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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

AS Crianças de Hoje



Quem é a criança que hoje está ao nosso lado?
O que virá a trabalhar, para dar a terra?
Como posso ajudá-lo a realizar-se?
As Crianças de Hoje, Quem são?
Chegam a terra, trazendo mensagens de conscientização e expansão.

Trazem consigo uma grande maturidade espiritual. Sabem aonde vão, e algumas delas têm até flashes do lugar de onde são provenientes.
Trazem ensinamentos, propõem mudanças. Tem uma grande missão: lembrar-nos quem somos; vem para despertar-nos dos sonhos materiais nos quais dormimos. Seu impulso espiritual nos estimula a fazer, a dizer e a atuar.
São as Crianças de Hoje, As Novas Crianças. Grandes seres espirituais brincando de ser criança.
O amor os impulsiona, busca mudar a terra, mudar o homem, transformar a realidade.
Quem quiser reconhecer estas crianças, simplesmente olhe-os nos olhos, sua transparência e pureza desnuda a alma de quem os olha. Olham fixamente, de forma sábia e madura.
Quando se está de frente a uma nova criança, a emoção transborda o coração, dentro de nós desperta uma sensação de reverencia e respeito por ela.
No entanto, isto nem sempre acontece, muitos adultos estão tão imersos em seu mundo de problemas e preocupações, que estas crianças passam despercebidas. Porem, ainda assim elas atuam, atua ainda mais com essas pessoas. Caso seus olhares não encontrem eco, então batem as suas portas, e se ninguém corre para abri-las, permaneceram presentes até que alguém os convide a entrar.
Porem, a espera às vezes se alonga se faz eterna, e começam a esquecer o que vieram dizer.
A alegria e amor destas crianças podem chegar a mudar o mundo, mas suas auras estão escurecendo e se contaminando.
Necessitam de nós... Agora é tempo de abrir os olhos.
Veja a criança que está ao seu lado, e pergunte-se o que ela veio dizer-lhe.

A criança e sua alma de Mestre

Em casa, na escola, no dia a dia da vida, grandes almas afloram, espiam por trás de cada criança, nos fazem perguntas, nos fazem refletir, nos desafiam a mudança e logo se escondem e brincam estarem ausentes.
Isso é consciente na criança? Não, na maioria das vezes ela somente expressa o que sente, deixa fluir através dela a sua alma de Mestre.
Não é somente a criança que tem esta alma de Mestre, todos nós a temos, porem quanto mais vivemos, quanto mais medo temos, quanto mais repressões carregamos, mais nos distanciamos dela. Imaginem uma luz enorme que está dentro de cada um, mas que se encontra coberta por capas e mais capas; esta luz nos fala, mas quase não a ouvimos. Às vezes conseguimos conectarmos com ela, e chamamos ao que sentimos: “Intuição”.
Somos nós em planos superiores de sabedoria, é nossa alma Mestre.
A alma tem uma essência pura, e se caracteriza pela alegria.
Todos os seres que estão mais em contato com sua alma são alegres, e essa alegria é eterna. Não depende de acontecimentos externos ou coisas materiais. É a alegria do Ser, do Espírito, é uma alegria ilimitada.
Muitas pessoas vivem preocupadas por seu futuro, pelas dívidas, conflitos familiares, etc. Problemas e mais problemas cobrem esta luz, cobrem esta alegria.
A alma da criança esta intimamente ligada à seu corpo; por isso as crianças se expressa tão espontaneamente, são puras, inocentes, e vivem em constante alegria. Elas vivem em outra freqüência, em uma freqüência sem maldade, própria da alma. Quanto mais se proteja a união corpo-alma da criança, mais conheceremos sua essência. E quanto mais conectada esteja a criança a ela, mais o demonstrará. Ver-se-á feliz vibrando em harmonia com o seu meio.
No entanto, o que acontece se a criança não é compreendida a partir desta perspectiva?
O que acontece se o confrontamos a situações totalmente opostas as que ela vive por dentro?
Caso isso aconteça, a criança começa a desconectar-se, a distanciar-se de seu mundo de sonhos, de seu mundo sem maldade.
Surgirá a primeira capa que cobrirá sutilmente sua Luz.
Pode ser que esta apareça como um temor, tristeza, insegurança, ou o que for que o tenha ocasionado.
A criança, como consequência, começará a buscar fora, começará a explorar seu entorno, começará a exigir inconscientemente de seus pais.
Começará a descobrir a terra, a experimentá-la, a sentir-se um ser vivente nela. Sentirá sua luz e sua escuridão.
Quero esclarecer antes de continuar: que a criança sinta temores, inseguranças, tristeza, desalento, é praticamente inevitável. Porem não há por que alarmar-se, já que isto é necessário para que ela possa “fazer terra”, possa viver a realidade que há nela, possa superar seus pequenos desafios, e consiga sentir-se segura e firme nela.
É parte do crescimento.
Não quero dizer com isso que é preciso manter a criança em “caixa de cristal” e não deixá-la Ser, não deixá-la explorar por temor a “desconexão”. O que me refiro quando digo que “a criança se confronta com situações opostas a sua natureza”, é relativo ao confronto de situações pelas quais passa a criança e que são totalmente evitáveis, por exemplo, quando a criança é testemunha de briga dos pais, ou vê na TV programas violentos, quando não ouvido, quando é ignorado, maltratado, exigido alem de suas capacidades como indivíduo, e muitas outras situações.

