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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Creática: Uma nova Educação para os Genios do Futuro
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
A Educação do Futuro: Triângulos
E enquanto este grande esforço internacional está a caminho para alcançar Educação Para Todos (Unesco) em 2015, está emergindo outra linha visionária de pensamento. Estão os conscientes educadores espirituais questionando se os modernos estabelecimentos de educação realmente conhecem ou entendem o que as crianças e jovens adultos deveriam aprender para que estejam mais bem preparados para a vida? Uma interessante interpretação escrita há mais de 50 anos, mas que continua relevante até hoje, sugere que a educação “precisa ir de encontro às necessidades do espírito humano. Deve auxiliar as pessoas a desenvolverem uma filosofia pessoal e sendo de valores satisfatórios; a cultivarem o gosto pela leitura, música e artes; a crescerem na capacidade de analisar problemas e a chegarem a conclusões cuidadosas.” (Alice Bailey - Educação na Nova Era, Prefácio)
Sem dúvida, todos nós apoiaríamos esta metodologia. Então, quantos estabelecimentos modernos de educação adotariam este sistema de aprendizagem? A resposta mais simples é que provavelmente muito poucos. A educação hoje ainda está preocupada com a ênfase na aparência externa materialista e mecânica, perdendo o contato com a complexidade da psicologia e do desenvolvimento do indivíduo. No entanto, indivíduos e grupos visionários estão acordando para o desafio e apresentando uma abordagem holística.
No passado a educação serviu para desenvolver uma natureza egoísta e competitiva, mas no futuro a ênfase será deslocada pra abarcar as ideias do valor do indivíduo e o fato da humanidade una. O conceito de corretas relações encontrará, progressivamente, o seu caminho para o currículo escolar. Isto não somente será discutido de uma perspectiva do desenvolvimento desta atitude em nossas crianças, mas também ajudará a demonstrar a interligação de toda a vida. Nas próximas décadas será percebido que a ciência das corretas relações é fundamental para o progresso do pensamento humano e para a expressão da alma humana.
No futuro três grandes ciências predominarão no campo da educação:
A Ciência do Antahkarana
A Ciência da Meditação
A Ciência do Serviço
Embora todos nós estejamos familiarizados com a ciência da meditação e do serviço, nem todos estão acostumados com o antahkarana, a construção da ponte entre a natureza humana e a espiritual. Esta ciência é relativamente nova na consciência da humanidade e tem sido descrita como “a nova verdadeira ciência da mente”. (Alice Bailey - Educação na Nova Era)
O mundo atual ainda não está preparado para levar em conta essas técnicas educacionais avançadas. Mas, na medida em que a consciência humana se desenvolve, os sistemas educacionais serão mais bem adaptados para absorver estas ciências e produzir efeitos de longo alcance na condição humana. Certamente a educação do futuro estará capacitada com um sentido espiritual de cultivo da criatividade, desenvolvimento das faculdades de análise e raciocínio, e o ajustamento do jovem para uma conduta responsável e socialmente informada sobre a vida. Através do trabalho em Triângulos podemos ajudar a revelar e a ancorar este novo modelo educacional no mundo.
Segunda Parte
Flua luz às mentes dos homens... Flua amor aos corações dos homens... Guie o propósito as pequenas vontades dos homens... Estas frases mântricas refletem uma visão da mente e do coração como caminhos abertos que se estendem para dimensões aparentemente sem limites de Luz, Amor, Propósito e Vida. Consciência é entendida como uma continuidade de energias e qualidades que se estendem desde a mais baixa e profana pretensão até o mais alto do sagrado.
Ainda muito da moderna cultura é construída sobre um entendimento da consciência que nega ou ignora seu alto e iluminado alcance. Imagine uma educação moderna estabelecida sobre uma abordagem científica da natureza interdimensional da mente e do coração. Imagine quão radicalmente mudaria a completa abordagem do currículo escolar. Os diferentes temas deveriam, pelo menos em parte, ser estudados de tal maneira a ajudar a construir uma ponte entre a mente e a personalidade, atravessando o vazio na direção da alma e do espírito.
No seu livro “Educação na Nova Era”, Alice Bailey escreve sobre a Ciência do Antahkarana como um componente essencial para uma educação renovada. A palavra Antahkarana parece estranha ao olhar moderno, certamente não é uma palavra vista frequentemente no meio educacional ou mesmo até na literatura metafísica. Todavia, na antiga escritura da Índia, os Vedas, era largamente usado se referir às dimensões de múltiplos níveis ou planos da mente, ou a faculdade interna do instinto, do intelecto e do ego. Alice Bailey desenvolve a ideia de níveis da mente, usando a palavra Antahkarana para se referir ao fio da consciência a ligar aspectos superiores e inferiores da mente. Baseando-se em textos antigos do Oriente, ela apresenta uma descrição detalhada da anatomia sutil deste fio, tanto da perspectiva da personalidade com seu cérebro, glândulas, emoções, mente, e campo elétrico, como da alma, com os vários aspectos de sua iluminada substância.
A ciência está no trabalho com luz, fundindo a dourada luz física dos campos elétricos do corpo com a suprema e pura luz branca característica da alma, trazendo a luz do amor para a manifestação nas atividades do intelecto. Em termos da consciência, isto envolve experimentos com meditação e serviço, planejados para reconstituir o fio do mais baixo ao mais alto da mente criando uma ponte para o retorno ao centro do ser. Estes experimentos são normalmente mencionados como estágios ou passos no caminho espiritual - a ciência vem ao encontro do entendimento do Caminho como uma estrada ou ponte (uma ponte de luz, a ponte do arco-íris) a ser criada pelo indivíduo, que conduz dos rumos exteriores do conhecimento, através do instinto e do intelecto, para o entendimento interior adquirido por meio da intuição e da percepção.
Alguma abordagem da ciência do antahkarana é essencial na educação por causa da desesperada necessidade para a humanidade desenvolver sabedoria, entendimento, senso de síntese, e uma profunda compreensão da natureza interdependente do ser. Todos os problemas da nossa época demandam isto. Temos de encontrar um caminho para aproveitarmos conscientemente os recursos da mente e do coração que estão dentro de nós. Só então teremos, como indivíduos e como espécie, a maturidade necessária para responder adequadamente aos desafios das mudanças evolutivas.
O vínculo que fazemos diariamente com Triângulos é um método completo de trabalho com a ciência do antahkarana. Simplesmente estabelecendo o vínculo e visualizando a rede estamos treinando a mente para registrar, entender e utilizar as energias substanciais de luz e boa vontade no serviço. Enfatizamos; a ponte interna do arco íris é um saudável e vibrante canal de comunicação entre os mais altos e os mais baixos níveis da mente. Que a Luz o Amor e o Poder restabeleçam o Plano na Terra.
Terceira Parte
Um dos feitos humanos mais importantes dos dois últimos séculos é a compreensão da importância da educação para todos. No mundo desenvolvido, a educação é considerada como fundamental para a saúde, o bem-estar e o progresso da sociedade, que por centenas de anos em muitos países tem sido obrigatória desde a primeira infância até a adolescência. A educação superior ou o treinamento profissional, que era utilizado por poucos da elite, é agora largamente encorajada e tornou-se regra. Além disso, existem novas e maravilhosas oportunidades de estudo e aprendizagem, como a Universidade Aberta da Grã Bretanha, que promoveu um novo modelo educacional conhecido como “Supported Open Learning”. Este foi um experimento bem sucedido que está sendo copiado por todo o mundo.
