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sábado, 26 de junho de 2010

OS JOVENS: MAIS ALEM DA EDUCAÇÃO 2/2

O que fazer

Wolfgang Kellert




Várias situações foram importantes para que os jovens começassem a despertar a consciência:


  • Escutá-los com uma grande atenção, e fazer com que eles tomassem as rédeas da conversação, em uma conversa totalmente horizontal.
  • Nada de julgamentos no momento das “confissões”, a não ser compartilhá-las, baixando o tom de gravidade de seus atos com o puro afã de anestesiar a dor. Não obstante, com uma profunda e desapegada compreensão de nossos erros e entrando na confiança de “comigo aconteceu o mesmo”.
  • Ser cúmplices.
  • Rir com eles, e ver o bom nos acontecimentos ruins. Fazer-lhes ver que por pior que pareça a situação, tudo está bem, porque é o sinal que nos ajuda a crescer.
  • Compartilhar seus gostos, que nos ensinem sobre eles, e até que nos dêem conselhos.

Estes resumidos pontos, que a primeira vista podem resultar óbvia, podem ser manejados com facilidade por um psicólogo, ou por alguém que se dá conta de uma comunicação horizontal. Não obstante é simplesmente o começo da aventura, algo que vai mais alem de “tratar o jovem com tato e amistosamente”. Trata-se de “entrar em contato com alma do jovem”, de mostrar-lhe sua pluridimensionalidade; de fazer-lhe dar-se conta de sua superioridade, não em termos de ego, senão de criação suprema. Que tudo o que acontece no mundo externo é produto de seu interior, de sua própria criação, consciente ou não.

Que é capaz de transcender, que pode eliminar tudo aquilo que tem sido motivo de tristeza ou preocupação, tão somente por conectar-se consigo mesmo. É fazer-lhe ver que tem mais de cinco sentidos, e que sua presença neste mundo tem um propósito que vai mais alem de ir à busca da satisfação do êxito econômico e da casa própria; que pode deixar de preencher o formulário que exige a sociedade, para o bem da mesma sociedade; e que bem “só se vive uma vez” (pelo menos uma de cada vez nesta dimensão), significa que é somente uma vez nesta vida atual para conseguir estar mais perto de Deus, já que se acreditamos realmente Nele, a morte é tão somente uma etapa em nossa verdadeira vida, e se acreditamos nisso, logicamente há uma razão mais profunda por excelência em nossa existência neste mundo, neste agora.

Nem todos têm o mesmo grau de evolução neste planeta. Cada um vem com o propósito de aprender algo, até o mais materialista… só que não são conscientes dele; e o plano da essência Índigo, é romper, justamente os esquemas tradicionais que fazem isso: não ver mais alem deste mundo. Por isso vieram seres como Jesus, que respeitaram nosso livre arbítrio, mas que nos mostraram o caminho de volta A Fonte. Quando respeitamos o processo do próximo, começamos a compreender que não podemos criticar ninguém, e muito menos julgá-lo. Como poderíamos fazê-lo, se sabemos que essa pessoa antes de nascer escolheu precisamente esse rol de situações em sua vida, para uma aprendizagem muito específica? ““É um medíocre”, “Não tem onde cair morto”, É um mulherengo”, “É um ladrão”, “Não busca a Deus”… Todas estas situações são lições escolhidas por seu Espírito antes de encarnar para aprender uma lição que vai mais alem dos Juízos humanos, mas que em todo caso, sempre tem um objetivo de depuração.

O Índigo deve compreender que sua missão é ajudar a esses seres a compreender sua lição. Isto não significa que não devam jogar nesta terra com certas regras: precisam comer, pagar o aluguel, precisam conseguir dinheiro… não como um objetivo, mas como um meio. Claro que devemos alimentar-nos, claro que precisamos de um teto. Precisamos estar vivos para viver a experiência, e para isso temos que alimentar, e para isso temos que conseguir alimento, mas chegará o dia em que a energia de que necessitam nossos corpos não provirá de carboidratos; de fato esta é uma realidade que se vai plasmando paulatinamente com a chegada do Índigo, com seu pouco comer, com seu excesso de energia. A Nova Humanidade esta se regenerando com a nova vibração, que inclusive, é imune as enfermidades.

