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domingo, 4 de julho de 2010

CREÁTICA E ESTIMULAÇÃO INTEGRAL


Um novo estilo em Educação, para o Desenvolvimento da Inteligência.


Quando surgiu o Movimento para Desenvolvimento da Inteligência, hoje chamado Creática, ainda não se falava das crianças índigo. Porem existia um problema inquietante. Estavam aparecendo cada vez com mais freqüência, crianças surpreendentes que em nada se diferenciavam biologicamente das demais crianças, mas que psicologicamente eram anormais por excesso, comparadas com seus similares.

Destacavam-se por sua limpeza mental, sua maturidade precoce no campo ideativo, seu descontentamento com o sistema educativo, sua facilidade de lidar com os instrumentos eletrônicos, e, sobretudo, uma visão distinta da vida e um repúdio as tarefas rotineiras.

Para muitos educadores, havia uns sintomas alarmantes das crianças sobre ativadas, que eram, um problema na sala de aula e em família, com uma inteligência desperta, inquietas, sumamente inteligentes, incompreendidos, às vezes, com péssimas notas, mas com idéias brilhantes.

Em minha Universidade, como professores de Psicologia Evolutiva, nos propusemos estudar este fato, recolhemos dados e mostras, e estivemos a ponto de concluir que a causa era o bombardeio das mídias, sobretudo a TV.

Durante sete anos trabalhamos, auxiliados por estudantes voluntários de Psicologia e Educação, isolando primeiro o problema e buscando depois uma forma de aliviar o problema destas crianças precoces, como as denominávamos.

A cada dia, os casos eram mais numerosos. Era impositivo criar novas formas de tratá-los e educá-los. Não se contentavam com o ensino. Estavam empenhados em serem pessoas humanas, e discutiam conosco seus programas, sempre diferentes e melhores do que estava proporcionando sua sociedade. Nunca tinham aparecido tantas e tais exceções juntas na história da psicologia.

Num dado momento, e quase paralelamente, apareceram casos estranhos na China e America do Norte. As universidades do mundo começaram a se preocupar com o problema. Em 1983, nosso Presidente, por ocasião de um curso de Desenvolvimento da Inteligência solicitado pelo Governo da China Popular, ouviu falar em Bei Ying das Crianças Superpsíquicas, e se inteirou das surpreendentes habilidades dessas crianças, que captavam o pensamento alheio, liam uma página de um livro fechado, moviam uma bola com energia projetada, etc., e, sobretudo, que apresentavam uma maturidade até agora inconcebível para os cânones normais de evolução psíquica.

Os chineses não nos disseram nada em Caracas, porem a razão de sua visita à Venezuela foi que haviam recebido a notícia de que na Venezuela havia um Ministério, para o Desenvolvimento da Inteligência. E vinham precisamente, segundo posterior confissão, primeiro três professores da Universidade de Bei Ying, e depois o próprio vice-ministro da Educação, para ver se tínhamos a solução, ou pelo menos uma explicação.

Ali começou nossa suspeita de que o fenômeno era algo mais que uma super- ativação devida aos meios de comunicação. Quando era regra geral que uma mutação humana, biológica ou psíquica levava muitos anos e até séculos.

Diante deste fato temos que prescindir de toda a regra e medida anterior, e lançar um grito entusiasta pela aparição de uma nova geração que pusera a funcionar o enorme capital que está depositado no cérebro humano, e que conceberá por fim, que comecemos a hominizar-nos e a viver como seres racionais.

A decisão dos estudiosos da Inteligência foi conseguir uns manuais que satisfizessem as exigências destas crianças, que ainda não eram denominadas como índigos. Para isso:

1. Adiantarmos um mínimo de quatro anos nas exigências quanto a Idéias, Condutas e Valores.

2. Dada a quantidade de crianças deste tipo, que neste momento está superando as crianças massivas e invalidadas, começamos a considerar que agora, os normais eram os que estavam sendo obrigados oficialmente a não pensar, a não decidir, a não ter mais personalidade, a não ser a que o sistema lhes permitia. Agora os normais eram os anormais, os fora da norma.

