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terça-feira, 25 de outubro de 2011

CRIANÇAS ÍNDIGO, PAIS E FLORAIS DE BACH


Gloria Basaure

Os Florais de Bach são um conjunto de 38 essências energéticas extraídas de flores silvestres, descobertas e desenvolvidas pelo médico ortodoxo, bacteriólogo, imunologista e homeopata britânico Edward Bach. Desde 1936 tem sido utilizada em todo o mundo. Bach tinha uma concepção holística do homem e entendeu que “o desequilíbrio emocional constituía o primeiro momento da enfermidade e que se dirigisse os esforços terapêuticos para equilibrar emocionalmente o paciente se conseguia a cura”.
Foram tipificados 38 estados e alterações da personalidade, cada estado com seu correspondente tipo de flor e classificou em sete aos maiores estados emocionais e psicológicos:

-         Os medos.
-         A insegurança.
-         A indiferença pelas circunstancias atuais.
-         A solidão.
-         A hipersensibilidade a influencias e idéias.
-         O desalento ou a desesperança.
-         A super-proteção ou ansiedade pelo bem estar dos demais.
-         Para preparar estas essências o Dr. Bach utilizou dois métodos: um por ebulição e outro, a que chamou “Método do brilho solar” (Sunshine Method), no qual o astro é fundamental. As flores eram selecionadas em um dia sem nuvens no ponto culminante de sua floração, escolhendo e separando cuidadosamente as flores de uma mesma espécie para depois colocá-las em água de vertente natural expondo-as ao sol por longas horas. Este processo carrega a água com a energia da flor. Esta água conservada em conhaque é a essência floral.

As flores desenvolvidas, que tem qualidades curativas amplamente reconhecidas, incorporam a sua preparação os quatro elementos: a terra, o ar, o fogo e a água. A terra é o lugar onde crescem as flores e sobre a qual se coloca o recipiente potenciador. O ar rodeia as flores durante todo o processo, o fogo do sol está presente já que o solo se pode potenciar todo em um dia claro e sem nuvens, e também está presente a água clara e limpa de uma fonte de primavera. Sua apresentação é um Kit com as 38 essências em frascos de 10 ml. mais um frasco de Rescue Remedy, que contem cinco essências do kit e se usa para primeiros socorros, situações de susto, choque e acidentes. É um equilibrador dos ciclos vitais e tem muitos usos. Também se apresenta em creme para uso tópico.

Para preparar a formula, o terapeuta porá duas gotas de uma ou mais essências escolhidas, em um frasco  com goteiro de vidro de 30 ml. Posteriormente o encherá com água mineral sem gás. Exercem ação física e sua propriedade é a vibração ou a força vital de cada flor. 

Devido a isto, resulta uma excelente medicina complementar para associar tanto a alopatia como a outras medicinas as quais não se substitui. As essências podem ser guardadas indefinidamente, em lugar fresco, fora da luz solar ou calor artificial e não tem data de vencimento. Podem ser tomadas por pessoas de todas as idades, e não tem efeitos colaterais nem contra indicações.

Os remédios florais de Bach estão aprovados pelo Departamento de Saúde do Reino Unido e pela Food e Drug Administração dos EE.UU., entre outros organismos internacionais. A terapia com as Flores de Bach é baseada em um diagnóstico determinado por uma entrevista na qual se realiza uma estrutura emocional do paciente, descartando, se for necessário por meio de exames físicos, qualquer patologia funcional.

 As crianças Índigo têm características especiais, como sabemos. Elas, ao não encontrar seu espaço e um entorno apropriado para desenvolver-se, manifestam atitudes de rebeldia, isolamento, profundas depressões ou frustrações, hiperatividade, déficit de atenção e outros transtornos psicofísicos e são erroneamente rotulados como “crianças problema”, que devem ser atendidos por um especialista ou simplesmente tirados do colégio, já que causam muitos conflitos. Tudo isto implica num estado de desequilíbrio emocional nos pais, aqueles que devem suportar as pressões do colégio, das crianças; o qual desenvolve ao final quadros típicos de stress.

Como terapeuta de Florais de Bach tenho tido também oportunidade de trabalhar com estes grupos de pessoas, pais, filhos, educadores, com excelentes resultados. Muitos destes pais chegam angustiados e com sentimentos de culpa, porque recorreram a maltrato físico e castigos de toda ordem, que obviamente a única coisa que produz é a quebra total da comunicação muito difícil de recuperar sem ajuda externa.

Nestes casos a metodologia é muito simples. Realizo a primeira entrevista na qual se elabora um diagnóstico profissional, como explicado anteriormente, tanto da criança como dos pais (se trabalha individualmente, ainda que a entrevista seja feita em grupo).
O passo seguinte é abordar terapeuticamente o estado mental e anímico do paciente, através da palavra (na entrevista), já que por esta o homem pode descrever o sintoma psíquico e físico que experimenta, até os matizes mais refinados, desde o inicio de sua existência, se existem bloqueios emocionais, se há problemas com a companheira (o), se há afeto nesta família, se esse afeto é exteriorizado e compartilhado, se a criança tem a suficiente liberdade para seu desenvolvimento ou está sendo limitada, se existe amor, se o colégio ou escola a valoriza como pessoa, traumas e toda a informação que se possa obter para alcançar assim a sabedoria necessária e estabelecer num diagnóstico qual há de ser o alívio do mal que  a aflige.

Os florais de Bach tratam a cada paciente como um ser individual e único. E cada preparação de uma fórmula floral não pé aplicável a outra pessoa. A dose é de acordo com o estado do paciente e ao que o terapeuta determine. Normalmente se dá a tomar quatro gotas, quatro vezes ao dia. Estas se tomarão diretamente do frasco ou misturadas em chá, suco, leite, águas aromáticas, etc.