No mundo desenvolvido, a educação para todos é igualmente reconhecida por alguns como um ideal urgente e valiosíssimo. Mas há ainda obstáculos e preconceitos a superar antes que isto possa tornar-se realidade. Por exemplo, em algumas culturas a ideia de educar mulheres é ainda inaceitável para a maioria das pessoas. Os recursos econômicos necessários para alcançar a educação para todas as crianças do mundo não são muitos. Um informe da UNICEF diz que precisaríamos despender cerca de 7 bilhões por ano durante os próximos dez anos. Pondo em perspectiva, isto é menos do que é despendido anualmente nos Estados Unidos da América com cosméticos ou com sorvete na Europa. Então é óbvio que o que é necessário é a mobilização da vontade política em todas as partes do mundo para que a educação para todos possa ser um ideal completamente realizado.
De fato, é verdade que até certo ponto um motivo prático está por trás dos muitos suportes governamentais para programas educacionais: as escolas existem para fornecer literatura, cidadãos capazes de lidar com aritmética e cumpridores da lei para manter o direcionamento do estado moderno lubrificado e progredindo rumo aos mais altos níveis de ganho, posse e consumo pessoal. Mas, apesar disto, um resultado importante e espiritual é que as pessoas estão aprendendo agora a pensar por elas mesmas. É por esta razão que grandes movimentos educacionais no mundo são descritos como a maior atividade espiritual que a humanidade está comprometida atualmente.
A educação foi usada principalmente no interesse de aprender e usar os fatos, mas nas últimas décadas tem havido alguns interessantes e encorajadores desenvolvimentos em muitas partes do mundo onde há sinais de crescimento na ênfase educacional sobre valores e cultivo do senso de responsabilidade. Valor e responsabilidade não são fatos externos, mas realidades interiores. Não é isto uma indicação de que a educação avança rumo ao reino da alma?
Assim, com os educadores do mundo progressivamente enfocando o seu trabalho nesta direção, veremos dois resultados principais. O primeiro será um cultivo consciente da capacidade para concentrar - continuamente desde o estágio inicial na ciência da meditação. É, em grande medida, insignificante que o campo da atividade e do interesse humano seja o veículo para esta concentração; que o que é importante é a capacidade, que a concentração leva ao sentido do significado e da realidade - à alma, em outras palavras - que está por trás de toda forma externa. A consequência disto será o segundo resultado principal - um número crescente de pessoas em todo o mundo conscientemente em contato com suas almas e a infundir os valores da alma no seio da humanidade.
Como sabemos, é a alma evocada que supera o nocivo egoísmo da personalidade e o substitui instantaneamente com o poder da qualidade de ser inofensivo que vê as coisas como um todo em tempo e espaço, apoderando-se do Plano de corretas relações humanas e consagrando o viver diário a ancorar luz, amor e vontade para o bem nos corações e nas mentes humanas. Desta perspectiva, a educação é vista como não limitada à escola e universidade, mas especialmente como uma jornada para toda a vida. Então, a educação torna-se aquilo que verdadeiramente é: uma meditação conectada com a vida com o objetivo de converter conhecimento efetivo e experiência em sabedoria perspicaz e habilidosa; em atividade carinhosa.
Quarta Parte
A maioria de nós, se não todos, reconhecemos que na medida em que cresce a proficiência em nossas práticas de meditação e desenvolvemos um profundo relacionamento com a alma, aparecem novos horizontes e progressivamente sentimos a necessidade de envolvermos em servir ao bem comum. Como resultado, os atrativos e quimeras do mundo material se desfazem gradualmente, e o nosso serviço assume um novo sentido e vitalidade. Nossa participação (humilde) nos assuntos de Deus, que é privilégio e responsabilidade de cada um de nós, reflete a nossa crescente consciência. Em certa medida, esta mesma transformação está se refletindo na vida de milhares de nossos semelhantes ao redor do mundo, e não há dúvidas que este número aumentará com o passar do tempo. O verdadeiro serviço é descrito como “o espontâneo fluxo de um coração amoroso e uma mente inteligente” (Alice Bailey - Um Tratado sobre Magia Branca) - um sem o outro faz nosso serviço incompleto, desprovido de poder e direção. Só a mente treinada e disciplinada combinada com o calor e a compaixão do coração pode começar a compreender que serviço é um caminho, uma estrada infinita da vida que leva, finalmente, à “liberdade dos céus”.
O conceito de serviço como ciência é atraente. A palavra ciência vem do latim que significa conhecer. E, enquanto as ciências físicas exploram o mundo exterior governado pelas leis naturais em que atuamos como observador, as ciências espirituais acenam para nossa participação consciente para absorver as verdades transmitidas, fazendo com que, em essência, elas tornem-se uma parte da nossa consciência. Nossas próprias vidas e esfera de influência se transformam, então, em um laboratório, um campo de prova e experiência no qual aprendemos a afinar nossos corações e mentes com as verdades e valores eternos. Somos conscientes que cada dia utilizamos energia através de nossos pensamentos, palavras e ações, e aprendemos, por meio destes meios de expressão a nos tornar “canais supridores e não pontos retardantes de interesse egoísta na corrente divina”. (Alice Bailey - Telepatia e o Veículo Etérico)
Durante décadas, enormes passos foram dados na educação, mas como qualquer outra ciência, ela se desenvolveu e estabeleceu os altos padrões para a humanidade atual e para o futuro imediato. Em muitos aspectos, a esperança e o futuro do mundo estão nas mãos daqueles encarregados de intuir e apresentar uma profunda filosofia de educação, servindo às necessidades espiritual, psicológica e física da humanidade. Isto não induz muita imaginação para visualizar um mundo em que crianças e jovens aprendem responsabilidade social e grupal, cidadania mundial, e outros aspectos da nova educação, que os capacitarão a crescer como cidadãos do mundo responsáveis e reflexivos.
É interessante notar a tendência para as relações grupais sendo expressadas no labor da vida de muitas pessoas ao redor do mundo. Por exemplo, na medicina, nos negócios, nas finanças e na ciência, equipes ou relações de grupos são práticas essenciais nestas comunidades. Atualmente ser participante de um grupo é, em geral, uma indicação positiva da aptidão individual de trabalhar construtivamente com outros. Todas estas tendências são indicativo do crescimento da experiência e da consciência grupal, onde corações e mentes se reúnem para servir um propósito específico, seja altruístico ou outro qualquer.
As três ciências, do antahkarana, da meditação e do serviço, marcarão o mais alto ponto de todas as nossas futuras práticas educacionais. Tudo que antecedeu foi necessariamente peças do quebra-cabeça a fim de revelar a idade de ouro da educação e da cultura universal. Pode ser difícil para nós antever um tempo em que estas três ciências formarão os fundamentos da nova educação, mas quando se considera o extraordinário desenvolvimento da percepção humana nos últimos cinquenta anos ou pouco mais, é visível que as atuais práticas são inadequadas para estarem à altura das mudanças que a humanidade confronta e é necessária uma maior reavaliação para servir as gerações futuras. Sem dúvida, a atual sublevação nos sistemas de educação do mundo é uma indicação que em algum lugar no caminho perdemos a nossa direção, e que as cambiantes políticas educacionais dos governos e organizações internacionais são igualmente pontos de partida para se alcançar uma estrutura educacional mais erudita e visionária.
