integração. A mente que foi apenas exercitada é o prolongamento do passado, nunca pode descobrir o que é novo. Eis por que, para averiguarmos o que é educação correta, cumpre-nos investigar o total significado do viver. (Idem, pág. 12)

Educação não significa, apenas, adquirir conhecimentos, nem coligir e correlacionar fatos; é compreender o significado da vida como um todo. Mas o todo não pode ser alcançado pela parte (…). (Idem, pág. 13)

O objetivo da educação é criar entes humanos integrados e, por conseguinte, inteligentes. Podemos tirar diplomas e ser mecanicamente eficientes, sem ser inteligentes. A inteligência não é mera cultura intelectual; não provém dos livros, nem consiste em jeitosas reações defensivas e asserções arrogantes. (Idem, pág. 13)

O homem que não estudou pode ser mais inteligente do que o erudito. Fizemos de exames e diplomas critério de inteligência, e desenvolvemos mentes muito sagazes, que evitam os problemas humanos vitais. Inteligência é a capacidade de perceber o essencial, o que é; despertar essa capacidade, em si próprio e nos outros: eis em que consiste a educação. (Idem, pág. 13-14)

A educação deve ajudar-nos a descobrir valores perenes, para que não nos apeguemos a fórmulas ou à repetição de slogans; deve ajudar-nos a derrubar as barreiras nacionais e sociais, em lugar de as reforçar, porquanto essas barreiras geram antagonismo entre homem e homem. Infelizmente, o nosso atual sistema de educação nos torna servis, mecânicos e fundamentalmente incapazes de pensar; embora desperte nosso intelecto, deixa-nos interiormente incompletos (…). (Idem, pág. 14)

Sem uma integral compreensão da vida, os nossos problemas individuais e coletivos só tenderão a crescer, em profundidade e extensão. O objetivo da educação não é o de produzir simples letrados, técnicos e caçadores de empregos, mas homens e mulheres integrados, livres de todo temor; porque só entre tais entes humanos pode haver paz perene. (Idem, pág. 14)

O que atualmente chamamos educação é um processo que consiste em acumular informações e conhecimentos, tirados dos livros, o que qualquer pessoa que saiba ler pode conseguir. Uma educação dessa espécie oferece-nos uma forma sutil de fuga de nós mesmos e (…) cria, inevitavelmente, sofrimentos cada vez maiores. (…) (Idem, pág. 17-18)

O progresso técnico resolve certos problemas para certas pessoas, num dado nível, mas ao mesmo tempo gera problemas mais vastos e profundos. Viver num só nível, desprezando o processo total da vida, é atrair desgraças e destruição. A maior necessidade e o problema mais urgente de todo indivíduo é adquirir uma compreensão integral da vida, que o habilite a enfrentar suas sempre crescentes complexidades. (Idem, pág. 19)

O saber técnico, embora necessário, de modo algum resolverá as nossas premências interiores e conflitos psicológicos; e porque adquirimos saber técnico sem a compreensão do processo total da vida, a técnica se tornou meio de destruição. O homem que dividir o átomo mas não tiver amor no coração, transforma-se em monstro. (Idem, pág. 19)

Sem a compreensão de nós mesmos, a mera operosidade conduz à frustração, com suas inevitáveis fugas através de atividades maléficas de todo gênero. Técnica sem compreensão leva à inimizade e à crueldade, o que costumamos disfarçar com frases bem-soantes. De que serve encarecermos a importância da técnica e nos tornarmos entidades eficientes, se o resultado é a mútua destruição? (…) (Idem, pág. 20)

Quando se atribui à função toda a importância, a vida resulta em estúpida e monótona, rotina mecânica e estéril (…). O acúmulo de fatos e o desenvolvimento de capacidades, a que chamamos educação, privou-nos da plenitude da vida de integração e ação. Porque não compreendemos o processo total da vida, apegamos-nos à capacidade e à eficiência, que por essa razão assumem importância tremenda. O todo, porém, não pode ser compreendido pela parte; (…). (Idem, pág. 21)

A educação correta, não descurando do cultivo da técnica, deve realizar algo de importância muito maior, que consiste em levar o homem a experimentar o processo integral da vida. Tal experiência colocará a capacidade e a técnica nos seus devidos lugares. (…) (Idem, pág. 22)

A educação moderna, desenvolvendo o intelecto, fornece teorias e mais teorias, fatos e mais fatos, mas não nos faz compreender o processo total da existência humana. Somos altamente intelectuais; desenvolvemos mentes astutas e vivemos num emaranhado de explicações. O intelecto se satisfaz com teorias e explicações, a inteligência não; e, para a compreensão do processo total da existência, é necessária uma integração da mente e do coração na ação. A inteligência não está separada do amor. (Idem, pág. 76-77)

Está claro, pois, que do simples cultivo do intelecto, isto é, do desenvolvimento das capacidades e conhecimentos, não resulta inteligência. Há distinção entre intelecto e inteligência. Intelecto é o pensamento funcionando independente da emoção (sentimento), e inteligência é a capacidade de sentir e raciocinar; (…). (Idem, pág. 77)

Com nossa busca de saber, com nossos desejos gananciosos, estamos perdendo o amor, (…) embotando o sentimento do belo, a sensibilidade à crueldade; estamo-nos tornando cada vez mais especializados e cada vez menos integrados. (…) A erudição é necessária, a ciência tem o seu lugar próprio; mas, se a mente e o coração estão sufocados pela erudição, e se a causa do sofrimento é posta de parte com uma explicação, a vida se torna vazia e sem sentido. (…) Nossa educação nos está tornando cada vez mais superficiais; não nos ajuda a compreender as camadas profundas do nosso ser, e nossas vidas se estão tornando cada vez mais desarmônicas e vazias. (Idem, pág. 78-79)

O saber, o conhecimento de fatos, embora em constante crescimento, é por sua própria natureza limitado. Já a sabedoria é infinita, abarcando tanto o saber como a esfera da ação. Se nos apoderamos de um ramo, pensamos que temos a árvore toda. O intelecto jamais nos levará ao todo, porque ele é apenas um segmento, uma parte. (Idem, pág. 79)

Agora você pensa (…) o que você é? Vamos examinar juntos sem paixão. Você é o nome, a forma, o corpo. Você é o que pensa, o resultado da educação, se a teve. E a educação é tão desvirtuada que só lhe dá condição de se tornar engenheiro, escrevente, isto ou aquilo. Você não é educado para entender a beleza, a totalidade da vida. É dada a você grande quantidade de conhecimento, de forma que possa agir com ou sem destreza no mundo.
Isso não é educação. É apenas uma pequena parte da educação. Educação é o cultivo do ser humano total, seu desabrochar, o florescer da mente humana, não mutilada pela especialização. Portanto, o que somos? Somos uma série de palavras, de idéias, uma memória repetitiva, a continuidade da convicção? Isso é tudo? (…) (Mind without Measure, pág. 62)

Naturalmente, a todos nós interessa a ação, o que é necessário fazer; e “o que é necessário fazer” é geralmente ditado pelo mundo que nos cerca. Isto é, sabemos que temos de ganhar o sustento em dada função, como engenheiro, cientista, advogado, funcionário de escritório(…); e a isso se restringe a nossa superficial cultura, nossa educação. (Da Solidão à Plenitude Humana, pág. 71)

Nossa mente está ocupada, na maior parte do dia, com o meio de ganharmos o nosso sustento, o modo de nos ajustarmos ao padrão de nossa sociedade. Nossa educação limita-se ao cultivo de capacidades e à “memorização” de uma série de fatos (…) de acordo com as necessidades de certa sociedade, uma sociedade que se está preparando para a guerra. (Idem, pág. 71-72)

A industrialização exige mais cientistas, mais físicos, mais engenheiros, e, por conseqüência, torna-se necessário cultivar essa camada da mente, pois é isso que interessa em primeiro lugar à sociedade. (Idem, pág. 72)

(…) E surge, assim, em nossa vida, uma contradição entre esse nível mental, supostamente educado, e aquela atividade mental profunda, inconsciente, contradição de que bem poucos se dão conta. E, se dela nos damos conta, passamos simplesmente a buscar alguma espécie de satisfação (…). (Idem, pág. 72)

(…) E, assim, cada um é educado para certa profissão, mas a totalidade do seu ser fica por descobrir, não revelada, e, por conseqüência, vê-se o homem num perene conflito interior. (…) (Idem, pág. 72)

Quase todos fazemos, na vida diária, alguma coisa em franca contradição com o que sentimos ser a verdadeira coisa que desejamos fazer. Temos responsabilidades e deveres que nos escravizam e dos quais gostaríamos de livrar-nos, e a fuga que empreendemos assume aspecto de especulação, de teorias (…). Há inumeráveis formas de fuga, inclusive o beber, mas nenhuma delas resolve o nosso conflito interior. (…) (Idem, pág. 72-73)

Temos técnicos de maravilhosa capacidade, e que acontece? A técnica está sendo empregada pelos especialistas como meio de mútua destruição. É isso que os governos querem. Querem técnicos, não querem entes humanos, por que os entes humanos se tornam perigosos (…). (O Que Te Fará Feliz?, pág. 66)

Assim sendo, o novo critério não é o mero cultivo de uma técnica, o que não significa que devais rejeitar a técnica, senão que se ajude a criar um ente humano integral, o qual adquirirá a técnica pelo experimentar. (…) (Idem, pág. 66)

A educação é coisa muitíssimo diferente. Seu fim não é só o de ajudar-vos a obter empregos, mas também ensinar-vos a enfrentar o mundo. (…) No mundo há guerras e divisões de classe, e luta entre as classes. No mundo, cada um quer uma posição melhor, subir, subir sempre (…) Há, pois, uma luta constante, não só dentro de nós mesmos, mas também contra todos os nossos semelhantes. (…) (Debates sobre Educação, pág. 6-7)

A educação, por conseguinte, deve ter a finalidade de habilitar-nos para resolver todos esses problemas. (…) Isto é que é educação - e não apenas passar nuns poucos exames, entregar-se a certos estudos (…). A educação apropriada é aquela que ajuda o estudante a enfrentar esta vida, a compreendê-la, não se deixando sucumbir, ser esmagado por ela (…). (Idem, pág. 7)

(…) Vossa educação deve ajudar-vos a compreender essa pressão, para que não cedais a ela, e possais rompê-la, tornando-vos um indivíduo, um ente humano capaz de iniciativa própria e não apenas um seguidor do pensar tradicional. (…) (Idem, pág. 7)

Infelizmente, a educação, hoje em dia, vos prepara para vos submeterdes, adaptardes, ajustardes e esta sociedade de aquisição. (…) E sois considerado um cidadão respeitável enquanto vos submeteis, (…) sois ambicioso, ávido, corrompendo e destruindo a outros em vossa busca de posição e poderio. Sois educado para vos adaptardes à sociedade; mas isso não é educação, é apenas um processo de condicionar-vos para vos ajustardes a um padrão. (…) (A Cultura e o Problema Humano, pág. 27).