Em quanto tempo uma pessoa poderá ver resultados?

Isto depende de cada paciente, mas os efeitos em geral são muito rápidos. É imprescindível a ingestão das essências por um tempo mínimo prudente de quatro meses, para mudar ou modificar esse padrão de  conduta ou estado emocional, que produz a alteração.
As crianças Índigo, por sua vibração mais alta, aceitam felizes estas terapias porque são naturais e eles amam a natureza. Aos adultos é mais demorado mudar ou modificar certos padrões, mas igualmente se consegue se voluntariamente o desejamos.

A seguir exponho dois casos atendidos. Obviamente, mudamos os nomes por razões de ética profissional.

Uma mãe angustiada e desesperada chegou ao meu consultório. Veio com seu filho Ramiro, de quatro anos e dois meses de idade, inquieto e observador. A mãe angustiada já não sabia o que fazer, chamavam-na toda semana ao jardim de infância pela rebeldia, agressão e “hiperatividade” do menino. A criança acordava chorando a meia noite com pesadelos. Trouxe-me um exame em que se dizia que Ramiro não apresentava problemas neurológicos, pelo que descartamos qualquer exame físico. Por seu trabalho, a mãe não podia passar muito tempo com o filho, que ficava com sua babá e no jardim de infância. Foi realizada uma série de perguntas para chegar a um diagnóstico de toda a situação familiar. Ficou determinado falta de afeto e compreensão, problemas de relacionamento, solidão e repressão. A criança no consultório, era muito observadora e apenas chegou me perguntou pelas essências, se pôs a brincar e não incomodava, mas cada vez que eu dizia a sua mãe que devia dedicar-lhe mais tempo e carinho, falar com ele, dar-lhe seu espaço, o menino se voltava e a olhava, como que dizendo: “não se esqueça, é isso que deves fazer”. Pedi-lhe que seu pai também viesse a consulta.

Para este caso, demos florais ao menino para sua ira, sua irritação e violência. Holly, cuja característica é expressar o amor incondicional através das emoções. Também lhe demos Rock Rose, sua característica é a transcendência e o valor, nos libera. Impatiens, sua característica é a paciência, especialmente com os demais, mas também consigo mesmo. Esta essência foi dada também a mãe. A ela demos Olive, sua característica é a regeneração; combate o esgotamento físico, mental, emocional e espiritual. Durante a terapia, que durou aproximadamente três meses com Ramiro e seis meses com a mãe, mudamos algumas essências pro outras, de acordo com o que iam progredindo. Agora ela assegura que “o clima de minha casa é outro, há muito amor, respeito, a educadora esta contente com o avanço de Ramiro, não voltou a chamar-me a escola, o filho agora se diverte e é um apaixonado pela musica”.

Os pais de Anita, que tem seis anos, chegaram preocupados porque na escola lhe diziam que tinha deficit de atenção, não gostava de participar e sofria problemas respiratórios. Depois de avaliar o caso e pedir informações médicas, falei com ela e com seus pais em separado, me dei conta que eles não a deixavam fazer nada, para que não se machucasse, não se resfriasse, não ficasse doente, e ela optou por não fazer nada. A mãe foi dado Chicory, cuja característica é o amor entre pessoas. Este floral é receitado quando há uma conduta extrema entre o se dar a outros ou cuidar deles, muitas vezes em excesso. Impatiens e Pine, para combater sentimentos de culpa. Ao pai, alem disso, lhe demos Pine e Red Chesnut, para o temor excessivo do que pudesse acontecer a seus seres queridos, e White Chesnut, para determinados pensamentos que dão voltas e voltas pela cabeça gerando stress.

Para Anita, receitei Holl e Clematis,  que favorece a que a pessoa tenha uma presença plenamente fundada no “aqui”, quando se resisti a estar com os “os pés sobre a terra”. Houve uma positiva resposta de Anita ao tratamento com os florais de Bach. O passo seguinte da terapia foi tratar o problema respiratório da criança, produzido pela super-proteção de seus pais, que não a deixavam ser, nem respirar, nem tinha seu espaço para viver. Os pais compreenderam isto e agora cuidam dela, mas não a  super-protegem.

Fonte: Consciência Índigo Futuro Presente
Tradução: sandraferris@globo.com

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Ingrid Cañete - Adultos Índigo (Parte 1)

Educando Crianças Índigo

Articulista Valdeniza Sire Savino
Psicóloga Clínica


É com grande satisfação que vem a público, através da editora Butterfly o livro Educando crianças índigo, de autoria do eminente psicólogo e psicopedagogo Dr. Egídio Vecchio.

Pouco material de pesquisa sobre esse tema tem chegado ao nosso conhecimento, além de fontes como a internet e o livro Crianças Índigo (São Paulo: Butterfly Editora), de Lee Carrol e Jan Tober; porém, agora, grande incentivo temos para desenvolver melhor o estudo de assunto tão importante, a partir da obra do Dr. Egídio, que vem trabalhando há alguns anos com índigos no Portal do Índigo (RS).
Iniciei o prefácio do livro afirmando que "A natureza da criança tem mudado muito nas últimas décadas" e em conseqüência, todos os que estão envolvidos com elas, pais, professores e profissionais das mais diversas áreas, necessitam analisar suas próprias posturas para educarem/conviverem melhor com essas crianças cujo comportamento ainda não foi classificado pela psicologia.

Trata-se de uma obra séria e de cunho científico.

O autor aborda esta questão com muita seriedade e responsabilidade, desenvolvendo, a partir da sua prática, teorias e orientações que merecem respeito, crédito e estudo.

