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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Uma Disciplina Amorosa


Zeno Manickan

O ato de disciplinar é necessário e deverá ser amoroso, não deve oferecer castigos. O Índigo não aceita castigos, por ser uma atitude desrespeitosa para a importância de ser real, gerando-lhe temor, processo de ira e mais conflitos, tornando-lhe mais rebelde e detestável.

A disciplina amorosa e compartilhada de forma lógica e realista, devendo seus atos ser de sua absoluta responsabilidade, oferecendo-lhes meios para resolver os problemas criados, respeitando sua dignidade. O Índigo tem que saber como exercer o controle de sua vida e a estar apto para tomar decisões e resolver seus próprios problemas. Enfim, seus pais, sua família e seus professores têm que atuar com integridade e firmeza diante deles.

Permitam-lhes assumir suas próprias responsabilidades, por mais dolorosas que sejam a fim de poder exercitar sua real grandeza.
O consultor norte americano, Dr. Robert Gerard, Ph. D nos dá uma pequena lista para o exercício da disciplina amorosa:

- Mantenha a criança informada e envolvida nos assuntos.
- Dê a ela explicações para prevenir mal entendidos.
- Não reaja nunca diante de seu filho.
- Evite dar ordens.
- Mantenha sempre sua palavra.
- Enfrente cada situação, no momento que acontece.
- Não lhe bata ou lhe dirija palavras ofensivas e desrespeitosas.
- Permita que suas emoções demonstrem amor.
- se houver necessidade de repreensão, faça-o com sabedoria, dê um tempo, falando sobre a situação antes e depois da reprimenda.
- Aproxime-se sempre depois de uma reprimenda, não permita que aflore nenhum sentimento de raiva ou ressentimento.
Agindo assim, seu filho o respeitará, por sua sabedoria e prudência, permitindo que a sua energia Índigo flua, amorosamente, entre vocês. Um Índigo sempre agradece se quando passado o momento da reprimenda houver um contato amoroso disciplinar. O seu sentido de responsabilidade e sua inerente sabedoria reconhecem o acerto da situação.

Uma observação muito importante: os pais descuidados pretendem que seus filhos Índigo assumam esse papel. Não permitam essa situação. O filho é filho e o pai deverá ser pai, sempre. Caso isto ocorra, a criança será significativamente prejudicada, em sua relação, deixando de viver sua própria experiência, ou seja, a missão para a qual está destinado, neste plano de vida.

Uma sábia e sensível conselheira espiritual, deu o seguinte recado ao Dr. Robert Gerard: “Robert, sua filha não necessita de pais. O que ela precisa é de um guia, de amor e disciplina. Ela conhece seu propósito e sua missão. Seja seu guia”. 

O aconselhado assegura que esta amorosa advertência tem lhe ajudado muito na sua condição de pai de uma filha Índigo

Fonte: Consciência Índigo: Futuro Presente
Extraído do original em espanhol.
Tradução para o português: sandraferris@globo.com

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Carta de Uma Criança Índigo a um Professor


Olá e obrigado por ler a minha carta.

Eu sou aquela criança que normalmente não pára quieta na carteira, e a quem está sempre a dizer para se calar. É que às vezes eu entendo as coisas antes do Senhor acabar de explicar a matéria e se tem de repetir, aborreço-me. Às vezes posso ser muito mal educado ou explosivo para chamar a atenção. Gosto de falar de temas que o senhor "acredita" não serem para a minha idade. Está sempre a dizer aos meus pais que não consigo aprender, no entanto se alguma coisa me interessa aprendo facilmente, mas quando já tenho conhecimentos suficientes ponho de lado porque me aborreço.
Não contesto a autoridade mas o entendimento e as explicações. Aprendo por imitação, o seu exemplo para mim é muito importante. Segundo o senhor estou sempre a transgredir as normas e a criar outras. Sou esse gênio em "potência" que se concentra-se em algo seria melhor...
Os meus pais levaram-me ao médico e dizem que tenho ADHD, uma coisa chamada Deficiência de Atenção com Hiperatividade, e isso quer dizer que não paro quieto, não posso prestar atenção durante muito tempo, distraio-me facilmente e além disso sou hiperativo.
O médico queria que eu tomasse Ritalina ( a minha mãe recusou dizendo que as anfetaminas criam toxico - dependentes), então, ela investigou e agora faço coisas que direcionam a minha energia ( desporto, artes marciais, Tai-chi, Yoga ) e evita dar-me alimentos com açúcar ou glucose e sinto-me mais calmo.

Não gosto que me tratem como criança, talvez saiba menos de certas coisas, mas isso não significa que não saiba, estou no meu processo.
Dê-me mais tempo para assimilar as coisas, pois aprendo de maneira diferente.
Se eu não aprendo de uma forma tradicional... porque usa sempre a mesma maneira? Quem sabe se fosse um método mais prático? Estou sempre a perguntar... porquê? Isso não quer dizer que o estou a pôr à prova, tenho somente curiosidade.
Se não souber a resposta diga-me. Não seja evasivo, guie-me para eu encontrar a resposta.
Gostaria que me incluísse quando tomasse decisões que me afetam, não sou simplesmente mais um aluno.
Gostaria que reconhecesse que sou diferente e não que me classificasse como diferente. Não sou nem mais nem menos que o senhor.
Se me explicasse para que serve o que estudamos e que para conseguir certas coisas preciso de disciplina, reagiria de maneira diferente.
Quando não me conseguir concentrar faça alguma atividade para me distrair: um jogo, música, dança ... Mas não grite comigo. Sei que muitas vezes se desespera na sala de aula, pois nenhum de nós lhe prestou atenção. Já se preocupou em saber o que realmente nos interessa?

Despeço-me com Amor

José Manuel
( este texto foi escrito por José Manuel Piedrafita Moreno, Educador e Índigo Adulto. É livre de usar e divulgá-lo desde que não altere integral ou parcialmente, incluindo os créditos).