Estas são as primeiras dores que a criança sente quando começa a baixar na terra. Dores naturais é a dor da queda que o ajudará a crescer. Quando começa a acontecer isto, a criança recorrerá primeiramente aos pais.
Eles são o mundo das crianças agora. Irá pedir-lhes com o sem palavras que a protejam, que a sustentem até ela tenha a firmeza suficiente para sustentar-se. No entanto, nem todos os pais escutam este pedido. Nem todos sabem do que a criança necessita. Quando é assim, muitos pais respondem a partir do eles não tiveram em sua infância.
Há uma lista enorme de “coisas” carentes de sentido profundo que um pai pode dar a seu filho quando não sabe realmente o quê dar. Por exemplo, lhe comprará os melhores jogos, o porá de frente a TV, o encherá de does, guloseimas, o enviará a “melhor” escola onde aprenderá tudo o que ele não sabe. O encherá de estímulos, pensando que o acalmará, quando o que acontece é deixá-lo mais vazio e com mais necessidades, porque agora a criança terá mais desejos de ter. Muitos pais vêem seus filhos chorar, queixarem-se, ansiosos e desconfortáveis em algum lugar físico, e a primeira coisa que atinam é acalmar urgentemente esse estado.
Como o fazem ou crêem que podem fazê-lo?
Comprando-lhes coisas. A criança chora e para que se acalme lhe compram o que a criança escolha, o que quer que seja para não escutar o que a criança está dizendo. A criança com seu pranto desperta o próprio vazio dos pais. Então, não é por maldade que não lhe oferecem o que a criança precisa, mas porque eles não sabem. Eles também têm carência e insatisfação interna constante, e acreditam que tendo coisas materiais, este vazio será preenchido. Não conseguem perceber que sempre quererão mais e mais. O desejo de coisas materiais não tem limites, o homem nunca está completamente satisfeito, e persegue uma meta atrás da outra.
Quanto mais tem mais necessita, porque a verdadeira causa desse vazio não é a carência material, mas a desconexão com a alma, a desconexão com essa alegria imodificável do Espírito. Os desejos externos nos tiram do Jardim do Éden interno, oferecendo-nos falsos prazeres que unicamente remendam a felicidade da Alma. O problema não é ter coisas materiais, mas que com estas, se busca substituir a felicidade que só é proveniente da conexão com nossa verdadeira Essência.
A partir desta carência um pai atua sem compreender a criança verdadeiramente.
A criança se tornará agressiva, gritará, será rebelde, brigará com os demais por ter mais. Começará sua confusão, acreditará que ela também precisará ter mais para ser feliz.
E qual é a raiz desta ira? A falta de contenção e conexão verdadeira. Devo esclarecer que não considero um “equívoco” que um pai presenteie seus filhos com jogos, alugue um filme saudável para ver ou lhe compre guloseimas de vez em quando. Repito, o que não devem fazer é substituir com estas coisas as verdadeiras necessidades da criança.
Nenhum extremo é benéfico, um equilíbrio saudável é tudo
Então, o que devem dar os pais a criança? O que pede a criança?
·        Presença. Presença não só física, pelo contrário, às vezes um pai pode parecer estar muito “presente”, mas na realidade não está. Por exemplo: um pai que exige muito da criança porque quer “o melhor” para ela, o oprime, o sufoca com suas perguntas e “seu interesse” em saber se tudo esta em ordem, e não se detém para escutar suas necessidades. Na realidade não está com seu filho, não o conhece, não sabe o que precisa. Simplesmente não o pergunta. Este pai não está presente. Outro exemplo menos evidente de um pai “presente” que não está, é aquele pai que quando a criança lhe pergunta, lhe conta, lhe fala, ele só quer silêncio, estar tranquilo, descansar, não tem tempo para questões infantis. Aqui o pai tampouco está. Presença é estar de corpo e alma com a criança, é interessar-se verdadeiramente.
·        Com relação ao anterior, o que um pai deve dar então, é a escuta. Quando a criança fala, conta seu dia, suas aventuras, ou lhe pergunta sobre suas inquietudes (sejam para o adulto, insignificantes ou não); este deve escutá-lo com todo seu ser, com toda sua essência, com seu corpo. Ponha-se no lugar da criança, tenha real interesse por suas preocupações. É importante que seja um interesse sincero, que surja do seu coração, de nada serve se for de outra maneira. Isso é escutar presente. Isso é amar a criança, amar a este Ser pequeno e grande que precisa de seu guia. Guie-o presente, não perca a oportunidade que o universo lhe deu.
·        Segurança. É importante transmitir-lhe segurança. Mantenha seus medos porta adentro, conserve-os para trabalhá-los com você. Dar-lhe segurança é igual dar-lhe Confiança. Demonstre-lhe que confia nele. Como pode demonstrá-lo? Com pequenas ações, por exemplo, deixe-lhe algumas atividades sob sua responsabilidade. Dê-lhe tarefas para que realize, mas tarefas pelas quais ele já tenha pedido para realizar, e você anteriormente não lhe permitiu por causa de seus temores. É claro que não me refiro a que ele tenha pedido para acender uma fogueira e você o permita. Você sabe a qual atividades eu me refiro. Vou dar um exemplo para que fique mais claro: as crianças adoram cozinhar. Se a criança quer ajudá-lo, dê a ela uma tarefa simples, e se for necessário explique como realizá-la, em seguida deixe-a. não fique olhando, não se intrometa no que ela faz, não o “ajude”. Se fizer bem ou mal não importa. CONFIE NELA. Se não confia, ela notará e perderá sua confiança e interesse em fazer. Perderá confiança em SI.

Você poderá considerar isto um exagero, que uma criança possa perder a confiança em si mesma diante de algo tão insignificante. Pense nisto: O universo da criança é sensível a cada ato nosso, a cada emoção que lhe transmitimos com nosso olhar e com nossas palavras. Seu Ser percebe tudo. Se não confiamos, elas perceberão. Aprecie tudo que ela faça. Não coloque seu foco no que ela possa ter feito de errado, mas na intenção ao fazê-lo.

·        Aprecie suas conquistas. Se a criança realizou bem alguma tarefa, o surpreendeu com algo: felicite-o, estimule-o, admire-o. Isto também gera confiança em si mesmo.
·        Os pais devem dar-lhe ferramentas para Expressar-se.
·        Devem saber quando “ceder” e quando por um limite saudável.
·        Os pais devem deixar que a criança seja criança.
Os primeiros 6 pontos, os veremos mais detalhadamente na próxima etapa.
Agora sinto que é importante tratar o ultimo ponto: “Os pais devem deixar que a criança seja criança”.
Passo a explicar o que quero dizer com isso.

A criança e a espiritualidade

Há muitas teorias que falam de crianças Índigo e Cristal.
Podemo-nos perguntar: Quem são as crianças Índigo? E quem são as crianças Cristal?
Ou também, podemos perguntar: O que é a energia Índigo? E o que é a Energia Cristal?
Prefiro enfocar o tema mais do ponto de vista da energia do quê de crianças, porque desta maneira o despersonalizo, e poderei falar não só das crianças, como também dos adultos.
Na terra há almas de todos os níveis evolutivos, razão pela qual existem diferenças abismais em interesses, gostos, afinidades entre uma pessoa e outra.
Quando digo “Índigo e Cristal”, falo das energias que trazem os novos seres, e quando digo “novos”, não me refiro a idade, mas as almas novas que estão hoje na terra.
Portanto estes termos não nos falam somente de crianças, mas de todas aquelas pessoas, não importando a idade, que vieram com um propósito bem definido, e a energia que trazem os ajudará a concluí-lo. São seres com uma energia diferente, nem melhor nem pior, só diferente, porque todos os seres são igualmente importantes e necessários no mundo, se cada um cumpre com sua parte e não se esqueça a que veio.
Estes seres novos estão neste mundo, mas muitas vezes se sentem estranhos a ele, sentem uma grande melancolia porque sabem que há algo mais e não sabem como alcançá-lo. São seres que se angustiam ao ver o mundo como está, e buscam as possibilidades de mudá-lo.

A Energia Índigo

Muitos seres que hoje estão na terra têm essa energia.

É uma energia rebelde, questionadora das massas, rompedora de estruturas familiares, culturais, religiosas. São seres que não se adaptam a modelos pré-estabelecidos, sofrem quando são classificados de alguma forma, e o modo que encontram para defender-se disso é através da rebeldia. Estes seres querem diferenciar-se, lutam para não ser iguais a todos.
Estão despertos, muitos conscientemente, quer dizer, sabem o que querem, aonde vão e o que vão conseguir. Aceitam as escolhas dos demais ainda que não estejam de acordo com elas, porem estão firmes no seu propósito. Outros estão despertos também, mas não são conscientes da energia que trazem, e muitas vezes a desperdiçam querendo mudar aos demais ou aos lugares onde se encontram. Desperdiçam sua energia e potencial, tentando mudar a vida dos outros forçadamente.
Como reconhecer um adulto com Energia Índigo?
É muito simples, não ficara parado ante uma injustiça. Em seu trabalho, por exemplo, não baixará a cabeça para seus “superiores”, defenderá sua postura se a crê justa para ele e para os outros. Não se deixará enganar, não mentirá, e se o fez foi por alguma inconsciência do momento, não se perdoará facilmente e buscará remediar o erro.
São seres leais. Idealistas e defensores do bem comum. A energia Índigo é extremamente necessária no mundo em que estamos vivendo, mas às vezes, estes seres se identificam tanto com o “sou rebelde e brigador”, que não conseguem encontrar caminhos para solucionar os problemas que se lhes apresentam.
Precisam encontrar o equilíbrio, e atuar com a energia certa para cada situação, nem sempre com a mesma. E por sua vez, devem aprender a usar outras ferramentas, outros dons que trazem para desenvolver. Se somente agem pelo impulso de identificar-se com o “sou rebelde e brigador”, não deixará de ser um personagem a mais de tantos outros com os quais os humanos se armam, por temer mostrar-se como são.
A energia Índigo, como disse anteriormente, é necessária muitas vezes, mas não sempre.
O mundo está pedindo outra coisa, pede equilíbrio, pede a rebeldia somente quando é necessária, e a humildade para poder encontrar-se com o outro, coração a coração, alma a alma, sem personagens intermediando.
Precisa-se paz, não de guerra. Precisa-se de amor, não de conflitos.
Então, esta energia pode ser justiceira, mas amorosa. Um ser Índigo pode ter um guerreiro dentro de si, mas um guerreiro espiritual, não um guerreiro do ego.
Se você se sente identificado com estas características, observe-se no seu dia-a-dia. Perceba quando agir impulsivamente sem parar de sentir a sabedoria de sua alma. Seja uma pessoa autentica. Defenda o que sente, mas sem desestabilizar-se, sem perder seu centro de equilíbrio. Não entregue toda a sua energia, somente no que cada situação solicite.