3. Chegamos à conclusão de que com estas crianças especiais, tínhamos que ir para o texto que não contivesse respostas, senão perguntas. Que ensinar-lhes é humilhá-los. Que dando-lhes os dados, um exemplo e uma pergunta, eles eram capazes de encontrar as leis e princípios de qualquer ciência.

4. Descobrimos que os manuais de Creática eram os melhores testes seletivos, detectores de crianças índigo, porque exigiam o que sem esforço podiam aceitar e assimilar, sobretudo pelo fato de que eram referentes à Vida, com as contínuas referencias das condutas sociais e pessoais, e aos valores por eles mesmos extraídos. Apareceram muito mais crianças índigos do que jamais pudéssemos suspeitar.

5. Logicamente, isto não se ajustava ao que nas elevações oficiais se entendia por Educação. Expusemos-nos conscientemente a ser considerados heterodoxos. Assim foi, e nos orgulhamos disso.

Gostaríamos que estas linhas fossem uma mensagem de esperança alegre e inquestionável, de que por fim deixemos de ser aqueles chimpanzés instruídos que ainda se odeiam, se invejam, se discriminam e fazem guerras.

Menos mal que os bisnetos destas crianças desenvolvidas, serão mais inteligentes, e não os humanóides de séculos passados, e não nos julgaram, senão que lerão nos livros de história antiga nossas matanças e nossos ódios, nossas proezas simiescas, com um sorriso sapiente em seus olhos e em seus lábios. Lastimo não estar nascendo neste momento…

Psic. Dr. Natalio Domínguez Rivera
do Instituto Internacional de Creática
e Estimulação Integral
VENEZUELA

Fonte: http://conates.ve.tripod.com/ninos_indigo/id34.html

Tradução: sandraferris@globo.com


sábado, 3 de julho de 2010

EXPERIENCIA DE UM PORTAL DE INTERNET


Carlos Oñates



Como nasceu a primeira página web ibero America sobre o tema das crianças Índigo em espanhol?

Era manhã de um especial sábado, do mês de outubro de 1999, quando em uma das sessões do programa FISA - (Formação de Instrutores em Super Aprendizagem), coordenado pelo YMCA Valencia, Venezuela -, escutei as palavras que me motivaram a estudar o tema das crianças Índigo e compartilhar informação sobre o tema. Na sessão de aprendizagem, nossa facilitadora, a Dra Jasmim Zambranco, perguntou:

- Vocês conhecem sobre as crianças Índigo?

As caras de surpresa foram comuns, a resposta geral:

- Não sabemos do que se trata.

Após a reflexão, a recomendação foi à seguinte:

- Vocês, os docentes, devem conhecer da existência destas crianças, investiguem a respeito.

- Jasmim, que pessoa pode nos orientar sobre tema? - Perguntei.

- Carlos, em Victoria, se escontra Yhajaira Paz Castilho, depois te dou o numero do telefone dela.

Passaram-se meses antes de contatá-la. Enquanto isso comecei a busca na internet. Escrevi em diferentes buscadores as palavras “crianças Índigo” e nada, insistia e nada. Busquei em inglês “índigo children” e finalmente encontrei algo. Entrei na página de Lee Carrol, mas estava tudo em inglês, copiei a informação e pedi a vários amigos que realizassem a tradução do material encontrado. Comecei perguntando a todos os meus amigos que tinham filhos pequenos sobre o tema, lhes comentava o que sabia a respeito e alguns deles me respondiam: “Meu filho é assim”.

Comecei a criar uma sincronia sobre o tema. Foi então, que comecei a receber referencias sobre as crianças Índigo:

“Carlos, li algo na imprensa; vi um artigo na página da Discovery Channel; uma vizinha tem um filho Índigo; escutei sobre uma oficina…” A cada vez a informação era mais rica e os testemunhos mais interessantes. Foi neste momento que decidi construir uma página web, com intenção de criar um espaço para o intercambio de informação, com as pessoas que escreveram para o correio eletrônico: potencial_humano@cantv.net. O formato da página web, no início, era simples. Hoje está melhorado. Visitem a primeira versão para que notem as mudanças: http://conates.tripod.com.ve/indigo-2.html .