Fonte: http://www.geocities.com/elclubdelosninosindigo/Portugues.html


quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Trabalho Começa em Casa

Susana Jiménez

Para consultar-me, geralmente, chegam mães com filhos que tem problemas no colégio. A escola está se convertendo num lugar no qual os docentes se defrontam com uma nova geração de crianças, com sistemas educativos obsoletos, de inexperiência, desconhecimento, falta de recursos e outros fatores contrários que poderíamos seguir enumerando. Diante de tal situação os docentes pedem aos pais uma solução para a permanência do pequeno em suas aulas. Algumas destas soluções, como as terapias psicológicas, a ingestão de medicamentos ou terapias alternativas, tentam fazer do pequeno Índigo uma criança “normal”.

É fato que os sistemas educativos neste momento não são os mais idôneos, alem disso existem dois inconvenientes a mais para que seja ofertado a criança uma escola adequada. As escolas com técnicas alternativas de aprendizagem são escassas e as mensalidades são altas, muito acima do que uma pessoa de classe média, e já não diremos baixa, possa pagar.
Porem será realmente o colégio a causa dos conflitos? Ou estes têm origem em outro lugar?

Alem disso, de ser mãe, sou terapeuta e através de minha própria experiência como filha (Índigo adulta) tenho observado como a dinâmica familiar contribui para o desequilíbrio emocional do próprio filho, que se estende a outros âmbitos.

Uma criança, com pais intolerantes que gritam todo o tempo, terá problemas de falta de atenção, pois isto tende a fechar sua mente diante de situações desagradáveis de seu meio.

Se agregarmos a este ambiente o maltrato físico, seja uma palmada ou surra, a criança liberará a frustração e a raiva com outros: irmãos, amigos ou companheiros de colégio.

No entorno de uma criança hiperativa não há tempo para ela, seus pais sempre estão correndo; a paciência para deter-se e perguntar por suas necessidades não existe.

Relatarei minha própria experiência para exemplificar o anterior.

Cheguei ao mundo em uma família com um pai militar estrito e autoritário, uma mãe submissa obedecendo a ordens, porem ela também tinha subalternos, neste caso meus irmãos e eu. Aplicava-nos castigos verbais ou físicos se não seguíssemos suas instruções. Neste ambiente comecei o jardim de infância, me divertia o trabalho, porem não suportava os gritos da professora, pois esta era pouco tolerante para instruir inocentes, eu sonhava com a professora de outro grupo, doce e sorridente. Aqui começaram os problemas de falta de atenção, pois quando a professora ensinava algo pouco divertido ou me repreendia pensava em outras coisas para evadir-me, isso eu fazia muito bem, pois praticava diariamente em casa. Ao chegar a escola primaria minha mãe começou a receber notificações, pois eu conversava muito em classe. Fizeram a tentativa de mudar meu companheiro de carteira sem êxito, um professor qualquer atribuiu a isso meu ritmo de aprendizagem parecer mais rápido que o normal.

Um incidente doloroso aconteceu quando no 4º ano nos pediram que lêssemos algo sobre gramática; ao terminar, devíamos responder o questionário da lição. A matéria não era uma das minhas preferidas, pelo que busquei as respostas, ajudada por minha intuição sem ler tudo; como é de supor terminei o trabalho em muito pouco tempo, o entreguei a professora e para minha surpresa ela afirmou que eu devia ter as respostas com anterioridade; com certeza as havia resolvido em minha casa. Neguei de forma redundante; isto produziu sua raiva. Alem de acusar-me de mentirosa e de querer surpreendê-la, me exibiu diante de meus companheiros deixando-me parada de frente para a parede até depois do recreio. Com o tempo aprendi a postergar as coisas, a mensagem “ser o primeiro gera problemas” ficou bem gravada.

Sempre pensei no ridículo de escrever muitas vezes as frases para aprendê-las. Descobri então, que podia ver televisão ou escutar musica fazendo com que as tarefas se tornassem menos tediosas.

Em minha trajetória acadêmica passaram muitos professores: uns com os quais me entediava, me fechando como ostra e outros que despertaram meu interesse, como o de bioquímica que não deixava tomar notas em sua aula, porem fornecia sua cátedra contando-nos como as rotas metabólicas (nada simples) mantinham vivo nosso organismo, e cada tema o reforçava com um caso da vida real, para meu deleite. Terminei uma carreira de formação puramente científica, fazendo uso da minha intuição a maior parte do tempo, alguma pessoas me perguntam como pude cursá-la sem ser tão lógica. Boa pergunta.

Nunca fui aluna de melhores notas, porem consegui sobressair entre muitos.

O maltrato afetou o meu caráter; em repetidas ocasiões ao sentir-me agredida respondia com raiva, assustando-me inclusive de tal reação. Estes sentimentos reprimidos chegaram a emergir no trato com minha filha. Prometi-me uma e outra vez não seguir os mesmos padrões de meus pais. No entanto tive que enfrentar uma realidade dolorosa, havia demasiados sentimentos negativos contidos e quando sentia a situação fora do controle, acabava por bater em minha filha.

Minha forma de vida ate há pouco tempo era de muitos compromissos (hiperatividade); cheguei a ter três trabalhos ao mesmo tempo: dar terapia, fazer um curso, alem de ser esposa e mãe. Isto significava para mim uma forma de escapar de meus fantasmas, tendo o dia cheio de atividades não haveria espaço para os sentimentos negativos; ou pelo menos eu acreditava nisso, porque nos momentos de crise detonavam sem controle.

Com esta dinâmica familiar, minha filha se tornou agressiva, dominante, fazia tremendas birras se as coisas não saíssem como queria. Não tinha amigas; rejeitavam-na, pois queria impor sua vontade. Quando as coisas chegaram a este extremo começaram os relatórios em seu colégio, a professora se queixava de não poder controlá-la, não queria fazer os trabalhos, conversava demasiadamente em sala de aula e não queria brincar com outras crianças.

Isto foi o gatilho que me fez refletir e buscar uma solução não para minha filha, mas para mim mesma. Devia tirar de uma vez para sempre o lixo emocional armazenado em meu interior.

Então estive em terapia psicológica, meditação, terapia de regressão de vidas passadas, terapia floral. Depois destas três últimas, me tornei terapeuta.

O comportamento de minha filha foi mudando juntamente com o meu próprio. Ela não gosta muito de fazer planos e planos, algumas vezes se queixa da “rabugice” da professora, porem com uma mãe mais compreensiva e tolerante encontramos formas de solucionar estes pequenos inconvenientes.

