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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Educação Evolutiva 1: A Arte na Educação


Prepara-se a grande boda... Os sinos tocando, uma grande diversidade é convocada e nela se entretecem cores variadas, simples e puras... Sons que permitem as formas de dançar... Consciência que guia e abre caminho, percorre... Acendendo um feixe luz, som e aromas Na experiência que percorre... Arte e educação junta se abraçam, consciência e experiência... Por fim unificadas... Outorgando-se uma a outra a colaboração necessária para completar o ciclo almejado...

Há séculos... há tempos, muito tempo que a Arte e a Educação funcionavam em união, juntos brindando-se um ao outro. Educar era uma arte e se dava o ensinamento contido na arte, através de musicas, pinturas, expressão corporal, todo conhecimento era vestido na mente humana através da manifestação artística. Com o passar do tempo, se foi “sutilmente” separando a Arte do processo educativo. Distanciando-se e ficando a arte relegada a “museus”, ou para “alguns”, e a educação como um processo puramente intelectual, que nada tem a ver com o desenvolvimento espiritual.

Hoje em dia a humanidade está num giro, como toda evolução, dando a volta em espiral que permite sentir a necessidade de integrar a educação a capacidade de criar, de ativar a criatividade, de unificar uma vez mais a arte e a educação.

Por que a Arte?

A partir da arte se chega a essência, o espírito se comunica e interconecta, produzindo a magia da integração que se dá no processo educativo.
Através da arte o ser humano se Poe em contato com a capacidade de criar e ser co-criador, com a manifestação natural e espontânea do ser.
A Arte ativa os sentidos, a criatividade, a capacidade de sentir e perceber o seu entorno. Por sua vez, nos permite desenvolver a capacidade de interagir com o meio a partir de uma ATITUDE de vida diferente, uma atitude que busca a harmonia, a beleza, a ordem natural, que não enrijeça a mente. A flexibilidade, o jogo, a capacidade de admiração, a diversidade... A arte acende a vida.
O importante é fazer da educação uma arte... Tentar fazer o caminho de volta, o qual não é agregar técnicas de conexão e interação com aspectos da arte, melhor ainda, ensinar através da arte... Conseguir despertar essa criatividade que como educadores todos temos e ensinamos quando estamos no caminho da vocação... o resto acontece sozinho...

A chave é poder chegar a estabelecer a conexão com o coração, e a partir dali poder fluir no ensinamento de forma criativa...

Arte é mover o corpo, jogar com ele, aprender enquanto atuamos o que estamos trabalhando. Por exemplo: ser planetas e dançar em torno do sol, para integrar o conceito do sistema solar, os movimentos que realizam cada planeta, rotação, translação, eclipses, ao mesmo tempo em que aprendemos que o sistema completo é como uma família.

Se o fazemos assim, e alem disso agregamos o trabalho com plástica: por exemplo, fazemos fantasias do sistema, cada um de um planeta, outros de cometas, lua, sol. Logo podemos sintetizar a vivencia numa mandala, e fazer um móbile. Desenhar em relevo... (segundo as idades a complexidade do trabalho).

E alem disso lhe agregamos o trabalho com o som: que pode ser variado, como cantar uma canção do sistema solar, em que numeras os planetas, ou também, escutar a musica das esferas, ou musica cósmica e fazer uma representação, ou também fazer um trabalho de escuta consciente de musica clássica com uma seleção especial que potencia a consciência do sistema solar, pode ser uma grande aula... Que seguramente as crianças não esqueceram mais... E o mais belo, é que eles mesmos ajudam a fazer a aula, assumem o ensinamento com propriedade, como gestores, ativos, protagonizam o processo de aprender... E este se transforma em Integrar consciência.

Esperamos que esta seja uma contribuição que desperte idéias e possamos alem de tudo construir uma educação EVOLUTIVA.

Documento pertencente a Rede de Educação Evolutiva. A reprodução é permitida se respeitando a fonte original: Irdinave, Educação Evolutiva.
http://www.educacionevolutiva.org/

domingo, 26 de julho de 2009

A Consciencia Índigo: O Futuro Presente

"Tomei emprestado o título do livro que estou traduzindo para o português (A Consciencia Índigo: O Futuro Presente), e que estarei disponibilizando em breve para download, para ilustrar esta reportagem no mínimo jubilosa." Sandra Ferris


Garota doa US$ 10 mil em instrumentos

Giulia Olsson criou uma ONG e vendeu limonada para arrecadar dinheiro e comprar instrumentos musicais para doar. E ela só tem 14 anos...

Rodrigo Turrer



MENINA ATIVA
Giulia na favela de Heliópolis, em São Paulo (acima), e dando aulas às crianças do Instituto Baccarelli (abaixo).

Giulia Olsson tem uma obstinação incomum para sua quase década e meia de vida. Estudante do ensino médio na Flórida, nos Estados Unidos, para onde se mudou em 2001 com os pais e dois irmãos, todos brasileiros como ela, Giulia se acostumou a praticar ações sociais voluntárias. “Na escola americana eles incentivam a fazer trabalhos e projetos comunitários, atividades em asilos, ajudar no parque”, diz a adolescente. “Mas para mim era pouco, queria fazer algo melhor.” Foi quando Giulia decidiu fazer mais que seus colegas: “Nas férias de verão do ano passado, pensei em doar instrumentos e ensinar música para crianças”. Sim, porque antes de se descobrir apaixonada por ajudar os outros, Giulia se apaixonou pela música. “Tinha 8 anos quando comecei a estudar violino e percebi que a música transforma a vida das pessoas. Eu quero passar isso para as crianças que não têm as mesmas oportunidades.” Ela estava nos EUA, mas tinha em mente as crianças carentes do Brasil.

O discurso pode parecer pronto, embalado, e soar falso para os céticos. Mas os fatos provam a boa vontade e a energia precoces da garota. Quando decidiu transformar a vida de crianças brasileiras por meio da música, Giulia organizou suas horas vagas para arrecadar dinheiro para seu projeto – e olha que vaga é o mais difícil de encontrar na agenda de Giulia. “Eu estudo até as 3 da tarde, depois nado duas horas e estudo violino mais duas horas por dia”, diz a moça. “Dá para fazer tudo, sim, é só dividir bem o tempo, focar naquilo que você quer.”

"Percebi que a música pode transformar a vida das pessoas"
GIULIA OLSSON, a menina que doou
US$ 10 mil em instrumentos para a Heliópolis

Em julho do ano passado, Giulia traçou um “plano de metas” sociais, seguido passo a passo. “Fiz um projeto dividido em duas partes. A primeira seria comprar os instrumentos. A segunda, visitar a instituição para dar aulas com os instrumentos durante as minhas férias”, diz a jovem. Giulia então fundou a ONG Notes for Hope (notesforhope.org). Fez folhetos de seu projeto para distribuir para as pessoas na rua, falou com professores e vizinhos, organizou brechós, lavou carros e economizou cachês de inúmeros concertos dos quais participou como violinista – sim, além de tudo ela toca profissionalmente. Perdeu as contas dos litros de limonada que vendeu para aplacar o calor dos outros e sua sede de caridade. “Em números não sei, mas foram muitas jarras, com certeza”, diz Giulia, entre risos. Em dez meses, juntou pouco mais de US$ 10 mil, numa respeitável média de US$ 1.000 por mês, sem ajuda financeira dos pais, de governos ou de empresas.