Fonte: http://www.encontroespiritual.org/bartigos_educacaodofuturo.html
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Liderança no Século XXI
Roberto Crema
E há aqueles que dão o que são, os grandes mestres, os grandes lideres, e a humanidade nos ofereceu o testemunho de seres humanos plenos que nos convocam a subir nossa própria montanha.
A respeito da liderança, creio que há três níveis em nossa evolução natural para colocar a semente da mestria em cada um de nós.
O primeiro nível: o líder centrado na teoria, na ideologia e na técnica. Esta é a infância de nosso processo para amadurecer a própria semente deste potencial humano. Para que a partir do ensaio-e-erro estudemos os antigos que nos antecederam na busca. Então, aprendemos técnicas, teorias e nelas nos centramos, o que nos traz um pouco de segurança em nossas incertezas. Adotamos verdades que não são nossas e fazemos disso uma bóia. Como aquela pessoa que está a caminhando e depara que há um rio. Há uma canoa a seu lado, desconhece a profundidade do rio e suas quedas. Qual é a atitude sensata? Usar a canoa ou arriscar-se nadando? Usar a canoa, evidentemente. Não foi ela que a construiu porem, está ali disponível. Agora, quando termina a travessia do rio de sua própria insegurança e imaturidade, imagine esta pessoa olhando para a canoa e dizendo: “Sem isto não sou nada!”
Esta imagem pode bem representar este tipo de líder e isto é o que nos traz este drama da esclerose metodológica e psíquica.
O líder centrado, fixado em uma ideologia ou sistema, seja qual for, [....] um líder que recita uma ideologia e quer ser fiel apenas a ela. São lideres restritos, porque permanecem seguindo trilhas e perdem os caminhos; morre o criador e vegeta a criatura, não há inovação nem criatividade. Também são lideres que tratam os outros como números ou políticos centrados em uma técnica ou teoria que se torna antiquada.
O segundo nível: o líder centrado na pessoa: o facilitador afinado com o processo. No entanto, alguns vão contra a corrente; alguns são suficientemente aventureiros. É o que necessitamos: risco. Uma criança conversava com outra e lhe dizia: “Quando crescer serei um profeta, vou falar de coisas que ninguém vai querer ouvir”. O outro, intrigado lhe perguntou: “então por que queres ser um profeta se ninguém vai querer ouvir-te?” O primeiro respondeu: “É o que nós os profetas somos, muito aventureiros!” Sem risco, você jamais virará esta página; é necessário a disciplina, a busca. No entanto, se vais mais longe; entrará em outra qualidade de liderança que denomino de líder centrado na pessoa, no problema, no aqui e agora.
Este é um líder disposto a lançar fora suas tecnologias, suas metodologias na lixeira, caso estejam interferindo em sua relação com a realidade viva, que não tem direção certa, a realidade sempre mutante, o inusitado ao instante. Para estar afinado com o processo da realidade, você precisa sempre ser mutante! Este líder é capaz de iluminar um auditório. Um grande profeta deste tipo de liderança foi Carl Rogers, que partia do princípio de que todo ser humano tem uma tendência ao auto-desenvolvimento, auto-realização e auto-regulação, bastando para isso, que haja um terreno fértil. É aqui onde se coloca a palavra nova: o facilitador. Você facilita propiciando um terreno fértil onde cada um possa tornar-se o que é e aqui o líder se encontra em sua maturidade.
Há um momento em que se voce olha bem nos olhos de um ser huamano e se você abre ainda mais seu escutar, você vai se dar conta de que o ser humano é mais que um ser humano. Se você olha bem a pessoa e de fato a escuta, em algum momento vai se dar conta do Grande Mistério; em algum momento vai encontrar aquelas palavras de Teilhard de Chardin: “O ser humano é o sacerdote da Criação. É o espaço onde o próprio Universo pode aprender a conhecer-se, pode aprender a amar-se”. Portanto, é necessário virar esta página também e muito já se caminhou para chegar até aqui, é um itinerário de realização que começa sempre com o primeiro passo: inclinar o coração para aprender.
O terceiro nível: o líder holocentrado, o facilitador conectado a corrente universal. O terceiro nível, que inclui os anteriores, pode ser chamado de excelência: a liderança holocentrada. Este sujeito é aquele que se conectou, se religou a totalidade, dando-se conta de que não esta dissociado da sociedade, do ambiente, do universo, do Grande Mistério. É o líder que escuta as sincronicidades: se torna como os antigos, a escutar o raio, a escutar o som dos eventos que se conectam em cada unidade, sempre a partir de uma unidade indissociável, isto é que é sincronicidade. É o que Jung juntamente com Pauli, um representante da física quântica, chamava princípio de conexões acausais, que alguns vão chamá-las transcausais. O domínio das coincidências significativas quando os eventos se conectam pelo significado e não pela causa. Nós existimos numa unidade de eventos; não estamos separados dessas cadeiras, dos seres humanos que nos cercam, das maquininhas e de tudo o que nos envolve. Portanto, quando você faz uma pergunta, você pode acionar uma resposta implícita no mistério da totalidade e isso é sincronicidade, um conceito já clássico, sustentado numa reflexão científica. É um líder que está, numa só palavra, 'ligado': ele está ligado à tomada universal; é um líder que conectou os seus dois hemisférios cerebrais: o hemisfério racional, científico, tecnológico com o hemisfério poético, místico, da comunhão; o hemisfério analítico com o hemisfério sintético; o hemisfério esquerdo, com o hemisfério direito: as duas asas que um pássaro necessita para voar, as duas pernas que um ser humano necessita para empreender uma viagem com coração. Metaforicamente, podemos falar que é um líder centrado no corpo caloso, milhões de neurônios que conectam os dois hemisférios cerebrais, religando-os.
A holística não é nem analítica, nem sintética; a holística não é nem científica, nem espiritual; a holística implica uma comunhão, uma sinergia entre essas duas naturezas e duas formas de apreensão do real. Como diz Capra, 'A ciência não precisa da espiritualidade, pois tem o seu caminho próprio, é o caminho analítico; a espiritualidade não precisa da ciência, pois tem o seu caminho próprio, o sintético, o intuitivo. Mas o ser humano necessita de ambos. ' O corpo caloso, que gosto de metaforizar como o chifre do unicórnio, que os antigos denominavam de terceira visão, é o substrato neurológico da liderança holocentrada. Portanto, esse é um líder na sua excelência, é um líder que ousou resgatar as suas asas sem perder as suas raízes, é um líder que pode dizer com o poeta:
'Goza a euforia do vôo do anjo perdido em ti. Não indague se nossas estradas, tempo e vento desabam no abismo. Que sabes tu do fim? Se temes que teu mistério seja uma noite, enche-o de estrelas. No deslumbramento da ascensão, se pressentires que amanhã estarás mudo, esgota, como um pássaro, as canções que tens na garganta. Canta, canta. Talvez as canções adormeçam a fera que espera devorar o pássaro. Desde que nasceste não és mais que o vôo no tempo rumo aos céu? Que importa a rota! Voa e canta enquanto existirem as asas' (Menotti del Picchia).