Expliquei o anterior de forma reflexiva porque enquanto pais devemos entender a importância de dar a nossos filhos ambientes cheios de amor e compreensão. Não significa ser permissivos. Pode-se ser firme, mas por sua vez amoroso.

Devemos voltar e ver o passado, para aí detectar a forma como fomos tratados em nossa infância. Se nos encontramos diante de uma infância cheia de abandono, falta de amor, maltrato emocional e/ou físico, então aceitemos que há trabalho a fazer.

Este é o ponto de partida para ajudar a nossos filhos em todos os obstáculos que se apresentarão em seu caminho. Fala-se repetidamente de que os Índigos vêm para mudar a sociedade, e se a base mais importante dela é a família, é aí onde deve começar o trabalho.

Conheço várias famílias de Índigos onde mães começaram o trabalho com elas mesmas e pouco a pouco foram envolvendo os pais.

O trabalho deve começar em casa e a partir daí se estender a outros âmbitos. As sugestões que se seguem podem ajudar a nossos filhos no colégio.

1-      Converta-se em expert no tema Índigo. Asseguro-lhe que há muitas pessoas, sobretudo mães, dispostas a escutar, quanto mais sejam, poderão fazer trabalho de convencimento com os docentes.
2-      Amplie a comunicação com a professora da criança e pergunte-lhe sobre a forma como a criança se comporta em aula. Lembre-se que se ela esta tendo problemas, algo na dinâmica familiar esta faltando.
3-      Leve à diretora do colégio informação sobre as crianças Índigos. Hoje em dia pode-se encontrá-la facilmente através da Internet (neste livro há referencias de paginas na web). Sobretudo aquelas especificas para docentes.
4-      Converse com outras mães do colégio de seu filho, reúnam-se, troquem experiências, comprem livros que depois possam intercambiar. Podem sair idéias excelentes para ser exposta a professora.
5-      Tente, através da Internet, contatos com pessoas envolvidas no tema Índigo, pode, inclusive, encontrar pessoas com oficinas muito econômicas e inclusive gratuitas, e depois as coloque em contato com o colégio. Muitos docentes estão dispostos a ouvir sobre novas alternativas.
6-      Permita a seu filho ver televisão ou escutar musica enquanto faz as tarefas. Lembre-se que eles têm inteligências múltiplas, isto tornará a tarefa menos tediosa.
7-      No momento de fazer a tarefa pode ser divertido se brincarmos de escolinha onde a mamãe é a professora, e seus companheiros de classe são seus bonecos preferidos.
8-      Quando a criança não quiser fazer a tarefa, converse sobre o que irá acontecer em ambos os casos e permita-lhe assumir a responsabilidade de sua escolha.
9-      Caso a criança esteja hiperativa evite dar-lhe açúcar, pois isto acelera o metabolismo fazendo com que tenha mais energia.
10-  Quando uma criança sofre de falta de atenção é fácil trazê-la de volta tocando-a e olhando-a nos olhos, neste caso estão permitidos os doces (o cérebro consome uma grande quantidade de glicose, por isso a temperatura corporal diminui).
11-  Se a criança começa a tornar-se agressiva, leve-o para lavar as mãos e se possível o rosto também. Isto fará com que a temperatura elevada descenda quando a ira nos invade.
12-  Como ultimo recurso, tem-se a possibilidade de mudar seu filho de colégio, faça-o. Envolva a criança na escolha, ele irá agradecê-lo enormemente.

Deixei a mudança de colégio como uma ultima opção, pois em um ambiente familiar inadequado, essa medida de pouco ou nada servirá. É por isso que o trabalho deve começar em casa.

Para terminar, não foi por casualidade que trouxeste ao mundo um Índigo; já existia em nós energia suficiente para abrigar sua vibração. Cada vez que seu filho enfrentar qualquer problema, de qualquer ordem, lembre-se de sua própria vibração Índigo, esteja consciente dela ou não.

Nota. Neste artigo me refiro mais as mães, porque na maioria dos casos são elas que tem mais contato com as crianças e são geralmente as buscadoras de ajuda.

Fonte: extrato do livro Consciência Índigo, Futuro Presente.
Traduzido do original em espanhol por: sandraferris@globo.com


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pedagogia 3000 - Brasil: Sejam Bem-Vindos!

Pedagogia 3000 - Brasil: Sejam Bem-Vindos!: "6º Encontro Internacional de Educação Pedagogia 3000 RIO DE JANEIRO | JULHO/2011 Convidamo-lhes a “Uma Pedagogia Holística é possível”..."

Pedagogia 3000 - Brasil: Inscrições

Pedagogia 3000 - Brasil: Inscrições: "Os valores para a participação no 6º Encontro Internacional de Educação Pedagogia 3000 são: DE 8 A 10 DE JULHO – Intercâmbio Internacional:..."

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Educando crianças Indigo e Cristais: Educando com o coração

por Celia Fenn

Educar uma criança Indigo ou Cristal é um previlégio especial nestes tempos de turbulência e mudança. Como um pai ou mãe, tu estás a contribuir para a fundação de novos padrões de educação de crianças no planeta. Estás a emparceirar com a tua criança para elevar a ressonância da relação entre pais/criança para o mais alto nível possível nestes tempos.
A criança Indigo ou Cristal veio ao planeta com a sua própria “missão”. Como um Indigo está aqui para desafiar formas e crenças existentes, e como um cristal está aqui para ensinar amor e o reconhecimento de plenos poderes. Vocês, como pais, são os parceiros nesta missão de ensinar e curar. Podem ajudar a vossa criança a realizar a sua missão começando por compreender o que é necessário de vocês. Como pais de um Indigo, podem esperar ser desafiados a cada esquina, mas tendo as técnicas para lidar com estes desafios vai-se criando uma relação mais fácil entre vocês e a vossa criança Indigo. Como pais de um criança Cristal, vão ter de lidar com uma força de vontade muito forte e lutas de poder frequentes. De novo, tendo as técnicas educativas para lidar com estes assuntos vai facilitar o crescimento e o desenvolvimento da vossa criança.

