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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Visão Cósmica da Educação - Parte 2


O ignorante e o sábio se encontram num terreno comum, como sempre acontece com os extremos. Entre ambos se encontram aqueles que não são, nem totalmente ignorantes, nem intuitivamente sábios, são a massa das pessoas educadas que têm conhecimento, mas, não entendimento e que ainda estão por aprender a diferença entre aquilo que pode ser captado pela mente racional, aquilo que pode ser visto pelo olho da mente e aquilo que somente a mente superior ou abstrata pode formular e conhecer. Isto finalmente se funde com a intuição, que é a “faculdade do conhecimento” do místico prático e inteligente que – relegando a natureza emocional e sentimental para o seu lugar próprio – usa a mente como um ponto focal e olha através daquela lente para o mundo da alma.

Um dos principais meios pelos quais o homem chega a uma compreensão daquela grande totalidade à qual chamamos de Macrocosmo – Deus, funcionando através de um sistema solar – é pela compreensão de si próprio, e a injunção délfica “Homem, conhece-te a ti mesmo” foi uma proclamação inspirada, destinada a dar ao homem a pista para o mistério da divindade. Através da Lei da Analogia, ou das correspondências, os processos cósmicos e a natureza dos princípios cósmicos são indicados nas funções, estrutura e características de um ser humano. São indicadas, mas, não explicadas ou elaboradas. Servem simplesmente como sinais na estrada, dirigindo o homem pelo caminho onde posteriores marcos podem ser encontrados e indicações mais definidas anotadas.

A compreensão da triplicidade do espírito, alma e corpo permanece, todavia, além do alcance do homem, mas uma idéia quanto às suas relações e sua função geral coordenadas pode ser indicada por uma apreciação do homem a partir do seu aspecto físico e seu funcionamento objetivo.

Há três aspectos do organismo humano que são símbolos, e somente símbolos, dos três aspectos do ser.

1 – A energia, ou princípio ativador, que se retira misteriosamente na morte, retira-se parcialmente nas horas de sono ou da inconsciência, e que parece usar o cérebro como sua sede principal de atividade e daí dirigir o funcionamento do organismo. Esta energia tem uma relação direta primária com as três partes do organismo a que chamamos cérebro, coração e aparelho respiratório. Este é o símbolo microcosmo do espírito.

2 – O sistema nervoso, com sua complexidade de nervos, centros nervosos e aquela multiplicidade de partes sensíveis e inter-relacionadas que servem para coordenar o organismo, produzir a resposta sensitiva que existe entre os muitos órgãos e partes que formam o organismo como um todo, e que servem também para o tornar consciente do, e sensível, ao meio que o cerca. Esta aparelhagem sensorial inteira é a que produz a conscientização organizada e a sensibilidade coordenada do ser humano inteiro, primeiro dentro dele mesmo como uma unidade e, secundariamente, sua capacidade de resposta e estrutura nervosa, coordenando, correlacionando e produzindo uma atividade grupal externa e interna, demonstra-se primariamente através das três partes do sistema nervoso:

A) Sistema cérebro-espinhal.
B) Sistema de nervos sensitivos.
C) Sistema periférico de nervos.

Ele está inteiramente associado com o aspecto energia, sendo o instrumento utilizado por aquela energia para vitalizar o corpo, para produzir sua atividade e funcionamento coordenados e para conseguir um relacionamento inteligente com o mundo no qual tem de participar. Ele se coloca por trás da massa de carne e ossos e músculos. Por sua vez, é motivado e controlado por dois fatores:

A – A totalidade da energia que é a quota individual da energia vital.

B – A energia do meio ambiente na qual o indivíduo se encontra e na qual ele tem de atuar e desempenhar seu papel.

Este sistema nervoso coordenador, esta rede de nervos inter-relacionados e sensitivos é o símbolo, no homem, da alma, e uma forma visível e exterior de uma realidade espiritual interior.

3 – Há, finalmente, o que poderia ser descrito como o corpo, a totalidade de carne, de músculos e de ossos que o homem vai carregando, correlacionados pelo sistema nervoso e tonificados pelo que vagamente chamamos “vida”.

Os três aspectos da divindade, a energia central, ou espírito; a força coordenadora, ou alma, e aquela que estas duas usam e unificam são, na realidade, um princípio vital se manifestando na diversidade. Estes são os Três em Um, o Um em Três, Deus na natureza e a própria natureza em Deus.

Estes três aspectos são vistos no homem, a unidade divina de vida. Primeiro ele os reconhece em si mesmo; depois ele os vê em cada forma em torno de si e finalmente ele aprende a relacionar estes aspectos de si mesmo com os similares aspectos em outras formas de manifestação divina. A correta relação entre as formas resultará na harmonização e no correto ajustamento do plano físico da vida.

A correta resposta ao particular meio ambiente resultará na correta relação com o aspecto alma, oculto em toda forma, e produzirá corretas relações entre as várias partes da estrutura nervosa interna a ser encontrada em todo reino da natureza, subumano e super-humano. Isto é, entretanto, praticamente desconhecido mas está sendo rapidamente reconhecido e quando for provado e compreendido será descoberto que naquele interior está a base da fraternidade e da unidade. Como o fígado, o coração, os pulmões, o estômago e outros órgãos no corpo são relacionados por intermédio do sistema nervoso pelo corpo todo, assim também descobrir-se-á que, no mundo, organismos tais como os reinos da natureza têm sua vida e funções separadas e no entanto estão correlacionados e coordenados por um vasto intrincado sistema sensorial que às vezes é chamado a alma de todas as coisas, a “anima mundi”, a consciência subjacente.

Lidando com as triplicidades tão frequentemente usadas quando se fala da divindade, tais como espírito, alma e corpo – vida, consciência e forma – é oportuno recordar que elas se referem a diferenciações da vida una, e que quanto mais se pode familiarizar com estas triplicidades, tanto mais será possível estar em relação com um círculo mais largo de homens. Mas quando se lida com as coisas ocultas e subjetivas e quando o assunto sobre o qual se escreve lida com o indefinível, então surgem dificuldades. Não é coisa difícil descrever a aparência pessoal de um homem, suas vestes, sua forma, e as coisas que o cercam. A linguagem satisfaz suficientemente quando se trata do concreto e do mundo da forma. Mas quando se tenta transmitir uma ideia de sua qualidade, caráter e natureza, imediatamente se depara com o problema do desconhecido, com aquela parte indefinível não vista que nós sentimos, mas que permanece em grande parte não revelada e não compreendida mesmo pelo próprio homem. Como então iremos descrevê-lo por intermédio da linguagem?

Se assim é do homem, quanto maior é a dificuldade quando procuramos através de palavras expressar aquela inexprimível totalidade da qual os termos espírito, alma e corpo são considerados como as principais diferenciações? Como iremos definir aquela vida indefinível que os homens têm (numa tentativa de compreender) limitada e separada numa trindade de aspectos ou pessoas, chamando o conjunto pelo nome de Deus?

Entretanto, onde esta diferenciação de Deus numa trindade é universal e é há muito tempo usada, onde todos os povos – antigos e modernos – empregam a mesma triplicidade de ideação para exprimir uma compreensão intuitiva, há segurança para o uso. Que algum dia nós poderemos pensar e expressar a verdade diferentemente pode de fato ocorrer, mas para o pensador comum de hoje os termos espírito, alma e corpo representam o agregado da manifestação divina, tanto na deidade do universo como naquela divindade menor, o próprio homem.

São sobejamente conhecidos os tabus, a tenacidade dos preconceitos, os interesses e miragens que conspurcam a realidade e a impedem de se manifestar e ser conhecida na sua inteireza. Por isso, algumas palavras e expressões precisam ter o seu significado tão perfeitamente delineado quanto possível, a fim de serem entendidas na sua real significação, para maior clareza destas ideias:

Shamballa. Há uma Hierarquia espiritual planetária que “dirige” os destinos do nosso planeta. A sede da cúpula desta Hierarquia é Shamballa, um vasto ponto focal de energias aprovisionadas e reunidas pelo Logos Planetário, com o fim de criar uma manifestação adequada de Sua intenção no desenvolvimento e no serviço planetário. É denominada “o centro onde a vontade de Deus é conhecida”.

Espiritual. A palavra “espiritual” não se refere ao assim chamado assunto religioso. Todas as atividades que impelem o ser humano em direção a alguma forma de desenvolvimento – físico, emocional, mental, intuicional, social – se for para o progresso de seu estado atual, será essencialmente de natureza espiritual e será indicativo da existência da entidade divina interna. O espírito do homem é imortal; persiste para sempre, progredindo de um ponto a outro e de estágio a estágio no Caminho da Evolução, desabrochando firmemente e em sequência os atributos e aspectos divinos.

Educação. Educação é o treinamento, dado inteligentemente, que permitirá à juventude contatar seu ambiente com inteligência e critério e se adaptar às condições existentes.