A verdadeira função da educação não é preparar-vos para serdes um funcionário, um juiz ou um primeiro-ministro, porém ajudar-vos a compreender toda a estrutura desta sociedade corrompida e permitir-vos crescer em liberdade, de modo que sejais capazes de quebrar todas as prisões e criar uma sociedade diferente, um mundo novo. (Idem, pág. 27-28)

Há necessidade de indivíduos revoltados, não parcialmente, porém totalmente revoltados contra o “velho”, pois só tais indivíduos poderão criar um novo mundo, um mundo não baseado na aquisição, no poder e no prestígio. (Idem, pág. 28)

(…) Assim, a verdadeira função da educação é não só ajudar-vos a “descondicionar-vos”, mas também ajudar-vos a compreender o inteiro processo do viver, dia a dia, para que possais crescer em liberdade e criar um mundo totalmente diferente do atual. (…) Eis por que a educação deve ser um processo de educar tanto o educador como o estudante. (Idem, pág. 28)

O educador não é mero transmissor de conhecimentos; é um homem que mostra o caminho da sabedoria, da verdade. (…) A busca da verdade é religião; (…) Sem a busca da verdade, a sociedade depressa decai. Para criarmos uma nova sociedade, cumpre a cada um de nós ser um verdadeiro mestre, o que significa que devemos ser, simultaneamente, discípulo e mestre, que temos de educar-nos a nós mesmos. (A Educação e o Significado da Vida, 1ª ed., pág. 120)

Que implica a idéia de “exemplo”? Se a função do mestre é de ser um “exemplo”, não está ele então, consciente ou inconscientemente, impondo um padrão ao moço, ao estudante? O ajustamento a um padrão, por mais nobre que seja esse padrão, (…) pode libertar o indivíduo do temor? Porque, é bem de ver, o estudante é educado para fazer face à vida, para compreender a vida, e não para enfrentá-la como comunista, ou capitalista (…) diferentemente condicionado. (…) (O Problema da Revolução Total, 1ª ed., pág. 28-29)

E se o próprio educador se torna o guia, o exemplo, o herói, não está ele então instilando o medo no espírito do jovem, do estudante? (…) É provável que, no fundo, isto vos enfade, porque supondes já terdes passado da idade de receber educação. Que tem a idade a ver com a educação? A educação é um “processo” que dura toda a vida, e não só na idade escolar. Nessas condições, se se quer um mundo novo (…), é necessário criar-se uma inteligência de nova ordem, (…) sem medo. (…) (Idem, pág. 29)

Serão vãs estas perguntas? (…) O verdadeiro professor, perito em sua especialidade, poderá ter suas aulas gravadas em fitas distribuídas em larga escala, podendo um colega seu, de menor capacidade, utilizá-las para instruir os alunos. Assim, a responsabilidade pelo bom ensino pode ser tirada de mãos individuais, embora haja quase sempre necessidade de um instrutor. (…) (Ensinar e Aprender, pág. 116)

A educação é o modo de se descobrir a nossa relação com todas essas coisas, (…) com os entes humanos e com a natureza. Mas a mente cria idéias (…) tão poderosas (…) que nos impedem de ver além. Enquanto existe temor, existe tradição (…) imitação. Uma mente que só imita, é mecânica (…). Poderá produzir certas ações, (…) resultados; mas nunca é criadora. (…) (Novos Roteiros em Educação, pág. 18)

Enquanto sois jovem (…) sede descontentes, investigai, interrogai os vossos mestres - se eles são estúpidos, fá-los-eis inteligentes, interrogando-os - de maneira que, ao deixardes esta escola, (…) estejais progredindo em madureza, em inteligência; e continueis aprendendo, toda a vida, até morrerdes, como ente humano inteligente. (Idem, pág. 19)

Vejo, pois, e espero que estejais vendo, que a autoridade destrói a inteligência. A inteligência (…) só pode surgir quando há liberdade - liberdade de pensar, de sentir, de observar, de interrogar. Mas, se vos constranjo, faço-vos tão estúpidos como eu. Em geral, é isso o que acontece nas escolas; o mestre pensa que sabe tudo e que vós nada sabeis. Que sabe o mestre? Só matemática e geografia. Não (…) investigou as coisas mais importantes da vida, mas troveja (…) como um primeiro sargento. (Idem, pág. 27)

Assim, pois, o que mais importância tem, numa escola como esta, é que, em vez de vos disciplinarem para fazerdes o que vos mandam, vos ajudem a compreender, a ser inteligentes e livres, para poderdes enfrentar todos os problemas da vida. Isso requer um mestre competente, (…) que sinta verdadeiro interesse por vós (…). E é dever dos estudantes, tanto quanto dos mestres, criar tal estado de coisas. Não obedeçais; descobri por vós mesmos a maneira de refletir sobre um problema. (…) (Idem, pág. 27)

O que em geral acontece é que, quando começais a interrogá-lo, ele quer disciplinar-vos; ele não tem paciência, tem suas ocupações, falta-lhe amor para (…) conversar convosco sobre os enormes problemas da existência (…). Incumbe aos mestres, aos pais e a vós, o dever de cooperar para a formação dessa inteligência. (Idem, pág. 27-28)

A maioria das pessoas, parece-me, reconhece que o atual sistema de educação falhou, uma vez que produziu guerras, decomposição moral, etc.; e também, com exceção de muito poucas pessoas, deixou de existir o pensar criador. (…) (Visão da Realidade, pág. 134)

A questão, sem dúvida, é esta: (…) Vemos que, no mundo inteiro, a educação falhou, uma vez que se está produzindo, cada vez mais, destruição (…). A educação até agora tem servido para alimentar o industrialismo e a guerra; (…). (Nosso Único Problema, pág. 22)

(…) É bem evidente, sem dúvida, que o próprio educador necessita de educação - e o educador sois vós; porque o ambiente doméstico é tão importante como o ambiente escolar. Tendes, pois, em primeiro lugar, de vos transformar a vós mesmos, a fim de proporcionardes ao vosso filho o ambiente adequado; porque o ambiente fará dele ou um bruto, um técnico insensível, ou um homem inteligente e cheio de sensibilidade. (…) (A Arte da Libertação, pág. 228)

Pergunta: Um instrutor pode ajudar-nos a despertar a intuição?
Krishnamurti: (…) Há diferentes espécies de instrutores; (…) o verdadeiro instrutor, num sistema educativo, não ensina, porém estimula o aluno a aprender. (…) (Uma Nova Maneira de Agir, 1ª ed., pág. 97)

Ora, (…) qual a verdadeira função do instrutor? (…) O que pode fazer é dizer: olhai nesta direção, e provavelmente vereis (…). O instrutor não pode forçar-vos, não pode intimidar-vos; só pode dizer-vos: Olhai, amigo! Olhai na direção que estou indicando (…). (Idem, pág. 98)

(…) A educação não vai só até à idade de vinte e um anos, mas dura até a morte. A vida é como um rio; nunca é estática, está sempre em movimento, cheia de atividade e de riquezas. (…) (Debates sobre Educação, pág. 9)

A função primária da educação não é a de libertar a mente de suas próprias experiências, que são condicionadas, para que possa haver uma vida criadora e se conheça aquela coisa inexprimível, criadora, que chamamos Deus ou a Verdade? (Idem, pág. 109)

É muito importante ter bom gosto, desde a infância, ter ensejo para apreciar a beleza, a boa música, a boa literatura, para que a mente se torne muito sensível, e não grosseira e pesada. (…) Asseguro-vos que a apreciação e o amor da beleza, é sumamente importante e sem ele nunca se poderá achar a “coisa real”. Passamos, porém, pela escola e pela vida, debaixo de coerção e disciplinas; e a isso chamamos educação, (…) viver. (Idem, pág. 146)


 Quando a mente, o coração e o corpo estão, os três, em completa harmonia, então o desabrochar acontece naturalmente, de maneira fácil e em plenitude. É este o nosso trabalho como educadores, é esta a nossa responsabilidade, e a profissão de educar assume então na vida toda a sua grandeza. (Idem, pág. 19)

Se compreendermos o verdadeiro sentido da palavra responsável e o que hoje se passa no mundo, vemos que a responsabilidade se tornou irresponsabilidade. (…) (Idem, pág. 34)

Quando compreendemos que representamos toda a espécie humana, a nossa resposta é total e não parcial. A responsabilidade tem então um sentido inteiramente diferente. Temos de aprender a arte desta responsabilidade. Se compreendermos plenamente que cada um, psicologicamente, é o mundo, então a responsabilidade torna-se amor a que nada resiste. (…) (Idem, pág. 34)

Fonte: http://www.krishnamurti.org.br/?q=node/554




segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A educação e o significado da vida - Parte 1


 KRISHNAMURTI

Quem viaja pelo mundo pode notar a extraordinária semelhança de natureza humana, seja na Índia, seja na America, na Europa ou Austrália. Isto se verifica principalmente nos colégios e nas universidades. Estamos como que fabricando, segundo um modelo, um tipo de ser humano cujo principal interesse é procurar a segurança, tornar-se uma pessoa importante, ou viver deleitávelmente e com o mínimo possível de reflexão.
 A educação convencional dificulta sobremodo o pensar independente.