Portanto, era isso que eu queria trazer como a essência dessa mensagem. Há um líder de todos os líderes, o Grande Gurú, que é a essência. Quando você se deixa guiar por essa essência, é quando você se faz um líder na sua excelência e plenitude. Então você poderá assumir a autoria de seus passos e não será mais uma folha levada pelo vento. Esse é um potencial que todos nós possuímos, e não se trata de desenvolver a espiritualidade, que já está pronta. Trata-se de desenvolver a nossa dimensão corporal, ou seja, escutar, atender ao telefone da doença, da crise, que nos convoca. Aprender o sentido dos nossos passos. Trata-se de trabalhar com a psique, introduzindo qualidade em nossa alma e, também, qualidade na dimensão noética. Assim o sol da essência vai se manifestar, naturalmente. Você já deve ter ouvido em certos dias cinzentos a expressão: 'Hoje não tem sol!' É verdade? Haverá um dia em que não há sol? Não, a verdade é que hoje tem nuvens! A nuvem da ignorância existencial é aquela que nos mantêm atados a uma corrente e a uma prisão, aquela que nos tira o sabor da aventura e o gosto da liberdade.
Esse líder se manifesta através da amorosidade. É preciso ousar dizer que o espírito é amor; o espírito se manifesta através do amor. Se não houver amor então, para quê viver? Portanto, o amor está no início, está no meio e está no fim. Nós estamos aqui para aprender a amar - e todo o resto é bobagem. Na medida em que você aprende a amar, você faz doação, você aprende a doar. Alguns dão do que têm, outros dão do que sabem. E há aqueles que dão do que são: são os grandes mestres, são os grandes líderes e a humanidade sempre nos ofereceu o testemunho de seres humanos plenos que nos convocam a subir a nossa própria montanha.
Quero concluir com uma oração criada por um poeta espanhol, Jimenez, quando viveu um tempo muito depressivo e sentiu que sua alma estava sendo roubada. Então ele subiu numa montanha, nos Pirineus, e lá ficou durante um mês em retiro. Quando desceu, ele tinha uma intenção sagrada que passou a ser sua oração e que diz:
'Eu não sou eu, eu sou alguém que caminha ao meu lado. Que permanece em silêncio quando estou falando. Que perdoa e esquece quando estou irado, esbravejando. Que segue sereno quando estou aflito, sofrendo. E que estará de pé quando eu estiver morrendo. '
Eu não sou eu, eu sou alguém que caminha ao meu lado. E por esse Alguém, vale a pena conspirar.
Fonte: Este artigo pertence ao livro “Consciência Índigo: Futuro Presente” acrescido de parágrafos do artigo publicado no site: http://www.orion.med.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=245%3Apassagemdomilenio1&catid=40%3Afilosofia&Itemid=184&limitstart=4
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Visão Cósmica da Educação - Parte Final

Inicialmente, dois pontos nortearão a nossa atenção:
1 – A Técnica da Educação do Futuro.
2 – A Ciência do Antakarana. Esta se refere ao modo de vencer o vazio que existe na consciência do homem entre o mundo da experiência humana comum, o mundo tridimensional da atividade física-emocional-mental, e os níveis superiores do chamado desenvolvimento espiritual, que é o mundo das idéias, da percepção intuitiva, da visão e compreensão espiritual.
I – A educação, até o presente, tem-se ocupado com a arte de sintetizar a história do passado, com a realização do passado em todos os departamentos do pensamento humano, e no conseguir registrar o conhecimento humano. Lida com aquelas formas de ciência das quais evoluiu o passado. E, primordialmente, uma visão retrospectiva e não uma visão prospectiva. Entretanto há muitas e notáveis exceções em tal atitude.
Divaguei até aqui com o escopo de infundir algumas das ideias básicas que deverão fundamentar as tendências educacionais. Estes pensamentos, reunidos àqueles já dados, constituem uma afirmação dos objetivos ante os educadores do mundo que julgarem merecedores de consideração. Anteriormente sugeri a meta. Agora uno aquela meta às possibilidades, uma vez que me referi aqui ao equipamento (aspectos e atributos) encontrado, em algum estágio do desenvolvimento, em todo ser humano. É com essas características e instintos que os futuros sistemas educacionais precisarão trabalhar. Não deverão trabalhar, como hoje o fazem, com o equipamento do cérebro e com os aspectos inferiores da mente; nem deverão pôr ênfase no esforço para imprimir, naquele cérebro e naquela mente, os assim chamados fatos do processo evolutivo e da investigação do plano físico.
Os comentários acima servirão para mostrar-lhes que o verdadeiro educador deveria estar trabalhando com energias num mundo de energia; que estas energias são magnetizadas e qualificadas por atributos divinos característicos, e que cada ser humano pode, portanto, ser considerado um agregado de energias, dominadas por algum tipo particular de energia que serve para torná-lo distinto entre seus companheiros, e que produz as diferenças entre os seres humanos. Se é verdade que há sete tipos principais de energia qualificando todas as formas, e essas, por sua vez, são subdivididas em quarenta e nove tipos de energia qualificada, a complexidade do problema emerge nitidamente. Se é verdade que todas essas energias distintas agem constantemente sobre a energia-substância (espírito-matéria), produzindo “as miríades de formas que caracterizam a forma de Deus” (Bhagavad Gita, XI), e que cada criança é a representação microcósmica (em algum estágio do desenvolvimento) do Macrocosmo, a magnitude do problema se torna evidente, e a dimensão da exigência do nosso serviço revelará, no mais alto grau, os poderes que qualquer ser humano pode expressar a um dado momento no tempo e no espaço.
Devem ter notado que estas palavras no tempo e no espaço têm aparecido repetidamente nestes ensinamentos. Por que isso? Porque é preciso ser constantemente lembrado que estamos vivendo no mundo da ilusão – uma ilusão temporária e transitória, que desaparecerá algum dia, levando consigo a ilusão da aparência, a ilusão do desenvolvimento evolutivo, a ilusão da separatividade e a ilusão da identidade distintiva – aquela ilusão que nos faz dizer eu sou. O educador do futuro iniciará seu serviço à criança pelo reconhecimento desta efêmera e transitória noção errônea da alma e lidará primordialmente com o aspecto mente, e não tanto com a imposição do conhecimento organizado revelado, relativo à existência fenomenológica, tal como a memória da criança é capaz de aprender. Como lhes poderia ilustrar, de maneira mais simples, esta mudança? Talvez destacando que, enquanto pais e tutores da criança desperdiçam muito tempo respondendo ou evitando indagações propostas pela consciência desperta da criança, tempo virá em que a situação se inverterá. Os pais irão ao encontro das exigências da inteligência incipiente da criança, através da constante indagação à criança: Por quê? Por que você pergunta isso? Por que á assim? – e desse modo sempre jogando sobre a criança a responsabilidade das respostas às perguntas, enquanto ao mesmo tempo, sutilmente, deixem a solução cair na mente da criança.
Este processo começará no quinto ano da vida da criança; a inteligência indagadora (que é a própria criança) será sempre forçada pelo professor à posição de busca interior, não à exigência exterior para uma resposta que pode ser memorizada e que se baseia na autoridade da pessoa mais velha. Se isto ainda lhes parece impossível, lembrem-se de que as crianças que virão, ou tiverem vindo à encarnação, normal e naturalmente responderão a esta evocação do elemento mental.