Não se trata só de conversar com um jovem como se tratasse de ingênuo que precisa ser guiado, senão, despertar o mestre que nos ajudará a evoluir, e ele tem que sabê-lo. Não é de pai para filho, de irmã para irmão, de educador a educando; é de Eu Superior a Eu Superior; a única diferença que existe é que estão em um corpo humano mais jovem em termos de tempo linear terrestre.

Não basta dizer ao Índigo em que é diferente. Não basta explicar-lhe o por que; senão ajudá-los que entendam o para que; assim saberão sua razão de ser.

Fonte: Consciência Índigo: Futuro Presente

Fundação Índi-go Equador

Tradução: sandraferris@globo.com


terça-feira, 22 de junho de 2010

OS JOVENS: MAIS ALEM DA EDUCAÇÃO 1/2

Wolfgang Kellert



A frequencia Índigo é uma vibração na qual o planeta terra está se adaptando paulatinamente; é a frequência da Nova Era

.

A “Nova Humanidade” aprofunda naquilo que “não é concreto aos olhos comuns”, senão ao espírito. Não aprofunda na religião, senão na espiritualidade. Não busca um melhor ingresso per capita, porque não existe dinheiro que leve a Deus, não busca melhorar a saúde, porque a enfermidade simplesmente não existe na perfeição, não busca equidade de gênero, porque todos somos um, não busca reduzir a mortalidade, porque nossos corpos são simplesmente veículos. Não busca aquilo, que o ego do homem tem se empenhado em buscar, porque Deus é a ausência do ego.


Esta frequência ou vibração Índigo tem feito com que muitos jovens vivam rodeados de incompreensão e frustração ante a falta de adaptação ao sistema; porem, o que se passa com esta juventude… está em uma etapa de grande força, de muita energia, com toda a vida pela frente, com a via livre para viver toda a plenitude que o mundo oferece; seja qual for sua realidade socioeconômica, há algo para aprender e experimentar, e sempre há algo para fazer-se. Seus corpos emocionais estão desenvolvendo-se a todo vapor, e é uma etapa de grande convulsão no nível das sensações e dos sentimentos. Todo o aprendido a nível emocional durante a infância, seja bom ou mal, será a chave para dar as diretrizes de sua personalidade que é formada pelo meio ambiente influindo sobre seu temperamento. Diferentemente das crianças que ainda estão sendo “educadas”, os jovens já contam com sua autonomia. É aqui onde começa a coisa.


Abertura de consciência


Milhares de jovens, Índigo ou não, tem problemas de adaptação na sociedade, e passam a ser uma “pessoa rara”, cada qual com seus diferentes problemas, porem rara ao final. Onde radica a sensatez do assunto nesta Nova Era, com jovens, seja qual for a sua “espécie”, é simplesmente a abertura de consciência: o campo onde os Índigo julgam ser de vital importância.

Saber-se Índigo, ter faculdades psíquicas… é inútil se não se tem consciência no espiritual sentido da palavra. Saber-se Índigo pode significar um verdadeiro problema, na hora de lutar com o ego de “mestre da nova humanidade”, na hora de entrar em um fanatismo holístico, na hora de envolver-se com os dons, na hora de justificar-se… Teoricamente, um Índigo não tem esses apegos humanos. Teoricamente. Mais ainda, se esse Índigo não se interou dessa essência que ao longo dos anos tem sido contaminada pela sociedade. Há que despertá-los, há que se desconectá-los da “Matriz”, não é só eles que tem a ganhar, mas todos.


Às vezes é difícil lidar com os jovens, eles tem uma tenacidade própria da idade, uma rebeldia própria de sua consciência “naif”[1]. Sem subestimá-los, seus sonhos, suas vontades, suas euforias, suas decepções, suas ilusões, seus paixões… são próprias de um novo quadro que vai se pintando no caminho de suas vidas. O comportamento pendular é típico. Seu atuar é em função do seu animo, também. Pesa a sua autonomia, no entanto, são vulneráveis, e às vezes sua inocência beira a estupidez; porem aí está o bom, a de sua inocência e pureza, e na pureza está Deus. Não significa aproveitar-se de sua inocência, se trata de ligar essa pureza com o universo, se trata de unir essa parte deles que ainda não foi corrompida, evitando que se dirijam ao lado escuro, ao despertar sua consciência divina.