A padronização do homem conduz a mediocridade.

Ser diferente do grupo ou resistir ao ambiente não é fácil e não raro é arriscado, porque adoramos o bom êxito. O esforço empregado para obter sucesso, que é o desejo de recompensa, seja na esfera material, seja espiritual, a busca de segurança interior ou exterior, o desejo de conforto – tudo isso representa um modo de agir que abafa o descontentamento, Poe termo a espontaneidade, gera temor e este impede a compreensão inteligente da vida. Com o avanças da idade, a mente e o coração vão-se embotando cada vez mais.

Procurando conforto[1] encontramos em geral, um cantinho sossegado na vida, onde podemos viver com o mínimo conflito possível, e não ousamos mais dar um passo sequer para sair deste isolamento. Este medo à vida, este medo à luta e a experiência nova, mata em nós o espírito de aventura; por causa de nossa criação e educação, temos medo de ser diferentes do nosso próximo, tememos pensar em desacordo com o padrão social vigente,, num falso respeito à autoridade e a tradição.
Felizmente algumas pessoas se interessam com sinceridade pelo exame dos problemas humanos, livres de preconceitos da esquerda ou da direita; mas a grande maioria dentre nós não tem o verdadeiro espírito de descontentamento, de revolta. Quando nos submetemos ao ambiente, sem compreendê-lo, todo espírito de revolta que acaso possuímos esmorece e nossas responsabilidades em breve tempo o apagam definitivamente.

Há duas espécies de revolta: a revolta violenta, que é uma reação, sem inteligência, contra a ordem vigente, e a profunda revolta psicológica da inteligência. Muitos se revoltam contra velhas ortodoxias só para caírem em outras novas ilusões e secretas concessões aos próprios apetites. O que em geral acontece é que nos desligamos de um grupo ou conjunto de ideais e ingressamos noutro grupo, adotamos outros ideais, criando novo padrão de pensamento contra o qual nos revoltamos outra vez. Toda reação gera oposição, e toda reforma cria a necessidade de novas reformas.

Há, porem, uma revolta inteligente, que, não sendo reação, nasce com o autoconhecimento, com o percebimento do nosso próprio pensar e sentir. Só quando enfrentamos a experiência tal como se apresenta, quando não evitamos perturbações, é que podemos manter a inteligência altamente desperta; e a inteligência altamente desperta é intuição – o único guia seguro na vida.

Qual é pois, a significação da vida? Para que vivemos e lutamos? Se somos educados apenas para nos transformar pessoas eminentes, para conseguirmos melhores empregos, para sermos mais eficientes, para exercermos domínio mais amplo sobre os outros, em tal caso nossas vidas serão superficiais e vazias. Se formos educados apenas, para sermos cientistas, eruditos casados com seus livros, ou especialistas devotados a ciência, estaremos então contribuindo para a destruição e a desgraça do mundo.

Se a vida tem um significado mais amplo, que valor tem nossa educação e nunca descobrimos esse significado? Podemos ser superiormente cultos; se nos falta, porém, a profunda integração do pensamento e do sentimento, nossas vidas são incompletas, contraditórias e cheia de temores torturantes; e , enquanto a educação não abranger o sentido integral da vida, bem pouco significará.

A civilização atual divide a vida em tantos compartimentos que a educação – excetuando-se o ensino de uma profissão ou técnica determinada – tem muito pouco valor. Em vez de despertar a inteligência integral do indivíduo, a educação o induz a adaptar-se a um padrão, vedando-lhe assim a compreensão de si mesmo como um processo total. Procurar resolver os numerosos problemas da existência nos seus níveis respectivos – classificados como estão (os problemas) em diferentes categorias – denota uma total ausência de compreensão.
O indivíduo é constituído de várias entidades, mas o realçar as diferenças e ao mesmo tempo favorecer a produção de um tipo definido leva a resultados complexos e a contradições. À educação compete promover a integração dessas entidades separadas – visto como, sem integração, a vida se transforma numa série de conflitos e tribulações. Para quê formar advogados se perpetuamos os litígios? Que valor tem o saber, se continuamos em nossa confusão? Qual o significado da capacidade técnica e industrial, se a utilizamos para nos destruirmos mutuamente?

Qual a finalidade da existência, se ela leva a violência e a desdita extrema? Conquanto tenhamos dinheiro ou sejamos capazes de ganhá-lo, apesar de termos prazeres e religiões organizadas, vivemos num conflito interminável.

Cumpre distinguir entre “pessoal” e “individual”. O pessoal é acidental; por acidental entendo as circunstancias de origem, ou ambiente em que fomos criados, com seu nacionalismo, suas superstições, distinções e preconceitos de classe.

O pessoal ou acidental é só momentâneo, ainda que esse momentâneo dure a vida inteira; e como o atual sistema de educação se baseia no pessoal, no acidental, no momentâneo, só conduz a perversão do pensamento e a implantação de temores defensivos.

Somos todos preparados pela educação e o ambiente para a busca de proventos e segurança pessoal, para lutarmos em nosso próprio interesse. Embora costumemos dissimulá-lo com frases amenas, fomos educados para várias profissões dentro de um sistema que se funda na exploração e no temor com sua concomitante avidez. Tal educação acarretará inevitavelmente, confusão e tribulações para nós e para o mundo, pois cria em cada indivíduo aquelas barreiras psicológicas que o separam e o matem isolado dos outros.

A educação não é uma simples questão de exercitar a mente. O exercício leva a eficiência, mas não produz a integração.  A mente que foi apenas exercitada é o prolongamento do passado, nunca pode descobrir o que é novo.
Eis porque, que para averiguarmos o que é educação correta, cumpre-nos investigar o total significado do viver.

Para a maioria das pessoas o significado da vida como um todo não é altamente relevante, e nossa educação encarece os valores secundários, fazendo-nos apenas proficiente num determinado ramo do saber.
Ainda que necessários o saber e a eficiência, se lhes atribuímos importância demasiada, somos levados ao conflito e a confusão.

Há uma eficiência inspirada pelo amor, que leva muito mais longe, que é superior a eficiência da ambição; e sem o amor que traz compreensão integral da vida, a eficiência gera crueldade. Não é isso exatamente o que ora acontece no mundo inteiro?

A educação atual está aparelhada para a industrialização e a guerra, e desenvolver a eficiência é seu alvo principal; estamos dentro da engrenagem desta maquina de competição impiedosa e destruição mútua. Se a educação conduz a guerra, se nos ensina a destruir ou ser destruídos, não falhou completamente?

Para instituirmos a educação correta, é indispensável compreender o significado da vida como um todo, e para tal, devemos ser capazes de pensar, não rigidamente, mas de maneira direta e verdadeira.
Um pensador inflexível não tem pensar próprio, porque se ajusta a um padrão; repete frases e pensa dentro de uma rotina. Não se pode compreender a existência de forma abstrata ou teórica. Compreender a vida é compreender a nós mesmos; este é o princípio e o fim da educação.

Educação não significa, apenas, adquirir conhecimentos, coligir e correlacionar fatos; é compreender o significado  da vida como um todo. Mas o todo não pode ser alcançado pela parte – como estão tentando fazer os governos, as religiões organizadas e  os partidos autoritários.

A função da educação é criar entes humanos integrados e, por conseguinte, inteligentes. Podemos tirar diplomas e ser mecanicamente eficientes sem ser inteligentes. A inteligência não é mera cultura intelectual; não provem de livros, nem consiste em jeitosas reações defensivas e asserções arrogantes. O homem que não estudou pode ser mais inteligente do que o erudito. Fizemos de exames e diplomas critério de inteligência e desenvolvemos espíritos sagazes que evitam os problemas humanos vitais. Inteligência é a capacidade de perceber o essencial, o que é; despertar essa capacidade, em si próprio e nos outros, eis em que se resume a educação.

A educação deve ajudar-nos a descobrir valores perenes, para que não nos apeguemos a formulas ou a repetição de slogans[2]; deve ajudar-nos a derrubar as barreiras nacionais e sociais, em lugar de reforçá-las, porquanto essas barreiras geram antagonismos entre homem e homem. Infelizmente, o nosso atual sistema de educação nos torna subserviente, mecânicos e fundamentalmente incapazes de pensar; embora desperte nosso intelecto, deixa-nos interiormente incompletos, estultificados e estéreis.

Sem uma integral compreensão da vida, os nossos problemas individuais e coletivos só tenderão a crescer em profundidade e extensão. Não visa a educação a produzir meros letrados, técnicos e caçadores de empregos, mas homens e mulheres integrados livres de todo o temor.
Porque só entre tais entes humanos pode haver paz duradoura.

A compreensão de nós mesmos extingue o medo. Para pelejar com a vida, de momento em momento, enfrentar suas complicações, tribulações e imprevistos, deve o indivíduo ser infinitamente flexível e, portanto, livre de teorias e de certos padrões de pensamento.

Não deve a educação estimular o indivíduo a adaptar-se à sociedade ou a manter-se negativamente em harmonia com ela, mas ajudá-lo a descobrir os valores verdadeiros, que surgem com a investigação livre de preconceitos e com o autopercebimento. Não havendo autoconhecimento, a expressão individual se transforma em arrogância com todos os seus conflitos agressivos e ambiciosos. A educação deve despertar no indivíduo a capacidade de estar cônscio de si próprio, e não apenas deixá-lo comprazer-se na agressão individual.