É um processo pelo qual a criança é equipada com a informação que a capacitará a agir como bom cidadão e a desempenhar as funções de um pai sábio, levando em consideração suas tendências inatas, seus atributos raciais e nacionais e, então, esforçar-se para acrescentar a estes, aquele conhecimento que a levará a trabalhar construtivamente no cenário do seu mundo e demonstrar ser um cidadão útil.

É um processo de adquirir a sabedoria como uma decorrência do conhecimento e da percepção consciente do significado que jaz além da exterioridade dos fatos revelados. É o poder de aplicar o conhecimento de tal maneira que um viver sadio, um ponto de vista compreensivo e uma técnica inteligente de conduta sejam os resultados normais.

É um processo pelo qual a unidade, ou um sentido de síntese, é cultivada, no qual os jovens são ensinados a pensar de si mesmos em relação ao grupo, à unidade familiar e à nação na qual o destino os colocou e a pensar em termos de relacionamento mundial e da sua nação em relação a outras nações. Isso cobre a preparação para a cidadania, a paternidade e a compreensão do mundo; é basicamente psicológico e deverá levar a uma compreensão da humanidade.

A educação é o processo através do qual a juventude aprende a raciocinar desde a causa até o efeito, a conhecer a razão por que certas ações estão inevitavelmente destinadas a produzir certos resultados e por que as tendências definidas da vida podem ser determinadas e certas profissões e carreiras provêm o cenário correto para o desenvolvimento e um campo de experiência útil e vantajoso.

Espírito, Vida, Energia. A palavra espírito se aplica àquele impulso indefinível, fugaz, essencial, ou Vida que é a causa de toda manifestação. É o sopro de Vida e é aquele rítmico influxo de energia vital que se manifesta por sua vez como a força atrativa, como a consciência, ou alma, e é a totalidade da substância atômica. É a correspondência na grande Existência ou Macrocosmo, daquilo que na pequena existência, ou microcosmo, é o fator vital de inspiração ao qual nós chamamos a vida do homem; isto é indicado pela respiração no seu corpo, a qual é abstraída ou retirada quando se esgota o curso da vida.

Dá-se ênfase ao fato de que espírito e energia são termos sinônimos e intercambiáveis, e somente na compreensão disto nós podemos chegar a uma verdadeira compreensão do mundo dos fenômenos ativos pelos quais nós estamos cercados e nos quais movemos.

Deve-se notar que somente se um homem compreender a si mesmo poderá ele chegar a uma compreensão daquela totalidade a que chamamos Deus.
Isto é um truísmo, mas quando trabalhado leva à revelação que torna o presente “Deus Desconhecido” uma realidade conhecida. Como? O homem se conhece como um ser vivo e chama de morte ao misterioso processo no qual alguma coisa, a que comumente designa como o sopro da vida, é retirado. Por esta retirada, a forma se desintegra. A força vitalizadora de coesão se foi e isto produz uma volta aos seus elementos essenciais, daquilo que até então tinha sido considerado como o corpo. Este princípio vital, esta essência básica do Ser, e este misterioso fator fugaz são a correspondência, no homem, daquilo a que nós chamamos espírito, ou vida, no macrocosmo. Assim como a vida no homem mantém unida, anima, vitaliza e põe em atividade a forma e assim faz dele um ser vivo, também a vida de Deus desempenha o mesmo fim no universo e produz aquele conjunto interligado, vivo, vital, ao qual chamamos de sistema solar. Este princípio vital no homem se manifesta de uma forma tríplice:


Continua no próximo post


Fonte: http://portaldosanjos.ning.com/group/mestredjwalkul/forum/topics/visao-cosmica-da-educacao-2




domingo, 5 de setembro de 2010

Visão Cósmica da Educação - Parte 1

Universidade de Shamballa
VISÃO CÓSMICA DA EDUCAÇÃO
A Educação na Nova Era


NOTA DOMINANTE:
A raça humana como um todo encontra-se agora na entrada do Caminho do Discipulado. O seu olhar contempla a visão do futuro, seja a visão da alma, uma visão de um melhor estilo de vida, de alívio na situação econômica, ou de melhor relacionamento inter-racial. É lamentavelmente verdade que esta visão seja frequentemente distorcida, orientada materialmente ou parcialmente percebida; mas, de uma forma ou de outra, existe hoje na massa do povo uma apreciável compreensão do “novo e desejável” – fato até agora desconhecido. No passado era o intelectual ou a elite quem tinha o privilégio de possuir a visão. Hoje, quem a possui é a massa dos homens. Portanto, a humanidade como um todo está preparada para um processo geral de alinhamento, e esta é a razão espiritual que subjaz por trás da guerra mundial. A “tesoura afiada do sofrimento deve separar o real do irreal; o açoite da dor deve despertar a alma adormecida para o primor da vida; o trauma do extirpar as raízes da vida do terreno do desejo egoísta deve ser suportado, e então o homem se libertará”. Assim reza o Velho Comentário numa de suas estrofes mais místicas. Assim é assinalado profeticamente o fim da Raça Ariana – não um fim no sentido de culminação, mas o encerramento de um ciclo de aperfeiçoamento mental, preparatório para outro onde a mente será aplicada corretamente como instrumento de alinhamento, como farol da alma e controladora da personalidade. (Os Raios e as Iniciações)

PREFÁCIO


O teor deste texto, Visão Cósmica da Educação – A Educação na Nova Era, é denso e como tal deve ser lido e estudado de forma reflexiva. Não há nele técnica ou método de ensino, mas postulados a partir dos quais devemos formular as nossas técnicas e métodos.

Pede-se ao leitor que faça a sua pesquisa com mente aberta, tendo como motor a boa vontade de extrair daí algo que possa contribuir para o objetivo do projeto.

Na Apresentação, analisamos um panorama da situação mundial da criança e do adolescente, com estatísticas e informações de órgãos das Nações Unidas, como a UNESCO e a UNICEF, onde são comentadas as falhas e erros do atual processo mundial, nos preparando para os desafios propostos. Os Pensamentos Introdutórios norteiam a nossa ação para o item seguinte. A longa exposição de Valores e Conceitos, e também o que consta nas Proposições, deve-se à superficialidade do atual enfoque dado ao assunto abordado, visando a necessidade premente de conhecimento e avanço neste campo de estudo levado para o âmago da educação. Aqui o preceito délfico ganha dimensões novas, ao impor o conhecimento de nós mesmos. Na Ação no Presente, lança-se alguma luz sobre o que pode ser feito para o estabelecimento imediato de unidades de ensino aproveitando-se os métodos atuais mais próximos das ideias expostas. A Ação no Futuro é resultado da ação no presente, e se baseia na formação do professor/educador que irá emergindo no seio dos estudantes, formando os chamados grupos-semente, pilares sobre os quais se assentarão as bases futuras.

Tudo isso está estribado na constatação de que “a natureza trabalha sem vazios e assim é, mesmo quando – do ponto de vista da ciência acadêmica – haja um hiato aparente entre os fatos e as espécies conhecidas”. Deparamos, na consciência, com regiões e aspectos desconhecidos e ainda não explorados, formando aparentes hiatos ou vazios que precisam ser relacionados com outras regiões e aspectos da natureza humana, notadamente com sua natureza divina. É para esse campo ainda não trabalhado que se direciona o nosso esforço, e é na mais tenra idade onde devemos começar a nossa jornada.

“As aspirações na vida vêm em forma de crianças”. (Rabindranath Tagore, Fireflies)

“Sabemos como encontrar pérolas no interior das ostras, ouro nas montanhas e carvão nas entranhas da terra, mas não somos conscientes dos germes espirituais, as criações nebulosas que a criança esconde no seu interior quando entra no mundo para renovar a humanidade”. (Maria Montessori, The Absorbent Mind)


“A criança não é um vazio receptivo esperando ser preenchido com nossa sabedoria”. (Idem)

“A natureza trabalha sem vazios e assim é, mesmo quando – do ponto de vista da ciência acadêmica – haja um hiato aparente entre os fatos e as espécies conhecidas”. (Alice A. Bailey, Educação na Nova Era)

APRESENTAÇÃO

Enunciados-Chave:


A educação é uma empresa profundamente espiritual. Concerne ao homem na sua totalidade e isso inclui o seu espírito divino. (Alice A. Bailey, Problemas da Humanidade)

Devemos desenvolver as novas atitudes e técnicas que equiparão a criança para uma maneira completa de viver, tornando-a verdadeiramente humana, um membro construtivo e criativo da família humana. A melhor parte de tudo que passou deve ser preservada, mas deveria ser preservada somente como as bases de um sistema melhor e de um enfoque mais sábio do objetivo da cidadania mundial. (Idem)

Toda a tendência do presente empenho em avançar, que pode ser percebido tão marcadamente na humanidade, é capacitá-la a adquirir conhecimento, transmutá-lo em sabedoria pela ajuda do entendimento e, desse modo, tornar-se “completamente iluminada”. A iluminação é a meta maior da educação. (Alice A. Bailey, Educação na Nova Era)


As nossas crianças são o nosso futuro. O problema da educação e a difícil situação das crianças do mundo são, portanto, as preocupações mais urgentes às quais a humanidade enfrenta hoje. Como Alice Bailey escreve nos Problemas da Humanidade, “O que fazemos com elas e para elas é de grande importância em suas implicações. Nossa responsabilidade é grande e nossa oportunidade única”. Na nossa encruzilhada atual, temos a oportunidade de integrar o melhor de nossos processos educativos do passado com essas novas tendências holísticas e espirituais que refletem como nunca a nossa humanidade em evolução.