O Paradigma Velho de Educação

O Paradigma velho de educação simplesmente não trabalha com os Indigos e Cristais. E isto é esperado. Eles estão aqui para desafiar o paradigma velho e substitui-lo por um melhor. Por isso a maneira como vocês foram educados não irá trabalhar com eles. Vocês não podem repetir os vossos próprios padrões de educação – quer conscientemente ou subconscientemente. Como pais de uma Nova Criança, vocês teem de tornar-se conscientes do padrão particular de educação que escolheram.
O velho paradigma era baseado na sua maior parte em Poder e Medo. Os pais viam a criança como uma responsabilidade que tinha de ser assumida, e o cargo dos pais era ter a certeza que a criança era sustentada materialmente, educada e transformada em um adulto, tal como todos os outros adultos. A criança foi criada a temer castigos e a ver os pais, professores e outros adultos como figuras de poder. A criança foi ensinada por estas figuras de poder a aceitar as normas da sociedade, mesmo que estas fossem contra as suas inclinações naturais. Os pais e assistentes domiciliários viam o controlo da criança como o seu dever. Eles tinham então o direito a castigar a criança, até com violência, se esse controlo ( geralmente em forma de regras e proibições) fosse desafiado ou ignorado. O objectivo das regras e proibições era para assegurar que a criança “pertencia” ou conformava-se com a sociedade. Pais do Estilo Velho frequentemente dizem coisas como “Tu vais fazer isso porque eu digo que vais, e eu sou o teu pai/mãe”, ou “tu vais fazer isso porque é o que toda a gente faz”.
Os pais do Estilo Velho são Autoritários, e exigem obediencia e respeito baseado na autoridade investida nesta relação de criança/pais. Neste sistema de crença, os pais são tomados como “donos” da criança e teem o direito de exigir obediencia. Os pais acreditam saber mais e serem mais sábios, e por isso teem o direito de exigir certos padrões de comportamento e escolher a vida da “sua” criança.

O Paradigma Novo de Educação

O paradigma novo de educação é baseado no Amor e é derivado do Centro do Coração. Neste novo paradigma, cada criança é vista como uma dádiva e previlégio. Educar é visto como uma experiência do coração, em que ao adulto é dada a tarefa de educar e assistir uma alma nova acabada de chegar ao Planeta. Esta tarefa é uma associação, em que os pais e criança partilham a aventura de criar uma experiência consciente de crescimento e aprendizagem dentro dos parâmetros educativos da relação.
Neste modelo de educação baseado no coração, a criança é vista pelo que é – uma alma altamente evoluida e desenvolvida. Esta alma Indigo ou Cristal tem a sua própria sabedoria para transmitir ao mundo, e o cargo dos pais é frequentemente o de ajudar essa criança a trazer a mensagem ao mundo. Para o fazer assim é necessário que a criança seja amada e educada, e encorajada a expressar ao máximo o que é que elas são e ser-lhes dada a oportunidade de desenvolverem o seu potencial total num ambiente afectuoso.
De maneira a ser este tipo de pais ou assistentes domiciliários, qualidades tais como Amor, Tolerância, Respeito e Aceitação Incondicional teem de fazer parte das técnicas básicas de educar e de vocação social. Os pais também precisam de aprender e perceber as técnicas de Negociação, Comunicação e Disciplina.

AMOR

Esta é A técnica de educação mais importante de todas elas. E a maior parte das pessoas imagina que “vem naturalmente”. Mas frequentemente, os pais reproduzem o seu próprio paradigma de educação já aprendido sem verdadeiramente pensarem se vem do coração ou não.
Efectivamente, vocês não podem respeitar e amar a vossa criança senão se amarem e respeitarem a vocês próprios. E tantos de nós crescemos com mensagens tais como “não és bom/boa o suficiente”, que criaram auto-estima baixo e dificuldades com amor próprio e auto-aceitação. Qualquer pessoa que trabalha com crianças vai ter de vigiar a maneira como os seus problemas não resolvidos de auto-aceitação possam ser projectados na criança. A criança depois pode ser vista como “mal comportada” ou “ingovernável” ou “fora de controlo”, ou qualquer número de rótulos de “não ser bom/boa o suficiente”.
Igualmente, as hostilidades e coléras não resolvidas de um pai ou mãe são frequentemente reflectidas de volta a estes pelo comportamento da criança. Frequentemente uma criança irritada e temperamental está a representar os sentimentos reprimidos do pai ou mãe.
É difícil criar uma criança Indigo ou Cristal a não ser que tenhas resolvidos os teus problemas e sejas capaz de te amar a ti próprio(a), de reconhecer os teus plenos poderes e de expressares o teu potencial total.
A tua Criança Indigo ou Cristal vai ser o/a teu/tua professor(a) principal, se de facto ainda não tiveres resolvido estes problemas.
VAIS aprender a reconhecer os teus plenos poderes e a dar-te valor – á medida que eles te ensinam as técnicas. Mas é muito mais fácil se já tens estas técnicas, assim educar a tua criança torna-se uma aventura partilhada de crescimento empossado.

ACEITAÇÃO INCONDICIONAL

Esta é frequentemente uma das coisas mais difíceisl para os pais. Frequentemente o orgulho dos pais exige que a criança viva á altura de certas expectativas ou que desempenhe certos cargos.
Mas as crianças Indigo ou Cristais teem o seu próprio ser definido e o seu próprio sentido de quem é que são. Isto é muito claro para eles. E ás vezes este sentido de quem eles são pode estar directamente oposto aos desejos e necessidades dos pais.
Quando isto acontece, requer um pai ou mãe muito especial para conseguir dizer:”Eu aceito-te pelo que és”, e “tu não tens de ser como eu.”
Um pai ou mãe inseguro pode tomar essa precisa diferença entre ele(a) e a criança como uma ameaça, e exigir que a criança se conforme. Mas os pais Novos permitem que a criança desabroche e seja o que é, até mesmo encorajando aspectos do ser da criança que podem ser estranhos à sua maneira própria de pensar ou ser, se é aí que estão os talentos da criança.
Os Novos pais também aceitam que á medida que uma criança cresce e passa pela adolescência e idade adulta, que pode escolher não seguir o caminho de carreira “seguro” e “responsável” que os pais podem desejar. O Indigo pode desejar ser criativo, ou de viagar pelo mundo e ver a vida, em vez de ir para o colégio e seguir um caminho de vida definido.
Os Novos Pais vão ter de perceber que os Indigos e Cristais veem a vida como uma criação contínua, aonde eles são livres para se “reconstruir “ sempre que lhes apetecer, à medida que seguem as suas paixões. Eles provavelmente não teem interesse nenhum em serem seguros e cautelosos, mas antes em serem apaixonados, creativos e divertidos.
Isto não quer dizer que eles não vão criar abundância. Frequentemente os adultos Indigo criam o mesmo nível de abundancia que os pais antes de eles terem trinta anos. Mas eles fazem-no com meios invulgares e criativos.