Que benefícios traz a instrução, se no decorrer da vida nos destruímos? A série de guerras devastadoras, que temos tido, uma após outra, evidencia uma falha fundamental na educação que proporcionamos a nossos filhos. Quase todos nós, creio, estamos cônscios disso, mas não sabemos como atender o problema.

Os sistemas, quer educativos, quer políticos, não se transformam miraculosamente; só se modificam quando há em nós uma transformação fundamental. O indivíduo é de primordial importância e não o sistema; e, enquanto o indivíduo não compreender o processo total de si mesmo, nenhum sistema, seja da direita, seja da esquerda, trará ordem e paz ao mundo.

Fim da primeira parte.
Segunda parte: A Educação Correta.



[1] Conforto não no setido de comodidade material, mas como efeito de “confortar”: das forças e esperança. (NT)
[2] “Slogan” -  Palavra ou frase associada, pelo uso a um partido, grupo, etc. (Dic. Webster). (N. do T.)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Akrit Jaswal – O mais Jovem Cirurgião do Mundo




Para-Habilidades: Supermemória, Inteligência Amplificada e Dons de Cura



Akrit nasceu em 23/04/1993 (tem hoje 15 anos de idade), numa família pobre Rajput da cidade de HIMACHAL PRADESH, na índia. Desde a sua infância, Akrit demonstrou habilidades incomuns: começou à falar no 10° mês de idade; aos 2 anos de idade começou à escrever e a ler, apenas olhando as páginas dos livros; começou à ler avidamente tudo o que chegava as suas mãos;
Aos 5 anos começou a ler livros de poesia e peças de Shakespeare;depois desenvolveu uma paixão precoce por livros de Medicina, Anatomia e Cirurgia.
Os professores da sua Aldeia descobriram que Akrit possuía a formidável capacidade da MEMÓRIA FOTOGRÁFICA, jamais esquecia nada e possuía uma voracidade fantástica em aprender cada vez mais.
Aos 6 anos,fazia discursos altamente complexos sobre temas de Medicina, Biologia e Cirurgia, e debatia com médicos adultos qualquer tipo de tema ligado à Ciência Médica.

 
ELE MEMORIZOU DE CABEÇA DEZENAS DE TRATADOS MÉDICOS DE MEDICINA, ANATOMIA, FISIOLOGIA E CIRURGIA, que são difíceis de ler até mesmo para os Especialistas veteranos destas áreas!

Akrit solicitou e obteve uma autorização especial para acompanhar e assistir às Cirurgias feitas no Hospital de HIMACHAL.  Aos 7 anos de idade, tornou-se o cirurgião mais jovem do mundo, quando a família de uma menina da sua aldeia solicitou a sua ajuda para realizar uma cirurgia.




Foi convidado pelo Governo Hindu para estudar na PUNJAB UNIVERSITY aos 11 anos de idade, em 2004.
Akrit logo demonstrou outros poderes, como o Dom de Curar as pessoas apenas colocando as mãos sobre os seus ferimentos, que ele diagnostifica instantâneamente as causas, graças à sua Memória Fotográfica que identifica os sintomas psicobiofísicos de qualquer enfermidade, apenas olhando de relance os pacientes.
Hoje, ele é estudante da UNIVERSIDADE DE HARVARD nos EUA onde está no 2º ano de um curso de Bacharelado em Zoologia e Botânica; ao mesmo tempo continua com seus estudos autodidáticos sobre Medicina e outras areas da Saúde.
O Sonho de AKRIT é encontrar a Cura definitiva para o Câncer e a AIDS, pois ele declara em suas palestras que já possui milhares de idéias
extremamente criativas para a renovação completa da Medicina atual e para o Tratamento do Câncer.

Akrit surpreendeu o mundo todo ao dizer no programa televisivo da apresentadora OPRAH que, com sua SUPERINTELIGÊNCIA, ele leu todos os tratados atuais de Oncologia e descobriu as falhas e limitações da atual pesquisa do Câncer; afirmou que ele possui a solução do Problema e que pode criar NOVOS REMÉDIOS e NOVAS TECNOLOGIAS de tratamento oncológico, mas que para isso precisa antes formar-se oficialmente como Médico e criar um CENTRO FILANTRÓPICO DE ESTUDOS, para tratar gratuitamente os milhares de doentes da Índia. Com estas afirmações, tornou-se instantaneamente uma CELEBRIDADE nos EUA, conseguindo grandes doações e apoios para as suas pesquisas.


AKRIT é reconhecido hoje como um verdadeiro AVATAR DA MEDICINA na Índia, é visto como um grande AHATMA que encarnou na matéria para revolucionar completamente a Medicina.
Os Parapsicólogos consideram Akrit um dos mais evoluídos MUTANTES PSIÔNICOS da atualidade e a mais famosa das CRIANÇAS ÍNDIGO (Crianças que nascem com Superinteligência Criativa, como Akiane Kramarik e Boriska) que estão nascendo em todo o mundo para provocar uma mudança radical na Ciência humana atual. 

Fonte: http://www.evoluindo.org/indigos-e-cristais/akrit-jaswal







segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Como elevar a auto-estima das crianças

Recentemente escrevi um texto com o título “Como detonar a auto-estima das crianças”. Diariamente atendo  pessoas com diversos problemas diferentes de auto-estima causados em grande parte pelo relacionamento com os pais.

                Obviamente, o texto tem o caráter irônico de descrever as atitudes negativas dos adultos que destroem a auto-estima e todas as justificativas usadas para embasar tais atitudes. Dessa forma o leitor identifica o que ele faz de negativo e como vem justificando e identifica também o que sofreu durante a própria infância. É uma forma de conscientizar usando a linguagem inversa.
Bem, algumas poucas pessoas não entenderam esse caráter do texto. Vou escrever agora o artigo de uma forma positiva para que não restem dúvidas sobre como fazer para elevar a auto-estima das crianças.

- Abandone as criticas e comece a elogiar – Quando damos atenção a alguma coisa, nós a alimentamos e a tendência é que ela cresça. Criticar a criança é dar atenção a seu lado negativo, o que o fortalece. A criança  deseja atenção. Elogiar é uma forma de dar atenção positiva, assim você preenche o anseio da criança e é natural  que ela faça mais coisas para ser elogiada. A crítica é uma atenção negativa, mas ainda assim é um tipo de atenção. Para a criança,  a atenção negativa é melhor do que nenhuma atenção. A indiferença é a pior coisa para ela. A Ausência de elogios e críticas é a própria indiferença. Por isso, se você não elogia, ou seja, não dá a atenção positiva, a criança vai buscá-la de outras formas. E a forma mais fácil de recebê-la é praticando coisas negativas pois os pais facilmente se irritam e começam a brigar e criticar. Assim, a criança é reconhecida e se sente alguém, mesmo que seja através de algo negativo. Para ela, é melhor ser reconhecida por algo negativo, do que se sentir ninguém através da indiferença.

- Pare de descontar suas frustrações nas crianças – Temos uma tendência a descontar nossas frustrações nas pessoas mais próximas. Se as conseqüências são terríveis para os relacionamentos adultos, imagine então para as crianças? Elas começam a sentir que são um estorvo e que são culpadas pelos sofrimentos dos pais. Crescem medrosas e extremamente inseguras

- Permita que seu filho tente, erre e acerte – Seria bom se pudéssemos criar nossos filhos de forma perfeita e evitar para eles todo tipo de sofrimento não é mesmo? Não, não seria. Faz parte do crescimento, do fortalecimento da auto-estima o processo de tentativa e erro. Conselhos adiantam pouco. A experiência é que traz a auto-confiança. Deixe que a criança  faça sozinha, oriente no que for necessário quando ela pedir ajuda. Quando os filhos são muito pequenos, obviamente que temos que fazer mais por eles. Mas eles crescem, precisam começar a comer sozinhos, tomar banho, escolher as roupas (mesmo que a combinação fique estranha pra você). E quando crescerem mais vão precisar aprender a fazer outras escolhas: namoros, amizades, cursos, esportes e etc. Filhos de pais que fazem tudo são normalmente pessoas extremamente inseguras.

- Relaxe um pouco nas cobranças – Normalmente aqueles pais que cobram demais são os mesmos que também não elogiam ou elogiam pouco. Você cobra, a criança faz, mas por mais que ela faça, os níveis de exigência aumentam e você cobra mais ainda. É sufocante. A sensação é que ela nunca é boa o suficiente. Nem precisa dizer o quanto isso interfere na auto-estima e prejudica a vida profissional e pessoal. Os mais estudiosos e mais organizados nem sempre são os mais bem sucedidos na vida. É claro isso são coisas importantes, mas não é tudo. Muitas pessoas não se enquadram nos moldes e métodos da escola e da sociedade, passando uma impressão de que são inadequados e não serão bem sucedidas por isso. No entanto, essas pessoas se tornam muitas vezes profissionais acima da média em áreas tradicionais e outras menos convencionais. A citar o meu exemplo, sempre fui um aluno muito mais ou menos a vida inteira. Mas ainda bem que aqui na minha casa isso nunca foi motivo de pressão ou críticas. A julgar pelo meu histórico escolar, hoje eu deveria ser um profissional medíocre, mas não foi isso que aconteceu. E é assim com vários exemplos que conheço. Boa parte das pessoas bem sucedidas não foram exemplos brilhantes durante a infância ou adolescência. 

- Abandone o hábito de comparar negativamente os filhos a outras crianças e pessoas.  Esse método negativo funciona da mesma forma que a crítica: ressalta os aspectos negativos dando atenção a eles. Normalmente se usam frases do tipo “Seu irmão faz tal coisa e você não consegue, veja fulano, filho da vizinha, é tão estudioso...” Geralmente os pais que fazem isso elogiam muito pouco. A criança se sente inferiorizada, pois  todo mundo é melhor do que ela, todo mundo tem qualidades, e ela não. Ela fica numa busca incessante de reconhecimento e aprovação dos pais, mas nunca consegue seu objetivo.