As crianças Índigo ou a energia Índigo das crianças

Uma criança com esta energia exigirá de seus educadores, professores ou pais, não ser visto como mais um no meio de um montão; exigirá formas dinâmicas de aprender. Irá querer todas as respostas, e não só isso, irá querer escutar a verdade sempre. Estas crianças são muito exigentes consigo mesmas e com seu meio ambiente. Contam com um excesso de energia que faz com que frequentemente não encontrem os melhores meios para exigir o que merecem. Quando se encontram inconformadas com o que lhes oferecem, facilmente se desviam para a rebeldia ou agressividade. Não aceitam ordens impostas, e quando encontram-se diante de pessoas autoritárias, se mostram desinteressadas e questionadoras. Não aceitam um “Não porque não”.
Quem quer chegar verdadeiramente a alma destas crianças, deverá “conquistar” este privilégio. Não é muito simples conquistar o seu amor, nem acalmá-lo facilmente. Deverão escutá-lo, vê-lo, compreendê-lo sinceramente, e aí o conhecerão. Ele se entregará ao adulto, quando o adulto se entregar a ele. Estas crianças não gostam de ser tomadas com criancinhas que nada entendem e que nada sabem, irão querer uma relação simétrica, onde todos se respeitem a partir do lugar que ocupem. Gostam de brincar, e aprenderão brincando.
Defenderão outras crianças de aparência “mais débil” que elas.
Eles vão ficar com menos, na intenção de dar aos demais. Estes novos seres desfrutam plenamente da natureza, possuem uma conexão e percepção dela que ninguém ensinou ou pôde ensinar.
Sensíveis, mas não débeis, porque a energia que trazem os ajudará a enfrentar o mundo.
Amorosos, determinados, e às vezes, muito materiais.

Como reconhecer a um adulto Cristal?

Sonhadores, sensíveis, com o coração aberto ao mundo.
Leais e sinceros.
Sabem o que querem, mas é difícil encontrá-lo neste mundo.

Falam de amor, mas poucos os compreendem.
Às vezes se sentem sós, porque não encontram o parceiro, os amigos ou familiares com quem compartilhar o que trazem.
 Muitas vezes não são compreendidos, são tomados como pessoas indefesas e de baixa auto-estima. Porem se sabe quem são, sabem defender-se, mas não como o faz a maioria. Não podem brigar, menos ainda fisicamente, pois não tem essa energia. Sabem internamente, consciente ou inconscientemente, que ao agredir os outros, agridem a si mesmos.
A energia Cristal demora a encontrar espaço no mundo.
Não se encaixam em empregos tradicionais, nem na universidade. Devem buscar novas possibilidades, do contrário se apagam se deprimem, lhes custa viver.
No entanto, é preciso lembrar-lhes que não se equivocaram em vir; a humanidade tem-se equivocado, ficou cega e muitos perderam a bussola para retornar ao lar.
 O mundo precisa destes seres. O mundo precisa de seu amor e sua mensagem.
Pouco a pouco os novos espaços se abrem para a energia Cristal. Cada vez são mais na terra e começam a unir-se. Não devem calar o que tem para dizer, não devem cruzar os braços, nem vender-se ao mundo.
Devem continuar defendendo o amor, e principalmente CONFIAR EM SI MESMO.  O universo os trouxe e os protegerá, NÃO ESTÃO SÓS.
Porem há que escutá-los, porque não gritarão, nem tampouco obrigarão alguém a escutá-lo.
São humildes de coração e puros de alma.
Os seres de energia Cristal, são um complemento para a energia índigo. Quando os Índigos abrem caminhos, os Cristais colocam as sementes que darão frutos de amor.
Cada um cumpre o seu propósito.

As crianças Cristal ou a energia Cristal das crianças

Intensamente sensíveis. Não suportam presenciar ou ver brigas, injustiças ou maltrato.
Frequentemente parecem tímidos e calados, mas quando falam, sabem o que tem para dizer.
Muitas vezes na escola, lamentavelmente são maltratados por crianças com outra energia, mas sempre haverá um Índigo para defendê-los.
São crianças profundamente espirituais, e encontram na arte o alimento espiritual que precisam para equilibrar-se. É por isso que a maioria destas crianças tem um grande potencial artístico a desenvolver, que bem estimulado servira como canal de expressão da alma. A arte lhes dá vitalidade, ânimo e energia. A musica, a pintura e a dança são seus canais para falar de si mesmo.

São de difícil adaptação em escolas tradicionais, sobretudo se estas não estimulam o potencial artístico que trazem.
São curiosos, amorosos e inteligentes.
Tanto o Índigo como o Cristal, muitas vezes percebem os estados anímicos e pensamentos das pessoas. Também absorvem facilmente as energias de seu entorno, pelas quais tem que ser cuidadosos e responsáveis ante elas.
Que maravilhoso é saber destas crianças e destes adultos!
Porem, inúmeras vezes esta pureza se vê apagada pela mente humana.



Tradução do Espanhol: sandraferris@globo.com



domingo, 28 de novembro de 2010

Tempos de mudança



No universo a única coisa que não muda é a mudança constante.”

 As mudanças planetárias
Na atualidade, o sistema solar esta submetido a distintas mudanças de vibrações que afetam diretamente nosso planeta.
Isto provoca manifestações que nos influenciam diretamente, como as mudanças climatológicas, topográficas, os movimentos das placas geológicas e a existência de lava por sob a corrente terrestre, entre outras. Porem, o mais importante é a nova freqüência eletromagnética que esta percorrendo a terra.
O planeta possui uma atração interna que se denomina magnetismo e que tem a função de manter “aderidos” os objetos sobre a terra. Este campo magnético se estende mais alem dos diferentes estratos atmosféricos, cobrindo e protegendo a vida dentro e sobre a terra.
Investigações científicas têm demonstrado que o magnetismo terrestre esta flutuando. Segundo estudos da NASA, os centros de Investigação Geológica e de Ciências Naturais têm descoberto que as mudanças no sistema solar têm produzido alterações e diminuição no campo magnético da corrente terrestre em grade escala.
Por outro lado, os cientistas tambem têm estudado e observado que a atitude da flora e da fauna esta mudando nestes dias... Tem visto que os animais estão modificando suas rotas e hábitos migratórios. Por quê? Eles descobriram que os meridianos de latitude e longitude que dividem o planeta de acordo com os pólos Norte e Sul e da geo-energia que circula entre eles, é diferente. Através de estudos geológicos se chegou a conclusão de que o eixo terrestre está se deslocando. Confirmando que os efeitos deste deslocamento impactam os costumes e os hábitos de todos os reinos sobre o planeta.
Nós humanos também sofremos os efeitos desta variação magnética, em nossa estrutura física e mental. As mudanças no planeta e no meio ambiente não só afetam as moléculas em nossos corpos, mas também os receptores  em nossos cérebros. Devido a que normalmente não termos consciência destas mudanças, os efeitos podem provocar em nós indecisão e instabilidade.
Trata-se então de entender o que está se passando em nosso corpo e com nossa energia, nestes tempos de mudança. 