Deixei-a de lembrança.

A criação desta página web me tem permitido um contato virtual e pessoal com diferentes pessoas: pais, mães, mestres, avôs e avós, crianças, adolescentes e investigadores; todos interessados em conhecer mais sobre o tema, impulsionados, talvez, pela curiosidade ou pela confusão ou duvida.

Ainda hoje, quando o tema tem maior difusão, ainda encontramos incrédulos que se perguntam; será isso verdade?

Enquanto isso, outros pais com maior inquietude seguem buscando respostas e apoio para a situação em que se encontram hoje, com os filhos. O comentário geral é que “os mestres não os suporta, a criança requer de ajuda profissional”. A partir daqui, começa a via crusis.

É preciso estar nos sapatos dos pais que, ao solicitar ajuda de um psicopedagogo, psicólogo ou neurologista, quando estes lhes dão o diagnóstico: criança do déficit de atenção, com hiperatividade, ou que é autista, e a medicam para controlar a situação.

Para alguns, isto é o fim da história. Outros pais altamente preocupados insistem em buscar uma terceira ou quarta opinião, onde confirmem o diagnóstico prévio. Em outros casos, descobrem que seus filhos não têm nada do que descreveram outros profissionais.

O resultado é que são normais, mais por excesso: seu coeficiente intelectual é superior a média. Esta informação satisfaz a muitos pais, no entanto, seguem as preocupações:

- Em qual colégio, estão os docentes preparados para atender a estas crianças?

Onde podemos buscar ajuda para que possamos aprender algumas estratégias de como tratar nossos filhos?

Depois destas reflexões, muitos seguem perguntando: Crianças Índigo, mito ou realidade?

Estes são os testemunhos que tenho recebido de algumas pessoas que visitam minha página na web:

1. Meu filho tem 9 anos, no colégio é excelente estudante, sobretudo no que diz respeito ao idioma, pois nosso idioma natal é o espanhol e ele fala um inglês excelente, comparável e melhor que muitas pessoas que estudam em institutos e estão em cursos avançados, apesar de não falarmos inglês. Meu filho nunca gostou de jogos como autorama ou futebol; não lhe interessa andar de bicicleta nem patinar, porque os acha pouco divertido, atrativo e de pensar que isso é somente para crianças. Por outro lado, ele sempre fala corretamente. Refiro-me a que ele nunca aprendeu a falar como os bebês, com z, y confundindo as palavras. Ao contrário, sempre nos surpreendeu na sua forma de falar (desde muito bebê) certos vocábulos muito rebuscados que em nossa linguagem cotidiana não usamos. Alem do mais, ele se sente superior as demais crianças e os irmãos, muitas vezes é claramente vaidoso. Ele não entende os problemas de seus amigos da mesma idade e prefere sempre ter um amigo maior que as crianças de sua idade. E prefere na verdade, ficar sozinho, em vez de sair e brincar com outras crianças (inventa desculpas para não conviver com crianças da sua idade). Ele prefere, mil vezes, ficar conversando com pessoas adultas horas e horas, que ir brincar com seus irmãos ou amigos. Seu raciocínio e respostas tem me deixado sem instrumento de respostas.

2. Eu vivo no México e estou aquí porque há uma escola Waldorf muito boa que me pareceu muito apropriada para minha filha, ainda que este ano ela termine o secundário, e em toda a República Mexicana não há mais escola deste tipo onde estudar os três anos que lhe faltam para ir para a universidade […]. Ela é muito diferente das demais meninas; pode relacionar-se com elas, mas em um acampamento é a única que vai sozinha ver o pôr-do-sol. Todas podem estar bebendo e fumando as escondidas, ela jamais critica, mas por sua própria decisão não o faz. É muito perceptiva, se começa a se preocupar com algo, ele acontece. Adivinha o pensamento, e se não crê em algo antes que eu lhe diga, me diz: “Você acredita que…, porem, eu vejo assim, e vou fazer isto”. Me deixa muda, e só posso lhe dizer “… esta bem”. Interessa-lhe todo o alternativo. Quanto à saúde, habitação e respeita a todos os animais. Não mata aranhas, não se assusta com abelhas, anda entre os animais que, também, a buscam, igualmente para todas as crianças pequenas. Seus limites são muito definidos e impostos por ela mesma. Não gosta do barulho das discotecas. Tem definido, desde os cinco anos, que quer estudar fotografia, cinema e artes plásticas. É alegre, brincalhona, mas, tranquila. Todo o tempo esta sempre fazendo alguma coisa. Reproduz uma aquarela de algum quadro que gostou. Faz um mural, faz um baú de madeira grande. É impressionante a habilidade que tem com as mãos. Em sua escola, dizem que tem talento. Tem uma caligrafia, que eu gostaria de ter.