Enquanto levava seu projeto a cabo, Giulia pesquisava na internet uma instituição idônea e confiável. Chegou ao nome do Maestro Baccarelli, fundador do Instituto Baccarelli, que há 13 anos mantém uma escola de música para crianças carentes na maior favela de São Paulo, a de Heliópolis, na Zona Sul da cidade, sede da Sinfônica de Heliópolis. Giulia viu e ficou fascinada por Sinfônica Heliópolis e Arnaldo Cohen, documentário sobre o encontro da orquestra com o respeitado pianista. Entrou em contato com a instituição e foi recebida de ouvidos abertos. A boa ação tomou forma definitiva quando a mãe de Giulia, a brasileira Debora Olsson, veio ao Brasil conhecer de perto a escola, que atende mais de 600 jovens.

Invertendo a lógica de muitas leis de incentivo à cultura no Brasil, que financiam projetos privados com dinheiro público, Giulia transformou dinheiro privado em ação pública. Em junho, comprou 72 instrumentos de corda, entre violinos, violoncelos e viola, e conseguiu outros três, doados por amigas. Os instrumentos são especiais para a prática infantil. “Desde o começo queria trabalhar com crianças, para que elas aprendessem música ainda pequenas”, diz.

O projeto de Giulia chama a atenção não apenas pela rapidez com que foi executado, mas pela grandeza do gesto – numérica, inclusive. “Em geral as pessoas doam um instrumento herdado que está parado, dois instrumentos arrecadados. É difícil uma doação desse porte”, diz o maestro Roberto Tibiriçá, diretor artístico da Sinfônica de Heliópolis.

A retribuição do instituto para Giulia veio em forma de música. Ela foi convidada para participar de duas apresentações da Sinfônica de Heliópolis com o renomado violinista alemão Erik Shumann, na Sala São Paulo, em junho. Mas, para Giulia, o melhor reconhecimento veio das crianças com os instrumentos que doou. Durante as duas semanas que passou no Brasil, Giulia monitorou os ensaios de violino de 32 crianças, de 7 a 10 anos. Ensinou violino e inglês. “Foi emocionante, porque a única oportunidade que eles têm é com a música, e eles colocam todo o coração e a garra naquilo”, diz Giulia. Agora, ela quer estender seu trabalho para outros Estados: “Pensei em Pernambuco, que tem projetos legais, mas ainda estou vendo como fazer”. Giulia ainda não sabe se vai estudar música para se profissionalizar, mas tem uma certeza: “Quero continuar meu trabalho social, porque a sensação de ajudar é incrível”.


Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI84033-15228,00-GAROTA+DOA+US+MIL+EM+INSTRUMENTOS.html


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Educando os Educadores - Parte 4

Por Daniel Jacob

Durante toda nossa travessia por este importante tema, estive compartilhando com vocês os conceitos que tem sua origem na Alma Grupal chamada “As Crianças das Estrelas”. Ainda que grande parte do ensinamento tenha lugar em minhas próprias aulas e sessões, meu dom pessoal e ênfase é o de ser um canalizador, não um educador diplomado. Se o que digo aqui ecoa em vocês, se conectaram com nossa Alma Grupal. Se não, não perderam nada mais que o tempo que lhes tomou considerar umas poucas idéias novas.

O ponto focal do segmento de hoje tem a ver com prestação de contas. Este é um termo militar que descreve o processo de extrair informação de uma companhia de soldados que esteve envolvida em uma batalha pouco comum ou em uma experiência extraordinária. Quando nós “recebemos informação” dos companheiros, os estimulamos a compartilharem os sentimentos e impressões que tiveram enquanto ocorria o incidente – assim como nós compartilhamos com eles como nos pareceram as coisas. Em algum ponto, tem lugar uma convergência de percepção, criando um consenso que logo pode ser compartilhado com os que não estiveram presentes ao acontecimento.

Como disse em um artigo anterior, muitas das oportunidades de aprendizagem mais significativas aparecem inesperadamente e sem aviso. As coisas simplesmente acontecem, e quando o fazem, todos querem ser parte do acontecimento. Um “facilitador” inteligente pode perceber quando um grupo se entusiasma, do mesmo modo que um conselheiro inteligente pode dizer quando um aconselhado encontrou algo realmente valioso ao falar de alguma experiência de vida importante. É como enganchar um grande peso a um anzol. A princípio se sentem uns quantos puxões na linha e logo a energia começa a correr.


DESPERTAR GRUPAL

Quando um grupo desperta o interesse, é como se toda a companhia fosse recolhida por uma nave especial e levada a um lugar novo e exótico. Acelera-se a respiração (porque o ar se torna rápido quando se está voando) e se levantam as mãos por toda a sala. Um Mestre sensível pode senti-lo e faz bem em seguir o jogo, permitindo que a energia do grupo se expanda por onde quiser.

Se um estudante introduz um tópico, é preciso que lhe seja permitido ir em frente e ensinar. O facilitador do grupo da um passo atrás, para incentivar aos membros da classe a dar testemunho, dizendo o que sabem, o que lhes aconteceu e como isso os mudou. É extremamente importante por ênfase na experiência e na perspectiva pessoal. Se o ponto de vista do estudante nunca se valida, como aprenderá a criar, ou dar o mesmo nível de respeito a outro?

O movimento da energia em um grupo se converte no fator dominante com respeito a quanto ou quão pouco tempo se destina a um tema. Quando as coisas deixam de ser interessantes, um bom facilitador começa a buscar outro tópico novo. Dessa forma, a ENERGIA MESMA se converte no Mestre. Cada “Veículo de Energia” que se move pela classe tem um itinerário estabelecido, um propósito, e um ponto de chegada final. Uma classe chega ao seu destino, se pode começar a reclamar informação.


Como regra geral, a maior parte das crianças não aprende sentando-se e escutando.

Aprendem movendo-se e fazendo.

Especialmente quando a atenção do grupo se sintoniza neles regularmente em busca de condução.


APRENDER A FAZER


O interesse pessoal é o apetite de uma mente sã. Não imaginaríamos alimentar a força nossos filhos com um alimento que não desfrutassem, um alimento que não estivesse de acordo com seu “gosto”. Por que então, sonharíamos em fazer isso com as idéias?

A maioria dos mestres passa muitíssimo tempo tratando de fazer com que seus alunos se calem e se sentem. Esse é um enorme desperdício de potencial de energia e entusiasmo. Então, esses mesmos mestres demandam que se os escutem, porque tem um programa a seguir e querem que as crianças aprendam. No entanto, por regra geral, a maioria das crianças não aprende sentando-se e escutando. Aprendem movendo-se e fazendo, especialmente quando a atenção do grupo se sintoniza neles regularmente em busca de condução. A maioria das crianças que desorganizam a classe na realidade é líder nata que buscam a missão de vida.