-Abandone o hábito de criticar seus filhos na frente de outras pessoas – Essa é uma das formas mais nocivas de crítica. Fica marcado nas emoções que a criança guarda. Ela se sente humilhada, não sabe se defender nem consegue entender o que se passa, o que acaba levando a uma auto-estima muito baixa. Muitos pais tem esse hábito irresistível de falar mal dos filhos na frente de outras pessoas. Alguem já viu isso funcionar no sentido de melhorar o comportamento do filho? Eu duvido. Cria apenas raiva, insatisfação e piora os relacionamentos. Persistir fazendo o que não funciona, é insanidade.

- Deixe de lado a chantagem emocional – Esse  método é fruto da insegurança do adulto que sente que precisa manipular a criança para que ela aja conforme sua vontade. Faz os filhos se sentirem culpados. A culpa acumulada é extremamente nociva pra auto-estima. A criança vira um robô que tenta sempre atender as expectativas para não se sentir culpada.

- Deixe o seu filho ser o que ele quiser – O papel do filho Não é dar continuidade a vida dos pais, nem o de realizar as coisas que os pais não conseguiram. A maneira de você resolver as suas frustrações é lidando com elas. Recomendo fazer EFT pois ajuda muito, conseguimos limpar todos esses sentimentos guardados. Os filhos podem ter aspirações semelhantes aos pais, mas podem também desejar seguir caminhos bem diferentes. É possível ser bem sucedido em qualquer profissão, é possível também ser feliz em qualquer área. Deixe seu filho ser o que ele quiser e dê apoio. Liberte-se das crenças de que tal profissão é ruim, que não dá dinheiro e etc... Para citar o meu exemplo mais uma vez, deixei a profissão de engenheiro e segui como terapeuta e professor de EFT. E hoje minha vida financeira é muitas vezes melhor que antes, sem contar a satisfação que tenho com o trabalho. Embora todos tenham respeitado, quando mudei de profissão, certamente minha família ficou preocupada achando que as coisas nunca chegariam aonde chegou.

Fonte: Texto recebido por email de André Lima



sábado, 18 de dezembro de 2010

Como detonar a auto-estima das crianças


por André Lima

 

Diariamente atendo pessoas no consultório e online com a *EFT (técnica para auto-limpeza emocional. Veja como receber um manual gratuito no final do artigo). São dezenas de casos. Invariavelmente, todo mundo tem questões de auto-estima para se trabalhar, varia apenas o grau de intensidade de pessoa pra pessoa. Observando os prejuízos emocionais provocados na relação entre pais e filho, fica muito evidente as várias formas de se detonar a auto-estima das crianças. Aí vão algumas delas:

- Critique sempre e nunca elogie. Quando a criança fizer algo considerado errado, brigue com ela. Vire um inspetor atento que aponta todas as suas falhas. Diga ainda: desse jeito você nunca vai ser ninguém! Isso serve pra criança acordar. Quando ela fizer algo corretamente, jamais elogie, pois ela não fez mais do que a obrigação. Se você elogiar algo de bom, ela certamente vai recair no comportamento negativo. Elogiar é muito perigoso. Criticar é bom, vai manter a tensão sempre na criança, assim ela vai ficar atenta e errará bem menos. Se você bater, melhor ainda.
- Rejeite a criança.  A rejeição pode se dá de várias formas e é possível iniciar o processo desde o momento em que ela esteja no útero materno com pensamentos do quanto esse filho vai dar trabalho e gastos financeiros. Os filhos tomam muito tempo com suas bobagens e assuntos infantis, você é um adulto muito ocupado e não terá tempo para ouvir as conversas das crianças. O ultimo grau de rejeição, o mais intenso, é o abandono. Deixar o filho com o pai ou a mãe, ou ainda outras pessoas, e nunca mais ir visitar. Esse é um dos métodos mais poderosos.

- Desconte tudo na criança. Suas frustrações, raivas, mágoas, você precisa descontar em alguém. Descontar na criança é ótimo. Ela não sabe de se defender, não tem discernimento e fica achando que ela é a culpada pelos seus aborrecimentos e sofrimentos. E ela ainda fica depois tentando lhe agradar para compensar o mal que ela lhe fez. Não é ótimo ver a criança boazinha tentando receber aprovação?

- Faça tudo pelos filhos. Não permita que eles tentem, arrisquem, nem que eles errem. Seu papel é proporcionar uma vida sem sofrimentos. Eles não devem se frustrar jamais. Se você pode fazer por eles, porque deixar que eles tentem sozinhos? Se você permitir que eles façam algo, vai ter bagunça, vai demorar mais, vão errar, e não fica tão bem feito quanto você faria… Por isso arrume tudo por eles, faça comida, faça inclusive as tarefas do colégio, diga sempre o que eles devem fazer e como devem fazer. Isso prova o quanto você ama e se preocupa com seu filho. Quem sabe você poderá prosseguir fazendo isso até mesmo depois que ele se tornar um adulto. Não seria ótimo se você pudesse inclusive acompanhá-lo no trabalho?

- Cobre muito. Seu filho precisa ser alguém na vida. O mundo é muito competitivo e você precisa pressionar e cobrar o tempo inteiro. Cobre perfeição: notas, arrumação, educação, postura, alimentação, cursos, esportes. Só os melhores vencem e conseguem bons empregos. Todos CDFs tem ótimos empregos e excelentes relacionamentos sociais e são os mais felizes. As coisas precisam ser feitas do seu jeito sempre, pois você sabe o que é melhor pra eles. Cobre que eles façam como você faria. E quando errarem, use a estratégia anterior já mencionada de criticar bastante. Só elogie quando eles fizerem exatamente do jeito que você faria.

- Compare-os negativamente com outras pessoas. Se você tem um filho que tem uma qualidade que sobressai, não o elogie.  Mas diga aos demais filhos o quanto eles deveriam ser como o outro. “Seja como seu irmão… tá vendo, seu irmão não faz isso… seu irmão é muito mais estudioso… seu irmão consegue tudo, seu irmão é tão educado”. A mensagem implícita que a criança entende é: “ele é melhor que você, você não consegue nada, ele tem mais valor pra nós do que você, você nos decepciona e seu irmão nos dá alegria.” Quem sabe assim a criança se fortalece e tenta ser igual ao irmão prodígio. Ah sim,  vale também comparar com crianças de outras famílias. Veja sempre as qualidades dos filhos dos outros compare-os a seus filhos. Diga diretamente a seus filhos, o quanto Joãozinho, filho da vizinha, é estudioso, simpático, bom filho e que eles deveriam ser assim também. A criança ficará super estimulada com isso e dois dias depois estará se comportando igual ao Joãozinho. Faça isso também elogiando os filhos dos outros, entusiasmadamente na frente dos seus filhos em conversas com outras pessoas e passe a mensagem indiretamente para eles.

- Compare-os negativamente com você – Diga para os seus filhos, o quanto você na idade deles já tinha realizado tantas coisas que eles não conseguem: boas notas, trabalhos, responsabilidades, maturidade e etc. Quando eu tinha a sua idade… Assim eles se sentirão inferiorizados e entenderão o quanto você é bom, e vão se esforçar para seguir o seu exemplo.
- Critique seu filho na frente de outras pessoas. Você o critica dentro de casa em particular, e não surte efeito. Curiosamente ele não muda de comportamento e fica até pior. Então use outra estratégia. Quando estiver com seu filho na frente de amigos, da empregada, do cabeleireiro, fale de todos os defeitos e comportamentos que você reprova nele. Com esse tratamento de choque ele ficará envergonhado e pouco tempo depois passará a ser um anjinho. Isso é ótimo para que a criança deixe de roer unha, fazer xixi na cama ou para que ela tire notas melhores.

- Faça os filhos se sentirem culpados. A chantagem emocional é uma excelente ferramenta pra isso. Para que eles ajam conforme a sua vontade, que é sempre a melhor forma é claro, você precisa manipulá-los de alguma forma. Diga o quanto você se dedicou a eles, o quanto abdicou da sua vida, e que eles são ingratos (quando não fazem o que você deseja é claro).

- Faça de tudo para que seu filho seja o seu clone ou para que ele seja tudo que você queria ter sido e não conseguiu. O papel do filho é dar orgulho aos pais sendo igual a eles, ou dando a alegria de realizar o que os pais tentaram ser e não conseguiram. Se o seu filho tiver aspirações diferentes, o desejo de ter outras profissões e um estilo de vida que foge do que você idealizou, critique-o bastante, rejeita, reprove. Ele precisa sair do caminho errado de querer ser feliz e voltar para o caminho certo de fazer os pais felizes.
Essas são apenas algumas técnicas. Depois de praticar tudo isso, os filhos aprenderão a fazer a mesma coisa para aplicar também nos seus filhos. E assim o consultório fica lotado. E haja investigar os eventos e fazer EFT para limpar as emoções negativas e recuperar a auto-estima.