3. Olá Carlos, vou te falar acerca de uma conquista de um garoto de catorze anos. Deram a ele Ritalina por mais de cinco anos. Na escola e em casa lhe disseram que não poderia fazer nada bem, que era o pior (com o medicamento estropiaram a criança em muitas de suas habilidades). Ele chegou aqui com uma autoestima muito baixa. Agora pode resolve problemas que ele pensava que nunca poderia resolver.

4. Queremos compartilhar com vocês a experiência de nossa filha. Nós não precisamos de ajuda para ela, porque a cada momento esta menina atua de forma responsável e serena. É discreta, calada, tranquila, se concentra muito bem. É inteligente e, como já lhe contei anteriormente, suas qualificações são excelentes. Vocês sabem que estas crianças podem assumir a dor alheia ou a enfermidade de outras pessoas? Caso tenham informação sobre isso, por favor, queiram enviar-me porque isto preocupa muito a mim e o seu pai, porque em muitas ocasiões a vimos com muitas dores nas pernas e no corpo e quando damos algum calmante ela recusa e diz que está trabalhando, ajudando um irmãozinho necessitado e que o que precisa é dormir para poder limpar-se e transmutar. Ela fala muito de transmutar as coisas e quando toma banho se limpa de uma forma estranha. Uma historinha interessante: o mês passado eu me intoxiquei por aplicar tinta no cabelo e me colocaram no soro, e me receitaram esteróides. Eu me sentia mal e ela queria que eu melhorasse rapidamente. No dia seguinte amanheci bem, sem tomar nenhum medicamento e ela se intoxicou sem haver comido nem tomado nada que lhe pudesse produzir uma intoxicação […]. Outro dia, eu tive cistite e muita dor e, comecei a queixar-me. Em pouco tempo, já não tinha nada, e minha filhinha estava se queixando dos mesmos problemas que eu. Ela disse que tem um mestre, que se encontra com ele a noite e que é muito amoroso com ela, que lhe ensina muitas coisas e que tem que estar atenta porque ele lhe diz as coisas uma só vez e que não as repete. São muito belas as coisas que conta sobre este mestre. Ela não sente interesse por nada material, não brinca muito e prefere um bom livro a um brinquedo. Fala muito de Buda, do Mestre Jesus, de Blavaski e muitos outros nomes mais, que agora, para mim, não são fáceis de lembrar.



Extraído do livro: Consciência Índigo: Futuro Presente

Tradução: sandraferris@globo.com



sábado, 26 de junho de 2010

OS JOVENS: MAIS ALEM DA EDUCAÇÃO 2/2

O que fazer

Wolfgang Kellert




Várias situações foram importantes para que os jovens começassem a despertar a consciência:


  • Escutá-los com uma grande atenção, e fazer com que eles tomassem as rédeas da conversação, em uma conversa totalmente horizontal.
  • Nada de julgamentos no momento das “confissões”, a não ser compartilhá-las, baixando o tom de gravidade de seus atos com o puro afã de anestesiar a dor. Não obstante, com uma profunda e desapegada compreensão de nossos erros e entrando na confiança de “comigo aconteceu o mesmo”.
  • Ser cúmplices.
  • Rir com eles, e ver o bom nos acontecimentos ruins. Fazer-lhes ver que por pior que pareça a situação, tudo está bem, porque é o sinal que nos ajuda a crescer.
  • Compartilhar seus gostos, que nos ensinem sobre eles, e até que nos dêem conselhos.