Atualmente estamos nos tornando cada vez mais conscientes do fato da Humanidade Una e da interconexão de toda a vida no nosso planeta. Entretanto, basta ver os noticiários para saber que grande parte do desenvolvimento humano no mundo continua sendo desigual e não reflete a consciência da Humanidade Una ou da natureza interdependente de toda a vida do nosso planeta. Nossos educadores, portanto, enfrentam três desafios principais:

1 – Prover as necessidades das crianças e dos jovens, dando-lhes uma sensação de segurança e dos princípios básicos de uma educação que seja relevante com respeito à sua sobrevivência e bem-estar nas suas circunstâncias imediatas.

2 – Desenvolver a nova educação que permitirá aos jovens alcançar seu potencial individual e fazer frente à vida como cidadãos iluminados do mundo, a base para converterem-se em homens e mulheres reflexivos, integrados, criativos e inclusivos.

3 – Desenvolver cidadãos do mundo conscientes da sua herança espiritual e, portanto, capazes de inaugurar uma nova civilização baseada na rica diversidade de culturas existentes, reconhecendo, por sua vez, o destino espiritual da Humanidade Una.


Como veremos mais adiante, o termo educação é utilizado no seu sentido mais amplo, envolvendo não somente a educação escolar, mas também as relações lar-família e o entorno comunitário. Em cada um destes setores é aparente que ainda não estamos utilizando métodos educativos que vão nos permitir viver como cidadãos íntegros e construtivos.

Apresentamos um quadro geral, oferecendo sugestões sobre os princípios e objetivos e uma breve menção sobre algumas das numerosas áreas positivas que estão surgindo agora, no campo da educação, iniciativas pioneiras para satisfazer as necessidades educacionais das crianças e dos jovens.

Os programas e problemas educativos específicos devem ser encarados no contexto das necessidades globais, e o educador, como qualquer outra pessoa, necessita “atuar localmente, mas pensar globalmente”. Há certos objetivos educativos que são os mesmos para todos os povos e, portanto, é possível construir com olhares na universalidade da educação, uma universalidade que reflita a unidade espiritual subjacente a todas as pessoas em todas as partes.

Educadores iluminados de todas as partes estão tentando introduzir mudanças pioneiras em planos de estudos e métodos de ensinamento que despertem na criança a consciência de que ela forma parte de uma família global, e aprofundem também a sua compreensão de si mesma, de outras culturas e de outros povos. Essas qualidades e características podem ser vistas refletidas nos programas que enfatizam, por exemplo, uma educação para o entendimento internacional, uma educação do meio ambiente, uma educação concernente ao desenvolvimento, uma educação concernente aos direitos humanos, uma educação concernente à paz, uma educação holística e global.

Quando contempladas na sua totalidade, essas formas progressivas de educação da “nova era”, conhecidas sob vários termos, têm três características fundamentais: requerem o reconhecimento da totalidade do ser humano, incluindo sua dimensão ética, interior ou espiritual; postulam a necessidade de que os estudantes sejam conscientes do planeta como um todo, e centram a atenção na interconexão de toda a vida e na interdependência de todos os sistemas. Fazem um chamamento ao entendimento e exploração mais profunda e exaustiva do mundo interior, subjetivo, do ser humano, do ambiente exterior tangível/objetivo, e das relações conexivas e interdependentes entre todos. As dimensões interna e externa – ambas reconhecidas como relacionadas, e igualmente divinas – são merecedoras de compreensão e desenvolvimento.

O papel dos educadores é de importância central para esta nova educação. O preceito eterno de que ensinamos mais com o exemplo do que com a teoria é especialmente aplicável aos nossos educadores. Devido a que os professores passam tanto tempo com as crianças e os jovens, é imprescindível que estejam livres de preconceitos, que eles mesmos tenham um sentido de cidadania mundial e que reflitam atitudes sãs e construtivas. É importante que os professores sejam humanitários e amorosos e que sejam capazes de criar a atmosfera correta na qual a criança possa aprender e crescer livremente. Um entendimento dos fundamentos da psicologia poderia também ser considerado como um imperativo para que os professores pudessem realizar mais plenamente seu papel como educadores: ajudando a extrair dos estudantes seu potencial mais elevado, ao mesmo tempo que ensinando-os a trabalhar com e a superar suas debilidades e limitações.

O princípio dos anos 90 contemplou uma gigantesca onda de entusiasmo e esperança sobre a mudança de atitudes para com as crianças e seus direitos e necessidades, especialmente em relação com a educação. Esse fenômeno alentador é refletido no trabalho das Nações Unidas ao produzir três acontecimentos globais de grande importância: A Conferência Mundial Sobre Educação Para Todos, a ratificação da Convenção sobre os Direitos da Criança, e a Cúpula Mundial da Infância.

A importância da atual encruzilhada não deve ser subestimada. Grande parte de nossa forma de vida, que evoluiu durante os últimos dois mil anos da era de Peixes e que se encontra agora entrincheirada nos nossos hábitos de comportamento, sentimento e pensamento, geralmente adquiridos inconscientemente, se contradiz com os valores e oportunidades emergentes na entrante era de Aquário. Enquanto o objetivo do passado era produzir um indivíduo “pensante”, o objetivo do futuro é produzir pessoas verdadeiramente integradas, que possam “pensar com seus corações e sentir com suas cabeças”. A cooperação, a compaixão, e o amor-sabedoria devem ocupar o lugar das até agora predominantes e valorizadas qualidades de competitividade, autoafirmação, e separatividade. Embora essas últimas qualidades tenham tido um papel útil, conduzindo-nos até o nosso atual ponto evolutivo, agora devemos dar prioridade às atitudes e compreensões mais inclusivas e espirituais.

Nossos sistemas educativos devem, portanto, abarcar uma nova visão e meta. O crescente reconhecimento de que a dependência das drogas, a delinquência e a agitação generalizada, tão visíveis na nossa sociedade contemporânea provêm tanto da pobreza material quanto espiritual, estão nos conduzindo, também, a um novo entendimento do que constitui um sistema educativo adequado. Estamos reconhecendo que o problema da educação não é mais somente uma questão de alfabetizar e de transmitir um conjunto de conhecimentos objetivos. É também o problema de ser capaz de apresentar a hipótese da alma – o fator interior dentro de cada ser humano que produz “o bom, o verdadeiro e o belo”. A expressão criativa e o esforço humanitário serão então reconhecidos como o resultado lógico e científico dos procedimentos educativos aplicados especificamente.

Embora existam atualmente muitas pessoas que estão reconhecendo esse duplo desafio de melhorar a situação crítica das crianças e de melhorar o campo da educação, intentando entrelaçar as necessidades do passado e as do futuro, deve ser reconhecido que também é vital para cada um de nós, individualmente, refletir sobre a solução destes problemas. Uma educação que ilumine não está estruturada somente para alguns poucos no mundo, mas para todos. A capacidade de ser educado e iluminado encontra-se em cada ser humano. Assim também, cada indivíduo é, de alguma maneira, um educador – capaz de invocar e evocar o mais elevado daqueles com quem ele ou ela entra em contato. Enquanto alguns recebem o chamado vocacional de uma vida de ensinamento, todos nós temos a responsabilidade das corretas relações humanas e podemos compartilhar nossa luz e boa vontade com outros. Cada um de nós pode, também, ajudar na construção de formas mentais positivas e iluminadas, ajudando a criar uma opinião pública iluminada na qual os líderes mundiais podem se basear. Cada mente amorosa, cada coração reflexivo e cada mão capacitada são necessárias.

A Universidade de Shamballa insere-se neste contexto como um organismo que abarca, tão abrangentemente quanto possível, o universo educacional da criança e do jovem adolescente. Almeja alcançar a formação do homem integral ou personalidade essencial, sintetizando nele a liberdade plena da unidade inter-relacionada com o grupo e, consequentemente, com a humanidade e com a totalidade do Todo. Isto implica um ser coordenado, integrado e alinhado com todos os seus aspectos e partes componentes num todo orgânico, ao qual se dá o nome de “ser humano”, havendo de se comportar como cópia fiel de sua fonte de origem, que desabrocha rapidamente e se faz sentir crescentemente na vida diária.