Esta fome por chamar a atenção, pelo reconhecimento do grupo, é o pão da vida para uma mente em expansão! A forma de fazer com que as crianças estejam famintas por aprender é permitir-lhes que regularmente estejam um tempo no centro das atenções para expressar o que os entusiasma, o que os excita. Quanto mais interesses vejam nos olhos de seu Mestre e de seus companheiros de aula, mais abrirão seu mundo interior. A admiração de seus pares pode ser um estímulo extremamente potente, a menos que se interponham outros fatores. Discutiremos isso em outro seguimento.

A expansão do conhecimento requer habilidades específicas. Entre elas está ler, tomar notas, manejar um computador, ter acesso a Internet e trabalhar com números. Em outras palavras: “OS TRES R”! Os mestres sabem que as crianças precisam aprender isto. Porem, as crianças sabem? Descobriram pessoalmente o nexo entre sua alegria de estar no centro das atenções e o domínio das habilidades básicas? Se não, vão resistir aprende-las. Parecerá uma perda de tempo.


VOLUNTÁRIO/OBRIGATÓRIO

No lugar de fazer que os “os três R” sejam obrigatórios, como comer espinafre em cena, por que não concentrar a maior parte da atenção da classe em obter das crianças uma descrição clara do que mais a fascina? De todos os modos, a maioria dos mandatos na vida das Crianças das Estrelas deve vir de dentro. Aí é onde se acha e se alimenta sua conexão inata com o Conhecimento Multiversal.

Por que não deixar que nossas crianças nos mostrem, mediante a alta e a caída do interesse, o que é importante em suas vidas? Deixem que as Naves Espaciais da Energia voem por toda classe levando a nossos exploradores em curtas viagens para e desde lugares exóticos! Então, enquanto nós (casualmente) mostramos às crianças os recursos existentes que estão disponíveis para que possam acrescentar seu conhecimento sobre seus temas favoritos, eles se precipitarão tentando obtê-los.

Deixem que os cursos de treinamento de “habilidades básicas” sejam auto-contidas, de formato circular (que as crianças possam subir e descer do ônibus a qualquer momento) e que estejam disponíveis tão rápido quanto possível. Usem os estudantes voluntários como tutores, tão assíduo quanto possam. Ensinar a outros é a melhor forma de aprender algo por sua própria conta. Permitam que cada criança se alimente da mesa de habilidades básicas tanto quanto desejem, e logo continuem buscando o que é que os apaixona.


PRESTANDO CONTA DESTA SÉRIE


Antes de seguir adiante, gostaria de resumir rapidamente alguns dos principias pontos que tratamos até agora nesta série. Façamos um pouco de prestação de contas de nossa parte, sim? Tenho a impressão de que cada um destes pontos, se poderiam converter em um livro em si mesmo. Talvez no futuro escrevamos juntos alguns destes livros. Aqui há um pouco:

  1. As Crianças das Estrelas são “extraterrestres” altamente evoluídos que “aterrissaram” em meio a Cultura Terrestre contemporânea.
  2. Vieram em paz.
  3. Estão aqui para construir Pontes de aprendizagem e compreensão entre nosso mundo presente e um mundo totalmente novo que está tratando de fazer contato conosco.
  4. As Pontes de aprendizagem e compreensão devem ir em ambas direções.
  5. As crianças aprendem melhor com o exemplo. A forma mais fácil de ensinar-lhes é aprendendo ativamente em sua presença. Ao ver-nos fazer isto, eles imediatamente começam a fazer também.
  6. Não há Experts para onde a humanidade está indo agora. Tudo está se tornando novo. O maior presente que nos trazem nossos filhos é uma lembrança constante de como é ser abertos, com capacidade de admiração e expectativa acerca da vida e da aprendizagem.
  7. Boa “pontuação nas provas” não significa que alguém seja inteligente.
  8. Um dos elementos mais importantes para aprender e crescer é ter tempo suficiente para descobrir o que querem e precisam aprender por sua conta.
  9. As crianças das Estrelas não são posses de seus pais ou da sociedade em que vivem. São exploradores e guias de uma forma totalmente nova de ser.
  10. A função mais efetiva que tem um adulto no processo da educação formal é criar e sustentar um ambiente de aprendizagem autentica e aberta, onde o papel de “Mestre” e “estudante” se intercambia regularmente, ida e volta, entre as gerações.
  11. A decisão de converter-se em Mestre na realidade é uma decisão de reconectar-se com a Criança Mágica interior. Se não o fazemos, não seremos capazes de conectarmos com nossa criança exterior nunca.
  12. Sabemos que conectamos a nossa criança Mágica quando nossos corpos e mentes se “excitam” com o que estamos fazendo no momento presente.
  13. O poder subjacente por trás da sexualidade está presente e ativo nas pessoas de todas as idades. É uma forma de pensar criativa, um estado expandido de ser. Seus componentes primários são uma sã curiosidade, liberdade para explorar e disposição para compartilhar progressivamente com os demais.

Para as Crianças das Estrelas, a aprendizagem efetiva é como “fazer amor com a vida”. Eles montam a energia, compartilham profundamente desde sua alma e seu coração, e logo descansam gentilmente na presença do outro, bebendo do resplendor do descobrimento. O que desejam dos mestres é manter seu processo a salvo e sem obstáculos impostos por “objetivos” externos. Como sempre, sempre estou profundamente agradecido por sua retroalimentação e idéias pessoais. Sintam-se em liberdade para escrever-me.
DJ.

Publicado na revista eletrônica PlanetLightworker de novembro 2004

© Daniel Jacob, 2004 daniel@reconnections.net (mails en inglês)

Tradução do inglês para o espanhol: Susana Peralta

En español: http://www.manantialcaduceo.com.ar/libros.htm

Tradução do espanhol: sandraferris@globo.com



terça-feira, 30 de junho de 2009

Educando os Educadores - Parte 3

por Daniel Jacob


Neste número, eu gostaria de falar um pouco sobre criar um autêntico ambiente de aprendizagem – um lugar onde as linhas divisórias entre “estudante” e “professor”, por vezes não sejam muito claras. Temos ouvido como são elogiáveis aqueles que “ensinam com o exemplo”, os que se disciplinaram para predicar com o exemplo. Mas pergunto-me quantos de nós já pensaram no poder de aprender com o exemplo? Quantos educadores permitem que a (sua) própria curiosidade infantil seja o tom predominante que os inspire na sua actividade diária?

Da mesma forma que as linhas que distinguem aquele que deve representar o papel de “educador” na escola e quem se supõe que seja o “aluno” se traçam rigidamente, assim se farão distinções rígidas entre a energia do “trabalho” e a do “jogo”. Na minha opinião, este é um modelo extremadamente destrutivo, pois a pessoa leva-o consigo para a vida adulta e pode dominar toda a sua vida.

Os meus Guias Espirituais, As Reconexões, ensinaram-me que há um terceiro tipo de força de vida, caso decidamos elegê-la. Chamam-no “jolho” (plork), que é a junção de jogo e do trabalho (play + work). Oferece um contacto directo com a Criança Mágica, através da acção expontânea e da Consciência do Momento do Agora – e cria um canal para que essa energia regresse ao Plano Terrenal através do exame retrospectivo, uma vez que passou uma “onda” de oportunidade.