Modificações na aura e nos chakras.
 
O Corpo físico produz bio-energia que gera um campo eletromagnético ao seu redor, denominado aura. Este já foi confirmado pela ciência, fotografado, calculado e medido. Este campo energético está diretamente vinculado ao campo geomagnético da terra. Portanto, qualquer mudança sobre a crosta terrestre se sentirá sobre o corpo físico e obviamente afetará as funções do sistema nervoso central. Como? Se dissemos que a gravidade da terra existe para manter os corpos sólidos sobre ela, esta gravidade e muito importante para os corpos que nela vivem, pois os prende fisicamente. Agora vemos que a porcentagem de gravidade e suspensão sobre a terra está variando e se dirige para a declinação da mesma. Por conseguinte, os corpos físicos têm menos residência gravitacional... Sendo assim, nos perguntamos: o que acontece a um corpo quando seu sistema nervoso tem menos pressão magnética?
Sente-se mais ligeiro, menos pressionado. Quando o sistema nervoso tem menos pressão corporal, é capaz de estabelecer maior contato com as glândulas superiores do corpo. As glândulas hipófise e epífise ao ter menor pressão gravitacional são capazes de segregar hormônios que favorecem as atividades psico-espirituais do indivíduo. Estas pequenas glândulas estão internamente conectadas com os chakras sexto e sétimo. Entre elas existe um canal pelo qual se comunicam e quando elas se desenvolvem apropriadamente, o cérebro e o corpo caloso se abrem mais e mais, dando assim, como resultado uma maior atividade nervosa seja celular ou funcional.
Por outro lado, quando a gravidade é menor, a energia bio-elétrica do corpo é maior, o que dá ao mesmo  e ao sistema nervoso, maior liberdade de atividade gerando uma maior velocidade vibratória. Esta circulação bio-elétrica favorece o corpo áurico da pessoa e por sua vez ajuda a expansão psíquica do indivíduo que por não ser adequadamente canalizada gerará bloqueios físicos, psicológicos e energéticos.
Por quê? Porque as mudanças estão produzindo nos seres humano uma maior circulação da energia nos chakras superiores de onde provem a informação dos planos sutis. Se os charas superiores não conseguem equilibrar-se com os médios e de base produzirá um desequilíbrio no sistema que ocasionará diferentes tipos de transtornos psíquicos. Seria como possuir uma grande antena de satélite recebendo milhares de canais de todo o mundo, conectada a um velho aparato de televisor branco e preto com capacidade para 4 ou 5 canais.
A energia do corpo funciona como um circuito eletromagnético, que depende da interação das polaridades, positivo (yang) e negativo (yin), que devem manter-se em equilíbrio para que a saúde psicofísica se manifeste.

 Causas e efeitos do desequilíbrio nos chacras 

Em épocas passadas quando o magnetismo planetário era maior, os seres humanos desenvolveram diferentes tipos de métodos para subir a energia para os chacras superiores, para dar um exemplo a meditação e o jejum era uma maneira efetiva de diminuir as raízes do corpo físico na matéria obtendo uma maior conexão com o sexto e sétimo chacras que são encarregados de conectar os planos de consciência superiores, o que é agora absolutamente perigoso e desnecessário, como disse anteriormente a energia tende a subir por si mesma, o desafio nestes tempos é manter-se conectado ao sutil sem tirar os pés da terra.
Geralmente os desequilíbrios energéticos nestes tempos super-estimula a percepção, porem deixa-nos insensíveis, isto é um dos desequilíbrios mais comuns nestes tempos.
Os chacras se desequilibram quando um indivíduo padece conflitos emocionais não resolvidos. Isto faz com que a região corporal associada com este chacra, incluindo seus órgãos e glândula se veja afetada por insuficiência do fluxo de energia sutil nutritiva. Se o bloqueio do chacra é crônico, no decorrer do tempo causará desequilíbrio celular e enfermidade.
Quando o corpo emocional do indivíduo apresenta uma alteração esta se traduz em um déficit no fluxo da energia vital que se manifesta através de um determinado chacra.
Outro fator de desequilíbrio é o stress crônico que se produz por não conseguirmos canalizar nossas capacidades ou por ter sofrido um fato traumático que altera o fluxo de nossa energia sutil. Por isso o estado de nossos chacras influi sobre nossos estados de ânimo e nossa conduta, devido aos influxos hormonais sobre a atividade de nosso cérebro.
Até algumas décadas atrás era muito comum que um transtorno emocional ou um trauma não resolvido derivasse numa depressão. A depressão do ponto de vista energético não é nada mais que um estancamento de energia entre os chacras que se situam por sob os pés até a boca do estomago e deste ponto de vista da energia se vê claramente a que se refere à frase “cair no fundo do poço”.
Nestes tempos quando a circulação da energia se bloqueia por causa de um transtorno emocional é mais comum percorrer o caminho oposto, ou seja, que comece a gerar uma sobrecarga de energia nos chacras superiores acarretando uma ampla gama de sintomas que confundem os especialistas  que desconhecem o plano energético.

  Mudanças na energia do corpo

 “O que você não pode saber em seu Corpo não o pode saber em nenhum outro lugar”.   
Os Upanishards


Nosso sistema nervoso e eletromagnético, ao ser mais leve, com menos pressão, favorece para que a atividade psico-espiritual seja maior dentro da consciência dos seres humanos. Isto gera alterações físicas para que o paralelismo psíquico, físico e espiritual tome realidade.
Entre os sintomas mais frequentes encontramos:
Repentina rejeição por pessoas e ao meio ambiente: uma pessoa considerada anteriormente sociável e ativa, de repente se dá conta que não pode suportar centros comerciais ou ambientes onde se encontram muitas pessoas.
Incremento das habilidades psíquicas e da percepção; frequentemente se manifesta na habilidade de quase “ouvir” os pensamentos s sentimentos dos outros. Isso pode ser desconcertante se a pessoa imaginar que os demais também podem ler seus pensamentos e sentimentos.
Alem disso, também se desenvolve uma extrema sensibilidade as energias negativas ou a certos ambientes ou pessoas, incluindo a capacidade de tolerar certas pessoas que antes eram próximas.
Esta sensibilidade pode levar a ataques de pânico ou ataques de ansiedade. Isto pode acontecer a qualquer momento, inclusive quando a pessoa desperta durante a noite. Com freqüência não há razão efetiva para sentir o ataque, porem repetidas vezes tentará encontrar uma causa.
Outro motivo notório é o aparecimento de ansiedades obsessivas. Por exemplo, a sensação quase real de que tudo está por desaparecer, o mundo e os seres humanos.
Surge uma obsessiva necessidade de entender o que está acontecendo, o que conduz para que a mente se torne hiperativa e a pessoa tema ter-se perdido ou sofra de “esgotamento mental”. Alem do mais, se manifesta o temor de estar se tornando demente e de ser incapaz de enfrentar a vida cotidiana no futuro.
Também surge a depressão sem razão, ou relacionada com o estado de crise.
Às vezes os padrões de sono se desordenam. Podendo aparecer três ou mais interrupções em uma noite, ou em torno das 3 horas da madrugada. Também se manifestam sensações de estranhas ondas de energia elétrica através do corpo. Muitas vezes estas energias estão assistindo o processo de “reconexão” do corpo para que seja capaz de transportar energias superiores.
É comum que também apareça a desorientação ou o sentir-se “fora de lugar”. Isso é devido a mudança vibratória do planeta.
Geralmente observa-se o aumento do apetite e o conseqüente aumento de peso. Isso é porque o corpo necessita grandes quantidades de energia para fornecer-lhe força ao processo. Ou também, a diminuição total do apetite por falta de contato entre o corpo físico e o corpo energético.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sobrecarga Energética e Índigos




Muitas vezes estas crianças têm problemas para adaptar sua vibração ao corpo físico e isto se reflete no excesso de energia que necessitam canalizar para poder enraizar-se. Se isto não acontece, a criança se mostra hiperativa, com conduta equivocada, distraída, etc.