Expõe de maneira bem didática sua metodologia:
- inicia pela reflexão quanto aos papéis que competem à escola e à família;
- desenvolve sua teoria sobre a questão fisiológica;
- esclarece quem são as crianças índigo;
- lista 134 características dos índigos (baseada em seu trabalho com eles)
- avaliação do índigo;
- os índigos em relação às inteligências múltiplas;
- biotipologia;
- analisa correntes pedagógicas como a Waldorf e Montessori;
- apresenta-nos a pedagogia de valores baseada na paidosofia;
- sugere técnicas para o desenvolvimento desta pedagogia;
- inclui vários questionários que visam identificar potencialidades/ necessidades dos índigos; condutas parentais positivas/negativas, etc.

A questão fisiológica, uma das fundamentais, elaborada pelo pesquisador, refere-se ao DNA:
"O DNA capacitado do índigo é um dos maiores desafios para a ciência pesquisar."

"A expressão que adotamos DNA capacitado, significa simplesmente que esse DNA apresenta um potencial a ser desenvolvido. O índigo não é, portanto, um ser superior, mas uma criatura que dispõe de um grande potencial que pais e educadores devem ajudar a desenvolver".

"O índigo constitui, pois, um novo tipo de criança que vem ao mundo com um DNA diferente, com predisposições cromossômicas para manifestar comportamento diferente e superior a tudo o que conhecemos como próprio do ser humano".

"O índigo não é um doente inadaptado, psicológica ou socialmente. Essas crianças chegam com uma saúde psíquica jamais vista".
O autor parte do pressuposto de que "Mudar o código genético do qual depende a natureza dos humanos é possível".
Sobre essas crianças ele ainda afirma:

"Suas células são diferentes, o código genético é diferente; e a psique é diferente porque sua biologia também é diferente. Sua condição antropológica é diferente, a energia é diferente, a freqüência vibracional é diferente".

Outra questão tão importante quanto a anterior refere-se à pedagogia de valores que é baseada na paidosofia.

Você provavelmente nunca ouviu falar em paidosofia, ou já?

Pois bem, o emérito doutor explica-nos de maneira muito simples e de fácil compreensão o significado dessa abordagem, sobre a qual mencionaremos só o mais importante:
"A paidosofia ensina que o objeto da educação é a conduta humana em sua inter-relação".

"Na educação paidosófica o índigo aprende a utilizar sua Inteligência emocional para lidar com os próprios valores, conhecimentos e acontecimentos, com também aprende a lidar com os conhecimentos, valores e fatos referentes a condutas dos outros. Isto, para os paidosóficos, é educar".

A partir daí, desenvolve-se a pedagogia de valores que tem como principal valor a justiça, derivando dele outros vinte e sete valores complementares, como por ex: honestidade, verdade, liberdade, amor, poder, etc.

Além de explicar o que é cada valor, o autor sugere formas para se trabalhar com eles, porém existe flexibilidade para que se possa criar outras maneiras que melhor se adeqüem às necessidades.

Estes itens que aqui citei são apenas alguns pontos desse maravilhoso trabalho que não está fechado, segundo o próprio autor deixa evidente. É uma pesquisa genuinamente brasileira, elaborada a partir da prática do Dr. Egídio.

É importante que estejamos atentos para sabermos tratar com bom senso e respeito essa questão, sem valorização excessiva ou então banalização. Em relação a isso, o autor faz questão de desmistificar "fantasias divulgadas sobre a natureza e o comportamento dos índigos, para as quais não existe nenhum fundamento".

Ler, estudar, avaliar as teorias desenvolvidas neste livro, é apenas o começo do conhecimento que ainda será adquirido sobre a natureza destes seres. Estamos todos de certa maneira envolvidos; então vamos aproveitar esta oportunidade e aprendermos a partir deles, contribuindo com a nossa parte de amor, assim como o próprio autor disse tê-lo escrito.
Valdeniza Sire Savino é psicóloga clínica licenciada em pedagogia, diretora da área de assistência psicológica do Grupo Espírita Geam (SP).

Fonte: http://www.espacoespirita.net/modules/smartsection/item.php?itemid=240





Mensagem dos golfinhos para este tiempo

Um Cão Chamado Faith (Fé)

Duas almas: uma do cão, outra da dona - maravilhosas!


Apresento-lhes um cachorro chamado FAITH (Fé)!

Este cachorrinho nasceu na Véspera de Natal no ano de 2002.
Nasceu apenas com as duas patas traseiras.
Como está claro, não conseguia andar, e até a sua própria mãe o rejeitou.

 
Seu primeiro dono também pensou que ele jamais conseguiria andar, e considerou "pô-lo a dormir"....

Nessa altura, a sua atual dona, Jude Stringfellow, conheceu-o e pediu para ficar com ele.
Determinada, foi ela quem ensinou e treinou este pequeno cão a andar por si só.

Chamou-lhe 'Faith', ou Fé.
 





 De princípio, ela colocou-o numa prancha de skate, para que sentisse o movimento...usou depois manteiga de amendoim para atrai-lo, e como recompensa para que ele se levantasse e saltasse, apenas nas duas pernas. Ao fim de apenas 6 meses, o "Fé" começou a aprender a equilibrar-se nas pernas traseiras, e a saltar para a frente, movendo-se assim.

Depois de mais treinos na neve, ele pode "caminhar" como um ser humano.



Faith adora movimentar-se por todo o lado agora.
Onde quer que ele vá, atrai sobre si todas as atenções.
Tornou-se famoso na cena Internacional, e já apareceu em programas de Televisão e em Jornais.
Está para ser publicado um livro sobre ele entitulado "Com um pouco de Fé".

Considerou-se ainda incluí-lo num dos filmes de Harry Potter.
 