Uma das principais funções daqueles que treinam as mentes infantis da humanidade será determinar, o mais cedo possível na vida, qual das sete energias determinantes estará controlando em cada caso. A técnica a ser aplicada mais tarde será então construída sobre esta importante decisão inicial – daí, novamente, a crescente responsabilidade do educador. A nota e a qualidade de uma criança serão determinadas precocemente, e todo o seu treinamento planificado se desenvolverá a partir deste reconhecimento básico. Isto não é ainda possível, mas brevemente o será, quando a qualidade e a natureza do corpo etérico de qualquer indivíduo puder ser cientificamente descoberta. Esse desenvolvimento não está tão distante como se poderia supor ou antecipar.
O objetivo agora é lidar com a necessidade mais universal e mais imediata de preencher a lacuna entre os diferentes aspectos do eu inferior, a fim de que uma personalidade integrada emerja; e, então, de preencher a lacuna entre a alma e a tríade espiritual, para que assim possa haver o livre desempenho da consciência e a completa identificação com a Vida Una, levando assim à perda do sentido de separatividade e à fusão da parte no Todo, sem perda de identidade, mas sem reconhecimento de auto-identificação.
Aqui, um ponto interessante deveria ser cuidadosamente observado. Ele guarda a chave do futuro desenvolvimento racial. Para ele, a ciência da psicologia nos está preparando. Os estudantes deveriam treinar-se para distinguir entre o sutratma e o antakarana, entre o fio da vida e o fio da consciência. Um é a base da imortalidade e o outro é a base da continuidade. Aqui jaz uma excelente distinção para o pesquisador. Um fio (o sutratma) conecta e vivifica todas as formas num todo funcionante e personifica em si mesmo a vontade e o propósito da entidade manifestante, seja ela homem, Deus ou um Cristal. O outro fio (o antakarana) personifica a resposta da consciência, dentro da forma, a uma firme expansão gradativa de contatos no interior do todo envolvente.
O sutratma é a corrente direta de vida, intacta e imutável, que pode ser considerada, simbolicamente, como uma corrente direta de energia vivente fluindo do centro para a periferia, e da origem para a expressão externa ou a aparência fenomênica. É a vida. Gera o processo individual e o desenvolvimento evolutivo de todas as formas. É, portanto, o caminho da vida, que vem da mônada à personalidade, através da alma. Este é o fio da alma e é uno e indivisível. Ele transporta a energia da vida e encontra seu ancoradouro final no centro do coração do homem e em algum ponto focal central em todas as formas da expressão divina. Nada é e nada permanece senão a vida.
O fio da consciência (antakarana) é o resultado da união da vida e da substância ou das energias básicas que constituem a primeira diferenciação em tempo e espaço; isso ocasiona algo diferente, que somente emerge como uma terceira manifestação divina, depois que a união das dualidades básicas tenha tido lugar. É o fio que é tecido como um resultado do aparecimento da vida na forma sobre o plano físico. Falando simbolicamente outra vez, poderia ser dito que o sutratma trabalha de cima para baixo e é a precipitação da vida na manifestação exterior. O antakarana é tecido, evolui e é criado como o resultado desta criação primária e trabalha de baixo para cima, de fora para dentro, do mundo do fenômeno exotérico para o mundo do significado e das realidades subjetivas.
Este Caminho de Retorno, por meio do qual a humanidade se retira da ênfase exterior e começa a reconhecer e registrar aqueles conhecimentos de consciência interior daquilo que não é fenomênico, já atingiu (através do processo evolutivo) um ponto de desenvolvimento no qual alguns seres humanos podem seguir ao longo deste caminho, da consciência física à emocional e da emocional à mental. Essa parte do trabalho já está completada em muitos milhares de casos e o que é aqui requerido é o uso hábil e correto deste poder. Este fio de energia, colorido pela sensível resposta consciente, é mais tarde colorido pela consciência discriminatória da mente, e isso produz aquela integração interior que, finalmente, torna o homem um eficiente ser pensante. A princípio, esse fio é usado meramente para interesses egoístas inferiores; torna-se firmemente mais forte e mais potente à medida que o tempo passa, até que seja um fio definido, claro, resistente, vindo da vida física exterior, de um ponto dentro do cérebro, direto ao mecanismo interior. Este fio, entretanto, não é identificado com o mecanismo, mas com a consciência no homem. Por meio deste fio um homem se torna consciente de sua vida emocional em suas muitas formas (observem esta fraseologia), e através disso ele se torna consciente do mundo do pensamento; aprende a pensar e começa a funcionar conscientemente no plano mental no qual os pensadores da raça – em número firmemente crescente – vivem, se movem e têm o seu ser. Cada vez mais ele aprende a palmilhar este caminho da consciência e, em consequência, cessa sua identificação com a forma exterior animal e aprende a identificar-se com as qualidades e atributos interiores. Ele vive primeiro a vida de sonhos e depois a vida de pensamento. Então, chega o tempo quando este aspecto inferior do antakarana está completo e a primeira grande unidade consciente é consumada. O homem é uma personalidade viva, integrada, consciente. O fio da continuidade entre os três aspectos inferiores do homem é fixado e pode ser usado. Ele se estende, se tal termo pode ser usado (minha intenção é inteiramente pictórica), do centro da cabeça à mente, que é, por seu turno, um centro de energia no mundo do pensamento. Ao mesmo tempo, este antakarana é entretecido com o fio da vida ou o sutratma que emerge do centro do coração. O objetivo da evolução na forma está, agora, relativamente completo.
Quando este objetivo tenha sido alcançado, a sondagem sensitiva do universo ambiental prossegue ainda. O homem tece um fio que é como o fio que a aranha tece tão admiravelmente. Ele alcança mais longe ainda no seu possível ambiente e, então, descobre um aspecto de si mesmo do qual pouco havia sonhado nos estágios anteriores de seu desenvolvimento. Ele descobre a alma e então atravessa a ilusão da dualidade. Este é um estágio necessário, mas, não permanente.Caracteriza o aspirante deste ciclo mundial. Ele procura unir-se à alma, identificar a si mesmo, a personalidade consciente, com aquela sobrepujante alma. É neste ponto, tecnicamente falando, que a verdadeira construção do antakarana deve começar. É a ponte entre a personalidade e a alma.
O reconhecimento disto constitui o problema com que o moderno educador é levado a se deparar. É um problema que sempre existiu, mas que disse respeito ao indivíduo mais do que ao grupo. Agora concerne ao grupo, pois tantos dos filhos dos homens estão prontos para esta construção. Através das idades os indivíduos têm construído suas pontes individuais entre o superior e o inferior, mas tão vitorioso tem sido o processo evolutivo que hoje chegou a ocasião para uma compreensão grupal desta técnica emergente, para uma ponte grupal, levando a uma consequente revelação grupal. Isto proporciona a moderna oportunidade no campo da educação. Indica a responsabilidade do educador e destaca a necessidade de uma nova revelação nos métodos educacionais. O aspirante grupal precisa ser encontrado e o antakarana grupal deve ser construído. Isto, entretanto, quando corretamente compreendido, não negará o esforço individual. Este, sempre deve ser encontrado; mas a compreensão grupal ajudará o indivíduo cada vez mais.