Esta vibração mais elevada também faz com que frequentemente, estejam percebendo e focalizando planos mais sutis e dessa forma, aparentando não estarem conectados com o que acontece ao seu redor.

Isso faz com que não possam conectar consistentemente com a mente linear ou a realização de objetivos lineares, demonstrando falta de atenção já que sua energia esta concentrada em um plano diferente.

O que necessita é ser estimulado para interessar-se também pelo que ocorre em seu entorno, dado que suas características lhe permitem receber estímulos de forma múltipla, quer dizer, realizar várias atividades de uma vez.

Na escola, a fonte principal de informação é geralmente a professora e há uma seqüência linear para fazer as coisas, o que lhes provoca uma necessidade de descarregar a energia que não utilizam, seja levantando-se de seus assentos, aborrecendo seus companheiros ou falando constantemente.
A educação precisa ampliar seu espectro para conter estas crianças, dando-lhes opções para o desenvolvimento da classe e tomando em conta suas opiniões e necessidades, transformando assim o ensino num processo co-criativo entre o professor e os alunos. Por outro lado, estas crianças necessitam estabilizar sua energia e é importante que descubramos qual é a forma adequada para cada um.
Devemos ter em conta sua alimentação, seu meio familiar, a possibilidade de ter uma conexão com a natureza, e uso de visualizações, meditações e exercícios físicos adequados, etc. Que lhes permita enraizar toda esta energia sem bloquear sua capacidades inatas.

Monografía creado por Esquina Mágica . Extraido de: http://www.esquinamagica.com/articulos.php?idar=540&id1=41 
Fonte:

Tradução: sandraferris@globo.com

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Vibração Índigo


POR NINA  LLINARES

Há pouco tempo atrás, talvez de dois anos para cá, se começou a falar de Crianças Índigo, também chamados de Crianças das Estrelas. Em diferentes países, em diferentes continentes este interesse por sua vez, se expandiu e se difundiu através de todas as correntes denominadas “Nova Era”.

A própria expressão “Crianças Índigo”, impacta, desperta o interesse, motiva a toda pessoa que se relaciona com crianças... Por quê?

Porque todas as pessoas têm presente um fato comum: nossas crianças sejam filhos, sobrinhos, alunos ou pacientes... São diferentes; isto é um fato. Todos nós percebemos isto.

E ao ouvir este termo, nosso coração e nossa mente recebem uma mensagem não racional: Associamos este termo “Crianças Índigo” com as características não comuns de nossos filhos e queremos saber mais... Esperamos nesta expressão a resposta sem perguntas a:

Será que define a... um filho... um sobrinho… um neto… a meus pequenos alunos... meus pacientes quando me falam das peculiaridades de seus filhos?...
E prestamos atenção. E nosso olhar vai mudando e enchendo-nos de brilho.
E nosso coração abre o arquivo da compreensão: Sim, é isso, finalmente alguém está me falando de algo que me é familiar, conhecido.
Pois a expressão Crianças Índigo engloba mais, muito mais porque quando nós, os adultos, lemos, escutamos, nos interessamos pelas características destas crianças, descobrimos algo maravilhoso: ERAMOS ASSIM EM NOSSA INFANCIA.

Sempre me perguntam: Você acredita que eu posso se índigo mesmo tendo 18 anos, 20 anos, 30 anos, 50 anos?...

SIM, É CLARO!!!

As Crianças Índigo já têm intrínseca uma maturidade emocional que lhes faz distinguir naturalmente o que pertence ao material, o que vêem seus olhinhos abertos e o que é sutil (o que percebem seus olhinhos) quando enfocam o olhar de outra maneira, olhando sem ver, sentindo a todo o momento o que é de uma realidade ordinária e o que é mais alem da realidade ordinária. Para elas tudo isso é normal.
Para nós, para todos os que estão aqui, O FOMOS, por isso recordamos, de alguma maneira lembramos através do sentimento.

O que aconteceu é que nossos pais não eram conosco como somos agora com nossos filhos.
Para nossos pais, o mais importante era educar-nos com normas de sobrevivência, quer dizer: que tivéssemos segurança, que procurássemos uma carreira ou profissão segura e que tivéssemos cobertas nossas necessidades materiais. Tratavam-nos como o que éramos: crianças sem direito a opinar sobre coisas de adultos, crianças a quem se tinha que educar para que seguissem uma engrenagem de NORMAS socioculturais.

Porem, todos nós éramos os precursores das Crianças Índigo: não éramos “normais” éramos BUSCADORES, não sabíamos o que buscávamos.
 O resultado desta busca não está acabado... Evidentemente... Por isso estamos aqui hoje.

A Frequência Índigo é uma vibração elevada que contagia de claridade, harmonia, profundidade, solidariedade e paz tudo quanto há de material, de denso e excessivamente solidificado ao seu redor. E para isso, com dizia, somente temos que permitir que esta criança das estrelas que vive e viverá para sempre dentro de nós mesmos, se expresse e desfrute realizando o que realmente veio fazer aqui neste planeta maravilhoso, planeta Azul, Azul Índigo, dando um salto frequêncial necessário para este planeta deixe de ser uma escola de aprendizagem através da dor e recupere em perfeito equilíbrio e harmonia seu autêntico lugar evolutivo: onde se possam aprender muitas, muitas coisas através da consciência e não através da dor, da limitação.

Se você quer elevar sua vibração, ser mais consciente de sua vida, da vida e de si mesmo, terá que desbloquear todo o potencial que trouxeste nesta via para converter-se em um vórtice de vibração de cura.
Deixa que se expresse teu potencial Índigo, tua criança Índigo, tua herança das Estrelas, se encontra em você: não esta fora e ninguém tem mais ou menos que você. SOMENTE TEM QUE DESBLOQUEÁ-LO.
As técnicas que aplico estão detalhadas em meus livros de Massagem Atlante e não são exclusivamente para Índigos; é mais, na maioria das vezes, a pessoa interessada por este tipo de técnicas, seja como aluno ou como paciente, não sabe que é Índigo; só sabe que está seguindo uns “sinais”.