Liberte a sua imaginação por uns instantes, imaginando a situação do mundo onde a maioria dos seres humanos está ocupada com o bem dos outros e não com os seus próprios fins egoístas. (Alice A. Bailey, Discipulado na Nova Era vol I)


A forma correta de educação consiste em entender a criança tal qual ela é, sem impor-lhe um ideal como pensamos que deveria ser. Fechá-la dentro do marco de um ideal é animá-la a se conformar, o que gera medo e causa-lhe um constante conflito entre o que é e o que deveria ser; e todos os conflitos internos têm sua manifestação externa na sociedade. Os ideais constituem, de fato, uma ameaça à nossa compreensão da criança e à compreensão da criança de si mesma.

Um pai que realmente deseja ajudar seu filho não o contempla através da trama de um ideal. Se ama a criança, a observa, estuda suas tendências, seus estados de ânimo e suas peculiaridades. Somente quando alguém não sente amor pela criança é que lhe impõe um ideal, tentando assim realizar nela as suas ambições, querendo que se converta nisso ou naquilo. Se alguém não ama o ideal, mas a criança, então existe uma possibilidade de ajudá-la a compreender a si mesma tal e qual ela é. (J. Krishnamurti, Education and the Significance of Life)

Primeiro, e acima de tudo o mais, o esforço deve ser feito para proporcionar uma atmosfera onde certas qualidades possam florescer e emergir. Esta atmosfera inclui o seguinte:

1) Uma atmosfera de amor, onde o medo esteja afastado e a criança perceba que não há razão para timidez, retraimento ou prevenção...

2) Uma atmosfera de paciência, na qual a criança possa se tornar, normal e naturalmente, um buscador da luz do conhecimento... onde nunca haja ideia de rapidez ou pressa...

3) Uma atmosfera de atividade ordenada, onde a criança possa aprender os primeiros rudimentos de responsabilidade...

4) Uma atmosfera de compreensão, na qual a criança tenha sempre a certeza de que as razões e os motivos de suas ações serão reconhecidos... (Alice A. Bailey, Educação na Nova Era)

As Falhas do Sistema Atual.


Neste princípio do Século XXI, não podemos nos referir às falhas do sistema escolar sem reconhecer que todas as principais instituições da sociedade estão falhando. As crises são a experiência comum compartilhada por nossos sistemas de governo, igreja, família e educação. As instituições que antigamente previam uma aparente ordem, estabilidade e segurança, não atendem mais as nossas necessidades e atuais expectativas. Não são mais adequadas para a nossa nova percepção e maturidade. Assim como não podemos pôr vinho novo em odre velho, também nossos filhos se tornam amadurecidos para seus jogos e roupas favoritas, e a consciência da humanidade que desperta, está se tornando amadurecida para os antiquados sistemas políticos, religiosos e sócio-econômicos. Ninguém é tão afetado por essas falhas como nossas crianças – os mais vulneráveis e inocentes dentre nós.

Ao proclamar o princípio de “Prioridade” para as crianças, a Declaração da Cúpula Mundial da Infância de 1990 realçou as dificuldades que as crianças de todo o mundo enfrentam. Cada dia, inumeráveis crianças do mundo sofrem como vítimas da guerra e da violência; como vítimas da discriminação racial, das agressões, das ocupações e anexações estrangeiras; como refugiadas e crianças abandonadas obrigadas a abandonar seus lares e suas raízes; como vítimas do abandono, a crueldade e a exploração. Cada dia milhões de crianças são açoitadas pela pobreza e a crise econômica; pela fome e falta de alojamento, pela epidemia, analfabetismo e pela degradação do meio ambiente. Cada dia, 40.000 crianças morrem de fome e de doenças, de falta de água potável e de insalubridade e dos efeitos das drogas.

A difícil situação na qual se encontram as crianças nos conflitos armados é uma questão de urgência total. Esta crise tem chamado a atenção do mundo pela escalada da violência em certas áreas nas quais tem sido recusado às crianças o acesso aos serviços de saúde, anteriormente garantidos. Na Conferência Mundial das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos (Junho de 1993), a UNICEF informou que mais de 1,5 milhões de crianças pereceram em conflitos armados durante a década de 1980, e quatro vezes esta cifra foi mutilada. Cerca de cinco milhões se encontram em campos de refugiados esperando o término das guerras, e outras doze milhões perderam seus lares. Números incontáveis se encontram traumatizadas psicologicamente devido sua exposição às brutalidades da guerra, e isso não é mais que a ponta do “iceberg”.

Quantidades muito maiores de crianças são vítimas indiretas da guerra, e seu aumento tem sido observado por fechamento ou destruição de escolas e hospitais, a interrupção da produção de alimentos e a perda de serviços tão elementares como a imunização. Nos países em vias de desenvolvimento, onde tem ocorrido a grande maioria das guerras desde 1945, esses acontecimentos vêm acompanhados de pobreza, secas e doenças.

As crianças abandonadas, obrigadas a se converterem em “crianças de rua”, lutam nas suas próprias guerras diárias. De cidades da América do Norte e do Sul, ao continente africano, à antiga União Soviética e ao extremo oriente, as crianças de rua do mundo abarcam todas as barreiras raciais e econômicas, mas um número crescente delas deixam seus lares voluntariamente depois de terem decidido que as privações e dificuldades das ruas são preferíveis à violência e ao abuso sexual que com frequência se encontram nas suas próprias casas.

As falhas do sistema escolar devem, portanto, ser consideradas dentro do contexto das falhas dos aspectos restantes da vida. Devido a que tudo que toca a vida de uma criança afeta a sua capacidade e o seu desejo de aprender, devemos reconhecer que a melhora do sistema escolar deve ser feita a par da melhora de todos os aspectos da vida ao repercutirem no bem-estar da criança. O princípio de “Prioridade” se baseia nessa mesma perspectiva. É um intento para proteger as crianças, na medida do possível, dos erros, equívocos, excessos e vicissitudes do mundo adulto. É um compromisso para conseguir que as decisões sociais e pessoais se baseiem antes de tudo na proteção e no bem-estar da infância. Desde que esse princípio foi enunciado pela primeira vez em 1990, foram feitos progressos suficientes para que a UNICEF, no seu Estado das Crianças do Mundo de 1993, proclamasse os anos 90 como a “era do interesse”, como contrapartida à passada “era de abandono”. O entusiasmo do informe e do otimismo demonstrado a respeito da nossa capacidade de resolver os numerosos problemas aos quais enfrentam as crianças de todo o mundo se baseia no reconhecimento de que o progresso observado ao longo dos primeiros anos da década de 90 foi conseguido ali onde existia um compromisso e uma vontade política por trás dos objetivos formulados.

Aquele reconhecimento dos anos 90 como “era do interesse” nos trouxe uma esperança muito necessária. Centrar a atenção sobre o progresso realizado até agora confirma o antigo princípio que a energia, certamente, segue o pensamento. Aferrando-nos à visão e energizando-a com nosso compromisso e vontade, conseguiremos realizar esta visão, assegurando um mundo melhor para todos.

Ter uma compreensão dos problemas inerentes a nossos sistemas passados nos ajudará a compreender melhor as mudanças que são necessárias. Assim, assinalamos as seguintes passagens dos livros “Problemas da Humanidade” e “Educação na Nova Era”. Elas proporcionam uma percepção das razões pelas quais nosso atual sistema de educação já não é suficiente.

“Falando em termos gerais... a educação tem sido principalmente competitiva, nacionalista e, portanto, separatista. Tem preparado a criança para considerar os valores materiais como de importância fundamental, a crer que sua nação específica é também de importância fundamental e que qualquer outra nação é secundária; tem alimentado o orgulho e fomentado a crença que ela, seu grupo e sua nação são infinitamente superiores ao resto das pessoas e dos povos. Consequentemente, é-lhe ensinada a ser uma pessoa unilateral, com seus valores mundiais mal ajustados e com suas atitudes perante a vida caracterizadas por parcialidades e prejulgamentos... Não é acentuada a cidadania mundial; sua responsabilidade para com seus congêneres é sistematicamente ignorada; sua memória se desenvolve mediante a transmissão de dados desconexos – a grande maioria dos quais não são aplicáveis à sua vida diária”.(Problemas da Humanidade)