Para conseguir o manual gratuito clic no link a seguir: http://www.eftbr.com.br/

 

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

RYAN HRELJAC O menino que tirou a sede de meio milhão de africanos




Ryan Hreljac Ryan nasceu no Canadá em maio de 1991, ou seja, hoje (2010) tem 19 anos.
Quando pequeno, na escola, com apenas seis anos, sua professora lhes falou sobre como viviam as crianças na África. Profundamente comovido ao saber que algumas até morrem de sede, que não há poços de onde tirar água, e pensar que a ele bastavam alguns passos para que a água saísse da torneira durante horas... Ryan perguntou quanto custaria para levar água a eles. A professora pensou um pouco, e se lembrou de uma organização chamada WaterCan, dedicada ao tema, e lhe disse que um pequeno poço poderia custar cerca de 70 dólares. Quando chegou em casa, foi direto a sua mãe Susan e lhe disse que necessitava de 70 dólares para comprar um poço para as crianças africanas. Sua mãe disse-lhe que ele deveria consegui-los e foi-lhe dando tarefas em casa com as quais Ryan ganhava alguns dólares por semana. Finalmente reuniu os 70 dólares e pediu à sua mãe que o acompanhasse à sede da WaterCan para comprar seu poço para os meninos da África. Quando o atenderam, disseram-lhe que o custo real da perfuração de um poço era de 2.000 dólares. Susan deixou claro que ela não poderia lhe dar 2.000 dólares por mais que limpasse cristais durante toda a vida, porém Ryan não se rendeu. Prometeu aquele homem que voltaria… e o fez. Contagiados por seu entusiasmo, todos puseram-se a trabalhar: seus irmãos, vizinhos e amigos. Entre todo o bairro conseguiram reunir 2.000 dólares, trabalhando e fazendo mandados, Ryan voltou triunfante a WaterCan para pedir seu poço.
Em janeiro de 1999 foi perfurado um poço em uma vila ao norte de Uganda. À partir daí começa a lenda. Ryan não parou de arrecadar fundos e de viajar por meio mundo buscando apoio. Quando o poço de Angola estava pronto, o colégio começou uma correspondência com as crianças do colégio que ficava ao lado do poço, na África.

Assim Ryan conheceu Akana: um jovem que havia escapado das garras dos exércitos de meninos e que lutava para estudar a cada dia. Ryan sentiu-se cativado por seu novo amigo e pediu a seus pais para ir vê-lo. Com um grande esforço econômico de sua parte, os pais pagaram sua viagem a Uganda e Ryan, em 2000, chegou ao povoado onde havia sido perfurado seu poço. Centenas de meninos dos arredores formavam um corredor e gritavam seu nome. - Sabem meu nome? - Ryan perguntou a seu guia. - Todo mundo que vive 100 quilômetros ao redor sabe, ele respondeu.



A Fundação do Poço de Ryan tem apoiado projetos de água e saneamento que foram concluídas ou estão em curso em Uganda, Malawi, Nigéria, Quênia, Etiópia e Tanzânia. Ryan se reuniu com muita gente famosa em todo o mundo e tem sido abençoado pelo papa, mas ele insiste que é "apenas um cara normal." Sua mãe, Susan, disse: "Ryan trata todo mundo que conhece, da mesma forma. Em seu coração não faz diferença se somos os primeiros-ministros, os atendentes de posto de gasolina ou alunos da sétima série. Ele acredita, em seu coração que uma menina de 5 anos de Florida, que  enviou 5 centavos com a realização de tarefas domésticas é tão importante quanto o homem que mandou de Dubai $ 5.000. "

Slater, o jovem repórter de 11 anos de meu herói, entrevistou Ryan. 


My Hero: O que você aprendeu com o povo de África?
Ryan: "Eu aprendi que todos são iguais. Quando eu fui para o Uganda, eu pedi para ir à escola por um dia. E eu realmente gostei de jogar futebol. As crianças em Uganda são crianças normais. É lamentável nascer em um país que não possui água potável, assim como temos na América do Norte. "
"Eu aprendi que cada criança precisa de certas coisas para serem saudáveis e felizes, não importando onde elas vivam. As crianças precisam de água limpa e saneamento. Elas precisam de comida para comer, precisam ser capazes de freqüentar a escola e precisam de tempo para brincar e se divertir. Dessa forma, elas também poderiam ajudar o mundo ".
"O mundo é como um quebra-cabeça enorme e nós todos temos de ser o engenheiro para perceber qual é o lugar para a nossa peça do puzzle. Percebi que meu ajuste da peça é com água pura. Só espero que todo mundo saiba qual é o lugar para o seu pedaço do puzzle. "
My Hero: Se você tivesse a atenção do mundo por 5 minutos, o que você faria?
Ryan: "Se eu tivesse a atenção do mundo por 5 minutos, gostaria de pedir a todos para pensar sobre o quanto nós temos. No Canadá, temos muitas coisas. Assim, gostaria de pedir que as pessoas pensem sobre o que elas querem e do que elas realmente precisam. Peço-lhes para compartilhar um pouco, não importa onde elas vivam. "
"Peço a todos que acreditem em seus sonhos. Se você fizer isso, você pode fazer qualquer coisa. "
"Às vezes as pessoas pensam que não tenho muito mais para dividir, mas eles estão errados. Vou lhe dizer por quê. Os caras na Escola Primária de Angola, na Uganda (que é onde furei o meu primeiro poço) decidiram, após a minha visita,que eles também poderiam partilhar. Eles me disseram que gostaram de mim ao fazer a diferença. Essas crianças não tinham nada, mas elas decidiram que iam passar 5 dias fora do tempo escolar para a prática de um voluntáriado, ajudando os idosos ou pessoas com AIDS e outras coisas. "
"Eu chamaria a atenção de todos os líderes mundiais para pedir-lhes para pensar em tudo neste mundo e não apenas nas pessoas de seus países e suas fronteiras. Gostaria de pedir que eles façam o que eu aprendi quando eu estava no jardim de infância, e compartilhem. Gostaria também de pedir para passar mais tempo ouvindo as crianças. "  
My Hero: "Você é um herói para muitas pessoas ao redor do mundo. Quem é seu herói e por quê? "
Ryan: "Meus heróis são os filhos ao redor do mundo que estão trabalhando para fazer a diferença, embora exista muitos adultos que não acreditam que que eles possam conseguir, eles podem e isso é ótimo!"
 

My Hero: Você já realizou tanto em sua curta vida, quais são seus planos para o futuro?
Ryan: "Quando eu crescer eu quero ser um engenheiro hidráulico e fazer o meu trabalho na África, e eu quero que todos tenham acesso à água potável."
My Hero: Como você envolve as crianças na perfuração de poços?
Ryan: "As crianças podem levantar fundos para projetos relacionados à água. Quando se trata de construir um poço, o custo pode variar dependendo de qual região da África esteja em causa: condições de solo, profundidade do poço, equipamento e disponibilidade de trabalhadores qualificados. Aprendemos também que a construção de um poço é apenas uma etapa no processo de fornecimento de água potável. Há outros custos, como treinamento de pessoas locais para manutenção do fornecimento, bem como ensiná-los sobre os procedimentos de instalações sanitárias adequadas para garantir que tudo seja um sucesso. "
"Se as crianças querem fazer coletas de dinheiro é preciso de algumas idéias, ela pode lavar um carro, vender pão, vender artigos para do lar, dos quais não faça mais uso ou vender água engarrafada. Algumas escolas estão fazendo o que eu fiz, fazendo um trabalho extra tendo como objetivo construir um poço. Se cada estudante economizar $ 1 por semana durante 10 semanas, e havia 100 pessoas na escola, isso representaria $ 1,000! Alguns alunos doam parte de seu dinheiro que ganham trabalhando como babá ou recolhendo o lixo da vizinhança. A média canadense de utilização da água por pessoa é de aproximadamente 343 litros de água, enquanto as pessoas comuns dos Estados Unidos usam 555 litros. Em Uganda, a pessoa usa em média menos de 10 litros. Algumas crianças no Canadá vendem camisetas ou água engarrafada com uma impressão de 343 x 10 em suas camisas dizendo que as pessoas precisam economizar água. "
My Hero: Como você diverte?
Ryan: "Eu gasto metade do meu tempo dando assistência ao mundo e na outra metade sou uma criança normal. Participo da equipe de basquete da minha escola e jogo em um time de hóquei. Eu gosto de jogos de computador e eu gosto de ler e jogar xadrez. Oh! Eu adoro rir. Eu vejo um monte de Simpson. "



Escrito por Wendy Jewell

Fotos cortesia de RyansWell.ca
Imagens criadas por RyansWell.ca LINKS Boa Apenas R $ 70.
Artigo dos esforços de Ryan.
Informação adicional Traduzido por Grissel Villar


extraído dehttp://portaldosanjos.ning.com/group/oanjohumanondigoecristalporcliafenn/forum/topic/show?id=3406316%3ATopic%3A377479&xgs=1&xg_source=msg_share_topic




Hoje em dia, Ryan –com 19 anos- tem sua própria fundação e conseguiu furar mais de 400 poços na África. Encarrega-se também de proporcionar educação e de ensinar aos nativos a cuidar dos poços e da água. Recolhe doações de todo o mundo e estuda para ser engenheiro hidráulico. Ryan tem se empenhado em acabar com a sede na África.

http://www.ryanswell.ca/





sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

AS Crianças de Hoje



Quem é a criança que hoje está ao nosso lado?
O que virá a trabalhar, para dar a terra?
Como posso ajudá-lo a realizar-se?
As Crianças de Hoje, Quem são?
Chegam a terra, trazendo mensagens de conscientização e expansão.

Trazem consigo uma grande maturidade espiritual. Sabem aonde vão, e algumas delas têm até flashes do lugar de onde são provenientes.
Trazem ensinamentos, propõem mudanças. Tem uma grande missão: lembrar-nos quem somos; vem para despertar-nos dos sonhos materiais nos quais dormimos. Seu impulso espiritual nos estimula a fazer, a dizer e a atuar.
São as Crianças de Hoje, As Novas Crianças. Grandes seres espirituais brincando de ser criança.
O amor os impulsiona, busca mudar a terra, mudar o homem, transformar a realidade.
Quem quiser reconhecer estas crianças, simplesmente olhe-os nos olhos, sua transparência e pureza desnuda a alma de quem os olha. Olham fixamente, de forma sábia e madura.
Quando se está de frente a uma nova criança, a emoção transborda o coração, dentro de nós desperta uma sensação de reverencia e respeito por ela.
No entanto, isto nem sempre acontece, muitos adultos estão tão imersos em seu mundo de problemas e preocupações, que estas crianças passam despercebidas. Porem, ainda assim elas atuam, atua ainda mais com essas pessoas. Caso seus olhares não encontrem eco, então batem as suas portas, e se ninguém corre para abri-las, permaneceram presentes até que alguém os convide a entrar.
Porem, a espera às vezes se alonga se faz eterna, e começam a esquecer o que vieram dizer.
A alegria e amor destas crianças podem chegar a mudar o mundo, mas suas auras estão escurecendo e se contaminando.
Necessitam de nós... Agora é tempo de abrir os olhos.
Veja a criança que está ao seu lado, e pergunte-se o que ela veio dizer-lhe.