Sua dona, Jude Stringfellew , deixou o trabalho como Professora, e planeja levá-lo numa volta ao mundo, pora mostrar que mesmo sem um corpo perfeito, se pode ter uma alma perfeita.







Na Vida, existem sempre coisas que não desejamos, porém, basta olhar a vida noutra perspectiva para que nos sintamos melhor. Espero que esta mensagem traga para as pessoas, novas maneiras de pensar e que possam sentir e agradecer cada novo dia como uma benção.

O "Faith" é a demonstração contínua do valor e maravilha que é a Vida.

Um pequeno pedido apenas: que esta história não deixe de
circular.

Fonte: Recebido por email de Wanda Lucia de Paiva  

sábado, 15 de outubro de 2011

ENTREVISTA: Eckhart Tolle



Jenny Simon - As pessoas ao seu redor devem pensar que você é um pouco lunático. Em sua experiência interior, você nunca questionou o que aconteceu?


Eckhart - Não. Era tão claro e não havia nenhuma pergunta sobre uma realidade que era tão óbvia. Uma vez eu disse que mesmo se tivesse encontrado o Buda e ele me apontasse “não, não é isso”, eu diria – “que interessante, mesmo Buda pode estar errado”. Isto não é algo do ego, é só para deixar claro como essa realidade é tão óbvia que nenhuma questão mental, nenhuma pergunta adiantaria. Por exemplo, se alguém me desse uma maçã e dissesse “não, não é uma maçã”, eu diria “não, eu sei que é”.

Jenny Simon - Você aponta que seu estado de consciência implicou numa redução de 80% na atividade de sua mente pensante. Isso criou alguma espécie de carência ou algo parecido?

Eckhart- Bem, não tanto para mim, mas para as pessoas ao meu redor (risos). Isso é certo, pois as pessoas que me conheciam, especialmente a família, pais, alguns amigos, pensaram que algo errado tinha acontecido comigo – isto porque por algum tempo, após a mudança, eu prossegui com as estruturas externas de minha vida. Apenas prosseguia como se nada houvesse acontecido, porque ainda havia um “momentum” e continuei seguindo-o durante três ou quatro anos. Então percebi que essas estruturas externas estavam totalmente fora do alinhamento com meu ser – no mundo acadêmico totalmente dominado pela mente, o ego dominado completamente. Então aconteceu um momento em que deixei tudo para trás...

Foi aí que as pessoas pensaram que eu estava realmente louco – abandonado uma promissora carreira acadêmica e indo sentar-me em um banco do parque, sem fazer mais nada. Era bem estranho, porque eu não tinha nenhuma orientação espiritual, ninguém para dizer-me “você não precisa viver no banco do parque, você pode continuar funcionando no mundo”. Eu defini isso por mim mesmo. E isso levou bastante tempo, para que então eu pudesse de novo continuar funcionando no mundo. Por uns tempos, o estado da presença, do ser, era tão satisfatório, belo e completo que perdi todo o interesse no futuro... quanto mais ter ambição ou viver para adquirir isto ou aquilo. Se o momento presente era tão preenchedor, por que precisaria do futuro? Mas naturalmente, no nível prático o futuro ainda opera, e saber disso às vezes ajuda. Você precisa tomar um avião daqui a alguns dias, ou aprender algo que leva certo tempo, aprender uma língua, ou o que quer que seja. Mas, eu não mais necessitava do futuro, internamente, e passaram-se anos antes que eu começasse a ser capaz de lidar com o mundo novamente, sem necessitar dele – era quase como uma forma de brincadeira. Iniciar coisas, fazer coisas e, miraculosamente, também um bom tanto de coisas vinham a mim... Mesmo enquanto estava sentado no banco do parque, com quase nada em meu bolso, geralmente no último momento alguma ocorria ou alguém vinha e novamente eu tinha algo com que viver, por enquanto. Milagrosamente isso sempre acontecia, e gradualmente, então, eu comecei a funcionar no mundo de novo.

Devo dizer que duas ou três vezes tentei voltar às estruturas do mundo, sentia que meu tempo no banco do parque estava terminando, então me dizia: “Ok, é melhor eu fazer alguma coisa”. Uma vez me candidatei a um emprego, e isso é bem engraçado, um emprego num banco mercantil na cidade de Londres (riso). Durante a entrevista, ouviram-me com interesse, mas não me deram o lugar. Depois candidatei-me a um emprego acadêmico e houve outra entrevista, só que devo ter dito algo, embora tenha procurado evitar a linguagem espiritual, mas... havia seis ou sete professores ao meu redor e ao final da entrevista um deles me perguntou: o que você realmente quer fazer? (riso). E na realidade não havia nada que eu realmente quisesse fazer, então essa foi a minha última entrevista – eu percebi que na realidade não queria voltar às estruturas do mundo.
Foi então que gradualmente as pessoas vieram e passaram a me fazer perguntas, começando com situações de ensino informal. Algo um pouco mais estruturado surgiu e então eu me tornei um professor espiritual aos olhos do mundo (risada), foi isso que aconteceu. Não ganharia um emprego se colocasse no meu currículo “não mais preciso pensar”, mas realmente é o que acontece. O próprio poder de ensinar vem desse estado, da consciência. Não sou eu, e sempre que começo a falar tenho essa sensação de que não tenho nada, absolutamente nada, a dizer. Assim, não é realmente esta pessoa que está fazendo qualquer coisa. Todo o ensinamento que tem causado um certo impacto no mundo vem desse estado de não-pensamento, não tem nada a ver com esta pessoa aqui... (riso)

Jenny Simon - Eu ouvi você várias vezes citar o mestre indiano Ramana Maharshi. Como se mede o progresso espiritual? É pela ausência do pensamento? Você acredita nisso realmente?