A nossa criança mágica

Muitas pessoas têm escrito sobre o Aspecto da Criança Mágica na personalidade e conduta humana. Alguns conectam-no com a fantasia e o assombro, para poder chamá-lo “Peter Pan” ou “Wendy”. Outros, simplesmente consideram-no o equivalente da espontaneidade, a diversão ou a descontracção. Têm uma experiência, ou vêem uma obra de teatro, e exclamam: “Semti-me como uma criança outra vez!” E pelo olhar, em seu rosto, realmente acreditam que este resultado foi magia.

Para os nossos propósitos, aqui, eu simplesmente gostaria de sugerir que uma pessoa sabe que se conectou com a sua Criança Mágica quando “se excita”, física ou emocionalmente. Quando digo isso, compreendo que o uso dessa expressão (em inglês turn on também significa excitar-se) pode fazer com que vos venha a mente conotações sexuais que os educadores justamente deveriam evitar. Mas, Podem? O assunto da sexualidade não está na cabeça, diáriamente, em cada pátio de jogos ou em cada aula de todo o país?

Os corpos físicos foram criados para serem “excitados”. Sentem-se bem quando o são. Nosso foco de atenção restringe-se, a sensibilidade nervosa torna-se mais aguda, o sangue concentra-se nas zonas do corpo que mais necessita para entrar em acção. Sentimo-nos vivos! Vemos algo, respondemos a isso como um estímulo de vida e queremos mais e mais. Queremos beber desse copo até que estejamos satisfeitos. E, então, seguimos adiante.

O termo “mágico” é importante aqui, na nossa discussão também. O que significa para mim é: “Não sei como aconteceu”. Não é essa a essência da magia? Se podemos resolver, não é magia, é lógica. Na nossa sociedade, determinamos que certas pessoas desempenhem o papel de “Magos”, que é uma frase simples que diz: “Não sei como fiz isso.”

Assim temos as gémeas: Magia e Lógica. A primeira é a que nos incita e a segunda é a que nos faz sentir salvos e seguros. Para que os humanos tenham uma experiência educativa de amplo espectro, as duas “gémeas” devem fazer parte do trato.

PLANEAR OU BRINCAR?

Agora que introduzimos a possibilidade de uma actividade chamada “Jolho”, e percebemos a importância de nos conectarmos com esse Ser Mágico que vive no nosso interior, o próximo passo na nossa viagem é perguntar quanto dessa conexão necessita de ser (ou, inclusivamente, pode ser) planejada, para que a vida continue a ser agradável e plena de sentido.

Aqueles que há tempos vêm lendo os meus artigos podem ter notado o quanto gosto das Claves de Allie, essa “Menina das Estrelas” de ficção que é o personagem central da mini-série Taken de Steven Spielberg. Allie tem uns dez anos na história e, constantemente está emitindo a sua própria e adorável forma de sabedoria pessoal que reflecte, formosamente o que significa ser um meta-humano, que tenta funcionar em um mundo muito humano. Para ver a lista destas citações, em inglês, o leitor pode examinar um sítio fantástico na Internet que as compilou. http://spielbergfilms.com/takenquotes.html

EM TODAS AS COISAS, DEVEMOS ESTAR DISPOSTOS A ARRISCAR-NOS AO DESCONCERTO E À CONFUSÃO

SE QUEREMOS EVITAR A MEDIOCRIDADE

Em dado momento, Allie fala com o seu pai, que a felicita pelo seu jogo de futebol americano e a indaga a respeito de como ela parece controlar o jogo ao seu redor mediante a projecção consciente do pensamento. Allie é uma goleadora e sempre parece derrubar aos seus adversários. Ela lhe diz: “Engano-me a mim própria, vês? Digo-me que vou para a direita, então outro jogador se interpõe no meu caminho. Acredito e concentro-me nisso com todo o coração. Como eu acredito, ele acredita também. Então, de repente, vou para a esquerda. Esta atitude apanha-o totalmente de surpresa e assim posso derrubá-lo.”
Nesta altura, o pai de Allie faz-lhe a pergunta inevitável: “ Como planejas ir para a esquerda?” Ao que ela responde: “Não o sei. Se compreendesse como, era capaz de não funcionar mais.”


Esta maravilhosa compreensão, dita com simplicidade que tanto purifica como edifica, dá-nos uma pista de como se relaciona o planeamento de uma experiência de “jolho”, com êxito.

Podemos ter um plano – de facto, devemos tê-lo! Caso contrário, a nossa ansiedade ou forças de entropía poderão corroer-nos. Se não programamos nada, sempre terminamos acertando.


No entanto, em qualquer plano deve-se incluir a prontidão em sair do caminho planejado para uma direcção completamente nova, se as circunstâncias assim o exigirem. Em todas as coisas, devemos estar dispostos a arriscar-nos ao embaraço e á confusão, se queremos evitar a mediocridade. E, diga-se de passagem... essa é uma linda palavrinha, não? “Desconcerto”. (Embarrassment). Exactamente no meio há duas palavras reduzidas: “bare” e “ass”. (rabo pelado). Viva! Apanhados com os nossos (proverbiais) pantalões embaixo!


Quantas vezes se enganou um professor ao falar, enquanto introduzia algum assunto e utilizou uma palavra (proibida) em lugar da que tentava usar? Ficou vermelho, transpirou e as crianças (caso se tenham dado conta) começaram a rir ás gargalhadas! Acontece igual com os pequenos enganos das crianças (bloopers) ao falar. São maravilhosos e há listas deles voando pela Internet.

SE UM EDUCADOR DEIXOU DE APRENDER -EXACTAMENTE AGORA, NESTE MOMENTO - ENTÃO TAMBÉM DEIXÓU DE ENSIÑAR…!

O primeiro passo para criar um autêntico ambiente de aprendizagem, é apenas este: Ser autênticoSe passamos o tempo a planejar e a pré organizar o que se irá fazer no “jolho” – a execução de estes planos tende a ser mecânica e aborrecida. Se os vossos “jolhos” não vos motivam FAÇAM ALGUMA COISA. Eu Adorava meu professor de Economia do 9º ano. Ele gostava muito da Áustria e já havia ido por lá várias vezes. Mais de uma vez, quando chegávamos ao fim da aula, ele, repentinamente fechava o seu livro de economia e nos dizia: “Cansei-me de falar disso. Falemos da Áustria.”

O simples exercício desta opção, na minha jovem mente, era algo prodigioso. Nunca esqueci. Num destes pequenos “desvios”, o Sr. Dunphy ensinou-me a dizer “obrigado” em russo. Eu estava muito interessado, naqueles tempos, pela língua russa, porque eu gostava da forma como falavam os actores no filme “Vêem aí os Russos”. Como se relaciona isso com a economia? Não sei. Tenho medo de que deixe de funcionar se tentar explicar.