RESPEITO

Isto está intimamente ligado à aceitação incondicional. Se os pais podem aceitar quem e o que a criança é, então baseado nesta aceitação pode ser construido um respeito mutúo por cada um.
Este respeito mutuo é a fundação/base necessária em que a relação pais/criança será construida.
Muitos pais do Estilo Velho veem crianças como inexperientes e razoavelmente estúpidos até que possam ser ensinadas por adultos experientes e mais sábios. Os Novos Pais estão conscientes que a sua criança é um ser evoluido num corpo pequeno, e há uma troca mutua de ideais e experiências nesta relação. Os pais ensinam à criança/alma as técnicas de sobrevivência que precisa para a vida no planeta neste momento. A Criança ensina aos pais novas perspectivas sobre a vida vindo da sua ligação mais próxima com o mundo espiritual.
Este respeito mutúo significa que cada um de vocês vai permitir o outro ser o que é, sem necessidade de critica ou hostilidade se houver diferenças.
De facto, os Novos pais vão ver estas diferenças como algo para ser celebrado à medida que começamos a perceber a imensa diversidade e possibilidade inerente na vida humana que existe no planeta hoje.

TOLERÂNCIA

Este tópico está relacionado com os dois acima também. Se existe aceitação incondicional, amor e respeito mutuos no lar, então também ira existir tolerância pelas diferenças e necessidades diferentes de cada pessoa na familia.
Esta tolerância pode depois ser alargada à sociedade mais ampla fora de casa. Se ensinares à tua criança que te aceitas a ti próprio(a), e que as aceitas a elas, então é mais provável que elas transfiram este padrão para o contacto com crianças e pessoas diferentes que conhecem na escola e em situações sociais.
Esta tolerância por outros e aceitação de outros faz parte da missão das crianças Indigo e Cristais, e vai ajudar a criar um mundo aonde existe tolerância e aceitação de todos.
Os Novos pais vão mostrar à sua criança que eles podem relacionar-se com ”diferentes” pessoas, com respeito. E que eles podem honrar as diferenças e celebrar a diversidade, em vez de se sentirem ameaçadas e terem medo como muitos pais do estilo velho tinham.
A eficiência dos aspectos mencionados acima no Paradigma Novo de Educação, frequentemente encontra-se na habilidade dos pais de partilhar técnicas de vida com a criança. Isto é feito de maneira mais eficaz com as técnicas de Comunicação, Negociação e Disciplina.

COMUNICAÇÃO

Comunicação com a tua criança é um dos meios chave com que podes mostrar amor e respeito.
O ato de comunicar é um ato de receber e de dar. A pessoa que comunica está a dar e a partilhar ideias e a pessoa que ouve está a receber essas ideias. Os dois processos são “ativos”, em que receber ou “ouvir” é também uma habilidade.
Como pais, deviam adiantar-se além de dar ordens e instruções que esperam que a vossa criança obedeça e receba sem duvidar. E acima de tudo nunca deviam perder a calma e gritar no processo de comunicar com a vossa criança.
O uso de cólera e de violência na comunicação apenas ensina a criança que para conseguir o que pretende tem de fazer mais barulho e ser o mais agressivo. De igual modo, castigos fisicos ensinam a criança que para obteres o que queres (obediencia), tens de ser agressivo e violento. Estes padrões de comunicação serão interiorizados e podem depois ser exteriorizados quando a criança interaje com crianças da mesma posição social. Crianças cristais especialmente, estão aqui para experimentar poder, e se, aprenderem de ti que violência é igual a poder, então elas vão representar isto. E frequentemente contra ti.
Então é muito melhor, ensinar a tua criança a comunicar eficientemente, mas com respeito. E aqui a chave é para os dois participantes OUVIREM o que o outro tem a dizer. E no acto de ouvir realmente receber e perceber o que o outro sente e precisa.
Comunica com a tua criança sobre os assuntos familiares que o/a afetam. Não assumas que só porque elas são pequenas que teem apenas de seguir o que queres. As crianças teem necessidades emocionais que deviam ser tomadas em consideração quando se tomam decisões que afetam toda a família.

NEGOCIAÇÃO

Negociação faz parte do processo de Comunicação. Se tu queres que a tua criança siga um certo caminho ou faça certas coisas, então vais ter de lhes explicar porque é que precisam que eles se comportem assim. Os Indigos e os Cristais não estão interessados em ordens autoritárias, mas eles ouvem se falares calmamente e negociares o que tu queres.
Se o que tu queres não os atrai particularmente, é possivel negociar uma recompensa para eles fazerem o que tu pedes. Sendo assim existe uma situação de “ganha/ganha”, aonde os dois participantes ganham alguma coisa que querem.
A técnica aqui não é manipulação, embora pais de Indigos espertos vão ter de estar alerta para que a sua criança não se torne manipulativa. Em vez disso, é chegar a um lugar de conforto mutuo, aonde os dois participantes estão de acordo e contentes com o que tem de ser feito. Por exemplo, se arrumar brinquedos é um problema, negocia com a criança que se todos os brinquedos forem arrumados todas as noites por uma semana, então no fim-de-semana, um divertimento pode ser oferecido. Se não, não há este divertimento. A maior parte das crianças aceitará uma proposta como esta, em vez de ter a mãe continuamente a gritar porque é que os brinquedos não estão arrumados (bem, porque as crianças Indigo e Cristais teem coisas mais importantes e imaginativas para fazer do que arrumar brinquedos).