Eckhart - Sim, sim. No grau da ausência de pensamento, sim, está certo. É simples, muito simples.
A mente pode dizer: “ok” – mas isto significa que não fiz nenhum progresso, porque estou pensando o tempo todo. Talvez você não saiba que já há ausência de pensamento em si, talvez algum breve momento, mas não importa... Você respondeu à beleza? Deve haver ausência de pensamento em você, porque de outra forma não veria a beleza. Esse momento é ausência de pensamento. Pode haver muitos momentos de ausência de pensamento – de repente você percebe: “Gente, há ocasiões em que o pensamento está ausente”. Ou você pode exclamar: “Oh! Eu não estou pensando!” (riso). E você já está pensando de novo. Algumas vezes você sabe que não está pensando e ainda não está pensando (riso). Mas é bom não tentar provocar esse estado, porque poderia ser um esforço muito grande. A forma mais rápida de tornar-se livre de pensamento é ainda render-se ao momento, aceitar este momento como ele é, porque se você observa o processo de pensar compulsivo, descobre que sempre está associado à não-aceitação. A não-aceitação é a característica essencial do estado egóico criado na mente – a não-aceitação do agora.
E toda a compulsão realmente é uma fuga, é o negar da beleza e da vida do agora. Quando você vê a verdade disso, pode aceitar este momento como ele é. É um estado de grande força – não de fraqueza, como a mente pode dizer-lhe, exceto que há um efeito colateral dessa aceitação, a mente deixada de fora, porque quando você não está lutando com o que é, a compulsão para pensar cessa.
Isso é algo que requer continuidade da prática espiritual. Muitas vezes você não aceita o que é e então percebe que está novamente negando o agora. E essa percepção está certa, quando você vê a não-aceitação, já está livre dela. Quando você não vê a não-aceitação, então fica novamente preso em todo o ruído mental, porque não está aceitando o que é.
Assim, a mais poderosa prática espiritual é aceitar este momento como ele é. Aceitação descomprometida deste momento como ele é. É por isso que grandes mestres às vezes parecem tão aterradores, embora sejam gentis internamente, na realidade. Olhando velhos retratos ou fotos de grandes mestres, seus olhos são tão aterradores. Sim, descompromissado agora, sim, não movendo, estando aberto. E este estado é tanto gentil quanto aterrador, ambos ao mesmo tempo. Então essa é a prática espiritual mais poderosa e é realmente a única prática espiritual que não lhe dá tempo (riso). Há tantas práticas espirituais que lhe concedem tempo para tornar-se um bom adepto, praticar mais e mais, gradualmente. Mas aceitar este momento como ele é, você só pode fazê-lo agora.

Jenny Simon - Freqüentemente temos ouvido você falar sobre a nova consciência que está emergindo e como esse estado está disponível cada vez para um número maior de pessoas. Mas, honestamente, não estou convencida de que isso não seja uma projeção de sua experiência. Não tenho dúvida de que você floresceu como ser humano, mas não vejo evidência, ao meu redor, de que muitas pessoas passarão por isso. Pergunto: você tem alguma premonição de que isso vai acontecer em 5, 10, mil anos? Como isso realmente transformará o mundo?

Eckhart - Certo. Admito que pareço estar no epicentro da onda de transformação porque isso é o que eu faço e as pessoas chegam para estar em contato comigo. Todos que encontro estão sofrendo transformações e às vezes, quando ligo a televisão, sou repentinamente lembrado – “Oh! Não está acontecendo com todo mundo”. Por causa de minha posição peculiar, admito que certas vezes parece, para mim, que o mundo inteiro está se transformando. Ao mesmo tempo, recebo mesmo imensa massa de correspondência de pessoas que estão relatando mudanças na consciência e enorme diminuição do sofrimento, etc. Isso eu vejo em toda parte; porém não, não tenho uma escala do tempo, tudo que eu sei é que há uma aceleração de algo. Também sinto que o planeta provavelmente não sobreviverá outros cem anos se a velha consciência predominar por muito tempo no planeta, com tudo que isso significa.
É impossível que a natureza do planeta possa suportar isso. Assim, pela primeira vez na história humana essa transformação tornou-se uma necessidade, até mesmo para a sobrevivência da espécie. E talvez seja somente assim, em qualquer evolução e transformação, talvez seja apenas quando a espécie alcança um ponto crítico em que a sobrevivência fica ameaçada se ela continuar sem transformar-se – aí então essa transformação acontece em nível coletivo. Eu acredito – e posso dizer que é quase um fato – que se os velhos padrões de fazer as coisas continuarem por mais cem anos, e naturalmente esses padrões ficarão ainda mais ampliados, os meios de destruição serão maiores e o planeta não será mais capaz de sustentar a vida humana por mais cem anos.
Assim, pela primeira vez na história humana chegamos a um ponto em que a transformação da consciência não é mais um luxo. Talvez tenha havido no tempo de Buda os primeiros florescimentos, também no tempo de Jesus, já apontando para algo novo, uma maneira de ver o que estava acontecendo. Os primeiros sinais disso e depois algumas flores aqui e ali, mas nunca tinha sido uma necessidade para a sobrevivência do planeta e o fim da loucura humana. Mas depois veio a tecnologia, veio a ciência – sim, também manifestações de grande inteligência –, e ainda assim ampliaram a loucura em larga escala. Antes as pessoas tinham sorte se conseguiam matar uns poucos, agora podem matar centenas, milhões com um só aparelho (riso). Não há mudanças, simplesmente amplia-se o efeito da inconsciência. E é uma boa coisa, porque vemos mais claramente que nunca.
É chocante para as pessoas que a primeira guerra criou armas poderosas de destruição, provindas da tecnologia, e aí pensamos: o que foi que fizemos? Milhões e milhões de jovens morrendo nas trincheiras inutilmente – Oh, meu Deus – foi uma abertura da visão da loucura, lá no começo do século XX. Mas agora sabemos também o que aconteceu no restante do século.
Está em seu rosto agora, é tão óbvio. Eu sei que o trabalho que faço, qualquer que seja, é uma manifestação da nova consciência e há muitas pessoas atravessando isso. Para salvar o planeta? Eu não sei, talvez não.