Bom, e aqui estamos, dançando com as Crianças das Estrelas e ensinando “Educação Sexual” nas aulas! No entanto, em lugar de estudar anatomia técnica, estamos invocando e utilizando forças poderosas que subjazem sob aquilo que pensamos ser “o acto sexual”. Estamos atiçando as chamas da curiosidade, criando lugar para a experimentação expontânea e nos atrevendo a arriscar um pouco de desconcerto que possa ocorrer enquanto as pessoas se encontram absortas no entusiasmo do momento. O sexo é mais que anatomia! É um estado mental! E é atemporal.

Se um educador deixou de aprender – exactamente agora, neste momento - então também deixou de ensinar. Estas duas energias vão juntas. Quando uma está em acção, deve-se permitir que venha a outra. Se isso não acontece, damos outro rumo a uma nobre profissão distanciando-a de ser potenciadora do poder juvenil para convertê-la numa glorificada cuidadora de crianças.

No próximo mês, eu gostaria de discutir a mudança de ímpeto que ocorre entre proporcionar uma onda de oportunidade de aprendizagem e processar essa experiência depois que passa a onda. Espero os seus comentários e perguntas ao longo do caminho. Todos estamos aqui para aprender!

© Daniel Jacob, 2004

Tradução: Susana Peralta

Fonte: http://www.chamanaurbana.com/amerikaindigo.htm


domingo, 21 de junho de 2009

Série Educando os Educadores - Parte 2


por Daniel Jacob

Tenho amado e apreciado a muitos mestres ao longo dos anos. Alguns deles foram meus e outros são mestres que encontrei pelo caminho. Pessoas maravilhosas, vibrantes, vivas, preocupadas com o que faziam. São a prova positiva de que ainda se consegue abundancia de bondade no sistema educativo. Eles fazem bem o seu trabalho, e tem um impacto substancial em muitas vidas.
Minha mestra de inglês da Oitava Série, a senhorita Jamieson, foi a primeira pessoa que descobriu minha habilidade para falar em público. Ela me escolheu para uns projetos de “Interpretação Oral” – ler histórias e poesias com sentimento e imaginação – e isto mudou a minha vida. Ainda posso ouvir-me, enquanto recitava ingenuamente “Os Sinos” de Edgar Allan Poe a uma classe agradecida. Daí, fui para a Oratória e Dramaturgia, onde minha própria imagem no Secundário e na Universidade se converteu na de um “ator” e um artista. Todos nós precisamos de uma “imagem” própria no sistema escolar e na vida e essa se converteu na minha.

No Secundário, o Sr. Johnson se converteu em meu mentor e amigo. Suas aulas Teatro se davam em um pequeno bangalô em um lote atrás da Escola Secundária Politécnica de Long Beach na California. Os “atores e atrizes” mais dedicados na Poli, nunca usavam os arquivos que nos designaram no edifício principal. O Sr. Johnson nos deu caixotes e armários no bangalô para guardar nossos artigos pessoais, assim íamos alem dos recreios e desenvolvíamos uma espécie de comunidade. Encantava-nos passar nossos horários de almoço e recreio conversando com o “Sr. J” e entre nós. Ele nunca parecia cansar-se de nossas aplacadas
ou nossos pontos de vista adolescentes e escandalosos.

AS EXCESSÕES E A REGRA

Um punhado de meus próprios mestres foram pessoas excepcionais. Talvez alguns dos seus tenham sido também excepcionais também. E este é justamente o ponto, não é assim? Há exceções, e logo está lá a regra. Seriamos bastante descuidados neste estudo se não tomássemos nota de fileiras de mestres lá fora - com titularidade e quase invencíveis – que caminham dormindo ao longo de cada dia escolar e fuxica nos cursos de estudo “padrão” e descarregam repetição, tédio e mal-estar mental nas mentes jovens e férteis.

Paul Simon, sucintamente, colocou em uma de suas primeiras canções e gritava: “Quando penso em toda a porcaria que aprendi no secundário – é maravilhoso que ainda possa pensar[1]!” Há que reconhecer que esses problemas não residem totalmente nos mestres. Grande parte disto aponta para o mal-estar administrativo e legislativo também. Estar atado a um currículo “estabelecido” durante 20, 30, 40 anos pode matar o espírito investigativo de qualquer um.

Continuamente estou ouvindo queixas de que estão se preocupando demasiadamente com as estatísticas e pontuação das provas e muito pouco por conectarem-se genuinamente com as crianças e relacionarem-se com eles ou o que é vital pata seu mundo. Um Mestre ganhador de um prêmio me fez esta confidência: “Passamos o tempo seja preparando as crianças para as provas (padronizadas) ou lhes fazendo provas. Há muito pouco tempo para fazer alguma coisa mais.“
No sistema atual, se um Mestre quebra o “protocolo” e cria um entorno de aprendizagem realmente inovadora, seus colegas põem a boca no trombone a respeito, porque isso faz com que os demais se vejam mal. Também põem a administração na defensiva. Alem de tudo, alguém poderia se queixar.

Os estudantes, que podem detectar a inteligência e a autenticidade a uma milha de distancia, imediatamente fogem a galope de qualquer coisa que os irrite e leve as lagrimas. Se isso tem também uma aplicação vital para os dolorosos desafios com os quais se deparam diariamente, e lhes falam numa linguagem que podem entender, a curva de resposta vai mais longe ainda. Se o Mestre escuta realmente, no lugar de falar-lhes somente, os resultados se tornam astronômicos.

Porem, são os “resultados” o objeto primordial aqui, muito alem da pontuação aceitáveis das provas? Ou as chaves deste dilema são as mesmas chaves que abrem as portas de qualquer outra parte da vida – a saber, a política e o dinheiro? Mestres brilhantes, imaginativos, entusiasmam as crianças. Isto é um fato comprovado. No entanto, em muitas instancias, são castigados por isso. Um grande número de mestres dotados eventualmente deixa seus empregos devido à pressão administrativa ou de seus colegas para que se adaptem aos “padrões e práticas” aceitadas de tempos que passaram.
BUSCANDO ENCONTRAR A CRIANÇA INTERIOR.

Esta situação externa é um espelho perfeito da vida interior da maioria das pessoas do planeta, não importando a idade. Exatamente assim é com muitos de nós estamos tratando a nossa Criança Interior Mágica.

Na escola física, os jovens são forçados a suportar as lições e projetos dos que se faz um ritual, que estão fora de moda, “padronizados” e que seus superiores insistem em fazer-lhes suportar. Aqui estamos falando das sempre presentes, sempre importantes “Três “Rs”. Os adultos odiaram aprender a respeito delas quando eram pequenos, e estão determinados a fazer que com que seus próprios filhos passem por essa mesma prova de paciência também.Concedido, aprender estas habilidades pode ser essencial para uma vida eficiente e cotidiana. Porem, quem consegue descobrir essa compreensão e fazer uma escolha em livre arbítrio para conseguir o remédio? Damos as crianças a oportunidade de descobri-lo – ou simplesmente encaixam, como o resultado inevitável? Os adultos “responsáveis” dizem a sua progênie: “Sabemos que precisam disto, assim aqui está.” Ainda que algumas crianças aceitem essa opinião sem questionar, um grande numero deles resistem furiosamente.
A partir do momento em que passam pela porta da escola, cometamos a forçar as crianças a sentarem-se quando tem vontade de moverem-se, a escutar quando tem perguntas que fazer ou compreensões que compartilhar, e a memorizar algo velho quando suas consciências despertas anseiam criar algo novo.