A criança e sua alma de Mestre

Em casa, na escola, no dia a dia da vida, grandes almas afloram, espiam por trás de cada criança, nos fazem perguntas, nos fazem refletir, nos desafiam a mudança e logo se escondem e brincam estarem ausentes.
Isso é consciente na criança? Não, na maioria das vezes ela somente expressa o que sente, deixa fluir através dela a sua alma de Mestre.
Não é somente a criança que tem esta alma de Mestre, todos nós a temos, porem quanto mais vivemos, quanto mais medo temos, quanto mais repressões carregamos, mais nos distanciamos dela. Imaginem uma luz enorme que está dentro de cada um, mas que se encontra coberta por capas e mais capas; esta luz nos fala, mas quase não a ouvimos. Às vezes conseguimos conectarmos com ela, e chamamos ao que sentimos: “Intuição”.
Somos nós em planos superiores de sabedoria, é nossa alma Mestre.
A alma tem uma essência pura, e se caracteriza pela alegria.
Todos os seres que estão mais em contato com sua alma são alegres, e essa alegria é eterna. Não depende de acontecimentos externos ou coisas materiais. É a alegria do Ser, do Espírito, é uma alegria ilimitada.
Muitas pessoas vivem preocupadas por seu futuro, pelas dívidas, conflitos familiares, etc. Problemas e mais problemas cobrem esta luz, cobrem esta alegria.
A alma da criança esta intimamente ligada à seu corpo; por isso as crianças se expressa tão espontaneamente, são puras, inocentes, e vivem em constante alegria. Elas vivem em outra freqüência, em uma freqüência sem maldade, própria da alma. Quanto mais se proteja a união corpo-alma da criança, mais conheceremos sua essência. E quanto mais conectada esteja a criança a ela, mais o demonstrará. Ver-se-á feliz vibrando em harmonia com o seu meio.
No entanto, o que acontece se a criança não é compreendida a partir desta perspectiva?
O que acontece se o confrontamos a situações totalmente opostas as que ela vive por dentro?
Caso isso aconteça, a criança começa a desconectar-se, a distanciar-se de seu mundo de sonhos, de seu mundo sem maldade.
Surgirá a primeira capa que cobrirá sutilmente sua Luz.
Pode ser que esta apareça como um temor, tristeza, insegurança, ou o que for que o tenha ocasionado.
A criança, como consequência, começará a buscar fora, começará a explorar seu entorno, começará a exigir inconscientemente de seus pais.
Começará a descobrir a terra, a experimentá-la, a sentir-se um ser vivente nela. Sentirá sua luz e sua escuridão.
Quero esclarecer antes de continuar: que a criança sinta temores, inseguranças, tristeza, desalento, é praticamente inevitável. Porem não há por que alarmar-se, já que isto é necessário para que ela possa “fazer terra”, possa viver a realidade que há nela, possa superar seus pequenos desafios, e consiga sentir-se segura e firme nela.
É parte do crescimento.
Não quero dizer com isso que é preciso manter a criança em “caixa de cristal” e não deixá-la Ser, não deixá-la explorar por temor a “desconexão”. O que me refiro quando digo que “a criança se confronta com situações opostas a sua natureza”, é relativo ao confronto de situações pelas quais passa a criança e que são totalmente evitáveis, por exemplo, quando a criança é testemunha de briga dos pais, ou vê na TV programas violentos, quando não ouvido, quando é ignorado, maltratado, exigido alem de suas capacidades como indivíduo, e muitas outras situações.

Estas são as primeiras dores que a criança sente quando começa a baixar na terra. Dores naturais é a dor da queda que o ajudará a crescer. Quando começa a acontecer isto, a criança recorrerá primeiramente aos pais.
Eles são o mundo das crianças agora. Irá pedir-lhes com o sem palavras que a protejam, que a sustentem até ela tenha a firmeza suficiente para sustentar-se. No entanto, nem todos os pais escutam este pedido. Nem todos sabem do que a criança necessita. Quando é assim, muitos pais respondem a partir do eles não tiveram em sua infância.
Há uma lista enorme de “coisas” carentes de sentido profundo que um pai pode dar a seu filho quando não sabe realmente o quê dar. Por exemplo, lhe comprará os melhores jogos, o porá de frente a TV, o encherá de does, guloseimas, o enviará a “melhor” escola onde aprenderá tudo o que ele não sabe. O encherá de estímulos, pensando que o acalmará, quando o que acontece é deixá-lo mais vazio e com mais necessidades, porque agora a criança terá mais desejos de ter. Muitos pais vêem seus filhos chorar, queixarem-se, ansiosos e desconfortáveis em algum lugar físico, e a primeira coisa que atinam é acalmar urgentemente esse estado.
Como o fazem ou crêem que podem fazê-lo?
Comprando-lhes coisas. A criança chora e para que se acalme lhe compram o que a criança escolha, o que quer que seja para não escutar o que a criança está dizendo. A criança com seu pranto desperta o próprio vazio dos pais. Então, não é por maldade que não lhe oferecem o que a criança precisa, mas porque eles não sabem. Eles também têm carência e insatisfação interna constante, e acreditam que tendo coisas materiais, este vazio será preenchido. Não conseguem perceber que sempre quererão mais e mais. O desejo de coisas materiais não tem limites, o homem nunca está completamente satisfeito, e persegue uma meta atrás da outra.
Quanto mais tem mais necessita, porque a verdadeira causa desse vazio não é a carência material, mas a desconexão com a alma, a desconexão com essa alegria imodificável do Espírito. Os desejos externos nos tiram do Jardim do Éden interno, oferecendo-nos falsos prazeres que unicamente remendam a felicidade da Alma. O problema não é ter coisas materiais, mas que com estas, se busca substituir a felicidade que só é proveniente da conexão com nossa verdadeira Essência.
A partir desta carência um pai atua sem compreender a criança verdadeiramente.
A criança se tornará agressiva, gritará, será rebelde, brigará com os demais por ter mais. Começará sua confusão, acreditará que ela também precisará ter mais para ser feliz.
E qual é a raiz desta ira? A falta de contenção e conexão verdadeira. Devo esclarecer que não considero um “equívoco” que um pai presenteie seus filhos com jogos, alugue um filme saudável para ver ou lhe compre guloseimas de vez em quando. Repito, o que não devem fazer é substituir com estas coisas as verdadeiras necessidades da criança.
Nenhum extremo é benéfico, um equilíbrio saudável é tudo
Então, o que devem dar os pais a criança? O que pede a criança?
·        Presença. Presença não só física, pelo contrário, às vezes um pai pode parecer estar muito “presente”, mas na realidade não está. Por exemplo: um pai que exige muito da criança porque quer “o melhor” para ela, o oprime, o sufoca com suas perguntas e “seu interesse” em saber se tudo esta em ordem, e não se detém para escutar suas necessidades. Na realidade não está com seu filho, não o conhece, não sabe o que precisa. Simplesmente não o pergunta. Este pai não está presente. Outro exemplo menos evidente de um pai “presente” que não está, é aquele pai que quando a criança lhe pergunta, lhe conta, lhe fala, ele só quer silêncio, estar tranquilo, descansar, não tem tempo para questões infantis. Aqui o pai tampouco está. Presença é estar de corpo e alma com a criança, é interessar-se verdadeiramente.
·        Com relação ao anterior, o que um pai deve dar então, é a escuta. Quando a criança fala, conta seu dia, suas aventuras, ou lhe pergunta sobre suas inquietudes (sejam para o adulto, insignificantes ou não); este deve escutá-lo com todo seu ser, com toda sua essência, com seu corpo. Ponha-se no lugar da criança, tenha real interesse por suas preocupações. É importante que seja um interesse sincero, que surja do seu coração, de nada serve se for de outra maneira. Isso é escutar presente. Isso é amar a criança, amar a este Ser pequeno e grande que precisa de seu guia. Guie-o presente, não perca a oportunidade que o universo lhe deu.
·        Segurança. É importante transmitir-lhe segurança. Mantenha seus medos porta adentro, conserve-os para trabalhá-los com você. Dar-lhe segurança é igual dar-lhe Confiança. Demonstre-lhe que confia nele. Como pode demonstrá-lo? Com pequenas ações, por exemplo, deixe-lhe algumas atividades sob sua responsabilidade. Dê-lhe tarefas para que realize, mas tarefas pelas quais ele já tenha pedido para realizar, e você anteriormente não lhe permitiu por causa de seus temores. É claro que não me refiro a que ele tenha pedido para acender uma fogueira e você o permita. Você sabe a qual atividades eu me refiro. Vou dar um exemplo para que fique mais claro: as crianças adoram cozinhar. Se a criança quer ajudá-lo, dê a ela uma tarefa simples, e se for necessário explique como realizá-la, em seguida deixe-a. não fique olhando, não se intrometa no que ela faz, não o “ajude”. Se fizer bem ou mal não importa. CONFIE NELA. Se não confia, ela notará e perderá sua confiança e interesse em fazer. Perderá confiança em SI.

Você poderá considerar isto um exagero, que uma criança possa perder a confiança em si mesma diante de algo tão insignificante. Pense nisto: O universo da criança é sensível a cada ato nosso, a cada emoção que lhe transmitimos com nosso olhar e com nossas palavras. Seu Ser percebe tudo. Se não confiamos, elas perceberão. Aprecie tudo que ela faça. Não coloque seu foco no que ela possa ter feito de errado, mas na intenção ao fazê-lo.