Jenny Simon - Então, pode-se dizer que você é uma espécie de necessidade da evolução, de certa forma?

Eckhart - Sim, na realidade é isto que está acontecendo. É quase como se a espécie estivesse se tornando algo novo, uma nova espécie está evoluindo da velha. E, novamente, não é algo do ego, dizendo eu sou da nova espécie, e você não (riso). Mas sim, é bem como se uma nova espécie estivesse chegando, e está chegando porque a velha espécie não é mais capaz de sobreviver, a menos que mude (riso).

Jenny Simon - E você pode descrever a nova espécie, quais seriam suas características?

Eckhart - A nova espécie não necessita de inimigos, drama ou conflito para dar-lhe um sentido de identidade e assim, torna-se livre, em grande escala, do conflito e do sofrimento causado pelo homem, que é uma característica da velha consciência. Buda teve uma bela perspectiva disso, quando disse, para descrever o estado de consciência da liberação, que ela é livre do sofrimento – você não sofre mais. Pode ainda haver dor, porque enquanto houver corpo físico haverá dor, você pode ter uma dor de dente. Mas o sofrimento psicológico é causado pela entidade do eu na cabeça. Você não mais causará sofrimento para si próprio através das estruturas do pensamento. E quando você não mais causa sofrimento para si, não mais causa sofrimento para outros. A interação entre seres humanos não será mais coberta pelo medo, como é agora – o medo e o desejo, dois movimentos de estado inconsciente.
A interação humana será caracterizada pelo amor e compaixão. E o amor não será do tipo “preciso de você, não ouse abandonar-me, porque eu não sei o que vou fazer se você me deixar”, o amor da chamada velha consciência. Amor é simplesmente reconhecer o outro como sendo você próprio, o reconhecimento da unidade é amor. E todas as interações, quando se reconhece o outro como você próprio, não mais acontecem através da formação de uma imagem, uma identidade da forma, de quem aquela pessoa é. E porque você vai além da identificação da forma em si própria, não mais constrói pequenas armadilhas e pequenos conceitos de outras pessoas... então o amor reina.
Não se pode conceber o que seria o mundo se uma grande parte da humanidade vivesse nesse novo estado de consciência. Eu não faço, geralmente, considerações sobre esse fato. Minha suposição sobre isso é de que não seria possível reconhecer a estrutura da natureza humana. Seria muito diferente. Potencialmente este planeta poderia ser o paraíso – é um paraíso, mas as pessoas se esforçam muito para torná-lo um inferno, contudo ainda é um belo paraíso. Não estou dizendo que no nível da forma não haverá limitação, sim, as formas ainda vêm e vão. Mas ainda assim a harmonia é possível, viver em harmonia com a natureza. Viver em um estado de amor, amando a essência de cada forma, pois a vida se manifesta através de milhões de formas de vida. Amando uma vida da qual milhões de formas são manifestações temporárias, amando-as como a si próprio, sendo elas – esse é o novo estado de consciência. 



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Educação


Educação
Desonrada seja a terra onde os professores morem na pobreza e na miséria.
Desonrados sejam aqueles que sabem que seus filhos estão sendo ensinados por um homem na miséria.
Não se importar com os professores de sua futura geração é não só uma desonra para uma nação, mas também um sinal de sua ignorância.
Pode-se confiar crianças a um homem deprimido?
Pode-se ignorar a emanação produzida pelo infortúnio?
Pode-se não saber que o espírito deprimido não inspirará entusiasmo?
Pode-se considerar o magistério como uma profissão insignificante?
Pode-se esperar a iluminação do espírito das crianças, se a escola é um lugar de humilhação e afronta?
Pode-se sentir que algo se constrói durante o ranger dos dentes?
Pode-se esperar os fogos do coração quando o espírito está calado?
Assim Eu digo, assim Eu repito, que o povo que esqueceu seus professores esqueceu seu futuro.
Não percamos uma hora para dirigir o pensamento em direção à alegria do futuro. Cuidemos para que o professor seja o membro mais valorizado das instituições do país. Está chegando a hora em que o espírito deve ser iluminado e alegrado pelo verdadeiro conhecimento.
O Fogo está no limiar!
(Mundo Ardente 1,§ 582, Mestre Morya)



A NOVA CONSCIÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE

 