O portal de retorno


Os jovens são altamente influenciados por suas emoções, e estas, são o grande portal de retorno A Fonte; não a sua inteligência múltipla, mas o estado de não mente. Em outras palavras, há que falar-lhes com o coração. Não materialismos, não paternalismos, não com a “experiência de anos”… De alma a alma. É ser eles, é ser uno. As grandes maiorias de jovens, para não dizer todos, abrem suas portas à espiritualidade quando abordamos o tema de maneira adequada. Sem dogmas religiosos, sem mandamentos… Para a essência Índigo o conceito de culpa não existe; e o pecado, junto a toda parafernália dogmática, tem tinturas primitivas. Reconhece as conquistas sem juízos, tais como certo ou errado; faça-o com desprendimento, sem apego, somente com a finalidade da aprendizagem; com uma resposta interior as conquistas exteriores. É aí onde rompe os esquemas em todos os sentidos.


Se não se desperta a consciência Índigo (que é diferente de saber-se Índigo, ou crer um), os jovens seguirão servindo com seu brilhantismo ao sistema. De nada servirá que tenham desenvolvido uma super-inteligência, quando o que se busca é uma inteligência superior. Seria como utilizar uma Ferrari por caminhos escabrosos, ou como descobrir uma medicina para uma enfermidade que não existe.


Em linhas gerais, e sem entrar em detalhes socioeconômicos, a maioria dos jovens tem uma natural afinidade com a tecnologia e caminham tão rápido ou mais que o ritmo que leva o mundo. O acesso a informação faz com que estejam em unidade com as conquistas, e suas capacidades inatas, fazem com que surja o desejo de buscar a excelência em suas profissões; está claro que são mais inteligentes, e não somente por sua essência; mas vemos também que isso pode levá-los a uma busca e ao saborear do “mundano”, do snob, do alienado. Sua ruptura de esquemas pode levá-los a uma anarquia pseudo-espiritual, a essa incompreensão de satisfazer-se sem encontrar-se; a esse excesso de energia que não sabem em que gastá-lo; a não dar-se conta de estão prontos e para quê. A única coisa que tem claro é a dúvida. E não é somente o Índigo.


Rompedor de sistemas


Um jovem Índigo se dá conta que é rompedor de sistemas, quando descobre a si mesmo, quando compreende que este assunto vai mais alem de “uma vida decente”,quando entende que foi abençoado com dons que o elevam a vários escalões na escala evolutiva, quando se lembra que seu Nascimento nesta terra é um retorno por um bem comum e elevado. Quando se dá conta que o que carrega sobre seus ombros é uma amorosa responsabilidade. Quando se conscientiza que a revolução deve transformar-se em evolução para cegar a transcendência. Somente neste momento verá que romper com o sistema é romper com o véu da escuridão, com sabedoria, com entrega, com certeza, com amor… não com rebeldia.


Dar-se-á conta que sua desenfreada busca de experiências indiscriminadas, ou a desolação ante a incompreensão, eram simplesmente parte da crisálida. Desfrutará de estar só, de regenerar, canalizar e focalizar sua enorme energia. Ao despertar os seus sentidos sutis, sua vibração se acelerará, emanará luz, começará a abrir-se seu terceiro olho, despertará o Mestre, se fundirá com a Fonte, voltará a ser Consciência pura, e se unirá ao Todo. Assim, somente a sua presença será capaz de romper sistemas.


Aparentemente, só buscamos ajuda divina, em uma boa maioria dos casos, quando estamos com problemas. O dinheiro, a autoestima e os amores, para citar apenas alguns exemplos, são três casos típicos que levam os jovens a depressão. No entanto, são os melhores momentos para poder encontrar-se consigo mesmo. Dentro das experiências que tive em trabalhar com jovens, pude notar a ausência de uma verdadeira comunicação com os pais; se bem que muitos diziam “ter plena confiança neles”, essa confiança chegava só até aí, porque os pais se limitavam a ser isso; pais carinhosos; porem, não podia cobrir essa busca espiritual que ia mais alem da religião que se professavam em casa.


Alguns pais eram católicos vigorosos ou medianos, mas em ambos os casos não havia abertura para essa espiritualidade, também mediana dos jovens. Como que do lado paternal jazia uma religião intocável, seja por princípios, por ignorância, ou simplesmente por falta de interesse. Palavras tais como pecado ou culpa, era parte da vida, porque “assim é este mundo real”. No entanto, por desgostarem das influencias claramente cravadas nas mentes dos jovens, o interesse por aquilo que vai mais alem do comum, em termos sociais e religiosos, muitos jovens aguçavam seus sentidos por uma filosofia de vida própria a da Nova Humanidade, e mais de uma vez vi o brilho esperançoso em seus olhos. Entretanto, a cotidianidade, era o inimigo numero um que fazia com que essas conjecturas de despertar de consciência caíssem novamente na sonolência.