E deixando para trás a escola e entrando na “adultez”, as pessoas a perseguem com a adesão compulsiva a essas formas tradicionais de comprometer-se com a vida ou rebelar-se contra elas, bloqueando-os a todos e impedindo-lhes perceber a inspiração momento a momento e a beleza que continua golpeando as portas de seus corações famintos!

Vão do trabalho escolar ao trabalho dos adultos, com muito pouco espaço intermediário. Logo se casam e tem seus próprios filhos. Aos que tratam de expandir esse bendito espaço intermediário se os chama “preguiçoso” e os pais choram de agonia, temendo que seus filhos nunca cheguem a nada.

Contatar com a Criança Mágica, em qualquer nível, não é mais complicado que pedir o jantar em um restaurante. Dão um cardápio a criança e a perguntam: “O que quer comer?” O difícil é esperar a resposta. Se a criança não aprendeu a ler, temos um caso. Se a criança não tem fome, temos outro caso. Entretanto, temos que aguardar o tempo, não é certo?

A palavra “tempo” joga uma grande parte em tudo isto. Um dos aspectos mais essenciais do processo de crescimento de qualquer pessoa é o TEMPO. Todos nós precisamos de tempo para sentir, tempo para darmos conta das coisas, tempo para experimentar desejo e tempo para ir satisfazendo nossas necessidades e desejos. Porem, os pais e os mestres só têm certa quantidade de tempo para dar-nos. Quando dão fazem sentirem-se enormemente afetados. Podem ver isso na quantidade de tempo que lhes deram seus próprios pais e mestres.

Falei da “apropriação” das crianças por parte dos pais e da sociedade, na série “A Nação Imaginada”.
Podem encontrá-la em espanhol em:
http://www.manantialcaduceo.com.ar/libros.htm.
A soberania pessoal representa um grande papel na motivação de alguém para expandir-se e ser criativo cada dia de sua vida. O mesmo acontece com o sentimento de valorização pessoal. No próximo seguimento gostaria de discutir a importância de criar um entorno de aprendizagem genuíno. Para que se completem e sejam efetivas as transações de aprendizagem, o fluxo de energia deve mover-se em ambos os sentidos. Deve-se compartilhar o poder e deve haver realizações em todos os níveis. Se isto não ocorre, a educação se converte em educação morta, e se perderão os dons e o potencial de outra geração.

© Daniel Jacob, 2004 – Publicado na Revista Virtual de Planet Lightworker em agosto e setembro deste ano.
Tradução do original em inglês para o espanhol: Susana Peralta
Tradução do espanhol: sandraferris@globo.com

[1] NT: na verdade este desabafo de Paul Simon é uma adaptação de uma citação de Albert Einsten sobre o espirito investigativo do ser humano.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Série Educando os Educadores - Parte 1


por Daniel Jacob

Hoje estou pensando na expressão que usam mais frequentemente os alienigenas espaciais quando encontram com os humanos normais nesses filmes de ficção-cientifica dos anos de 1950 aos 1960. Eles diziam: “Viemos em paz”. No entanto, para vender filmes, os extraterrestres eventualmente tinham que fazer voar algunas cidades nossas para destruir algo. Desse modo, podiamos estabelecer que os alienigenas eram maus, combatê-los e repudia-los e terminar pensando que os humanos são bons meninos. Outra Vitoria para o status quo.

A afirmação precedente é verdadeira e a maioria das Crianças das Estrelas gostaria de dizer isso aos diretores e aos mestres, enquanto começam a misturar e fundir seus rostos e habilidades meta-humanos com nossos protocolos estabelecidos para a vida. Eles vem em paz. Na verdade são Crianças Índigo que questionam abertamente a autoridade, e fazem algumas afirmações claras sobre o que estas Novas Crianças aceitarão ou não – no entanto, a intensão geral da maioria de nossa juventude é construir pontes e abrir portas para o intercambio mutuo e para expandir a cooperação entre gerações de modo que possam levar a cabo o que vieram fazer aquí.

De muitas formas, as Crianças das Estrelas são alienigenas, que vivem entre nós em sociedade. Muitas delas admitirão abertamente que se sentem assim. Suas mentes e corações se originam de um lugar da consciencia que está muito longe da mente massiva que prolifera hoje no mundo. Porem, são parte de nós, assim como nós somos parte deles. Vem para ajudar. Nós precisamos de sua ajuda. E o proposito desta série é encontrar formas de poder melhorar o que está sem ter que fazer voar nossas cidades no processo.

Instintivamente, os humanos são resistentes a qualquer pessoa ou coisa que sintam ser divergente do “normal”. É nossa natureza básica. De fato, me encanta uma citação em particular do filósofo Arthur Schopenhauer, que viveu e morreu em meados de 1800s. Disse:
“Toda verdade passa por três etapas. Primeiro a ridicularizam. Segundo, se opõem a ela violentamente. E terceiro, aceitam-na como óbvia.”

As Crianças das Estrelas querem encontrar-se conosco em nosso proprio terreno e negociar novos termos a partir daí. Sabem que tem “poderes” para penetrar nossas barreiras adultas inatas, porem, querem aprender a forma de modular esse poder, para não terminar destruindo-se a sí mesmo ou a nós no processo.

Gostaria de começar os diálogos acerca de cómo podem as Crianças da Nova Terra começar a conectar-se com nossa escola atual e sistemas comunitários, onde seus lugares “assinados” foram prolixamente estabelecido para eles – ainda que haja pouca evidencia de que tal sistema tenha sequer a mínima pista do que eles necessitarão da sociedade e o que podem oferecer-nos potencialmente por sua vez, se estamos dispostos a prestar atenção.

Gostaria de discutir os problemas comuns e os escolho do atual sistema educativo, especialmente desses lugares onde dificultam seriamente as vidas das crianças. Gostaria de alguma coisa brainstorming acerca de cómo pode uma pessoa jovem, respeitosa, porem firmemente, mudar-se de lugar de poder e influencia que é seu direito de nascimento durante este tempo potente de transformação global.
Estamos prontos para isso? Se estamos, vamos ter que deixar para tras nossos insignificantes medos e suspeitas – especialmente quando promovem a discriminação pela idade, o abuso emocional e/ou fisico, e outros problemas parecidos que se estão sentindo atualmente em todo mundo.

UNIFICAÇÃO, NÃO POLARIZAÇÃO

Enquanto começamos, parece ser muito importante que nenhum de nós se coloque em uma posição onde sejamos “Nós vs. O Sistema”. Essa seria uma posição sem esperança, e não faria avançar a causa de nossas queridas Crianças das Estrelas. Nós somos o sistema. Nós somos um. Nós somos o mundo. A comunidade e o governó não são uma conspiração formulada contra nós. É um sonho que estamos invocando sobre nós mesmos, de dentro de nós, para aprendermos algo.