“No ensino da história, por exemplo... a primeira data histórica que geralmente a média das crianças britânicas recorda é “Guilherme, o Conquistador, 1066”. A criança norte-americana recorda o desembarque dos Pais Peregrinos e o gradual despojar dos legítimos habitantes do país e, talvez, o incidente do chá (tea party), em Boston. Os heróis da história são todos guerreiros – Alexandre Magno, Júlio César, Átila o Rei dos Hunos, Ricardo Coração de Leão, Napoleão, George Washington e muitos outros. A geografia é, na sua maior parte, a história com outro formato, mas apresentada de uma forma similar – uma história de descobrimentos, investigação e rapinagem, com frequência seguida de um tratamento iníquo e cruel aos habitantes das terras descobertas. A cobiça, a ambição, a crueldade e o orgulho são as notas chaves do nosso ensino da história e da geografia... Não seria possível construir nossa teoria da história sobre as grandes e nobres idéias que condicionaram as nações e fizeram delas o que são, e acentuar a criatividade que as distinguiram todas? Não podemos apresentar mais efetivamente as grandes épocas culturais que – aparecendo repentinamente nalguma nação – enriqueceram o mundo inteiro e deram à humanidade sua literatura, sua arte e sua visão?”(Idem)

PENSAMENTOS INTRODUTÓRIOS


“O Senhor Buda disse que não devemos acreditar naquilo que é dito simplesmente por ser dito; nem nas tradições que vêm da antiguidade; nem em rumores, como tal; nem nos escritos dos sábios porque eles os escreveram; nem em fantasias que imaginamos foram inspiradas por um deva (isto é, por uma suposta inspiração espiritual); nem em inferências a partir de suposições casuais que fizemos; nem porque parece uma necessidade analógica; nem na mera autoridade de nossos professores e mestres. Mas devemos acreditar quando os textos, a doutrina, ou a fala são corroborados por nossa própria razão e consciência. “Por isso”, ele concluiu, “ensinei-lhes a não acreditar simplesmente porque ouviram, mas quando vocês acreditarem na sua consciência, então ajam acorde e abundantemente”. (H. P. Blavatsky, A Doutrina Secreta, vol III, pág.401)

“Tudo que pode ser dito será dito, apesar de tudo, será apenas parte das afirmações da grande Verdade velada, e que deve ser oferecida ao estudante como simplesmente uma hipótese de trabalho e uma explanação sugestiva. Para o estudante de mente aberta e para o homem que mantém na sua mente a lembrança que a verdade é progressivamente revelada, tornar-se-á claro que a expressão plena da verdade, possível em qualquer momento, será notada como simples fragmento do todo, e mais tarde ainda reconhecida como sendo apenas parte de um fato e sendo, portanto, uma distorção do real.” (Alice A. Bailey , Um Tratado Sobre o Fogo Cósmico, prefácio)

“Não interessa quanto sabemos acerca de qualquer assunto, sempre há mais para descobrir. Uma das coisas curiosas da ciência moderna é que para cada novo descobrimento, e para cada nova formulação do conhecimento científico, imediatamente aparece uma nova série completa de problemas e perguntas não resolvidas abrindo imediatamente novos campos de investigação. Se a aquisição de conhecimento tornar rombo o gume do constante questionamento, nós estamos então em perigo de sucumbir num ensinamento autoritário e na limitação da mente por um modo único de pensar. Devemos estar conscientes da falibilidade de um ensino autoritário. O ensino pode até estar correto, mas nós não sabemos por que ou como ele é correto.” (Escola Arcana, Luz no Caminho, 1)

“Então se compreenderá por que em todos os sistemas de verdadeiro treinamento, é colocada ênfase sobre o reto pensar, o desejo amoroso e o viver limpo e puro. Somente assim, o trabalho criador pode ser realizado sem perigo, pode fazer a forma mental descer à objetividade e ser um agente construtivo no plano da existência humana.” (Alice A. Bailey, Um Tratado Sobre Magia Branca, pág. 128)

“Homem, conhece-te a ti mesmo.” (Injunção Délfica)

“... o conhecimento de si mesmo permite adquirir a ciência, fim e razão de ser da vida, base de todo o real valor; e este poderio, elevando o homem laborioso que o pode adquirir, incita-o a ficar numa simplicidade modesta e nobre, virtude eminente dos espíritos superiores. Era um axioma que os mestres repetiam aos seus discípulos, e pelo qual lhes indicavam o único meio para atingir o saber supremo: “Se quereis conhecer a sabedoria, diziam-lhes, conhecei-vos bem a vós mesmos e conhecê-la-eis.” (Fulcanelli, As Mansões Filosofais, pág. 295)

“Hoje em dia, a média das crianças é, nos cinco ou seis primeiros anos de vida, a vítima da ignorância ou do egoísmo ou falta de interesse dos seus pais. Ela é mantida quieta e fora do caminho porque seus pais estão muito ocupados com seus próprios assuntos, para lhe dar a devida atenção... Na escola, ela fica, frequentemente, sob os cuidados de alguma pessoa jovem, ignorante, apesar de bem intencionada, cuja tarefa é ensinar-lhe os rudimentos da civilização... Mais tarde, a partir dos onze anos, uma orientação foi efetuada, uma atitude (geralmente defensiva e, por isso, inibidora) foi criada, uma forma superficial de comportamento foi reforçada ou imposta, mas não baseada na sinceridade dos relacionamentos verdadeiros. O ser genuíno que é encontrado em cada criança – expansivo, espontâneo e bem intencionado... – foi, consequentemente, mantido à distância, fora da vista, e ocultou-se sob uma concha exterior que o hábito e a educação impuseram. O dano causado às crianças durante os anos plasmáveis e flexíveis é geralmente irremediável e responsável por muito da dor e do sofrimento, mais tarde na vida”. (Educação na Nova Era)

“A necessidade fundamental com que hoje se defronta o mundo educacional é a de se relacionar o processo de desenvolvimento da mentalidade humana até o mundo do significado e não ao mundo do fenômeno objetivo. Até que o alvo da educação seja orientar um homem para o seu mundo interior de realidades, teremos a mal colocada ênfase do tempo presente”. (Idem)

VALORES E CONCEITOS


Palmilharemos um caminho de valores, conceitos e teorias que nos familiarizarão com aquilo que jaz por trás da trama da vida e que é a base da manifestação de toda a existência.

Tornar-se-á evidente que esses valores, conceitos e arcabouço teórico não se prestam em si mesmos ao magno esforço educacional proposto, mas emergem deles as proposições que colocam os alicerces do edifício onde se abrigarão os postulados e o pano de fundo sobre os quais serão construídas e montadas as peças necessárias e adequadas para tanto.

Veremos, inicialmente nestes Valores e Conceitos e no item sexto a seguir, que fazemos parte de um todo, e a nossa coordenação, integração e alinhamento com esta totalidade nos leva ao portal de entrada de um reino, uma dimensão e um estado de ser que é conhecido internamente, ou subjetivamente. Esse reino, esse estado de ser, tem de ser trabalhado e exteriorizado no mundo objetivo da vida e, ao se manifestar, produzirá os requeridos e desejados efeitos de sua ação.

Quatro postulados fundamentais norteiam essas ideias e são apresentados como uma hipótese merecedora de atenção e experiência de trabalho.

1 – Primeiro, que existe no nosso universo manifestado a expressão de uma Energia ou Vida, que é a causa responsável pelas diversas formas e pela vasta hierarquia de seres sensíveis que compõem a totalidade de tudo o que é. Esta é a teoria hilozoística. Uma vida penetra todas as formas e aquelas formas são a expressão, no tempo e no espaço, da energia central do universo. A vida em manifestação produz existência e ser. É a causa raiz, por isso, da dualidade. Esta dualidade que é vista quando a objetividade está presente, e que desaparece quando o aspecto da forma desaparece, é coberta por muitos termos, dos quais, para maior clareza, os mais usuais poderiam ser aqui reproduzidos: Espírito/Matéria; Vida/Forma; Pai/Mãe; Positivo/Negativo; Trevas/Luz.

2 – O segundo postulado emerge do primeiro e estabelece que a Vida una, manifestando-se através da matéria, produz um terceiro fator que é a consciência. Esta consciência, que é o resultado da união dos dois pólos do espírito e da matéria, é a alma de todas as coisas; ela permeia toda substância ou energia objetiva; ela jaz sob todas as formas, seja a forma daquela unidade de energia a que nós denominamos átomo, ou a forma do homem, de um planeta, ou de um sistema solar. Esta é a Teoria da Autodeterminação, ou o ensinamento de que todas as vidas das quais a vida una é formada, cada uma na sua esfera e no seu estado de ser, se tornam, por assim dizer, apoiadas na matéria e assumem formas onde quer que seu especial estado específico de consciência possa ser compreendido e sua vibração estabilizada; assim podem ser conhecidas como existências. Assim novamente a vida una se torna uma entidade estabilizada e consciente por intermédio do sistema solar e é essencialmente, por isso, a totalidade das energias, de todos os estados de consciência e de todas as formas existentes. O homogêneo se torna heterogêneo e, contudo, permanece uma unidade; o uno manifesta-se na diversidade e, no entanto fica inalterado; a unidade central é conhecida no tempo e no espaço como composta e diferenciada e, no entanto quando o tempo e o espaço não existem (sendo apenas estados de consciência), somente a unidade permanecerá e somente o espírito persistirá, mais uma ação vibratória aumentada, mais a capacidade para uma intensificação da luz quando novamente o ciclo da manifestação voltar.