DISCIPLINA

Embora esta tenha sido deixado para ultima, é geralmente o tópico mais emotivo nas minhas discussões com os pais. Se se dá ou não “dá tareias” como castigo, ou para impor fronteiras.
Eu acredito em não usar violência, sempre. Isto apenas ensina à criança que violência é um instrumento para obter o que tu queres.
No entanto, eu também acredito que o conceito de “disciplina” é pouco percebido na nossa sociedade. É equiparado a regras, regulamentos e castigos. Realmente, a palavra “disciplina” partilha a mesma raiz do que a palavra “discipulo”, e tem a ver com ensinar e aprender. E o/a professor(a) mais eficaz não é aquele que grita e é violento, a não ser que estejas no exército. Na vida normal, o acto de ensinar é mais eficaz quando vem do coração e é transmitido de uma maneira afável e atenciosa.
As crianças precisam de saber aonde as fronteiras estão, e o que é esperado delas no contexto da familia. Isto ajuda a assegurar uma sensação de segurança que encoraja um comportamento calmo. Mas esta informação pode ser transmitida de uma maneira terna e serena, usando as técnicas de comunicação e negociação.
As técnicas de comunicação e negociação fazem verdadeiramente parte da técnica de disciplina.
A vossa responsabilidade como pais é de ensinar a vossa criança – dando o exemplo e por palavras – o que é necessário deles para se tornarem adultos afectuosos que reconhecem os seus plenos poderes. Tu és o/a professor(a), e eles são os discipulos. E ás vezes, eles são os/as professores(as), e vocês, como pais, são os discipulos. Deixem a relação entre vocês ser tão afectuosa e educativa como a de Cristo com os seus discipulos. 

Fonte:http://www.starchild.co.za/portuguese/parentingpor.html



terça-feira, 5 de abril de 2011

MEDO dos Índigos

Ingrid Cañete responde aos detratores das crianças índigos

Porque (não) resistir ao tema e as “crianças índigo”?

Desejo compartilhar algumas reflexões a respeito de um tema tão atual quanto urgente neste início do século 21: a chegada massiva ao nosso planeta Terra, de seres humanos diferentes. Eles representam a evolução da espécie humana e têm sido identificados na literatura e na mídia, como crianças e adultos Índigo.

Eu como psicóloga, escritora e estudiosa do assunto, sinto-me no dever de tornar públicas tais reflexões e esclarecimentos devido a novidade e ao caráter impactante do mesmo. Este tema tem causado polêmica e principalmente, tem dado margem a informações distorcidas e equivocadas, as quais acabam por gerar confusão e prestam um desserviço a comunidade em geral.

Atualmente, é possível encontrar críticas acirradas e atitudes exasperadas por parte de pessoas e de setores de nossa sociedade, que demonstram grande resistência em relação ao assunto índigos. E, nos perguntamos, por quê tanta resistência? E, em alguns casos, tanta agressividade quando se trata deste tema? Muitas razões podem ser levantadas, algumas fundamentadas em crenças e raízes culturais tais como a religião, outras ligadas ao desconhecimento e a informações distorcidas como já foi mencionando.

Existem ainda razões calcadas no preconceito e as razões de ordem, digamos,
científica. Entre todas estas razões, existe uma que se encontra por detrás de todas elas e na qual acreditamos fortemente, trata-se do medo. O medo, esta emoção tão primária, esse instinto ligado a auto-preservação e a sobrevivência, que assume diferentes graus e formas de manifestação, está na origem de tanta agitação e exacerbação em torno do tema.

Para tratar de tal assunto, tendo em vista a relevância que de fato ele tem para todos nós, do ponto de vista evolutivo, convido o leitor a vestir neste momento, as vestes do cientista e a encarnar o espírito científico verdadeiro. Trata-se daquele espírito, e da atitude deste decorrente, que se abre permanentemente ao desconhecido e que não exige ver para crer, mas sim, crê e por isso torna-se cada vez mais, capaz de ver mais, de empreender em busca de respostas, de se recriar permanentemente, de nascer e renascer dia após dia, de caminhar no escuro. Atitude que só é possível quando se está consciente de que é próprio da ciência a impermanência, a transformação contínua. O verdadeiro cientista é aquele que busca a expansão da consciência como condição essencial para exercer seu ofício de forma ética. Ele não se aferra a nenhuma crença, idéia ou resultado e nunca conclui alguma coisa. O cientista caminha sempre em busca de respostas mais satisfatórias e mais próximas para dar conta dos fenômenos do mundo físico e também do mundo metafísico. Caso o cientista se agarre a alguma idéia, crença ou resultado ele estará assumindo um estado de cegueira parcial ou mesmo absoluta e abrindo mão de sua condição de cientista. Estará fugindo de assumir o alto grau de responsabilidade envolvido nesta função. Inúmeros cientistas estão em acordo que as teorias científicas possuem tal qual os icebergs, uma enorme zona imersa, que não é científica, mas que é indispensável para o desenvolvimento
da ciência. Sendo esta justamente a zona cega da ciência que crê que a teoria reflete o real. Conforme bem ressalta Edgar Morin, o próprio da cientificidade não é refletir o real, mas traduzi-lo em teorias mutáveis e refutáveis. Ao mesmo tempo em que as teorias científicas dão forma, ordem e organização aos dados verificados nos quais se baseiam, novos meios de observação ou de experimentação ou um novo olhar, fazem surgir dados desconhecidos, invisíveis. A partir daí as teorias deixam de ser adequadas e se não for possível
alargá-las, é necessário inventar outras novas, salienta Morin, em seu livro “Ciência com consciência”. Concordamos com ele quando afirma e ao mesmo tempo constata que a evolução do conhecimento científico não é unicamente de crescimento e de extensão do saber. É também de transformações, de rupturas, de passagem de uma teoria para outra. As teorias científicas são mortais, e são mortais por serem científicas, de acordo com a visão de Popper. Ora, o tempo do conhecimento científico como algo certo, absoluto e capaz
de fazer predições concretas e oferecer certezas já caducou, se esgotou juntamente com a visão ou paradigma que lhe deu origem, ou seja, a visão mecanicista. Dito isso, podemos prosseguir propondo que se reflita sobre o que mais nos atemoriza nesta existência terrena, numa escala de prioridades? Arrisco como resposta que seja a morte. O medo de morrer é provavelmente o medo mais intenso e que assume maiores proporções no imaginário e também no dia a dia de cada ser humano minimamente consciente. A morte que pode
significar num primeiro olhar a morte física mesmo e deve ser considerada também e principalmente, a morte simbólica na medida em que perdemos nossos referenciais dados por nossas certezas, nossas verdades absolutas baseadas em nossas crenças mais do que em valores, propriamente ditos. Quando falamos de evolução humana, está implícito um processo de incontáveis mortes e renascimentos. Nós morremos muitas vezes em vida, justamente para dar espaço a mais vida em nós, seja do ponto de vista de nosso corpo físico, de nossa fisiologia, ou seja, do ponto de vista de nossa
mente e de nosso espírito. Somos seres mutantes da mesma forma que a ciência é algo em permanente construção, criação e recriação.
E, da mesma forma isso ocorre no mundo natural, em nosso planeta e no cosmos. Pois bem, quando falamos que as crianças e novas gerações que estão vindo modificadas em seu DNA, com características físicas, psicológicas e espirituais diferentes, mais evoluídas estão chegando em um número cada vez mais expressivo com a missão de promover, de provocar a transformação e a evolução da sociedade humana, é compreensível que todo esse potencial de mudança, cause um frio na espinha de muita gente, porque o ser humano não gosta de mudar. O ser humano detesta conviver com a idéia de mudança constante mesmo que sua inteligência lhe diga que essa é sua realidade mais evidente, mesmo que a ciência criada por ele próprio lhe apresente cada vez mais provas contundentes desta sua natureza mutante. A mudança é sempre vivenciada com muita dor e simplesmente a sua antecipação por meio de notícias e de fatos como a chegada das gerações índigo, é motivo de reações fortes e até radicais orquestradas mais pela parte biológica ou animal que constitui o ser humano, do que por sua porção psicosocioespiritual. O medo é uma emoção primitiva e de baixa vibração que foi, digamos, instalada em nós desde pequenos, geração após geração, visando o controle de nosso comportamento, não tenhamos dúvida a respeito disso. Essa emoção está na base de todos os sistemas de poder que se utilizam do controle e da manipulação. Quanto menos evoluída uma população, mais medrosa, mais sujeita a se assustar com o desconhecido e a temer aquilo que não se encaixa em seus modelos mentais. Por modelos mentais podemos entender, de forma simplificada, como sendo as lentes que dirigem nossa percepção acerca daquilo que chamamos realidade. Essas lentes são formadas por conjuntos de crenças e de pressupostos básicos inconscientes que por serem inconscientes são justamente tão poderosos. O contrario dessa posição, portanto, é a consciência em expansão que nos dá amplitude e flexibilidade de percepção que por sua vez nos permite acessar cada vez mais elevados níveis de realidade. O filme “Somos nós” ilustra perfeitamente o que estamos afirmando aqui.