Seguramente, nosso sistema educativo está se desmoronando seriamente no meio de nós. Ainda assim, atualmente, cobre algunas necessidades muito básicas de nossas crianças. Pessoalmente me relaciono com muitos indivíduos potentes e diligentes que trabalham com afinco para manter as coisas andando e fazer com que o sistema educativo existente seja muito melhor. Realmente querem que derrubemos a nós mesmos ao fazer colapsar prematuramente o sistema, ou teria mais sentido construir sobre o impeto existente, e somar ao que já está aí?

Quando falo de “educar aos educadores”, não estou sugerindo que os pais e a faculdade comecem um novo round de enfrentamentos, ou que substituamos a outro grupo de políticos (sem importar seu orientação) para que se lhe outorgue mais atenção legislativa a problemas que possam ser tão variados como a quantidade de crianças que participam no processo.

Os verdadeiros “educadores” do futuro são estas mesmas crianças. E elas nos ensinarão fazendo, não discutindo ou legislando.

Para mim, a verdadeira lição dos anos “60s” foi… “Não mudas a sociedade mudando a sociedade. Só podes mudar a ti mesmo. A sociedade está formada e refletida para fora , a partir do interior de cada pessoa. Se mudas a ti mesmo, a sociedade em que vives finalmente refletirá essa mudança.”

Se tratamos de fazê-lo de qualquer outro modo, terminamos fazendo mais “Guerras” sociais – (Guerra as Drogas, Guerra a Ignorancia, Guerra ao Terrorismo) – e aquilo ao que nós resistimos, sempre persistirá. As estatisticas o provam. Quanto mais lutam contra algo negativo, mais negatividade obtem. Devemos nos concentrar calmamente no que queremos, no lugar de lutar contra o que não queremos.
Qualquer “movimento” organizado na sociedade tem distintas forças motivadoras que o energizam e sustentam. Estas forças eventualmente se tornarão “grupos de interesse especial”, tanto como qualquer grupo de pressão em Washington hoje em dia. Tudo parece cheio de objetivos, não é assim? Ainda que os corações dos criadores originais de um “movimento” possam ser muito puros, seus predecesores eventualmente atropelarão as coisas. O Manifesto Anarquista diz assim: “Toda estrutura é má. A estrutura requer liderança. A liderança confere poder… e o poder sempre corrompe.” Poderá levar um tempo, mas sempre o faz.

O PESO DE SER UM “ESPECIALISTA”

Vejo os livros que escrevem hoje em dia a respeito dos Índigos, os Cristais, as Crianças das Estrelas e demais. Muitos autores tem uma “Mestria em Artes” ou um “Doutorado” por tras de seus nomes. E isso esta bem e é bom. O profissionalismo e a experiencia tem valor. Porem, nada foi antes para onde está se dirigindo agora a sociedade. Os recursos e protocolos para vê-la com a nova energia estão se confeccionando AGORA, inclusive enquanto esta energia está fluindo. Sacudir nossos títulos por aí na cara dos demais implica dizer que; o que a humanidade necessita saber a respeito da vida já está nos livros, ou nas escolas, e que já há alguns que o aprenderam.

Meus amigos só raspamos a superfície destas Novas Crianças e esta Nova Vibração em que vivemos! Não há “especialistas” para onde a humanidade está indo. E estas pessoas que estiveram vegetando em nosso sistema educativo durante 20, 30, 40 anos pode ter um montão de “histórias de guerra” para contar, porém vão seus “títulos” ou “treinamento” abrir suas mentes a nova informação e as formas de enfrentar a vida, ou vão ser cordas ao redor de seu pescoço enquanto a sociedade entra neste estranho novo mundo? Só o tempo dirá.

Proponho que busquemos um novo título para conferir-nos a nós mesmos e aos demais, enquanto nos dirigimos para a Sociedade do Futuro. Que tal se puséssemos as siglas “D.A.E” ou “P.P.A” por tras de nossos nomes? Poderiam significar “Dispostos a Escutar” ou “Prontos para Aprender”. Agora há um título que pode ser-nos útil, enquanto os paradigmas humanos seguem voando em pedaços sob nossos pés.

Não levem a mal. Tudo o que temos aprendido pode servir-nos sob as circunstância adequadas. Porem, uma Criança das Estrelas desperta pode ultrapassar de longe nossos diplomas, e olhar direto em nossos corações e vidas. Colocá-los de frente a sua cara não vai impresiona-los e é possível que tambem nos impeça ver a nós mesmos.

Tradução: sandraferris@globo.com

Fonte: http://www.manantialcaduceo.com.ar/daniel_jacob/ninos_estrellas.htm

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ritalina não resolve

Aumenta em São Paulo a demanda de Ritalina (nome comercial do metilfenidato), medicamento utilizado para controlar as crianças: um milhão de caixas foram consumidas no Brasil em 2005.


“A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. Tudo, pois, se processará exteriormente, como só acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem.”

“A Gênese” (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira), de Allan Kardec, 18o capítulo, item 27.

A marcha do progresso tem sido acelerada. Como falta ao homem o equilíbrio necessário para incorporar tantas transformações ao seu modo de viver, observamos, em paralelo a esse crescimento da tecnologia, o desrespeito à natureza e ao próximo. No Ocidente, onde o conhecimento da vida espiritual ainda não é disseminado, isso aconteceu de forma mais acentuada, provocando tantos desequilíbrios sociais. Neste início de século, estamos diante de grandes transformações que se fazem sentir e que abalam convicções solidamente arraigadas. Não obstante a largueza de recursos tecnológicos, a farta disponibilidade de dados e de informações e a vasta bibliografia científica, o preconceito muitas vezes ainda fala mais alto. Cada vez que ocorre um determinado fenômeno que desafia os padrões estabelecidos, exigindo pesquisa e análise criteriosa, na maioria das vezes, a questão se não descamba para o terreno do maravilhoso, do sobrenatural, ao sabor de multidões de místicos que se alimentam de fantasias, é rechaçada por quem se apresta a tirar conclusões apressadas, desconsiderando a necessidade de aprofundar sua apreciação. Existem aqueles que, de outra forma, recusam-se mesmo a considerar a realidade que está a um palmo dos seus olhos. Fazem vista grossa àquilo que não se enquadra nos seus conhecimentos acadêmicos ou está fora do alcance de sua cultura. Esse é, justamente, o caso das crianças índigo.