Estes resumidos pontos, que a primeira vista podem resultar óbvia, podem ser manejados com facilidade por um psicólogo, ou por alguém que se dá conta de uma comunicação horizontal. Não obstante é simplesmente o começo da aventura, algo que vai mais alem de “tratar o jovem com tato e amistosamente”. Trata-se de “entrar em contato com alma do jovem”, de mostrar-lhe sua pluridimensionalidade; de fazer-lhe dar-se conta de sua superioridade, não em termos de ego, senão de criação suprema. Que tudo o que acontece no mundo externo é produto de seu interior, de sua própria criação, consciente ou não.

Que é capaz de transcender, que pode eliminar tudo aquilo que tem sido motivo de tristeza ou preocupação, tão somente por conectar-se consigo mesmo. É fazer-lhe ver que tem mais de cinco sentidos, e que sua presença neste mundo tem um propósito que vai mais alem de ir à busca da satisfação do êxito econômico e da casa própria; que pode deixar de preencher o formulário que exige a sociedade, para o bem da mesma sociedade; e que bem “só se vive uma vez” (pelo menos uma de cada vez nesta dimensão), significa que é somente uma vez nesta vida atual para conseguir estar mais perto de Deus, já que se acreditamos realmente Nele, a morte é tão somente uma etapa em nossa verdadeira vida, e se acreditamos nisso, logicamente há uma razão mais profunda por excelência em nossa existência neste mundo, neste agora.

Nem todos têm o mesmo grau de evolução neste planeta. Cada um vem com o propósito de aprender algo, até o mais materialista… só que não são conscientes dele; e o plano da essência Índigo, é romper, justamente os esquemas tradicionais que fazem isso: não ver mais alem deste mundo. Por isso vieram seres como Jesus, que respeitaram nosso livre arbítrio, mas que nos mostraram o caminho de volta A Fonte. Quando respeitamos o processo do próximo, começamos a compreender que não podemos criticar ninguém, e muito menos julgá-lo. Como poderíamos fazê-lo, se sabemos que essa pessoa antes de nascer escolheu precisamente esse rol de situações em sua vida, para uma aprendizagem muito específica? ““É um medíocre”, “Não tem onde cair morto”, É um mulherengo”, “É um ladrão”, “Não busca a Deus”… Todas estas situações são lições escolhidas por seu Espírito antes de encarnar para aprender uma lição que vai mais alem dos Juízos humanos, mas que em todo caso, sempre tem um objetivo de depuração.

O Índigo deve compreender que sua missão é ajudar a esses seres a compreender sua lição. Isto não significa que não devam jogar nesta terra com certas regras: precisam comer, pagar o aluguel, precisam conseguir dinheiro… não como um objetivo, mas como um meio. Claro que devemos alimentar-nos, claro que precisamos de um teto. Precisamos estar vivos para viver a experiência, e para isso temos que alimentar, e para isso temos que conseguir alimento, mas chegará o dia em que a energia de que necessitam nossos corpos não provirá de carboidratos; de fato esta é uma realidade que se vai plasmando paulatinamente com a chegada do Índigo, com seu pouco comer, com seu excesso de energia. A Nova Humanidade esta se regenerando com a nova vibração, que inclusive, é imune as enfermidades.

Não se trata só de conversar com um jovem como se tratasse de ingênuo que precisa ser guiado, senão, despertar o mestre que nos ajudará a evoluir, e ele tem que sabê-lo. Não é de pai para filho, de irmã para irmão, de educador a educando; é de Eu Superior a Eu Superior; a única diferença que existe é que estão em um corpo humano mais jovem em termos de tempo linear terrestre.

Não basta dizer ao Índigo em que é diferente. Não basta explicar-lhe o por que; senão ajudá-los que entendam o para que; assim saberão sua razão de ser.

Fonte: Consciência Índigo: Futuro Presente

Fundação Índi-go Equador

Tradução: sandraferris@globo.com


terça-feira, 22 de junho de 2010

OS JOVENS: MAIS ALEM DA EDUCAÇÃO 1/2

Wolfgang Kellert



A frequencia Índigo é uma vibração na qual o planeta terra está se adaptando paulatinamente; é a frequência da Nova Era

.