Dentro da pulsação vibratória da Vida una que se manifesta, todas as vidas menores repetem o processo de ser – Deuses, anjos, os homens e as miríades de vidas que se expressam através das formas dos reinos da natureza e das atividades do processo evolutivo. Tudo se torna autocentrado e autodeterminado.

3 – O terceiro postulado básico é aquele que o objeto para o qual a vida ganha forma e o propósito do ser manifestado é o desdobramento da consciência, ou revelação da alma. Isto poderia ser chamado a Teoria da Evolução da Luz. Quando é compreendido que mesmo o cientista moderno diz que luz e matéria são termos sinônimos, torna-se aparente que através da interação dos pólos e através da fricção dos pares de opostos, a luz resplandece. Verifica-se que o objetivo da evolução é uma série gradual de demonstração de luz. Velada e oculta por cada forma está a luz. À medida que a evolução prossegue, a matéria se torna de maneira crescente um melhor condutor da luz, assim demonstrando a precisão do que o Cristo estatuiu: “Eu Sou a Luz do Mundo”.

4 – O quarto postulado consiste na afirmação de que todas as vidas se manifestam ciclicamente. Esta é a Teoria do Renascimento, ou da reencarnação, a demonstração da lei da periodicidade.

Tais são as grandes verdades subjacentes que formam os fundamentos da Sabedoria Eterna – a existência da vida e o desenvolvimento da consciência através da utilização cíclica da forma.

Para o nosso propósito, a ênfase é dada à pequena vida, ao homem “feito à imagem de Deus”, o qual, através do método do renascimento expande sua consciência até que ela floresça como a alma perfeita, cuja natureza é luz e cuja compreensão é aquela de uma identidade autoconsciente. Esta unidade desenvolvida deve ser finalmente absorvida, com plena e inteligente participação, na consciência maior da qual faz parte.

Contudo, a alma continua sendo uma quantidade desconhecida. Ela não tem um lugar verdadeiro nas teorias dos investigadores acadêmicos e científicos. Ela não está provada e é considerada mesmo pelos acadêmicos mais arejados como uma hipótese provável, mas ainda aguardando demonstração. Ela não é aceita como um fato pela consciência da raça. Somente dois grupos de pessoas aceitam-na como um fato; um é a pessoa ingênua, infantil, de inclinação religiosa. O outro é o grupo pequeno, mas, em firme crescimento, dos Conhecedores de Deus e da realidade, que sabem que a alma é um fato na sua própria existência, mas não são capazes de provar sua existência satisfatoriamente ao homem que somente admite aquilo que a mente concreta pode aprender, analisar, criticar e testar.

Fonte: http://portaldosanjos.ning.com/group/mestredjwalkul/forum/topic/show?id=3406316%3ATopic%3A295674&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ENSINAR OU APRENDER: QUEM DE QUEM?

Yhajaira Paz-Castillo


“A única maneira de entender os humanos

É tornar-se um, para saber como sentem e pensam”.

Pedro

Somente a idéia de que vamos “educar” um índigo já assusta porque; podemos orientar, guiar, apoiar, promover situações de aprendizagem mas... educar? A primeira incógnita por resolver é o quê entendemos por educar. Se por isso entendemos canalizar, assinalar, moldar a forma de andar seus caminhos e escolhe-los nós mesmos, dizendo-lhes como pensar e em quê, já começamos mal.

Imagine-se, por um momento, chegar a exercer um cargo e que lhe digam (e lhe obriguem) a maneira de executá-lo, não lhe permitindo tentar de outra maneira diferente apesar de que possa ser mais efetiva, simples e até divertida e a única explicação seja “Porque eu digo!” Como você se sentiria? Não é muito difícil pensá-lo porque a maioria de nós foi “educada” assim. Copiamos os modelos de aprendizagem e os aplicamos, apesar de havermos resistido (interiormente) a muitos deles.

Ao trabalhar com famílias, começando a terapia, se faz um mapa familiar e de uma forma, quase mágica, se desenha a história da mesma e é inequívoco que – a menos que os novos pais tenham decidido aprender a fazer as coisas de maneira diferente – “o que aprende apanhando, ensina batendo”, assim como o que cresceu em um espaço aberto abrirá espaço para seus filhos. Por isso não é muito começar por uma revisão a nós mesmos e voltar a nos sentir como crianças e perguntar-nos: O que gostaríamos de experimentar que não nos permitiram? Quantas maneiras diferentes poderíamos ter encontrado de fazer as coisas? Quais foram esses sonhos que deixamos, por acreditar que eram somente isso, sonhos e que não encontraram eco em quem nos inspiraria a tentar torná-los realidade?

Meu filho Índigo, como muitos dos que tenho encontrado em meu caminho, não aceita um “não” como única resposta e chega o conhecido “por quê?”, e quantas vezes caí nas respostas ilógicas, não apoiadas em razões, senão em crenças, maus hábitos e tantas outras desculpas que damos ao indesculpável: “porque não, porque não pode, porque é assim”. Minha grande sorte, como a de tantos pais de Índigo, foi que meu filho não aceitava estas respostas como válidas e decidia provar por si mesmo. Cada vez que se propunha ou propõe algo que não existe como única alternativa o erro ou fracasso, ao contrário ele impera com um “sim, é possível, eu vou conseguir”.

Uma vez me disse que ele não se sentava a meditar porque Deus não lhe havia concedido algo que ele desejara, mas ele se sentava a pensar o que havia deixado de fazer para não ter conseguido o que se havia proposto; desta maneira não culpava a Deus dizendo que Deus já lhe tinha dado o que queria dar, seus estudos como forma de seguir adiante e que agora depende dele. Suponho que ajudaríamos mais a Deus se assumíssemos essa posição.

Faz anos, em meu consultório, tinha um menino de oito anos com uma condição econômica pouco favorável, tanto que os únicos livros a que tinha em sua casa eram os escolares, que, por certo, eram presenteados, e quando lhe aplicava uma prova me falava dos instrumentos musicais que se usavam em uma orquestra filarmônica, das cores da plumagem da ave do paraíso ou de leis físicas que me explicava em seu léxico infantil e de uma maneira muito simples de entender. Quando lhe perguntava de onde tirava essa informação, dizia que de “sua cabecinha”.

Eu não havia como tantos outros mortais, escutado ainda sobre as crianças Índigo, mas o prazer de aprender dele superava minhas perguntas e me entregava com a maior abertura a seus ensinamentos. Evidentemente, chegou a mim porque “era uma criança problema” que não fazia seus deveres como determinavam, porque perguntava muito em sala de aula e incomodava a professora, porque sempre questionava a mamãe e quase repreendia seu pai quando lhe contestava com uma palmada. É isto novo para algum de nós? Eu duvido.

Este ano comecei a trabalhar em uma escola do Estado. Sempre havia estado entre meu consultório e colégios privados e encontrei todas as respostas aos múltiplos comentários e ataques recebidos nas oficinas, palestras e programas de rádio e televisão nos quais havia sido convidada, algo assim como: “essas são invenções para encarecer a educação, isso é o resultado de uma melhor alimentação (sabemos que nessas condições econômicas a boa alimentação não é a norma), isso é pela estimulação pré-natal (nesses estratos sociais muitas vezes o que existe é maltrato), isso é porque vêem na TV a cabo (não têm este serviço e o que mais vêem são as telenovelas, que não são exatamente a melhor educação), agora há muitas revistas com temas científicos interessantes”. Bom, para minha maior gratificação, foi ali que encontrei respostas em tantos Índigo.

Um dos casos mais belos é o de Pedrinho, a quem sempre estarei agradecida. Um menino de nove anos que por sua forma de expressar chamou muito minha atenção e um dia mantivemos a seguinte conversação:

- Pedrinho, quem é você?

- Em minha vida anterior eu era energia pura, era um raio de luz.

- E, que fazes aqui?

- A única maneira de entender os humanos é tornar-se um para saber como se sentem e pensam.

- Por que vieste?

- Para alertar-lhes que catástrofes maiores que a do Estado de Vargas vai ocorrer (por causa de um grande deslizamento quase que desaparece o estado por completo). Há que mudar.

- Você gosta de ver as estrelas?

- Todos nós gostamos de ver de onde viemos. Como minha casa não tem janela me conformo em ver o reflexo que se projeta numa poça que faço quando tomo banho, mas eu sei que se fecho os olhos as vejo dentro de mim e que mesmo sendo de dia, elas estão ali.

- O que gostaria de fazer?

- Minha missão não começa até que tenha completado 19 anos, enquanto isso, sigo aqui na escola como todos os demais.

Depois de uma conversação assim, Pedrinho saía para jogar bola com seus companheiros como qualquer criança de nove anos. A mãe de Pedrinho me pediu que não fizesse caso e que não aprovasse as coisas que dizia, já que lhe resultava suficientemente difícil entendê-lo e que não queria que falasse dessas coisas por que iam pensar que estava louco. Sem comentários.