As notícias que a mídia estampa, além de confirmar essas colocações, causam-nos grande preocupação e estão, aos poucos, mobilizando pais, professores e profissionais da área da saúde conscientes da importância de entendermos o que está, de fato, acontecendo. O jornal O Estado de S.Paulo em sua edição de 2 de outubro último lançou uma denúncia: “Desafio: controlar a droga antiagitação” (veja o boxe). Segundo a reportagem, que ouviu o depoimento da psicanalista e professora da Universidade de São Paulo (USP) Kátia Forli Bautheney, 70% dessas crianças não precisariam tomar o remédio. A mãe [M. T. F.] de um garoto acusa as autoridades médicas: “Estão usando esse medicamento como se fosse água”. Seu filho, depois de um mês de “tratamento” com Ritalina parou de tomar a medicação, vítima de fortes dores de cabeça e náusea. Muitas dessas crianças, diagnosticadas como portadoras do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), são na verdade crianças índigo, ou seja, seres diferentes, cujo comportamento não se enquadra nos padrões conhecidos. À parte considerações religiosas e místicas, o chamado índigo não é um ser “iluminado”. Possui inteligência e sensibilidade aguçada. São espíritos em evolução, ainda em débito com a contabilidade divina, mas apresentam características próprias de seres que avançaram mais do que nós. Como qualquer um de nós, estão à mercê do meio ambiente onde reencarnam. Sendo assim, não prescindem do amor de seus pais, do aconchego do lar, do equilíbrio familiar. Sua adaptação entre nós, seu aprimoramento moral depende desse ponto de partida: um lar equilibrado. É claro que todas as crianças necessitam viver bem em família para se desenvolver e progredir. No caso dos índigos essa necessidade é ainda mais acentuada: para desenvolverem suas qualidades, os recursos psíquicos de que dispõem, necessitam de aceitação, apoio e disciplina.

Em nosso trabalho clínico observamos o comportamento, as características e necessidades dessas criaturas que pudemos identificar como índigos. O livro “Crianças índigo”, de Lee Carroll e Jan Tober, e “Educando crianças índigo”, de Egidio Vecchio, ambos editados pela Butterfly Editora, são de grande utilidade prática em nosso trabalho. Se Lee Carroll e Jan Tober fazem uma grande reportagem sobre os índigos, Egidio Vecchio se presta a identificá-los, compreendê-los, amá-los e educá-los. Seu livro também apresenta questionários e pré-avaliações que facilitam a assistência aos índigos, o que não podemos deixar de destacar. Se a incidência de nascimento de índigos é maior hoje do que em outros tempos, por contingência das necessidades planetárias de transformação, sua presença foi notada há décadas. Um desses casos, que passou por nosso consultório, foi o de M. V., 34 anos. Em busca de uma terapia que o ajudasse a superar problemas de ordem afetiva, procurou-nos por indicação. Em seus relatos, afirmou que sempre foi capaz de perceber o que as pessoas verdadeiramente sentiam, mas não recebeu nenhum estímulo a desenvolver essa percepção. Seu pai, já desencarnado, não enxergou o valor do filho, seu empenho em sentir-se amado. Em virtude dessa rejeição e de outros problemas paralelos, derrapou para o mundo das drogas. Passou por muitas dificuldades, mas despertou, em si mesmo, a vontade de recuperar-se. Internou-se numa clínica e venceu a dependência química.

Descreveu esse período com extremo bom humor e humildade. Lá conheceu muitas pessoas que o ajudaram e que se tornaram seus bons amigos. Desempenhou muitas tarefas e, em razão de sua facilidade para se expressar, foi convidado a falar de suas experiências, sua luta contra o vício. Hoje, distante dessa época, trabalha por conta própria, fala inglês fluentemente. Faz suas próprias regras e horários, não suporta a rotina. Sua maior dificuldade é justamente trabalhar, mentalmente, com as informações de que dispõe sobre os sentimentos de outras pessoas. Involuntariamente, sente o que está por trás das aparências e das atitudes daqueles que o cercam. Essa é uma das características marcantes dos índigos. No caso de M. V., nota-se que não foi preparado para viver suas potencialidades, que nem sequer foram explicadas ou mesmo reconhecidas por aqueles que o educaram. Esse descompasso, do qual esse exemplo é uma amostra, se amplia sobremaneira em outros casos, os quais tivemos a oportunidade de registrar. Generalizando, muitas pessoas rebatem: “Isso pode acontecer com qualquer um” ou “É mais um caso de mediunidade que não foi desenvolvida”.

Dependendo delas, se forem profissionais da área da saúde, tratarão desses pacientes com medicamentos paliativos do tipo da Ritalina. Esse é o erro que muitos estão cometendo. E quanto aos efeitos colaterais? O diferencial observável no índigo é que muito cedo se percebe sua dinâmica de personalidade: seu senso de bondade, igualdade, fraternidade, cooperativismo, caridade, e, acima de tudo, a consciência de que é ele mesmo quem deve corrigir seus erros. É muito comum notar que adolescentes índigos, solicitados a escrever histórias, revelam no conteúdo de seus relatos a preocupação com esses valores – intrínsecos à sua personalidade – sem maior importância para os jovens nessa faixa etária. Estamos apenas no começo. Muito há ainda por fazer. Poderíamos relatar inúmeros outros exemplos se tivéssemos espaço para tanto. O que é mais importante nesse momento, no entanto, é entendermos que estamos vivendo uma nova era, um novo momento da nossa consciência planetária. Precisamos dar suporte a esses espíritos que estão reencarnando porque faz parte do nosso aprendizado comum. Aqueles que afirmam que os índigos são fruto da nossa imaginação não sabem o que dizem. No crescer dessa realidade, no avançar dos tempos, mudarão de opinião diante das constatações que estamos à beira de alcançar. Preocupam-nos apenas essas crianças que se apagam, melancólicas, entorpecidas por medicamentos, para se incorporar à triste sociedade de consumo que têm nos shopping centers o altar de sua adoração. Os tempos são chegados. Façamos o nosso papel de pais, de educadores. Vamos nos dedicar de corpo e alma a esses pequeninos, lembrando-nos das palavras de Jesus: “Todo aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará”. Educar com amor é entender a diversidade e conviver com ela, talvez o maior desafio do nosso século.

Valdeniza Sire Savino (para a revista espírita Além da Vida)
valdenizasavino@terra.com.br


Estão usando a Ritalina como se fosse água

Mais de 1 milhão de caixas de Ritalina foram consumidas no Brasil em 2005. Um aumento de 25% em relação ao ano anterior. A quantidade assusta a psicanalista e professora da Universidade de São Paulo (USP) Kátia Forli Bautheney. Para ela, em muitos casos as crianças são apenas reflexo da família. “Temos de nos preocupar se a criança tem os sintomas ou é uma criança sintoma”, diz. Ela conta que 70% das crianças com diagnóstico de TDAH que atende não precisariam tomar o remédio. Com M.F., de 14 anos, não foi diferente. Após ter o problema identificado na escola e com um mês de tratamento, parou de tomar o remédio por conta dos efeitos colaterais que causou. Nesse período, o garoto teve dores de cabeça diárias e seguidos casos de náusea.


A solução veio com uma consulta a uma psicopedagoga e com a mudança de escola. “Estão usando esse medicamento como se fosse água”, diz a mãe do garoto, M.T.F.

(Trecho transcrito da reportagem “Desafio: controlar a droga antiagitação”, publicada na edição de 2 de outubro de 2006 no jornal O Estado de S.Paulo).


VALDENIZA SIRE SAVINO é psicóloga clínica licenciada em pedagogia, palestrante do 1o Seminário de Educação e Orientação ao Índigo realizado em São Paulo em 15/11/2006.

Fonte: http://www.flyed.com.br/novo/site/portalindigo_pg5.asp