Coordenação e Integração
Até aqui nos ocupamos com generalizações relativas a como o processo educacional seria aplicado mais tarde; com o mecanismo mental que fica sob treinamento definido e planejado; e que é subjetiva e superconscientemente influenciado durante o processo. Presumo que já perceberam a necessidade da construção do antakarana e deste trabalho de construção da ponte. É também sábio aceitar o fato de que estamos na posição de começar o processo definido de construir o elo, ou ponte, entre os vários aspectos da natureza do homem, a fim de que, em lugar de diferenciação haja unidade, e em lugar de uma atenção fluída, instável, dirigida aqui e ali para o campo da matéria vivente e das relações emocionais, aprendamos a controlar a mente e a diminuir as divisões, e assim possamos dirigir, à vontade, a atenção inferior em qualquer forma desejada. Dessa maneira todos os aspectos do homem, espirituais e naturais, poderão ser focalizados quando necessários.
Este trabalho já está parcialmente feito. A humanidade, como um todo, já preencheu a lacuna entre a natureza astral, emocional, e o homem físico.
Deve ser observado aqui que a ponte precisa ser feita no aspecto consciência e diz respeito à continuidade da percepção da vida pelo homem, em todos os vários aspectos dele. A energia usada ao conectar, na consciência, o homem físico e o corpo astral, está focalizada no plexo solar. Falando em termos simbólicos, muitos hoje estão levando avante essa ponte e unindo a mente com os dois aspectos já ligados. Esse fio de energia, ou emana da, ou é ancorado na cabeça. Uns poucos estão unindo firmemente a alma e a mente que, por sua vez, está unida a outros dois aspectos. A energia da alma, quando unida com os outros fios, tem sua âncora no coração. Muitos poucos (os iniciados do mundo), tendo efetuado todas as sínteses inferiores, estão agora ocupados em produzir uma união ainda mais alta com aquela tríplice Realidade que usa a alma como um meio de expressão, da mesma forma que a alma, por sua vez, está se esforçando para usar sua sombra, o tríplice homem inferior.
Estas distinções e unificações são questões de forma, símbolos na linguagem falada, e são usadas para expressar eventos e acontecimentos no mundo das energias e forças em conexão com as quais o homem está definitivamente envolvido. É a essas unificações que nos referimos quando o assunto da iniciação é considerado.
O fio da vida, o cordão de prata ou sutratma, é, na medida em que se refere ao homem, de natureza dual. O fio da vida, propriamente, que é um dos dois fios que constituem o antakarana, é ancorado no coração, enquanto que o outro fio, que personifica o princípio da consciência, é ancorado na cabeça. No trabalho do ciclo evolutivo, entretanto, o homem tem de repetir o que Deus já fez. Ele mesmo deve criar em ambos os mundos, o da consciência e o da vida. Como uma aranha, o homem tece fios de conexão e assim estabelece a ponte e faz contato com seu ambiente, daí ganhando experiência e sustentação. O símbolo da aranha é, frequentemente, usado nos antigos livros de ocultismo e nas escrituras da Índia em relação a essa atividade do ser humano. Os fios que o homem cria são tríplices e com os dois fios básicos que foram criados pela alma, constituem os cinco tipos de energia que fazem do homem um ser humano consciente. Os fios tríplices criados pelo homem são ancorados no plexo solar, na cabeça e no coração. Quando o corpo astral e a natureza da mente começam a funcionar como uma unidade e a alma também se conjuga conscientemente (não esqueçam que ela é sempre inconscientemente ligada), uma extensão deste fio quíntuplo – os dois básicos e os três humanos – é levado ao centro da garganta; quando isso ocorre, o homem pode se tornar um criador consciente no plano físico. Destas linhas maiores de energia, linhas menores podem irradiar à vontade. É sobre este conhecimento que todo o futuro desenvolvimento psíquico inteligente deve ser baseado.
No parágrafo acima em suas implicações vocês têm uma breve e inadequada afirmação relativa à Ciência do Antakarana. Tentei expressá-la em termos simbólicos, que transmitirão às suas mentes, alguma idéia geral do processo. Podemos aprender muito através do uso da imaginação pictória e visual. Muitos aspirantes já estabeleceram os seguintes liames ao construir o antakarana:
1 – Do físico ao corpo vital ou etérico. Esse é na realidade uma extensão do fio da vida entre o coração e o baço.
2 – Do físico e do vital, considerando-os como uma unidade, ao veículo astral ou emocional. Este fio emana do plexo solar ou nele é ancorado, e é levado para cima por meio da aspiração, até ele próprio ancorar-se nas pétalas do amor do lótus egoico.
3 – Dos veículos físico e astral ao corpo mental. Um terminal é ancorado na cabeça e o outro nas pétalas do conhecimento do lótus egoico, sendo levado avante por um ato da vontade.
É necessário, portanto, que compreendamos o fato de que:
1 – A nova educação estará primordialmente relacionada com o estabelecimento científico e consciente da ponte entre os vários aspectos do ser humano, produzindo assim a coordenação e a síntese e uma intensificada expressão da consciência por meio do estabelecimento das corretas linhas de energia.
2 – A tarefa da nova educação é, por conseguinte, a coordenação da personalidade, trazendo-a, finalmente, á união com a alma.
3 – A nova educação lidará com as leis do pensamento e as analisará e interpretará, porque a mente será considerada como o elo entre a alma e o cérebro. Essas leis são os meios pelos quais:
a) Idéias são intuídas.
b) Ideais são promulgados.
c) Os conceitos mentais ou pensamentos-forma são construídos e, no devido tempo, farão telepaticamente seu impacto sobre as mentes dos homens.
4 – A nova educação organizará e desenvolverá a mente concreta inferior.
5 – Ela ensinará o ser humano a pensar a partir dos universais para os particulares, bem como a empreender a análise dos particulares. Haverá, consequentemente, nas escolas futuras, menor ênfase no treinamento da memória. O interesse ajudará grandemente o desejo de relembrar.
6 – A nova educação fará de um homem um bom cidadão, desenvolvendo os aspectos racionais de sua consciência e de sua vida, ensinando-o a usar seu equipamento herdado, adquirido e enriquecido para a demonstração da consciência e atitudes sociais.
7 – Acima de tudo o mais, os educadores da nova era esforçar-se-ão para ensinar ao homem a ciência da unificação dos três aspectos de si mesmo que são cobertos pelo título geral de aspectos mentais:
a) A mente concreta inferior
b) O Filho da Mente, A Alma ou Ego
c) A mente superior, abstrata ou intuitiva
Ou
a) A mente receptiva ou o senso comum
b) A mente individualizada
c) A mente Iluminadora
8 – Os educadores na nova era lidarão com os processos ou métodos a serem empregados no preenchimento das lacunas de consciência entre os diferentes aspectos. Dessa maneira a Ciência do Antakarana será definitivamente trazida à atenção do público.
9 – A extensão deste conceito do estabelecimento da ponte será desenvolvido para incluir não apenas a história interior do homem, mas também para ligá-lo aos seus semelhantes em todos os níveis.
10 – Incluirá também o treinamento do mecanismo humano para responder aos impactos da vida e à alma. Esta alma é essencialmente inteligência, vitalmente usada em cada plano. Age como a mente discriminadora no plano mental, como consciência sensível no plano emocional, e como o participador ativo na vida física. Essa atividade inteligente é sempre usada do ângulo da sabedoria.