 Tradução: sandraferris@globo.com 


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Para que uma criança floresça



Juan Ángel Moliterni

Ao longo da minha vida tenho aprendido que o dinheiro vem e vai, mas a moral e a ética vem e cresce. Todo educador, desde tempos imemoriais, tem enfatizado que a verdadeira educação deve formar o caráter do estudante. De fato, dizem que a finalidade da educação é o caráter. Tem-se tratado de definir a palavra caráter de muitas formas, por diversos experts, filósofos, educadores, entre outros, mas eu defino o caráter como unidade de pensamento, palavra e ação. Não há dúvida, portanto, de que a finalidade do processo educativo deve ser a integração do ser humano. E são os valores humanos, como o amor, a verdade, a retidão, a paz e a atitude pacífica que simbolizam a integração de pensamento, palavra e ação que se define como caráter e que é, por sua vez, o objetivo da nova educação.
O valor do indivíduo depende de sua cultura, e esta depende da educação. À medida que a humanidade começa a interatuar de forma mais consciente e espiritual, a cultura do ser humano começará a acelerar-se para chegar a uma forma espiritual completa, global e vital. Desde os tempos mais remotos, sempre existiu uma comunidade de seres evoluídos para dar a conhecer aos homens sua verdadeira missão. Então, surgiu a educação que tem como objetivo dar a cada um seu verdadeiro valor, sem pretender canalizar os espíritos.

Aproximar-se de uma criança é como aproximar-se de uma delicada rosa.

Centenas de estudos mostram que a forma com que os pais tratam a seus filhos – seja com uma disciplina dura ou uma compreensão empática, com indiferença ou carinho -, tem conseqüências profundas e duradouras na vida emocional do filho. Os três ou quatro primeiros anos de vida são uma etapa na qual o cérebro da criança evolui em complexidade a um ritmo maior do que jamais alcançará.
Durante este período a aprendizagem emocional é o mais importante do que tudo. O pior que se lhes pode fazer é absorver-lhes a energia corrigindo-os. Por isso, sempre devem ser incluídos nas conversações, em especial nas conversações sobre eles. Cada adulto pode concentrar-se e prestar atenção somente a uma criança por vez. Se há demasiadas crianças para a quantidade de adultos, estes se vêem enfastiados e são incapazes de dar suficiente energia. Os filhos começam a competir entre eles pelo tempo dos adultos. Nem toda energia tem que ser proveniente somente dos pais. De fato, é melhor que não seja assim. Porem, independentemente de quem cuide das crianças, a questão é dedicar-lhes essa atenção um a um.
Para que uma criança cresça e floresça, necessita amor, aceitação e elogios. Às crianças (como os adultos) se podem mostrar maneiras “melhores” de fazer as coisas sem fazer-lhes sentir que a forma com que as está fazendo é “errada”. A criança que leva dentro de si também segue necessitando de amor e aprovação.
Quando se sentem bem é quando fazem tudo melhor. Desenvolvem-se maravilhosamente.
Estas são as palavras que as crianças querem ouvir, porque fazem com que se sintam bem:
-         Amo-te e sei que estás fazendo o melhor que podes.
-         Você é perfeito, tal como é.
-         Cada dia que passa você se torna mais encantador.
-         Estou de acordo com você.
-         Vamos ver se encontramos, juntos uma maneira melhor de fazer isto.
-         Crescer, mudar é divertido e podemos fazê-lo juntos.
Lembre-se que a verdade sempre pode expressar-se no nível de compreensão de uma criança. Somente requer um pouco de reflexão. A educação de crianças começa com a educação dos pais.
Em cada criança há um criador que é preciso despertar e levar a ação. A informação básica que temos que dar como educadores é fazer a criança entender que ela não é seu corpo, mas que o corpo é uma propriedade sua. Temos de fazer-lhe entender a ciência do homem, quer dizer, o que é e o que tem.
Temos amor, temos sabedoria, temos mente, desejos, um Corpo, roupas, propriedades, uma conta no banco, tudo isto é o que temos, mas o que temos é diferente do que somos. O que somos se chama alma, e tudo o que temos como conhecimento, sentidos, mente e corpo, são veículos através dos quais atuamos. Esse entendimento é o que primeiro se deve dar as crianças.
Também devemos dar-lhes o entendimento de que é importante que seu corpo e mente colabore com elas; é o que se chama “educação relativa a formação”. Temos de dizer às crianças que sua mente e seu corpo devem ser capazes de fazer o que elas queiram, e isso é muito fácil quando são crianças, mas é mais difícil quando são um pouco maiores. Analogamente, se trata de uma planta que podemos curvar quando queremos, mas uma vez esta planta tenha se convertido em arvore já não podemos fazer nada.
Se dermos detalhes relativos a mente, os sentidos, o corpo e a necessidade de alinhar-nos, e se lhes dermos alem de tudo uma educação certa de como usar o corpo, como usar os sentidos e como usar a mente, se lhes dermos estas instruções simples, aos vinte e um anos serão pessoas “formadas” (N.T:integradas).
Temos de dar-lhes informação sobre o ser humano e dizer-lhes quais são as conseqüências do comer muito e as vantagens de comer uma comida adequada a horários regulares; também podemos dizer-lhes que quando quiserem algo tem de dizer antes “por que o querem”, e assim se lhes desenvolverá o discernimento. Devem ser capazes de perguntar a si mesmos se precisam disso de verdade. As crianças não são tão pessoais como os adultos e se mantém sempre um pouco impessoais. Podemos fazer que a criança se faça esta pergunta: “eu preciso de verdade?” e se a criança pode se perguntar isso será capaz de obter uma resposta; é um bom exercício para o discernimento.
Também podemos dizer-lhes da importância de falar e ter cuidado de que falem somente quando for necessário, porque estas são as coisas difíceis de conquistar quando maiores. Quando se põem os sentidos a uso nocivo, é o corpo que se coloca ao uso inadequado, o mesmo funciona para o falar e a mente, pois mais tarde é muito difícil colocar-lhes em ordem outra vez, por isso o alinhamento-equilíbrio é um processo difícil depois dos vinte e oito anos. Faremos o bem de verdade às crianças se lhes dermos este tipo de conhecimento entre os sete e vinte e um anos. Neste período se podem desenvolver tudo o que foi dito.
Outra coisa importante que temos que dizer-lhes é que é melhor cooperar que competir. Normalmente, como pais os fazemos competir e por isso suas vidas estão cheias de tensões e sofrimentos, porque há sempre pessoas que estão na frente deles e é uma corrida constante (produto de comparação).
Estão sempre correndo na vida, porem nunca estão satisfeitos se tem que correr atrás das coisas em competição. Há gente que sabe estudar melhor, gente que tem melhor trabalho, outras que ganham mais dinheiro, outros que tem a parceira mais bela ou filhos mais preciosos ou melhores propriedades. Em cada aspecto da vida há pessoas que tem melhores coisas que outro; pode ser que na realidade não tenham mais, porem a nós nos parecerá que tem as coisas melhor que outro, segundo a crença de que “o pasto do vizinho” é sempre mais verde. A competição é um processo de tratar de “ser mais que o outro” e nunca satisfaz.
É uma atividade terrível que encontramos no planeta: correr atrás das propriedades ou do dinheiro, atrás da fama, da fortuna, do poder e do amor egoísta. Tudo isso é um aspecto da competição e uma vez que estejamos dentro, veremos o nosso colaborador como inimigo. A competição sempre traz destruição. Podemos contar e ler para as crianças pequenas histórias que falem da competição, inclusive pode inventá-las e contá-las.
Isso é muito importante para que não se acostumem ao sistema de competição, mas que aprendam o espírito de cooperação. Mediante a cooperação entenderam melhor as coisas da vida. Isso é o que temos que fazer com as crianças para começar. É um triângulo de necessidades: o primeiro a fazer é que compreenda corretamente o funcionamento de sua própria constituição (máquina humana); o segundo é ensinar a importância de falar corretamente e o terceiro é ensinar o espírito de cooperação. Podemos trabalhar com este triangulo inicialmente e se isto se enraíza nas crianças, elas farão o resto quando estiverem maiores.
A escola na nova era de Aquário deve ser totalmente uma comunidade de aprendizagem informal, onde um grupo de pessoas se reúne, informalmente para compartilhar idéias e aprender uns com os outros (os mestres do aluno e os alunos do mestre. E onde os livros sejam interativos; quer dizer, onde às vezes aprendes deles e em outras agregas a eles). Pessoas que desempenham séries similares ou buscam um resultado compartilhado. Podem ser os simpatizantes da mesma equipe de futebol ou os simpatizantes de um grupo musical... Talvez não tenham demasiadas coisas em comum, mas tem um alto interesse no assunto específico que os une e querem compartilhá-lo. O processo de aprendizagem principal nestas escolas se produz mediante a ação de compartilhar histórias, relatos, conceitos, conhecimentos e experiências.
Para um estranho, esta aproximação pode parecer de pouco valor. No entanto, é de fato mais poderosa que as formas tradicionais de ensinamento. Não só porque o resultado é muito agradável, mas por influenciar a compreensão dos fatos e, portanto, ajudar a ilustrar o conhecimento e impulsionar o desenvolvimento de cada pessoa. Na nova educação frequentemente recorremos ao humor, a ironia, a emoção e a metáfora para visualizar diferentes cenas. Estes elementos facilitam a transferência geral do conhecimento sem demasiado esforço e muito mais efetivamente que outros métodos formais.
Se os pais querem compreender seus filhos e ajudar-lhes a desenvolver segundo as linhas traçada pelas tendências cósmicas naturais, a manterem-se em harmonia com a personalidade cósmica recebida no nascimento e, portanto, assegurar-lhes maior felicidade e maior êxito, terão que compreender muito bem a natureza interior de seus filhos, sem ter em conta as características temporais que podem mostrar por contato com outras crianças, pelo instinto de imitação ou outra influencia exterior.