·        Aprecie suas conquistas. Se a criança realizou bem alguma tarefa, o surpreendeu com algo: felicite-o, estimule-o, admire-o. Isto também gera confiança em si mesmo.
·        Os pais devem dar-lhe ferramentas para Expressar-se.
·        Devem saber quando “ceder” e quando por um limite saudável.
·        Os pais devem deixar que a criança seja criança.
Os primeiros 6 pontos, os veremos mais detalhadamente na próxima etapa.
Agora sinto que é importante tratar o ultimo ponto: “Os pais devem deixar que a criança seja criança”.
Passo a explicar o que quero dizer com isso.

A criança e a espiritualidade

Há muitas teorias que falam de crianças Índigo e Cristal.
Podemo-nos perguntar: Quem são as crianças Índigo? E quem são as crianças Cristal?
Ou também, podemos perguntar: O que é a energia Índigo? E o que é a Energia Cristal?
Prefiro enfocar o tema mais do ponto de vista da energia do quê de crianças, porque desta maneira o despersonalizo, e poderei falar não só das crianças, como também dos adultos.
Na terra há almas de todos os níveis evolutivos, razão pela qual existem diferenças abismais em interesses, gostos, afinidades entre uma pessoa e outra.
Quando digo “Índigo e Cristal”, falo das energias que trazem os novos seres, e quando digo “novos”, não me refiro a idade, mas as almas novas que estão hoje na terra.
Portanto estes termos não nos falam somente de crianças, mas de todas aquelas pessoas, não importando a idade, que vieram com um propósito bem definido, e a energia que trazem os ajudará a concluí-lo. São seres com uma energia diferente, nem melhor nem pior, só diferente, porque todos os seres são igualmente importantes e necessários no mundo, se cada um cumpre com sua parte e não se esqueça a que veio.
Estes seres novos estão neste mundo, mas muitas vezes se sentem estranhos a ele, sentem uma grande melancolia porque sabem que há algo mais e não sabem como alcançá-lo. São seres que se angustiam ao ver o mundo como está, e buscam as possibilidades de mudá-lo.

A Energia Índigo

Muitos seres que hoje estão na terra têm essa energia.

É uma energia rebelde, questionadora das massas, rompedora de estruturas familiares, culturais, religiosas. São seres que não se adaptam a modelos pré-estabelecidos, sofrem quando são classificados de alguma forma, e o modo que encontram para defender-se disso é através da rebeldia. Estes seres querem diferenciar-se, lutam para não ser iguais a todos.
Estão despertos, muitos conscientemente, quer dizer, sabem o que querem, aonde vão e o que vão conseguir. Aceitam as escolhas dos demais ainda que não estejam de acordo com elas, porem estão firmes no seu propósito. Outros estão despertos também, mas não são conscientes da energia que trazem, e muitas vezes a desperdiçam querendo mudar aos demais ou aos lugares onde se encontram. Desperdiçam sua energia e potencial, tentando mudar a vida dos outros forçadamente.
Como reconhecer um adulto com Energia Índigo?
É muito simples, não ficara parado ante uma injustiça. Em seu trabalho, por exemplo, não baixará a cabeça para seus “superiores”, defenderá sua postura se a crê justa para ele e para os outros. Não se deixará enganar, não mentirá, e se o fez foi por alguma inconsciência do momento, não se perdoará facilmente e buscará remediar o erro.
São seres leais. Idealistas e defensores do bem comum. A energia Índigo é extremamente necessária no mundo em que estamos vivendo, mas às vezes, estes seres se identificam tanto com o “sou rebelde e brigador”, que não conseguem encontrar caminhos para solucionar os problemas que se lhes apresentam.
Precisam encontrar o equilíbrio, e atuar com a energia certa para cada situação, nem sempre com a mesma. E por sua vez, devem aprender a usar outras ferramentas, outros dons que trazem para desenvolver. Se somente agem pelo impulso de identificar-se com o “sou rebelde e brigador”, não deixará de ser um personagem a mais de tantos outros com os quais os humanos se armam, por temer mostrar-se como são.
A energia Índigo, como disse anteriormente, é necessária muitas vezes, mas não sempre.
O mundo está pedindo outra coisa, pede equilíbrio, pede a rebeldia somente quando é necessária, e a humildade para poder encontrar-se com o outro, coração a coração, alma a alma, sem personagens intermediando.
Precisa-se paz, não de guerra. Precisa-se de amor, não de conflitos.
Então, esta energia pode ser justiceira, mas amorosa. Um ser Índigo pode ter um guerreiro dentro de si, mas um guerreiro espiritual, não um guerreiro do ego.
Se você se sente identificado com estas características, observe-se no seu dia-a-dia. Perceba quando agir impulsivamente sem parar de sentir a sabedoria de sua alma. Seja uma pessoa autentica. Defenda o que sente, mas sem desestabilizar-se, sem perder seu centro de equilíbrio. Não entregue toda a sua energia, somente no que cada situação solicite.

As crianças Índigo ou a energia Índigo das crianças

Uma criança com esta energia exigirá de seus educadores, professores ou pais, não ser visto como mais um no meio de um montão; exigirá formas dinâmicas de aprender. Irá querer todas as respostas, e não só isso, irá querer escutar a verdade sempre. Estas crianças são muito exigentes consigo mesmas e com seu meio ambiente. Contam com um excesso de energia que faz com que frequentemente não encontrem os melhores meios para exigir o que merecem. Quando se encontram inconformadas com o que lhes oferecem, facilmente se desviam para a rebeldia ou agressividade. Não aceitam ordens impostas, e quando encontram-se diante de pessoas autoritárias, se mostram desinteressadas e questionadoras. Não aceitam um “Não porque não”.
Quem quer chegar verdadeiramente a alma destas crianças, deverá “conquistar” este privilégio. Não é muito simples conquistar o seu amor, nem acalmá-lo facilmente. Deverão escutá-lo, vê-lo, compreendê-lo sinceramente, e aí o conhecerão. Ele se entregará ao adulto, quando o adulto se entregar a ele. Estas crianças não gostam de ser tomadas com criancinhas que nada entendem e que nada sabem, irão querer uma relação simétrica, onde todos se respeitem a partir do lugar que ocupem. Gostam de brincar, e aprenderão brincando.
Defenderão outras crianças de aparência “mais débil” que elas.
Eles vão ficar com menos, na intenção de dar aos demais. Estes novos seres desfrutam plenamente da natureza, possuem uma conexão e percepção dela que ninguém ensinou ou pôde ensinar.
Sensíveis, mas não débeis, porque a energia que trazem os ajudará a enfrentar o mundo.
Amorosos, determinados, e às vezes, muito materiais.

Como reconhecer a um adulto Cristal?

Sonhadores, sensíveis, com o coração aberto ao mundo.
Leais e sinceros.
Sabem o que querem, mas é difícil encontrá-lo neste mundo.

Falam de amor, mas poucos os compreendem.
Às vezes se sentem sós, porque não encontram o parceiro, os amigos ou familiares com quem compartilhar o que trazem.
 Muitas vezes não são compreendidos, são tomados como pessoas indefesas e de baixa auto-estima. Porem se sabe quem são, sabem defender-se, mas não como o faz a maioria. Não podem brigar, menos ainda fisicamente, pois não tem essa energia. Sabem internamente, consciente ou inconscientemente, que ao agredir os outros, agridem a si mesmos.
A energia Cristal demora a encontrar espaço no mundo.
Não se encaixam em empregos tradicionais, nem na universidade. Devem buscar novas possibilidades, do contrário se apagam se deprimem, lhes custa viver.
No entanto, é preciso lembrar-lhes que não se equivocaram em vir; a humanidade tem-se equivocado, ficou cega e muitos perderam a bussola para retornar ao lar.
 O mundo precisa destes seres. O mundo precisa de seu amor e sua mensagem.
Pouco a pouco os novos espaços se abrem para a energia Cristal. Cada vez são mais na terra e começam a unir-se. Não devem calar o que tem para dizer, não devem cruzar os braços, nem vender-se ao mundo.
Devem continuar defendendo o amor, e principalmente CONFIAR EM SI MESMO.  O universo os trouxe e os protegerá, NÃO ESTÃO SÓS.
Porem há que escutá-los, porque não gritarão, nem tampouco obrigarão alguém a escutá-lo.
São humildes de coração e puros de alma.
Os seres de energia Cristal, são um complemento para a energia índigo. Quando os Índigos abrem caminhos, os Cristais colocam as sementes que darão frutos de amor.
Cada um cumpre o seu propósito.

As crianças Cristal ou a energia Cristal das crianças

Intensamente sensíveis. Não suportam presenciar ou ver brigas, injustiças ou maltrato.
Frequentemente parecem tímidos e calados, mas quando falam, sabem o que tem para dizer.
Muitas vezes na escola, lamentavelmente são maltratados por crianças com outra energia, mas sempre haverá um Índigo para defendê-los.
São crianças profundamente espirituais, e encontram na arte o alimento espiritual que precisam para equilibrar-se. É por isso que a maioria destas crianças tem um grande potencial artístico a desenvolver, que bem estimulado servira como canal de expressão da alma. A arte lhes dá vitalidade, ânimo e energia. A musica, a pintura e a dança são seus canais para falar de si mesmo.

São de difícil adaptação em escolas tradicionais, sobretudo se estas não estimulam o potencial artístico que trazem.
São curiosos, amorosos e inteligentes.
Tanto o Índigo como o Cristal, muitas vezes percebem os estados anímicos e pensamentos das pessoas. Também absorvem facilmente as energias de seu entorno, pelas quais tem que ser cuidadosos e responsáveis ante elas.
Que maravilhoso é saber destas crianças e destes adultos!
Porem, inúmeras vezes esta pureza se vê apagada pela mente humana.



Tradução do Espanhol: sandraferris@globo.com