Sempre se comentou o fato de que nós humanos usávamos apenas 10% da capacidade do nosso cérebro para processar informações. No entanto, não inferimos o quê deveríamos fazer para usar o resto dos 90% ociosos. Será que deveríamos fazer mais contas? Gravar uma quantidade muito maior de números de telefones e endereços na memória? Como usar nem
que seja 5% a mais do que já usamos?
Para responder a essa questão é preciso redimensioná-la. Digamos que é preciso usar nossa capacidade cerebral de um modo que não seja somente para raciocínios lógicos. Descartes, fez uma reflexão muito interessante usando nossa capacidade de dar um sentido lógico à existência humana. Mas a existência humana não se esgota numa lógica de sentido. Ao contrário, os sentidos vêm e vão. E muitas vezes se chocam em sentido contrário, com uma intensidade tal que guerras são geradas em nome da prevalência de um sentido em relação ao outro, de mesma força. Hum, física?! Sim. Sentidos lógicos são como vetores de força. As palavras que dão sentido a uma realidade são como foguetes carregados de sentido lógico que dão força de criação a uma realidade...lógica.
Mas a realidade lógica não é a única. E quando perdemos o sentido? E quando íamos bem numa relação acomodada, de namoro, casamento, emprego, vizinhança e, de repente, tudo fica diferente? Inquietude, angústia, pânico, euforia, entusiasmo, alegria invadem o sentido lógico onde tudo corria bem?
Antigamente, a ciência afirmava que as únicas células humanas que não se reproduziam eram os neurônios. Nascíamos com uma determinada quantidade que só ia diminuindo ao longo do tempo. Estávamos destinados a uma certa demência senil. Hoje, a neurociência nos informa da neuroplasticidade cerebral que permite que novas conexões sinápticas sejam feitas colocando em uso neurônios que estariam destinados a morrerem à míngua não fosse algumas cargas emocionais forçando esses novos caminhos no cérebro.
E, justamente quando essas descargas emocionais empurram as conexões entre neurônios por caminhos novos e errantes é que perdemos a lógica, o velho sentido, e usamos um pouquinho mais que os velhos 10% que mantinham tudo dentro de um destino razoável para nossa vida.
Sim, são as emoções, as danadinhas responsáveis pela juventude cerebral! Adoraria falar de inumeráveis exemplos de como não percebemos o quanto as negamos e o quanto envelhecermos por isso. Seria bom encará-las em toda a sua variedade de possibilidades emocionais, desde a mais asquerosa até a mais sublime. Do amor ao ódio. Honestamente.
São as emoções que nos humanizam. De resto, há software para tudo.
E as emoções também são energia. Mas elas não correm em vetores. Elas acontecem em vórtices. Sim, vórtices e não vértices. São explodidas de sentido. Elas explodem como fogos de artifício. Em vários sentidos com a mesma força. Hum, física? Sim. Quântica.
Ao perder o sentido lógico de alguma realidade por conta de uma grande descarga emocional, boa ou ruim, o sentido é explodido e várias possibilidades se abrem à nossa frente. No entanto, como insistimos em usar somente 10% da nossa capacidade cerebral, sofremos sentido lógico o mais rápido possível! A dor é do tamanho horrores para recuperar apenas um do esforço de se querer recolher a explosão de um daqueles fogos de artifício. No caso de nossa energia emocional humana ela explode no céu de nossa espiritualidade. Se não há espiritualidade desenvolvida não há como compreender essa outra dimensão onde habitam e transitam as emoções. A realidade concreta, palpável, dialoga com o sentido lógico de nossa mente num entendimento perfeito. Mas a realidade emocional só se vê perfeitamente compreendida dentro da realidade espiritual.
A nova consciência humana deve abarcar as quatro pontas dessa cruz. Somos reais (físicos), racionais (mentais), sentimentais (emocionais) e espirituais (imaginativos). Ao nos permitirmos fazer uso de todos esses atributos humanos estaremos finalmente nos despregando da cruz, ascendendo a consciência e olhando de uma perspectiva para além dos 10% a que estamos acostumados. A espiritualidade é uma habilidade humana e seu desenvolvimento só esteve entregue à responsabilidade de crenças, dogmas, filosofias ou religiões por falta de uma linguagem!
Por falta de um alfabeto emocional que conseguisse traduzir nossas emoções pessoais e circunstanciais sobre um pano de fundo que não fosse a lógica. Acho que Jesus deixou um recado mais ou menos assim quando foi crucificado por defender uma verdade que só ele, sem ONG, sem partido, sem poder, defendia. E mesmo crucificado ascendeu da cruz para a vida eterna. Hum, discurso religioso? Não e sim. Comece a perder a lógica, por favor. Discurso de à uma realidade espiritual, individual, pessoal e intransferível que se religaçãotorna coletiva quando torcemos por um time, por uma nação com a mesma emoção! Olha a emoção aí! Curando uma semana ruim de trabalho num grito gol, juntos, à uma só e gigantesca voz, puramente emocional! Tremenda descarga energética que cura qualquer estresse.
Uma torcida de futebol é uma expressão emocional sobre um pano de fundo espiritual. O que é um time? É um pedaço de pano com algumas cores misturadas?! O que é uma escola de samba? Um estandarte? O time é um pedaço de pano com algumas cores misturadas sim mas com uma magia, com uma energia, com uma espiritualidade, que quem faz patuá sabe do que estou falando. E um estandarte de escola de samba? Quanta energia, quanta emoção. Taí o cabo vertical da cruz que põe qualquer um em pé! Espiritualidade é uma habilidade humana cuja manifestação básica, primeva, se dá através da nossa capacidade de imaginar. Emocionar-se também é uma habilidade humana. E, somente através do uso de todas as nossas habilidades humanas e desenvolvendo novas linguagens é que expandiremos nossa consciência para além dos 10% básico que usamos até agora! Você pode começar a fazer isso sozinho. Inicie desafiando tudo o que é óbvio para você. Um abraço carinhoso e fraterno.

Cláudia de Luca
Professora, Psicóloga.
Texto publicado no Jornal Prana Ed. Nov/2009. 