Fonte: Consciência Índigo: Futuro Presente


terça-feira, 9 de novembro de 2010

Novos Rumos para a educação - Parte 2

Outras maneiras de aprender

Definitivamente, apresentam outras maneiras de aprender e de ser. Na Fundação INDI-GO e nos estabelecimentos de educação alternativa que visitamos, temos observado, até agora, que as crianças e jovens da nova geração, em geral:
- Trabalham melhor em pequenos grupos. Se “enjoam” e se sentem agoniados em grupos grandes, tem dificuldades se há muito ruído, comoção, confusão. Parece que são fortemente sensíveis ao meio, especialmente do entorno emocional (agitações, gritos, tom de voz, confusão dos adultos). Sua energia se desestabiliza muito rapidamente, porem podem também reconstituí-la rapidamente (por exemplo, com tão somente sessenta segundo de Reiki).
- Também, às vezes fluem melhor com um tutor individual. Conhecemos pessoalmente a dois irmãos que não puderam nem ler nem escrever em sua escola, apesar desta ser de prestígio. Tiveram que aprender em casa com um tutor individual e exclusivamente mediante jogos, caça-palavras, sopa de letras. Em três semanas, não somente aprenderam a ler e a escrever, como começaram a compor suas primeiras poesias e fábulas. A professora particular, que também era vizinha e muito amiga das crianças, nos explicava: “primeiro tinha que escutar a criança durante meia hora, contando-me tudo que havia descoberto na semana, suas novidades, o últimos animal que havia visto no Discovery Channel, seu último experimento. Em seguida, somente podíamos trabalhar-jogar, e só escolhendo temas que sabia que lhes fascinavam. Porem, pude certificar que estas crianças, apesar de seus supostos fracassos escolares eram brilhantes, velozes e totalmente inteligentes”.
-   Necessitam momentos de completa solidão para “recuperar” sua energia.
-   Alguns são muito rápidos em tudo que fazem (e os adultos pensam que tem déficit de atenção!). Segundo professores, frequentemente, depois de ter dado a seqüência de passos para obter um resultado, algumas crianças chegam ao resultado final saltando-se certos passos ou as vezes todos. Outros usam seus próprios métodos, que não foram explicados em aula, chegando ao resultado correto.
-   Preferem ver “o grandioso”, lhes interessam os problemas do mundo e se preocupam com problemas sociais, políticos, ambientais. Conhecemos várias crianças, entre 6 e 10 anos, que querem criar sua própria Fundação para ajudar as crianças de rua, outros que querem ajudar os idosos, ajudar ao meio ambiente, salvar todos os cachorros vira-lata, salvar as florestas, baleias, golfinhos, mudar a sociedade e a economia, descobrir outra fonte de energia, entre outros temas.
- Desenvolve-se melhor se estão em contato regular com a          natureza, lugares “de poder”, lugares históricos, e com os elementos, especialmente a água (“renovam” suas energias, “despertam-se os códigos e a memória celular” e abrem-se “canais”).
-   A matéria estudada tem que ser de interesse[1] para eles, prática e com um resultado final imediato (como por exemplo, é o método William Kilpatrick[2]), do contrário se irritam totalmente.
-         Caso se trate de um experimento e/ou um jogo, melhor ainda.
Um conselho para os pais: em caso de mudança de escola, buscar a nova com a criança e perguntar-lhe como a “sente”. Isto não significa que é a criança que manda ou que manipula os pais, mas, que ao final, é ele que vai passar toda a sua infância e talvez quase a totalidade de sua juventude neste estabelecimento, então, é melhor que seja de seu agrado... Isto evitará muitos problemas no futuro.

E em casa?

É preciso entender que o exterior nem sempre é fácil para seu filho Índigo, seja com os amigos ou na escola... Por conseguinte, é importante que, pelo menos em casa, seu filho encontre um lugar seguro, cômodo e de paz física, emocional, psíquica e espiritual; onde a criança ou jovem possa contar com amor e apoio incondicionais e tenha um espaço próprio para “recuperar” suas energias, sem interferências, gritos nem reprimendas. Ficará muito agradecido, lhe demonstrará muito afeto e colaborará com você. É primordial entender que, se estão juntos, é para viverem bem primeiramente.
Tanto as crianças pequenas como aos jovens, lhes encanta tudo o que está vinculado com o fogo, a terra, a água, semear, ter mascotes, sentar-se ao redor de uma fogueira, acender velas, possuir cristais e pedras, tomar banho de tina ou de ducha durante horas; que ninguém lhe reprimenda constantemente (quem gosta?) por sua desordem, por não estender sua cama ou por não ter tempo de comer sentado à mesa.
A arte do Feng Shui diz que é necessário o caos para ser criativo... E quão criativos são nossos filhos ( portanto têm uma desordem proporcional a sua criatividade genial)! Também é importante que se lhes dê atenção, lhes deixe contar seus sonhos, visões, impressões, sentimentos. Necessitam ser independentes. Ver a seguir o artigo de Juan Angel Moliterni, “Para que uma criança floresça” (próximo post em breve), onde aborda excelentes pautas de educação-crescimento-desenvolvimento integral em casa.


Como complementar a educação atual?