A “Nova Humanidade” aprofunda naquilo que “não é concreto aos olhos comuns”, senão ao espírito. Não aprofunda na religião, senão na espiritualidade. Não busca um melhor ingresso per capita, porque não existe dinheiro que leve a Deus, não busca melhorar a saúde, porque a enfermidade simplesmente não existe na perfeição, não busca equidade de gênero, porque todos somos um, não busca reduzir a mortalidade, porque nossos corpos são simplesmente veículos. Não busca aquilo, que o ego do homem tem se empenhado em buscar, porque Deus é a ausência do ego.


Esta frequência ou vibração Índigo tem feito com que muitos jovens vivam rodeados de incompreensão e frustração ante a falta de adaptação ao sistema; porem, o que se passa com esta juventude… está em uma etapa de grande força, de muita energia, com toda a vida pela frente, com a via livre para viver toda a plenitude que o mundo oferece; seja qual for sua realidade socioeconômica, há algo para aprender e experimentar, e sempre há algo para fazer-se. Seus corpos emocionais estão desenvolvendo-se a todo vapor, e é uma etapa de grande convulsão no nível das sensações e dos sentimentos. Todo o aprendido a nível emocional durante a infância, seja bom ou mal, será a chave para dar as diretrizes de sua personalidade que é formada pelo meio ambiente influindo sobre seu temperamento. Diferentemente das crianças que ainda estão sendo “educadas”, os jovens já contam com sua autonomia. É aqui onde começa a coisa.


Abertura de consciência


Milhares de jovens, Índigo ou não, tem problemas de adaptação na sociedade, e passam a ser uma “pessoa rara”, cada qual com seus diferentes problemas, porem rara ao final. Onde radica a sensatez do assunto nesta Nova Era, com jovens, seja qual for a sua “espécie”, é simplesmente a abertura de consciência: o campo onde os Índigo julgam ser de vital importância.

Saber-se Índigo, ter faculdades psíquicas… é inútil se não se tem consciência no espiritual sentido da palavra. Saber-se Índigo pode significar um verdadeiro problema, na hora de lutar com o ego de “mestre da nova humanidade”, na hora de entrar em um fanatismo holístico, na hora de envolver-se com os dons, na hora de justificar-se… Teoricamente, um Índigo não tem esses apegos humanos. Teoricamente. Mais ainda, se esse Índigo não se interou dessa essência que ao longo dos anos tem sido contaminada pela sociedade. Há que despertá-los, há que se desconectá-los da “Matriz”, não é só eles que tem a ganhar, mas todos.


Às vezes é difícil lidar com os jovens, eles tem uma tenacidade própria da idade, uma rebeldia própria de sua consciência “naif”[1]. Sem subestimá-los, seus sonhos, suas vontades, suas euforias, suas decepções, suas ilusões, seus paixões… são próprias de um novo quadro que vai se pintando no caminho de suas vidas. O comportamento pendular é típico. Seu atuar é em função do seu animo, também. Pesa a sua autonomia, no entanto, são vulneráveis, e às vezes sua inocência beira a estupidez; porem aí está o bom, a de sua inocência e pureza, e na pureza está Deus. Não significa aproveitar-se de sua inocência, se trata de ligar essa pureza com o universo, se trata de unir essa parte deles que ainda não foi corrompida, evitando que se dirijam ao lado escuro, ao despertar sua consciência divina.


O portal de retorno


Os jovens são altamente influenciados por suas emoções, e estas, são o grande portal de retorno A Fonte; não a sua inteligência múltipla, mas o estado de não mente. Em outras palavras, há que falar-lhes com o coração. Não materialismos, não paternalismos, não com a “experiência de anos”… De alma a alma. É ser eles, é ser uno. As grandes maiorias de jovens, para não dizer todos, abrem suas portas à espiritualidade quando abordamos o tema de maneira adequada. Sem dogmas religiosos, sem mandamentos… Para a essência Índigo o conceito de culpa não existe; e o pecado, junto a toda parafernália dogmática, tem tinturas primitivas. Reconhece as conquistas sem juízos, tais como certo ou errado; faça-o com desprendimento, sem apego, somente com a finalidade da aprendizagem; com uma resposta interior as conquistas exteriores. É aí onde rompe os esquemas em todos os sentidos.