Como Pedrinho, conheci muitas crianças na escola, talvez não tão seguros e claros, mas conhecedores de temas que nem sequer imaginamos, especialmente de religião. Mais que muitos adultos, sua fé e respeito, seu amor e apoio para com seus companheiros causam muita surpresa. Um menino de seis anos me disse que “a Virgem esta chorando porque nos dedicamos a fazer muitas máquinas e nos esquecemos de seu Filho” e se os pais, os que trabalhamos na escola, no consultório ou onde quer que seja, não mudarmos nossos paradigmas e apoiarmos estas crianças, tornando mais fácil sua chegada ao planeta, estaremos lhes causando muitos problemas, muita confusão e, o que é pior, muita dor.

Não posso negar a presença daqueles que já afetamos, tanto nos lares como nas escolas, aqueles que apresentam condutas muito rebeldes e violentas e que muitos pais e docentes tratam de dominar a partir da repressão e da autoridade. É como querer deter a erupção de um vulcão colocando-lhe uma tampa, com isso só conseguiremos que a erupção seja pior sem saber onde vai explodir.

É tão simples sentar-se e falar com eles, uma caricia nos cabelos, nas costas ou no ombro, um sorriso, um olhar, não de reprovação, mas de compreensão, podem fazer mágicas e abrir as portas a um mundo novo para nós e a uma saída saudável para esses sentimentos encontrados que podem ter em um momento de muita ira. Se nós vivemos situações deste tipo, por que negamos a possibilidade de que a criança e o jovem as viva? Até agora não se havia prestado atenção ao stress e a depressão infantil e não nos damos conta que neles podem ser ainda mais fortes porque devem responder as diferentes expectativas de todos os que lhes rodeiam.

As mães esperam que seus filhos sejam modelos de cortesia e educação e não perguntam nem se movem alem do que elas consideram correto. Os pais, por sua vez, esperam que não sejam covardes e que se defendam na escola e na rua, passe o que passar, como uns “machinhos”. As mestras, que não se movam nem falem para que não perturbem a aula. As avós esperam que sejam o máximo e que façam o que nunca nos permitiram fazer. Os companheiros, que sejam como o líder da sala: querem ou não os aceitam no grupo. E assim, poderíamos ter uma lista interminável das expectativas que tem os primos, os vizinhos, os do clube e isto... estressa a qualquer um!

Muda o ano, muda o século e até o milênio e nós pretendemos seguir iguais e “educar” como antes. Impossível! Trata-se de proporcionar situações de aprendizagem, apoiar a nossas crianças e jovens acompanhando-os em seu descobrimento do mundo e suas maravilhas, mas não dizendo-lhes o que devem descobrir.

Sei que cada um tem a criatividade e o interesse na melhor preparação e adaptação de nossas crianças e jovens a esta nova era (e a nossa a eles); estes têm sido pontos que tenho praticado durante anos, graças aos que tenho compartilhado, tenho desfrutado dos resultados; por isto, quero sugerir-lhes, e seria para mim um prazer que isso lhes sirva como referencia a suas múltiplas possibilidades.

A chave mestra para a melhor relação de ensinamento-aprendizagem, ou é melhor dizer como o Dr. Natálio Dominguez, “ensinamento-ensinamento”, é o respeito e nunca será suficiente repeti-lo porque é a “chave de ouro”. Se você deseja e espera respeito de seus alunos, ofereça-o primeiro, não se decepcionarão. Estimule seus alunos a estabelecer junto com você as “regras do jogo” de aula, desde o começo, quando são co-participes de um plano de disciplina e trabalho, estarão mais dispostos a respeitá-los. Estabeleça de comum acordo quais são as “regras do jogo”, desta maneira já está estimulando a uma tomada de decisão que será uma grande aprendizagem para toda uma vida.

Escolha um “juiz de paz” entre eles, este escutará razões e situações da sala que se resolverá entre eles mesmos, quando entre companheiros manejam os conflitos e aprendem que há maneira de chegar a acordos sem necessidade da violência. Dedique um tempo diário a um “período de circulo”, que consistirá em comentar todos os dias acerca de situações da vida em família, da comunidade, do país, do dia a dia. Surpreender-se-á dos temas que proporão seus alunos e dos conselhos que poderão dar-se entre eles, por exemplo, frente à morte de um familiar, o nascimento de um irmãozinho, uma mudança... Desta maneira perdem o temor de mostrar sentimentos e de opinar. Estipule um tempo e respeite-o, se ainda não terminaram um tema, sugira continuar no dia seguinte, esta atividade se desfruta tanto que se não se estabelece um limite não quererão parar.

Explique a razão de cada aprendizagem e busque com seus alunos qual é a relação do mesmo com sua vida diária. Ao encontrar-lhe sentido real, lógica e aplicação será mais fácil que o aceitem. Preparem-se para dar explicações às “múltiplas” perguntas que surgirão na aula, mas não tema, ensine-lhes que nem sempre temos todas as respostas, mas que entre nós podemos encontrá-las e na importância que tem como resultado o investigar, aprender a perguntar a especialistas e assim chegar aonde queremos para satisfazer as necessidades e a curiosidade.

É recomendável que cada determinado momento lhes permita um tempo livre dentro das atividades na aula. Todos nos cansamos de uma rotina e nos custa manter focalizada a atenção. Um relaxamento ativo com exercícios divertidos que ajudam a desenvolver e multiplicar as conexões entre os hemisférios direito e esquerdo, são altamente efetivos para este propósito. Utilize musica-terapia existe extensa informação a respeito com todas as recomendações de materiais e as demonstrações de sua validade em aula.

Mantenha-se coerente no que espera e ofereça e cuide para que seus estados de animo não interfiram, pois só conseguirá confundir a seus alunos e, como conseqüência, perderá seu respeito. Convide os representantes de seus alunos a aula para que conversem com eles acerca de seus respectivos empregos. Uma vez convidei a uma amiga Aeromoça que se motivou tanto com a idéia, que se apresentou uniformizada, como se fosse embarcar no avião; para as crianças foi uma experiência muito interessante. Em outro momento o convidado foi um gerente de banco e o surpreendido foi ele, pois logo no início de sua fala acerca de suas funções, lhe fizeram perguntas que não esperava de crianças de nove anos e o “feedback” foi de grande maturidade. Cabe destacar que tudo isto deve ser absolutamente espontâneo.

A segurança que adquirem ao comunicar-se com adultos profissionais e ao indagar detalhes sobre a especialização contribuirá para elucidar sua vocação profissional mais cedo e com mais facilidade. Lembre-se de focalizar sua atenção nas condutas positivas e reforçá-las cada vez que possa. Quando tiver que chamar a atenção de algum dos seus alunos, pense em como gostaria que tivessem feito com você, chame-lhe a parte e pergunte o que está acontecendo, não a partir do julgamento, mas a partir do apoio.

Ensine a seus alunos que se podem expressar sentimentos sem sentirem-se vulneráveis, através de diferentes alternativas para solucionar conflitos e estratégias de auto-ajuda. Lembre que somos seres bio-psico-socio-espirituais e que cada área deve ser atendida. Certamente, se podem adaptar, para os pais, muitas das recomendações oferecidas para os docentes e somá-las as que lhes apresento na continuação.

Lembre que é mais importante a qualidade que a quantidade, no que se refere ao tempo de dedicação a nossos filhos. Trate de que esta qualidade seja maravilhosa para todos. As crianças Índigo vêm com uma alta compreensão do que é a democratização, defendem seu direito a voz e voto com muito afinco, por esta razão se não os inclui nos preparativos do fim de semana, nas mudanças familiares, nas coisas importantes que envolvem a todos, podem tornar-se um pouco rebeldes e não aceitar a imposição.

Lembre que podem ter sua telepatia muito desenvolvida, se quiserem que as coisas fluam positivamente, evite o engano, pois perderia o respeito de seu Índigo, lhe criaria confusão e poderia, como resposta, isolar-se um pouco. Escute seu filho, pergunte-lhe, porem sem que se sinta perseguido. Muitas mamães sentem que estão fazendo muito bem quando o filho chega em casa, do colégio, começando um “interrogatório”, a conseqüência será que somente se limitarão a responder com monossílabos e cada vez contarão menos. Escute, sem julgar, sem interromper-lhes, sem acusar-lhes antes de saber o que aconteceu. Lembre que os extremos são péssimos, não se trata de dar-lhes razão em tudo, mas de ensinar-lhes que, às vezes, existem outras possibilidades para resolver as situações e que toda tomada de decisão traz uma conseqüência.