Em muito pouco tempo, as escolas dos países chamados terceiro-mundistas terá dificuldades em ter capacidade suficiente para receber cem por cento está onda de nova geração, tanto por escassez de infra-estrutura e pessoal (nas salas de aula das escolas fiscais no Equador se amontoam de 40 a 50 alunos por professor) e a pobreza de seu material didático, como por falta de preparação do corpo docente. Não vão funcionar e de fato, já não funcionam como demonstra o grande numero de mães que pedem auxílio diariamente na Fundação INDI-GO com o mesmo problema: “meu filho já não quer voltar à escola”. Assim como os altos índices estatísticos do país de deserção escolar e repetição[3].
Por tanto, é importante começar a projetar outros rumos, ferramentas, possibilidades para a educação destas crianças segundo os casos, a situação geográfica e/ou econômica dos pais, e mais que tudo, a necessidade de nossos filhos.
Seria o caso de complementar a educação com um sistema de foros auto-convocados de duas formas:
- Foros de crianças – pequenos e grandes juntos- onde possam intercambiar idéias, se apoiarem e se ensinarem mutuamente. Na Fundação INDI-GO organizamos vários foros deste tipo, com resultados realmente espetaculares, similares a reuniões de adultos, onde as crianças juntas tratam de temas espirituais e esotéricos, também como o mais prático e o social.
- Foros com um convidado especial de alto nível, por exemplo, um ancião de muita sabedoria, um Xamã, um “mestre de verdade” (jovem ou não), um monge budista, um narrador de mitos indígenas, um cientista, um mestre em Reiki. Estes encontros são fascinantes. Por exemplo, quando os mais velhos da Amazônia narravam suas histórias a noite, as crianças permaneciam, com seus olhos totalmente abertos, fascinados, escutando-lhe contar, até que lhes vencesse o sono, sobre o espírito da anaconda, da cascara sagrada, do colibri, da águia malvada, das lagoas sagradas, do respeito as selva, da Sinchi Sacha, da vida, da força, dos poderes...
Outra possibilidade é incorporar mecanismos que apóiem o aprendizado prático (tipo método Kilpatrick como mencionamos anteriormente), conhecendo a “vida real” e apoiando ações sociais, ambientais, musicais, plásticas, que por sua vez desenvolve sistematicamente as inteligências múltiplas das crianças.
Outra solução seria programar um sistema de produção áudio-visual, com intercambio com todos os países de mesmo idioma para a difusão de programas didáticos de alta qualidade por meio de:
-         Livros eletrônicos colocados na internet
-         videos
-         TV
-         radio
-         CDs
-         E a Internet.
Um canal próprio de educação televisado e radiofonizado poderia facilitar uma rápida difusão de material adequado e massivo, sem necessidade de um numeroso corpo docente, de infra-estruturas caras e de logística de distribuição sofisticada.
Em todo o caso, não ter dúvidas quanto a perguntar as crianças e não ter conceitos preconcebidos. Caso haja falta de professores preparados (e há) não ter dúvidas em contratar jovens Índigo para ajudar as crianças menores[4].
E finalmente, e sobretudo, é importante confiar no processo e reconhecer que para ajudar a uma criança o adulto tem primeiro que sintonizar-se com sua harmonia interior e irradiar paz.


Marco conceitual da proposta da co-educação[5]

Conclusivamente, podemos ver perfilar-se as seguintes linhas de uma co-educação mais prática e humana que descrevemos brevemente a seguir. Está baseada em três eixos principais.

1.   Principios da co-educação:
- Principio de complementaridade e alternativas práticas: a co-educação está especialmente desenhada para ajudar, de forma prática, aos docentes e pais de família a partir da realidade vivida em suas salas de aula e em casa, e pensada diretamente em função das novas características, necessidades, talentos e diversidade da geração entrante. Deveria contemplar a opção de estudar a semi-distancia se assim o necessitam as famílias, e/ou em pequenos grupos com a ajuda dos pais.
-         Princípio da inclusão e da interculturalidade: a co-educação é para todos, e inclusive a todas as crianças que sejam consideradas incapacitadas, superdotadas, talentosas, lentas, rápidas, e a todos os co-atores da educação e do cotidiano; quer dizer, docentes, irmãos, pais, avós, os meios de comunicação, com os mais altos princípios humanos de tolerância e diálogo.
-         Princípio de desenvolvimento da inteligência versus memorização: a co-educação implica uma série de ferramentas totalmente práticas das quais, a super-aprendizagem. Inteligências múltiplas, etc.
-         Princípio de valores e ética: enfatizam os valores reais do ser humano como a ética, a cooperação e o desenvolvimento espiritual.
-         Princípio da bio-educação: toma conta da parte lúdica das atividades e do prazer que deve produzir o processo de aprender; se ocupa da parte emocional do aluno, seu bio-ritmo e seu desenvolvimento integral, tanto em seu aspecto físico, mental, sócio-cultural, psíquico, emocional e espiritual assim como se toma conta dos métodos ancestrais de educação dos povos indígenas, Yachac Huasi.


2.   A co-educação é uma instrumentalização dos quatro pilares[6].
-         Aprender a conhecer, onde prevalecem as técnicas de desenvolvimento da inteligência e da curiosidade.
-         Aprender a fazer, onde prevalece a “concretização” das múltiplas formas de inteligências e de aprendizagem, a noção de trabalho e “projeto”, a noção de “utilidade” e da aplicabilidade dos conhecimentos, da ética e da estética.
-         Aprender a viver juntos, onde prevalece a cooperação, a noção de serviço, o trabalho em equipe, a co-construção do mundo de amanha, sobre os princípios da paz (ver o exemplo da educação da paz da UNIPAZ, Brasil).
-         Aprender a ser, onde prevalecem as qualidades e o desenvolvimento do ser.

3.   A co-educação e sua “caixa de ferramentas”.
Finalmente, a co-educação provê ao docente e aos pais uma série de ferramentas práticas e sistematizadas, baseada em recursos locais e em sentido comum, onde se estimulará entre outras coisas[7]:
-         As várias ferramentas das inteligências múltiplas
-         A estimulação do hemisfério cerebral direito
-         A otimização dos recursos do meio ambiente
-         Os valores e a ética
-         A arte, como processo e fim
-         A atividade física
-         A investigação própria (ao vivo, internet, etc…)
-         A tradição local, a aprendizagem de outros idiomas, incluindo os idiomas regionais indígenas
-         As explorações de campo, utilizando a infinidade de conhecimentos e recursos – ecológicos, culturais e sociais- que apresenta a biodiversidade e a pluriculturalidade da América Latina em geral.

Fonte: Consciência Índigo: Futuro Presente

Tradução: sandraferris@globo.com



[1] Mamãe, por que na escola não estudamos coisas maravilhosas, coisas interessantes?
-Como o quê, querida?
-Como o Egito, Atlantis, Um, Reiki, a Ilha de Páscoa, as Plêiades, como ajudar as crianças de rua, como produzir energia limpa com água e cristais...
[2] Ver o artigo sobre o tema na revista Amérika Índigo, #1, outubro 2003, pelo Ing. Enrique Hernandez, WWW.indi-go.org

[3] Segundo as estadísticas do Equador, o país tem registrado um alto índice de deserção escolar: 7% para crianças, 28% para adolescentes (SISE,ECV,1999).
[4] Quantas vezes temos visto os irmãos maiores ensinar a seus irmãos menores. São grandes pedagogos como se divertem! O fazem por pura brincadeira.
[5] A co-edu-criação.
[6] Os quatro pilares da educação, descritos no capitulo 4 do livro de Jaques Delors, UNESCO, Paris, Aprender: O Tesouro Interior, constituem a base de todo o informe da Educação da UNESCO, 2002. estes quatro pilares do saber não podem ancorar-se somente numa estapa da vida de uma pessoa, nem em um só lugar. É preciso repensar quando se deve promver a educação na vida das pessoas, e que campos deve cubrir esta educação. Os períodos e campos devem complementar-se e estar interrelacionados de tal maneira que todas as pessoas possam obter o máximo de seu próprio meio educacional específico durante toda sua vida.

[7] A “caixa” da Fundação INDI-GO até o momento tem 250 ferramentas práticas (2003) que desejamos publicar no proximo livro da Coleção KAYA.