Se não se desperta a consciência Índigo (que é diferente de saber-se Índigo, ou crer um), os jovens seguirão servindo com seu brilhantismo ao sistema. De nada servirá que tenham desenvolvido uma super-inteligência, quando o que se busca é uma inteligência superior. Seria como utilizar uma Ferrari por caminhos escabrosos, ou como descobrir uma medicina para uma enfermidade que não existe.


Em linhas gerais, e sem entrar em detalhes socioeconômicos, a maioria dos jovens tem uma natural afinidade com a tecnologia e caminham tão rápido ou mais que o ritmo que leva o mundo. O acesso a informação faz com que estejam em unidade com as conquistas, e suas capacidades inatas, fazem com que surja o desejo de buscar a excelência em suas profissões; está claro que são mais inteligentes, e não somente por sua essência; mas vemos também que isso pode levá-los a uma busca e ao saborear do “mundano”, do snob, do alienado. Sua ruptura de esquemas pode levá-los a uma anarquia pseudo-espiritual, a essa incompreensão de satisfazer-se sem encontrar-se; a esse excesso de energia que não sabem em que gastá-lo; a não dar-se conta de estão prontos e para quê. A única coisa que tem claro é a dúvida. E não é somente o Índigo.


Rompedor de sistemas


Um jovem Índigo se dá conta que é rompedor de sistemas, quando descobre a si mesmo, quando compreende que este assunto vai mais alem de “uma vida decente”,quando entende que foi abençoado com dons que o elevam a vários escalões na escala evolutiva, quando se lembra que seu Nascimento nesta terra é um retorno por um bem comum e elevado. Quando se dá conta que o que carrega sobre seus ombros é uma amorosa responsabilidade. Quando se conscientiza que a revolução deve transformar-se em evolução para cegar a transcendência. Somente neste momento verá que romper com o sistema é romper com o véu da escuridão, com sabedoria, com entrega, com certeza, com amor… não com rebeldia.


Dar-se-á conta que sua desenfreada busca de experiências indiscriminadas, ou a desolação ante a incompreensão, eram simplesmente parte da crisálida. Desfrutará de estar só, de regenerar, canalizar e focalizar sua enorme energia. Ao despertar os seus sentidos sutis, sua vibração se acelerará, emanará luz, começará a abrir-se seu terceiro olho, despertará o Mestre, se fundirá com a Fonte, voltará a ser Consciência pura, e se unirá ao Todo. Assim, somente a sua presença será capaz de romper sistemas.


Aparentemente, só buscamos ajuda divina, em uma boa maioria dos casos, quando estamos com problemas. O dinheiro, a autoestima e os amores, para citar apenas alguns exemplos, são três casos típicos que levam os jovens a depressão. No entanto, são os melhores momentos para poder encontrar-se consigo mesmo. Dentro das experiências que tive em trabalhar com jovens, pude notar a ausência de uma verdadeira comunicação com os pais; se bem que muitos diziam “ter plena confiança neles”, essa confiança chegava só até aí, porque os pais se limitavam a ser isso; pais carinhosos; porem, não podia cobrir essa busca espiritual que ia mais alem da religião que se professavam em casa.


Alguns pais eram católicos vigorosos ou medianos, mas em ambos os casos não havia abertura para essa espiritualidade, também mediana dos jovens. Como que do lado paternal jazia uma religião intocável, seja por princípios, por ignorância, ou simplesmente por falta de interesse. Palavras tais como pecado ou culpa, era parte da vida, porque “assim é este mundo real”. No entanto, por desgostarem das influencias claramente cravadas nas mentes dos jovens, o interesse por aquilo que vai mais alem do comum, em termos sociais e religiosos, muitos jovens aguçavam seus sentidos por uma filosofia de vida própria a da Nova Humanidade, e mais de uma vez vi o brilho esperançoso em seus olhos. Entretanto, a cotidianidade, era o inimigo numero um que fazia com que essas conjecturas de despertar de consciência caíssem novamente na sonolência.