(Continua no próximo post)


Fonte: Consciência Índigo: Futuro Presente

Fundação Índi-go Equador


Tradução: sandraferris@globo.com



[1] Arte naïf ou arte primitiva moderna é, em termos gerais, a arte que é produzida por artistas sem preparação académica na arte que executam (o que não implica que a qualidade das suas obras seja inferior). Caracteriza-se, em termos gerais, pela simplicidade e pela falta de alguns elementos ou qualidades presentes na arte produzida por artistas com formação nessa área


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Que pipoquem experimentos!

por Rubem Alves

A vida me ensinou que não existe nada mais inútil que projeções futurológicas: o final é sempre outro… Mas pediram que eu me aventurasse… Assim, o que vou fazer é indicar algumas das tendências “escolares” que vejo no presente e imaginar seu destino futuro.

Em primeiro lugar há “escola tradicional”. A “escola tradicional” se caracteriza por ser baseada em “programas” em que os saberes, organizados numa determinada ordem, são estabelecidos por autoridades burocráticas superiores ausentes. Os professores sabem o programa e o ensinam. Os alunos não sabem e devem aprender.

Os alunos são agrupados em turmas independentes que não se comunicam umas com as outras. A atividade de pensar é fragmentada em unidades de tempo chamadas aulas, que também não se relacionam umas com as outras. Livros-texto garantem a uniformidade do ensino. A aprendizagem é avaliada numericamente por meio de testes.

As “escolas tradicionais”, como todas as instituições, são dotadas de mecanismos para impedir as mudanças. Muitas das “escolas tradicionais” são estatais, o que significa garantia de segurança, por meio de um emprego vitalício. Mas, como se sabe, a segurança põe a inteligência a dormir.

Prevejo que, daqui a 25 anos, essas escolas estarão do mesmo jeito, talvez pintadas com cores mais alegres.

Mas, de repente, os saberes começaram a pulular fora dos limites da “escola tradicional”. Circulam livres no ar - sem depender de turmas, salas, aulas, programas, professores, livros-texto -, dotados do poder divino da onipresença: o aprendiz aperta um botão e viaja instantaneamente pelo espaço.

O aprendiz se descobre diante de um mundo imenso, onde não há caminhos predeterminados por autoridades exteriores. Viaja ao sabor da sua curiosidade, quer explorar, experimenta a surpresa, o inesperado, a possibilidade de comunicação com outros aprendizes companheiros de viagem.

Mas o fato é que ele se encontra diante de uma tela de computador. É um mundo virtual. Trata-se apenas de um meio. E é somente isso, essa alienação da realidade vital, que torna possível a sua imensidão potencialmente infinita. Mas, como disse McLuhan, “o meio é a mensagem”. E a “massagem”…

Há o perigo de que os fins, a vida, sejam trocados pelo fascínio dos meios - mais seguros e mais extensos. Fascinante esse novo espaço educativo. Não é preciso ser profeta para prever que ele irá se expandir além daquilo que podemos imaginar, especialmente em se considerando a sua ligação com interesses econômicos gigantescos. Mas é preciso perguntar: “Qual é o sentido desses meios para os milhões de pobres que não têm o que comer? E quais serão as consequências do seu fascínio virtual?”.

Há, finalmente, um florescimento de experimentos educacionais alternativos.

Por oposição ao conhecimento virtual, essas experiências de aprendizagem se constroem a partir dos problemas vitais com que os alunos se defrontam no seu cotidiano, no seu lugar, na sua particularidade. Não há programas universais definidos por uma burocracia ausente porque a vida não é programável.

Os desafios que enfrentam as crianças nas praias de Alagoas, nas favelas do Rio, nas matas da Amazônia e nas montanhas de Minas não são os mesmos. Além dos saberes que porventura venham a ser aprendidos, esses experimentos buscam o desenvolvimento da capacidade de ver, de maravilhar-se diante do mundo, de fazer perguntas e de pensar.

Tenho a esperança de que esses experimentos continuarão a pipocar, porque é neles que o meu coração se sente esperançoso.