Quando você comete um erro (todos o fazemos), aproveite a grande oportunidade para ensinar-lhe que reconhecê-lo é sinal de eterna aprendizagem e crescimento e que podem se desculpar e corrigir a situação sem que isto seja sinal de debilidade. Mantenha sempre a comunicação aberta. Seja coerente no que pensa, diga e faça, isto dará muita segurança a seu Índigo. Caso a encontre chorando, por exemplo, e lhe pergunte o que se passa, não lhe responda “nada”, pois sua imaginação voará, quem sabe até onde e só conseguirá confundi-lo.

Desfrute seu Índigo, deixe que a educação flua, cada dia lhe trará nova oportunidade de compartilhar suas aprendizagens. Somente, estejam abertos as múltiplas oportunidades. Faça-lhe saber seu agradecimento por tê-lo como filho ou filha, por havê-lo escolhido como pai ou mãe e por permitir-lhe aprender dele e compartilhar essa bela viagem pela vida.

O mais importante no compartir com o Índigo é sempre, mas sempre, oferecer-lhe alternativas para que ele escolha, dentro dos limites normais. Por exemplo, ante a eterna confrontação de roupa quando vão sair, nunca querem que você escolha e começa a batalha que termina com atrasos, choro, gritos e quem sabe o que mais; é muito mais simples escolher duas ou três possibilidades e deixar-lhe escolher qual quer e magicamente se acabará o problema, seu Índigo sairá sentindo-se respeitado, se vestirá rapidamente e chegarão todos felizes e a tempo.

Lembre que seu Índigo sempre encontrará uma maneira diferente de fazer as coisas, permita-o, e logo lhe dará idéias que a você nunca havia ocorrido. Por favor, traga a memória de como se sentia quando o comparavam (desfavoravelmente, no geral) e não caia você no mesmo erro, cada ser é único e por isso merece o máximo de respeito.

É importante que tenha em mente que as recomendações nunca sugerirão que você não fixe limites, o Índigo necessita saber até onde pode chegar.

Para desenvolver sua segurança, as “regras do jogo” devem estar claras, as consequências também e os limites devem ser respeitados. As reprimendas serão tão necessárias como em qualquer outra criança, porem sem que suas emoções entrem em jogo, não é a partir de sua raiva ou confusão que deve repreender, é desde a compreensão do por que o reprime. O fazê-lo saber é de suma importância, como o é o não esperar os momentos de crise para fazer entender determinadas situações da vida. Certamente, que estas recomendações não se devem limitar ao Índigo (ainda que neste momento quase todos o sejam). Respeite seu filho, fixe os limites, oriente-o, ajude-o, apóie-o e, acima de tudo, desfrute-o.


sábado, 14 de agosto de 2010

Novas Crianças e Jovens

Matias de Stefano

Como tem podido notar, ver e sentir ao seu redor, as crianças e os jovens de hoje estão mudando. Não é algo novo, nem algo estranho sobre o qual ninguém já não tenha falado. Não quero ser redundante sobre isso, e é por isso que neste parágrafo, tratarei de expor minha visão, minha memória e minha informação sobre o fato, este fenômeno a que chamamos Crianças do Terceiro Milênio. Muitas pessoas me consideram um deles, e sim, assim é como deve ser... não considero muito normal a uma criança que lembra coisas do universo, a história, cosmologia, e alem do mais sem ter lido algo a respeito... ainda que hoje em dia, cada vez sejamos mais comuns. É devido à capacidade com que nasci, de lembrar, que posso falar em primeira pessoa sobre o processo que tem sido desde milhares de anos, na construção do caminho até hoje, e na projeção do caminho futuro. Alguns me consideram um organizador da informação, explicando coisas no geral, e com uma própria visão trazida desde o cosmos, e não por contexto familiar ou aprendendo por leitura; este trabalho que tenho de informar e organizar como um compromisso, para muitos é excessivo, para mim, só um pouco, é o que me permite ajudar a muitas pessoas a entender o processo que estamos vivendo nestes tempos, e, sobretudo, por minha predisposição em levar a cabo minha função com a educação, de explicar aos pais, educadores e pedagogos, inclusive aos jovens mesmos, o quê está se passando com eles, de onde vem, porque são assim, para onde vão e qual é nosso dever. Estes são grandes tópicos a debater, dos quais espero poder estender-me a seu momento. No momento, simplesmente quero aclarar que as crianças da Nova Era não são essas especiais e amorosas crianças, até mágicas para alguns, chegando inclusive a ridicularizar nossa existência fazendo-nos fantásticos, poderosos e sábios. Nós viemos de diferentes partes do Universo, e viemos com várias funções, e diversificados de muitas maneiras. Todos, inclusive aqueles a quem consideram tontos, maus, desertores sociais, vândalos, floggers, emos, rapers, esquisitos, hippies, viciados, autistas, esquizofrênicos, rastafáris, e inclusive aqueles aos que a sociedade se atreve a chamar “normais”, todos nós somos essas novas crianças, nova juventude, e todos estamos neste processo de transformação da Terra, cada um deles é necessário e especial a seu modo. Outra explicação para fazer, é a de recordar-lhes a todos, que já não somos crianças... O fato de que novas almas estejam nascendo, todavia, não significa que os adolescentes tenham crescido e já se tenham adaptado, ainda estamos aqui, e muitos de nós tem se desenvolvido para formas que muitos odeiam ou desprezam, temem ou ridicularizam, sim, aquelas crianças especiais que se falava nos anos ‘90, cresceram. Muitas mudanças estão se dando, e continuarão acontecendo, e espero poder ajudar a entender as novas gerações que virão; seus filhos, nós, ou seus netos e bisnetos, explicando mais a fundo acerca de onde viemos, para quê viemos, como somos, quem somos, e para onde vamos.

Um grande abraço de Luz

Fonte: http://www.ghan.com.ar/ghan.html

Tradução: sandraferris@globo.com

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

DDA/MMS

Desde a semana passada tenho me dedicado a investigar uma recente descoberta (aproximadamente 10 anos ) que se refere à cura de muitas doenças, inclusive àquelas consideradas incuráveis, como é o caso de muitos tipos de câncer, malária, lúpus, diabetes, etc. Segundo os cientistas envolvidos, esta descoberta tiraria das prateleiras das farmácias mais de 4000 itens de circulação, ou seja, mais de 4000 tipos de doença seriam erradicados da nossa existência.

De acordo com Jim Humble, o criador do MMS (Solução Mineral Milagrosa), o Clorito de Sódio mesclado com o Ácido Acético não é o responsável pela cura, mas por fornecer ferramentas ao sistema imunológico para equilibrar de forma rápida e segura o nosso sistema como um todo.

Todas as informações sobre o MMS estão disponíveis na internet, inclusive o livro escrito por Jim Humble, onde ensina de forma detalhada a forma de preparo da solução em nossa própria cozinha. Há também um canal no You Tube onde estão disponíveis entrevistas, palestras e depoimentos sobre o Clorito de Sódio (http://www.youtube.com/mmsstories#g/f).

O Clorito de Sódio ou MMS não é uma droga e, portanto não tem efeito colateral.

Segundo Jim Humble, o que precisamos é só nos educarmos (aprender) para lidarmos com o protocolo, que, diga-se de passagem, é bem simples e de fácil execução.

Um dos depoimentos que me levaram a escrever este post, além do desejo e do dever de compartilhar esta informação, está relacionado ao DDA (Déficit de Atenção).

No livro há um depoimento de uma mãe que tem um filho de 12 anos – muito provavelmente Índigo. Ela conta da sua dificuldade em educá-lo, tendo que transferi-lo de muitas escolas e tendo que pagar escolas especiais para a criança – 2000 dolares por ano no México – sem contar a instabilidade de humor do filho, das brigas com outras crianças e dos deveres de casa por fazer. Ela estava dando o MMS a algumas pessoas e resolveu incluir o filho nessa. Com uma semana ela já notou alguma diferença e com dois meses ela viu uma grande transformação no próprio filho.

Minha intenção aqui é tornar disponível o que aprendo e o que descubro de bom, e que nos remeta a uma vida mais digna, integra, saudável e de liberdade. Meu compromisso ao divulgar estas informações é, em primeiro lugar com a minha consciência, e por isso digo que vale muito a pena se interar do assunto o mais rápido possível e, depois de se interarem então, talvez possam compreender por que lhes escrevo isso.

Segue abaixo apenas alguns do muitos links que tratam do assunto. Consegui também a primeira parte do livro em português e a segunda parte em espanhol. Caso tenham interesse, posso enviá-los, desde que me mandem um email escrito no assunto: MMS/DDA. Caso já tenha contato com o assunto e tenha o livro completo em português e queira torná-lo disponível, agradeceria muito se quisesse enviá-lo.


Namaste

Links:

Vários vídeos: http://www.youtube.com/mmsstories#g/f

Palestra com Andreas Kalcker, cientista e inventor: http://vimeo.com/9062294

MMS Brasil: http://miraclemineral.com.br/

MMS México: www.mmsmexico.br