A ciência moderna ligou-se à ideologia burguesa e capitalista e a sua vontade de dominar o mundo e controlar o meio ambiente. Nisto, ela foi perfeitamente eficaz permitindo a burguesia dominar econômica, política, colonial e militarmente o planeta. Como afirma Gerard Fourez, filósofo, matemático e doutor em física. Durante séculos sentiu-se a eficácia desse método e os seus sucessos serviram de base a ideologias do progresso. Até hoje a população se beneficia de um bem estar econômico com o qual não poderiam sonhar há muitos anos atrás. Entretanto, também somos obrigados a constatar que a
ciência não é de modo algum eficaz para resolver as grandes questões éticas e sociopolíticas da humanidade, mais do que isso muitos atribuem a ela um papel no estabelecimento das desigualdades e injustiças mundiais. Deparamos assim mais uma vez com os limites da visão e dos ditos avanços técnico-científicos. Mas, além do medo do desconhecido que implica ter que olhar para dentro de si mesmo e rever valores, estilo de vida, buscando por um sentido
mais profundo e duradouro, perene para a existência para o conjunto de nossos atos em vida, encontramos um outro medo terrível daqueles que constituem a sociedade burguesa e capitalista dominante. Trata-se do medo de perder o poder e controle sobre seus dominados. O que implicaria perder certezas de ordem econômica e financeira. Perder dinheiro, muito dinheiro em
decorrência de perder o controle de muitas, de milhares de mentes dominadas guiando corpos dóceis, como disse Foucalt, é algo tremendamente assustador para muita gente, para muitos grupos de interesses e categorias profissionais.

Afinal, fala-se que os índigos, rótulo que não desejamos que se transforme em uma máscara ou pior num estigma para essas novas gerações, estão vindo diferentes por exemplo, no sentido de não reconhecerem o medo e portanto não serem passíveis de intimidação ou de controle. Grande perigo, percebem? Perigo de uma revolução dirão alguns mais afoitos.Como iremos dominar seres que não sentem medo?! Como vamos fazer com que continuem acreditando nos valores que temos lhe imposto durante tantos anos por meio da propaganda, da mídia, de nosso sistema educacional, nossos dogmas e religiões, de nosso sistema de saúde - que se baseia mais na valorização das doenças e que trata sempre partindo do princípio de que medicar é preciso, pactuando com o poderio absurdo da indústria farmacêutica?!

O medo transforma-se em pânico e o pânico gera atitudes visivelmente transtornadas e desesperadas. Não é a toa que estamos assistindo a uma verdadeira epidemia de crianças, jovens e agora de adultos rotulados de DDA (distúrbio de déficit de atenção) e de DDAH (distúrbio de déficit de atenção com hiperatividade), de bipolaridade, de crianças problemas. Na verdade, os rótulos são tentativas da ciência de fragmentar, catalogar e assim poder controlar por meio da supressão dos sintomas. Nem estamos falando de cura. É evidente
aqui, que faço uma ressalva importante para a necessidade de que profissionais competentes avaliem e façam um diagnóstico diferencial. Mas, por enquanto ainda é pequeno o número de profissionais, médicos, psicólogos, pedagogos que se dispuseram a encarar um estudo mais atento e profundo, sem preconceitos, a este tema tão desafiador. É compreensível, a atitude de desprezo pelo tema ou de crítica acirrada e agressiva é pertinente a um determinado estágio de nossa história evolutiva e se repete a cada ciclo no exato momento onde estamos prestes a dar um salto quântico e passarmos para um patamar mais elevado de consciência.