(Continua no próximo post)


Fonte: Consciência Índigo: Futuro Presente

Fundação Índi-go Equador


Tradução: sandraferris@globo.com



[1] Arte naïf ou arte primitiva moderna é, em termos gerais, a arte que é produzida por artistas sem preparação académica na arte que executam (o que não implica que a qualidade das suas obras seja inferior). Caracteriza-se, em termos gerais, pela simplicidade e pela falta de alguns elementos ou qualidades presentes na arte produzida por artistas com formação nessa área


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Que pipoquem experimentos!

por Rubem Alves

A vida me ensinou que não existe nada mais inútil que projeções futurológicas: o final é sempre outro… Mas pediram que eu me aventurasse… Assim, o que vou fazer é indicar algumas das tendências “escolares” que vejo no presente e imaginar seu destino futuro.

Em primeiro lugar há “escola tradicional”. A “escola tradicional” se caracteriza por ser baseada em “programas” em que os saberes, organizados numa determinada ordem, são estabelecidos por autoridades burocráticas superiores ausentes. Os professores sabem o programa e o ensinam. Os alunos não sabem e devem aprender.

Os alunos são agrupados em turmas independentes que não se comunicam umas com as outras. A atividade de pensar é fragmentada em unidades de tempo chamadas aulas, que também não se relacionam umas com as outras. Livros-texto garantem a uniformidade do ensino. A aprendizagem é avaliada numericamente por meio de testes.

As “escolas tradicionais”, como todas as instituições, são dotadas de mecanismos para impedir as mudanças. Muitas das “escolas tradicionais” são estatais, o que significa garantia de segurança, por meio de um emprego vitalício. Mas, como se sabe, a segurança põe a inteligência a dormir.

Prevejo que, daqui a 25 anos, essas escolas estarão do mesmo jeito, talvez pintadas com cores mais alegres.

Mas, de repente, os saberes começaram a pulular fora dos limites da “escola tradicional”. Circulam livres no ar - sem depender de turmas, salas, aulas, programas, professores, livros-texto -, dotados do poder divino da onipresença: o aprendiz aperta um botão e viaja instantaneamente pelo espaço.

O aprendiz se descobre diante de um mundo imenso, onde não há caminhos predeterminados por autoridades exteriores. Viaja ao sabor da sua curiosidade, quer explorar, experimenta a surpresa, o inesperado, a possibilidade de comunicação com outros aprendizes companheiros de viagem.

Mas o fato é que ele se encontra diante de uma tela de computador. É um mundo virtual. Trata-se apenas de um meio. E é somente isso, essa alienação da realidade vital, que torna possível a sua imensidão potencialmente infinita. Mas, como disse McLuhan, “o meio é a mensagem”. E a “massagem”…

Há o perigo de que os fins, a vida, sejam trocados pelo fascínio dos meios - mais seguros e mais extensos. Fascinante esse novo espaço educativo. Não é preciso ser profeta para prever que ele irá se expandir além daquilo que podemos imaginar, especialmente em se considerando a sua ligação com interesses econômicos gigantescos. Mas é preciso perguntar: “Qual é o sentido desses meios para os milhões de pobres que não têm o que comer? E quais serão as consequências do seu fascínio virtual?”.

Há, finalmente, um florescimento de experimentos educacionais alternativos.

Por oposição ao conhecimento virtual, essas experiências de aprendizagem se constroem a partir dos problemas vitais com que os alunos se defrontam no seu cotidiano, no seu lugar, na sua particularidade. Não há programas universais definidos por uma burocracia ausente porque a vida não é programável.

Os desafios que enfrentam as crianças nas praias de Alagoas, nas favelas do Rio, nas matas da Amazônia e nas montanhas de Minas não são os mesmos. Além dos saberes que porventura venham a ser aprendidos, esses experimentos buscam o desenvolvimento da capacidade de ver, de maravilhar-se diante do mundo, de fazer perguntas e de pensar.

Tenho a esperança de que esses experimentos continuarão a pipocar, porque é neles que o meu coração se sente esperançoso.


Fonte: http://rubemalves.wordpress.com/