11 – A nova educação levará em consideração:
a) A mente e sua relação com o corpo de energia, o corpo etérico, que suporta o sistema nervoso e que galvaniza o corpo físico à atividade.
b) A mente e sua relação com o cérebro.
c) A mente e sua relação com os sete centros de força no corpo etérico e sua exteriorização e utilização por meio dos principais plexos nervosos a serem encontrados no corpo humano; e sua relação (que se tornará crescentemente óbvia) com as glândulas endócrinas.
d) O cérebro como um fator coordenador no corpo denso, e sua capacidade para dirigir as atividades do homem através do sistema nervoso.
A educação está começando a dar alguma atenção à natureza da mente e às leis do pensamento. Com relação a isso, muito devemos à psicologia e à filosofia. Há também um crescente interesse na Ciência da Endocrinologia como um meio material de produzir mudanças, geralmente em crianças deficientes ou imbecis. Entretanto, até que os modernos educadores comecem a admitir a possibilidade de que existam unidades centrais no homem que jazem sob o mecanismo tangível, e admitam, também, a possibilidade de uma casa de força central de energia por trás da mente, o progresso na educação estará relativamente estacionário; a criança não receberá o treinamento inicial, nem as idéias fundamentais que a capacitarão a ser um ser humano inteligente, autodirigido. A psicologia, com sua ênfase nos três aspectos do homem – pensamento, sensação emocional e o organismo físico – já deu uma contribuição vital e está fazendo muito para efetuar mudanças radicais em nossos sistemas educacionais. Muito resta a ser feito. A interpretação dos homens em termos de energia e a absorção dos sete tipos de energia que determinam um homem e suas atividades produzirão mudanças imediatas.
Todo trabalho feito agora é, definitivamente, trabalho de transição e, portanto, bastante difícil. Indica um processo de ligação entre o velho e o novo e apresentaria dificuldades quase insuperáveis, não fosse o fato de as duas gerações vindouras produzirem os tipos de egos competentes para lidar com o problema. Um processo de equilíbrio está em formação neste período intermediário, e a isso o educador moderno deveria prestar a devida atenção.
Posso, talvez, indicar a natureza deste processo. Afirmei que a alma se ancora no corpo em dois pontos:
1 – Há um fio de energia, que chamamos aspecto vida, ou espírito, ancorado no coração. Ele usa a corrente sanguínea, como é bem conhecido, como seu agente distribuidor e, através do sangue, a energia da vida leva poder regenerador e energia coordenadora para todo o organismo físico e mantém o corpo como um todo.
2 – Há um fio de energia, que chamamos aspecto consciência ou faculdade de conhecimento da alma, ancorado no centro da cabeça. Ele controla o mecanismo de resposta que chamamos cérebro e, por meio dele, dirige a atividade e induz a percepção por todo o corpo, por meio do sistema nervoso.
Estes dois fatores energéticos, que são reconhecidos pelo ser humano como vida e conhecimento, ou como energia vivificante e inteligência, são dois pólos da existência de uma criança. A tarefa à sua frente é desenvolver, conscientemente, o meio ou o aspecto equilibrador, que é amor ou relacionamento grupal, para que o conhecimento seja subordinado à necessidade e aos interesses do grupo, e que a energia vivificante possa tornar-se consciente e intencionalmente do todo grupal. Ao fazer isso, um equilíbrio verdadeiro será alcançado e realizado pelo reconhecimento de que o Caminho do Serviço é uma técnica científica para alcançar-se equilíbrio. Os educadores devem, portanto, manter em mente três coisas neste atual período de transição:
1 – Reorientar o conhecimento, o aspecto consciência ou o senso de percepção na criança, de maneira que ela compreenda que tudo que lhe tenha sido, ou esteja sendo, ensinado, desde a infância, visa ao bem dos outros, mais do que ao seu próprio. Será treinada, por isso, a definitivamente olhar à frente. O conhecimento do passado histórico da raça ser-lhe-á dado do ângulo do crescimento racial em consciência, e não tanto do ângulo dos fatos de alcance material ou agressivo, como é agora o caso. Uma vez que o passado, na mente infantil, é correlacionado com o presente, sua capacidade para relacionar, unificar e ligar, nos diferentes aspectos de sua vida e nos vários planos, será desenvolvida.
2 – Ensinar-lhe que a vida, que ela sente pulsando em suas veias, é apenas parte da vida total, pulsando em todas as formas, em todos os reinos da natureza, em todos os planetas e no sistema solar. Aprenderá que compartilha com tudo o que existe e, por isso, uma verdadeira Fraternidade de sangue pode ser encontrada em toda parte. Consequentemente, desde bem cedo em sua vida poderá ser-lhe ensinado o relacionamento, e isto a criancinha será capaz de reconhecer mais rapidamente do que o adulto comum, treinado nas maneiras e atitudes dos velhos tempos. Quando estas duas realidades – responsabilidade e parentesco – forem inculcadas na criança desde a infância, então o terceiro objetivo da nova educação surgirá com maior facilidade.
3 – A unificação do impulso da vida e da ânsia pelo conhecimento, na consciência, levará finalmente, a uma atividade planejada. Esta atividade planejada constituir-se-á em serviço, e por sua vez, fará três coisas pela criança que for ensinada a praticá-la:
a) Servirá como um fator direcional dos primeiros anos indicando, finalmente, vocação e ocupação, auxiliando, assim, na escolha de uma carreira.
b) Induzirá ao que houver de melhor na criança e fará dela um centro magnético radiante, onde estiver. Torná-la-á capaz de atrair aos que possam ajudá-la, ou serem ajudados por ela, àqueles que poderão servi-la ou a quem poderá servir melhor.
c) Torná-la-á, por isso, decididamente criativa e assim capacitá-la-á para tecer aquele fio de energia que, quando reunido ao fio da vida e ao da consciência, unirá cabeça, coração e garganta em um só meio unificado e funcionante.
O atendimento aos três requisitos mencionados será o primeiro passo (feito em escala racial) para a construção do antakarana ou ponte entre:
1 – Os vários aspectos da natureza forma.
2 – A personalidade e a alma.
3 – O homem e os outros seres humanos.
4 – O homem como um membro da família humana e seu mundo circundante.
Percebemos, assim, que essa educação deverá dizer respeito basicamente às relações e inter-relações, à ligação com o estabelecimento da ponte ou cura das rupturas e, assim, à restauração da unidade, ou síntese. O estabelecimento da Ciência das Corretas Relações é o próximo passo imediato no desabrochar mental da raça. É a principal atividade da nova educação.
Fritjof Capra diz em “Teia da Vida” que “...na verdade, somos um só... Reconectar-se com a teia da vida significa construir, nutrir e educar comunidades sustentáveis, nas quais podemos satisfazer nossas aspirações e nossas necessidades sem diminuir as chances das gerações futuras”.