Nossa história está repleta de temas que foram tabu durante muito tempo e que depois foram necessariamente assimilados por toda a sociedade, uma vez que diante da natureza e da força de suas manifestações teremos que nos curvar em um dado momento. Seres mais evoluídos estão chegando em número cada vez maior, eles são seres imbuídos de um nível de consciência mais expandido, de uma espiritualidade mais acentuada, de dons e talentos mais desenvolvidos, são amorosos, inquietos por natureza, são rompedores de sistemas, vieram para isso, questionar, romper padrões estabelecidos, perguntar o porquê de tudo, olhar bem no fundo dos olhos e dizer com absoluta sinceridade, a verdade, simplesmente a verdade que eles captam com todos os seus sentidos bem ativados. Eles são altamente intuitivos e telepáticos, têm uma profunda noção de que vieram cumprir uma missão importante aqui, mas não suportam ser controlados, dominados, detestam receber ordens, não aceitam o não sem argumentação inteligente, sábia e razoável. Eles têm boa índole, são carinhosos, muito inteligentes intelectualmente e espiritualmente. São muito, muito sensíveis, espiritualistas, respeitando todas as crenças e religiões.

Muita confusão tem sido feita com diferentes distúrbios e déficits, o que é lamentável, pois tratar os índigos equivocadamente com remédios como a Ritalina (metilfenidato) e anti-depressivos, pode simplesmente matar seus maiores dons, afetando todos os seus campos energéticos, inibindo e atrofiando certos potenciais, sufocando sua criatividade, vale dizer sua alma e domesticando seus sentidos e seu corpo. Temos uma imensa responsabilidade diante destas novas gerações que precisam fundamentalmente que sejamos todos cientistas de uma nova época, com espíritos aberto seja como pais,
como educadores ou como governantes no sentido de nos Jornal dos Espíritos
dedicarmos a conhecer e pesquisar mais e mais sobre o tema visando produzir de fato conhecimento e sabedoria que possa ser aplicada para receber adequadamente essas gerações, apoiar e facilitar seu desenvolvimento e favorecer a manifestação dos potenciais maravilhosos que nos trazem. Temos muito que aprender com eles. Eles não são seres melhores ou superiores a ninguém, também não são erros da natureza, são apenas diferentes. E suas
características diferentes têm uma razão de ser: cumprir uma missão específica, romper padrões, rever valores e crenças caducos e impeditivos de uma evolução e ativar a mudança necessária para criarmos um mundo mais justo, amoroso e pacífico.

Se esta é a missão como poderiam vir seres com características que não estas que estamos vendo? Já ouvi comentários de pessoas que soaram quase como um alerta para mim: olhe bem, existem índigos que vem com aparência de índigos, mas que não são índigos! Bem, então eu respondo, sim isso é perfeitamente possível, uma vez que todos nós fazemos parte de um processo evolutivo bem dinâmico e rico, devemos portanto estarmos atentos e abertos a identificar estas diferenças e a lidarmos com elas. Porém eu também aproveito para enfatizar que estes seres referidos têm algumas características semelhantes aos índigos e não são índigos, então que fique claro: eles não são índigos! São seres humanos que possuem diferenças bem significativas, passíveis de identificação pelos que estudam o tema e se dedicam a pesquisa com seriedade, com espírito científico verdadeiro e, portanto, de forma ética acima de tudo.

Por que estamos em meio a uma etapa crítica de nossa evolução é que tantas pessoas resistem ao novo, pois já estão sendo sacudidas por suficientes mudanças e exigências, e não conseguem assimilar mais novidades. Estas pessoas e grupos já guardam suficientes marcas de sofrimentos, de dores em sua trajetória. Por isso estão traumatizadas pelo fantasma do medo e querem afastar tudo que sugira abalar algumas poucas certezas que ainda lhes restam.
Mas, é pelo mesmo motivo que uma outra parcela cada vez mais numerosa da população da Terra, ao mesmo tempo que reconhece a eficácia e a performance da ciência se recusa a reduzir a ela sua visão de mundo. Ricardo Semler, um adulto índigo, ou se quisermos, apenas um adulto representante destas novas gerações de consciência expandida, tem mostrado de forma ímpar ao mundo, a que vieram estas gerações. Ele afirma o seguinte, em seu livro “Você está louco”: a vida que já vivi me levou a constatar que as respostas-padrão servem à manutenção da ordem existente. Servem para criar a sensação de controle, de ordem, de disciplina. São como as senhas, como o ato de fazer crianças decorarem tabelas periódicas e outras informações que nunca usarão. E são esses mecanismos antropológicos de conservação que impedem a mudança acelerada da sociedade.

Provavelmente uma boa coisa, já que as pessoas lidam mal com o excesso de novidades. A velocidade de assimilação não se compara com a do avanço da tecnologia. E esse descompasso gera o mal estar – lembra um ditado árabe que a alma viaja a camelo. Ou seja, não adianta correr com a tecnologia, os humanos demoram mesmo para acompanhar.

Vivemos em um mundo predominantemente de terceira dimensão onde prevalece a polaridade bem e mal, certo e errado, dia e noite, claro e escuro... Estamos evoluindo para a quarta dimensão onde com a consciência expandida nos levará a perceber esta realidade de outra forma, com mais distanciamento assim como acessaremos outros níveis de realidade existentes e possíveis e, seremos capazes de unificar, de reunir aquilo que nesta dimensão temos necessidade de separar para tentar explicar e compreender. Somos humanos,
temos limitações, somos passíveis de erros porém não devemos persistir em alguns erros que nossa história já nos mostrou serem deveras perigosos a nossa sobrevivência.

Portanto cuidemos de nossas novas gerações, com todo o respeito, com o amor que eles merecem.

Questionar e perguntar-se sempre, mas ignorar, recusar-se a ver, a encarar de frente, a se dispor a aprender é um erro fatal, não apenas para uns, mas para todos nós.

As novas gerações, não importando com que nome vamos nos referir a elas, são o potencial que ansiamos para criar o céu na terra, um mundo de paz e harmonia. Não desperdicemos essa verdadeira dádiva que nos está sendo proporcionada pela vida e por seus mistérios, os quais continuarão sendo mistérios até que provem o contrário...

INGRID CAÑETE – É psicóloga especialista em administração de Recursos
Humanos, professora universitária, consultora de empresas em Qualidade
de Vida e Prevenção de Stress, representante do Brasil na Rede Latino
Americana de Estudos Índigo. Autora dos livros “Humanização: desafio da
empresa moderna, a ginástica laboral como um caminho”, “O brilho nos
olhos”, “Crianças Índigo, a evolução do ser humano”.