Fonte: http://rubemalves.wordpress.com/





terça-feira, 8 de junho de 2010

A Família na Educação Evolutiva

“Um núcleo de luz… ingressando no universo…

Mágica oportunidade de recriar a experiência divina de sermos DEUSES… criadores, gestores da vida…

União de seres humanos que selam uma grande aliança de vida, cheia de ensinamento e aprendizagens dispostos para ser compartilhados…

Uma Experiência na qual é AMOR a ENTREGA e a MANIFESTAÇÃO.

Apóia a vida que nutre a cada integrante da FAMÍLIA...



Ser pai e mãe é um grande presente…


Uma oportunidade de brindar-se desde o amor à contenção da vida do filho ou filha… No qual cada integrante da família descobre a magia do lugar que ocupa, no qual é sustentado e por sua vez sustenta aos demais. Assim cada um encontra seu espaço de pertinência na totalidade, a partir do qual vão se criando relações de harmonia e vínculos de paz.

Uma família é um grande ser... em que cada parte está representada por sua vez na totalidade; se conseguimos SENTIR esta consciência, então compreendemos que a dificuldade na qual transita um dos integrantes, seja o filho(a), a mãe ou o pai, está finalmente mostrando algo que desde o núcleo completo é preciso conectar e aprofundar. Desta mesma forma, quando uma parte dá um passo de realização em qualquer aspecto de sua experiência, a família inteira cresce com esse passo. Cada experiência é sempre uma oportunidade de crescimento e expressão de alegria e amor... expressão de vida.

A família é a base da educação, a fonte da qual se nutre e prospera a evolução da sociedade. A partir desta consciência é que reconhecemos que é a família a que realiza a transformação concreta, desde o aplicar as mudanças de consciência na experiência cotidiana que realiza. Pois na família a educação transcende a umas horas, ou a forma, a educação é permanente, em variadas atividades e meio ambiente, se dá a partir do vínculo, do exemplo, da vida mesma.

Certamente sempre escutamos dos mais velhos, “se quer que seu filho ou filha faça algo, primeiro faça você”. Isto é o que na educação evolutiva chamamos “ser um exemplo vivo em ação”.

E sempre somos um exemplo, mas nem sempre somos conscientes do TIPO DE EXEMPLO que somos. Diante dos meninos ou meninas, os adultos são uma referencia, e cada vez que queremos contribuir na educação dos meninos e meninas, necessitamos assumir essa mesma consciência educativa em nós mesmos.

Temos consciência de que todos os adultos são referencias educativas para os meninos e meninas, especialmente os pais, mães e os formadores. A educação dos meninos/as é algo que estamos fazendo permanentemente em cada ato que realizamos, é por isso que consideramos de vital importância que todos os implicados trabalhemos juntos.

Desde o núcleo que conformamos os educadores, pais e mães da educação evolutiva, trabalhamos profundamente em nosso processo interno para retificar em nós o padrão educativo que cada um sustenta.

O padrão educativo é uma forma de comportamento, como um hábito, desde o qual se estabelecem os vínculos com as demais pessoas que mantemos um processo formativo. Sua origem é por um lado o condicionamento social, genético, ancestral, cultural, político, que vai modelando o comportamento, e por outro lado a reação interna – inconsciente do ser ante as dificuldades da experiência. A soma de ambas as linhas (o próprio do entorno mais o interno que traz do ser), gera um novo “produto”: o padrão educativo: um molde desde o qual de forma inconsciente estabeleces as relações vinculadas ao educativo.

No caso das famílias, este padrão que sustentas como mãe ou pai, começa a impregnar a relação com seu filho ou filha, condicionando-lhes no vínculo que se estabelece. Posso ter a tendência de impor, a tendência de reprimir, a de deixar ser, a de desconectar-me, a de sobreproteger, ou de qualquer forma que ela se mostre, cada uma destas tendências vai-nos limitando no processo criativo de aprofundar o vinculo, pois nos mantêm com que na “periferia” da relação. E estamos falando de uma das relações mais profundas e decisivas no ser humano como o é a relação com nossos filhos e filhas.

Ser pai e mãe se aprende como tudo na vida, através da própria experiência... No entanto não é novidade de que precisamos de alguma ajuda para poder limpar esta relação, e não quer dizer que o estejamos fazendo “mal”... ou “bem”... Simplesmente que é possível, e muito possível, que o vínculo que estejas estabelecendo com teu filho ou filha, não tenha como resultado, ser um vínculo autêntico... Entendendo por autenticidade a expressão direta de teu ser, sem a carga própria da experiência vivida... Permitindo-nos transformar este grande condicionamento, não só é um enorme bem, mas talvez, venha a ser o maior presente e demonstração de amor aos nossos filhos e filhas, (posto que implique que possamos vir a ser guiados desde o coração, o qual lhes produz uma expansão de seu potencial de forma espontânea e criativa), alem do mais é para nós uma grande liberação de impedimentos e cargas de nossos antepassados, escolhendo realizar a função de ser pai ou mãe a partir da manifestação de nosso SER INTERNO, sem julgamentos, a partir da inocência e pureza do amor que se expressa.