Fonte:http://www.meditacaonaeducacao.com.br/serhumano.htm

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

CONTRIBUIÇÕES PARA UMA NOVA REALIDADE


Patricio Pérez Espinoza

Todos e cada um de nós somos anjos com uma só asa, e somente podemos voar abraçando-nos uns aos outros.
Violeta Veliz

Falar das profecias é curioso e interessante, mas quando tu és parte destas, as coisas mudam. Este relato pretende incorporar de forma cronológica os episódios que de alguma maneira ficaram gravados em um plano mais consciente ou simplesmente porque foi mais fácil colocá-los em palavras. Como profissional da psicologia e interessado em técnicas que permitam um apoio eficaz nas diversas situações que atravessavam meus pacientes, recorri à teoria de grande numero de escolas psicológicas que até esse momento tinham respaldo científico. Neste conhecimento e sua aplicação faltava algo. Sem ter mais apoio que minha esperança por obter mais conhecimento, um dia qualquer me sentei em meu consultório e desde minha mente saiu esta necessidade carregada de sentimento, foi uma força própria de alguém que necessita algo para vencer a necessidade, antes que o tempo o transforme em ansiedade e frustração. Este pedido foi ouvido, até o momento não sei por quem.

Surgiram outras formas de ver a situação humana, cheguei a compreender que o humano não é somente o relacional e comportamental, que alem das conhecidas áreas do desenvolvimento humano existia outra: a espiritual, mesmo que até aquele momento somente a havia tomado como força que utilizava naqueles pacientes onde sua religiosidade tinha um significado importante em suas vidas.

Certo dia chegou ao meu consultório um paciente de uns doze anos. Naquele tempo realizava meu trabalho com processos pre-hipnóticos e hipnóticos. Quando indaguei o possível acontecimento que motivou o trauma, surgiu do seu inconsciente um relato que não tinha os conteúdos esperados; este relato se referia a uma morte anterior que ele havia sofrido. Este fato me interessou muito porque eu não tinha nenhum conhecimento anterior sobre reencarnação, no entanto segui o processo e tentei investigar mais. Os elementos foram interessantes e com estes dados averiguei se era verdade ou se os conteúdos eram produto da imaginação da idade. Minha surpresa foi que ao estudar o caso, os fatos foram validados no tempo e nos personagens descritos.

Esta experiência foi reforçada por um texto que naqueles momentos contava as situações vividas por um psiquiatra com seus pacientes, cujo tema era Muitas vidas, muitos mestres do Dr. Brian Weiss. Ao ler o livro, comprovei o que havia acontecido com meu paciente; desde esse momento nasceu para mim uma forma diferente de ver a psicologia; comecei a trabalhar com a técnica de hipnose regressiva a outras vidas. Foi assim que me aproximei, naqueles tempos, a outra forma de fazer psicoterapia.

O diferente não era só conhecimento profissional, minha inquietude investigativa foi crescendo e com está uma forma diferente de sentir a vida. Desde minha experiência pessoal vivenciei situações que até este momento eram parte da literatura de parapsicologia, como experiências fora do corpo, viagens astrais e sonhos premonitórios.

Nesta atividade, me encontrei especialmente com crianças que tinham muita facilidade para lembrar cenas de uma vida anterior, contatar com seres de Luz, com anjos guardiães. Alem disso, conseguiam entrar em estados meditativos sendo capazes de realizar acontecimentos considerados como paranormais.

Indubitavelmente, algo estava se passando, a diferença destes meninos e meninas com relação a nós adultos era evidente; Do que se tratava? Quem são eles? Era apenas casualidade o haver-me encontrado com estas crianças? Naquele momento só permaneci com o fenômeno em si. Posteriormente, conheci certas crianças com características psicológicas diferentes ao considerado normal, chamados crianças Índigo, seres de capacidade e condições extraordinárias.

 O trabalho com estes meninos e meninas me confirma que a mudança esta presente, que nós os adultos devemos deixar-nos levar por esta energia sutil chamada Índigo; eles são os sábios, eles são os velhos; somos nós que devemos aprender. Nós adultos somos responsáveis por guiar de uma maneira adequada estas crianças, vêem as coisas de forma mais sensível, respeitando mais a natureza e a todos os seres vivos. Farão com que busquemos novos sistemas educativos, sociais, políticos e religiosos que se agreguem a esse critério.

Os resultados do trabalho psicoterapêutico com estes meninos e meninas são mais rápidos porque eles reconhecem que são seres de amor, que vibram sob esta energia, e que tudo que se afasta desta forma natural causa dano em sua essência. O tratamento duro e distante do amor provoca neles isolamento, incertidão, insegurança, falta de credibilidade no adulto, para eles é muito negativo não ser entendidos.

Para conseguir resultados é necessário envolver os pais e se possível os educadores destas crianças. Já não podemos rotular a toda criança inquieta, que não presta atenção a aula, ou que se distrai por hiperatividade ou déficit de atenção; estes diagnósticos apressados marcam uma forma de ver a criança, sem ter em conta seu entorno, mesmo que muitas vezes limite o tradicionalismo e a monotonia. Pensar que o problema está nas crianças é mais fácil de aceitar, que reconhecer que nosso sistema educativo está fora do tempo e o tipo de metodologia já não válido para as crianças desta era. 

Além do mais, se corre um grande risco ao ter como ferramenta de apoio, para os chamados hiperativos, um remédio como a Ritalina, que pode causar vicio e transformar a criança em um ser sem critério, que satisfaz as angustias e necessidades de certos pais e mestres.

 As crianças índigo necessitam que sua energia esteja fortalecida e para isto é necessário que se contatem com a honestidade, sinceridade e outros valores humanos, assim como encontrar seres que lhes brindem estas maneiras de sentir e viver. Encontrar lugares onde se respire vida, onde se respire amor, tudo isto lhes dá fortaleza e segurança, esta é a essência deles e temos que aprender a respeitar-los e apoiá-los.

O problema não está nas crianças, não são eles que têm que buscar o psicoterapeuta por ser como são. Somos nós os adultos, os pais, os mestres, que devemos entender que estas crianças trazem em seus registros um despertar da consciência, uma nova forma de olhar a vida, eles são a mudança e a mudança é agora.

Fonte: Consciência Índigo Futuro Presente