AÇÃO NO PRESENTE
“A busca de novos caminhos é o problema mais imperativo. Devido às condições extraordinárias do futuro, será impossível prosseguir pelos velhos caminhos. Todos os novos devem ter isto presente. É terrível quando as pessoas não sabem sair do caminho velho. E o mais terrível é quando as pessoas se aproximam de novas condições com seus velhos hábitos. Da mesma maneira como é impossível abrir uma fechadura moderna com uma chave medieval, também é impossível aos homens com velhos hábitos, abrir a porta para o futuro.” ( Agni Ioga, Infinito)
“Entre os assuntos escolares, que sejam ensinados os fundamentos da astronomia, mas que ela seja apresentada como o limiar dos mundos distantes. Assim, as escolas semearão os primeiros pensamentos sobre a vida nos mundos distantes. O espaço se tornará vivo, a astro química e os raios completarão a noção da magnitude do Universo. Os corações jovens se sentirão não como formigas sobre a crosta terrestre, mas como portadores do espírito responsável pelo planeta.” (Idem, Comunidade)
A “Declaração de Chicago sobre a Educação”, de 1991, assinada por oitenta educadores do mundo inteiro, entre eles os representantes dos métodos Montessori e Waldorf, declara que:
“Ao aproximarmos do Século XXI, muitas de nossas instituições e profissões estão entrando num período de profundas mudanças. Nós, os educadores, estamos começando a reconhecer que a estrutura, propósito e métodos de nossa profissão foram desenhadas para um período histórico que agora se aproxima do seu fim. Chegou o momento de transformar a educação para tratar os desafios humanos e do meio ambiente aos quais nos defrontamos.
Cremos que a educação para esta nova era será e deverá ser holística. A perspectiva holística é o reconhecimento de que toda a vida sobre este planeta se encontra interconectada de inumeráveis formas profundas e sutis. A visão da Terra solta na solidão do vazio negro do espaço realça a importância de uma perspectiva global para nos ocuparmos das realidades sociais e educativas. A educação deve alimentar o respeito para com a comunidade global da humanidade.
O holismo acentua o desafio de criar uma sociedade sustentável, justa e pacífica em harmonia com a terra e sua vida. Implica uma sensibilidade ecológica, um profundo respeito pelas culturas tanto indígenas como modernas, assim como pela diversidade de formas de vida no planeta. O holismo busca expandir a forma que temos de olhar nós mesmos e nossa relação com o mundo, celebrando nossos potenciais humanos inatos – o intuitivo, emocional, físico, imaginativo e criativo, assim como o racional, o lógico e o verbal.
A educação holística reconhece que o ser humano busca significado, não somente dados ou conhecimentos, como um aspecto intrínseco de seu pleno e são desenvolvimento. Cremos que somente os seres humanos sãos e plenos podem criar uma sociedade sã. A educação holística nutre as aspirações mais elevadas do espírito humano.
A educação holística não consiste num programa e metodologia específicos; é um conjunto de hipóteses de trabalho que inclui o seguinte:
1. A educação é uma relação humana dinâmica e aberta.
2. A educação cultiva uma consciência crítica dos numerosos contextos das vidas dos alunos – morais, culturais, ecológicos, econômicos, tecnológicos, políticos.
3. Todas as pessoas têm um enorme potencial multifacetado que somente estamos começando a compreender. A inteligência humana se expressa através de diversos estilos e capacidades, os quais são necessários respeitar.
4. O pensamento holístico implica formas de conhecimentos contextuais, intuitivas, criativas e físicas.
5. O aprendizado é um processo que dura a vida toda. Todas as situações vitais podem facilitar este aprendizado.
6. O aprendizado é por sua vez um processo de autodescobrimento e uma atividade cooperativa.
7. O aprendizado é ativo, automotivado, sustentador e alentador para o espírito humano.
8. Um programa holístico é interdisciplinar, integrando por sua vez perspectivas comunitárias e globais. (Global Alliance for Transforming Education)
Dos métodos educacionais mundialmente utilizados, o Montessori, o Waldorf e o Robert Muller são os que mais se aproximam do nosso escopo. Com base neles, daremos os primeiros passos para o estabelecimento da Visão Cósmica da Educação – A Educação na Nova Era, um conjunto de ferramentas aptas a permitir que o estudante abra o portal de acesso ao reino subjetivo da vida e entre nele, tornando-se um cidadão consciente deste reino, podendo viver e trabalhar nele com total desenvoltura, ancorando firmemente no seu meio ambiente novas e corretas relações humanas.
Docemente, a Dra. Maria Montessori observa na sua “Carta aos Governos”:
“Minha vida foi dedicada à busca da verdade. Através do estudo das crianças escrutei a natureza humana na sua origem, tanto no Oriente como no Ocidente, e embora já se passaram quarenta anos desde que comecei meu trabalho, a infância continua me parecendo uma fonte inesgotável de revelações e, permitam-me dizer, de esperança.
A infância mostrou-me que toda a humanidade é uma. Todas as crianças falam mais ou menos na mesma idade, sem contar sua raça, ou suas circunstâncias, ou sua família; caminham, trocam os dentes, etc, em certos períodos fixos de suas vidas. Também noutros aspectos, especialmente no campo físico, são semelhantes e susceptíveis.
As crianças são os construtores de homens, e os constroem tomando a linguagem, a religião, os costumes e peculiaridades de seu ambiente, não somente da raça, não somente da nação, mas também do distrito específico no qual se desenvolveram.
A infância constrói com aquilo que encontra. Se o material é pobre, a construção também é pobre. No que concerne à civilização, a criança está no nível dos que recolhem alimento.
Para construir-se a si mesma tem de colher, ao acaso, qualquer coisa que encontre no seu ambiente.
A criança é o cidadão esquecido e, entretanto, se os homens de Estado e os educadores chegassem a compreender a terrível força que reside na infância, para o bem ou para o mal, creio que dariam a ela prioridade acima de qualquer coisa.
Todos os problemas da humanidade dependem do próprio homem; se o homem não é considerado na sua construção, na sua formação, os problemas nunca serão resolvidos.
Nenhuma criança é um “bolchevique” ou um fascista ou um democrata; todas se convertem no que as circunstâncias ou o entorno as transformam.
Nos nossos dias quando, apesar das terríveis lições de duas guerras mundiais, os tempos futuros se avizinham tão obscuros como sempre, tenho a firme crença de que deve ser explorado outro campo, além dos da economia e da ideologia. Trata-se do estudo do homem – não de um homem adulto sobre o qual qualquer chamamento esteja desaproveitado. Este, economicamente inseguro, mantém-se confuso na voragem de idéias conflitantes e se lança agora de um lado a outro. O homem deve ser cultivado desde o começo da vida, quando os grandes poderes da natureza estão ativos. É então, quando alguém pode ter esperança de planejar para um melhor entendimento internacional” (Hollistic Education Review, Vol. 4)
AÇÃO NO FUTURO
A Ação no Futuro emerge da Ação no Presente. É tão somente a formação do educador, do professor, do executor que vai emergindo da estrutura de ensino dentre os estudantes. São os grupos-semente que darão forma e qualidade atual no tempo futuro à ação da Visão Cósmica da Educação, A Educação na Nova Era.
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Bibliografia:
Alice A. Bailey, Problemas da Humanidade
Idem, Um Tratado Sobre Magia Branca
Idem, Educação na Nova Era
Idem, Um Tratado Sobre o Fogo Cósmico
Idem, Discipulado na Nova Era, Vol. I e II
Idem, Os Raios e as Iniciações
Escola Arcana, Luz no Caminho, 1
HP Blavatsky, A Doutrina Secreta, Vol. III
Fulcanelli, As Mansões Filosofais
Boa Vontade Mundial, As Corretas Relações Humanas, Vol. III
Agni Ioga, Comunidade
Idem, Infinito
Fritjof Capra, A Teia da Vida
Maria Montessori, “The Absorbent Mind”
Rabindranath Tagore, “Fireflies”
“Holistic Education Review”
“Global Alliance for Transforming Education”
Bhagavad Gita
UNESCO
UNICEF