Precisamos limpar-nos, Para poder nos relacionarmos mais facilmente e dessa maneira desfrutar da GOSTOSA EXPERIENCIA DE SER PAIS

Cada vez mais, o ritmo de vida que nos imprime a cidade nos distancia do ritmo natural do sol, das estações, da conexão com a natureza, e também, de sentir-nos educadores de nossos filhos, relegando esta função a escola. É assim, que em muitos casos se nota uma falta de coerência entre o que as crianças estão recebendo na escola e o que recebem em suas casas, descuidando ambos, docentes e pais ou mães a comunicação e a complementaridade para uma educação saudável, dando as crianças, uma educação integradora, no lugar da polaridade que muitas crianças estão vivendo atualmente.

É geralmente em casa que as crianças assistem a programas televisivos; filmes, Internet…, que os impregnam através do poder da imagem, de mensagens que em muitos casos vão contra a vida, produzindo cada vez mais a desconexão de si mesmo, dificultando-lhes reconhecer os dons que trazem, ficando vulneráveis e facilmente manipuláveis. É assim, quase sem dar-nos conta, que soltamos a educação de nossos filhos. Ocupamo-nos de que não lhes falte alimento, a melhor roupa, jogos, computador, celular e, todas as coisas materiais que a partir da desconexão temos acreditado imprescindíveis, esquecendo-nos do mais belo; desfrutar da função de ser pai e mãe, semelhante a um tempo atrás quando desfrutamos de ser filho ou filha.

Se nos trasladamos no tempo e nos vemos como meninos/as, podemos conectar-nos e dar-nos conta do que realmente foi importante para nós, tanto do que recebemos, como do que carecemos e ansiamos de nosso papai e mamãe, de que o mais importante para nós era senti-los presentes e sentir-nos olhados.

As crianças sabem que existem graças a seus pais e que deles depende seu sustento na vida, por isso é fiel a seus progenitores absorvendo tudo deles, assegurando-se assim do direito de pertencimento à família. Isto é algo que atua em um nível inconsciente e sempre pelo profundo amor que os filhos e filhas têm por seu pai e mãe. Isto rapidamente vai repercutindo em nossas relações e construções de vínculos em nossa vida, na qual vamos armando desde o compensar os vazios sentidos, ou o rebelar (o que não implica que estou acionando desde a consciência, mas sim desde um impulso inconsciente do ser). Tudo isso vai limitando a vontade e o propósito que sentimos em nosso interior como um pulsar que ativa o processo criativo na evolução de nossa vida.

Por tudo isso, a partir da consciência da educação evolutiva, faz-se um chamado as mães e pais, para que juntos eduquemos os meninos e meninas do novo tempo, recuperando os valores de nossos ancestrais, que sentiam a conexão com a terra, a grande mãe que nos acolhe, nos nutre, respeitando-a e cuidando-a. aqueles homens e mulheres sábias que observavam profundamente a cada criança descobrindo os dons em cada um, acompanhando-os e vivendo-os na totalidade do ser, entregando-lhes olhares de reconhecimento que nutram a confiança em si, podendo assim desenvolver-se livremente, experimentar a complementaridade entre as diferentes contribuições dos demais meninos/as, podendo assim, facilmente e de forma natural, evoluir desde o permitir-se Ser, sentindo-se valiosos e parte única e complementária de todas as peças que conformam a Unidade.

Sugestões de exercícios:

Nota: Ter água por perto para ir tomando (somente água). Se te surge uma emoção, observa-a e sinta-a, vê o que acontece com ela, e segue adiante. Não reprimas, permita que saia o que possa estar estancado.

* Procure um lugar cômodo e tranqüilo, onde saibas que não será interrompido/a e começa a respirar, a dar-se conta com ingressa o ar pelo nariz e como sai. Respires normalmente, mas dando-te conta de como acontece a respiração. Assim que te SINTAS tranquilo/a, olha para tua infância como se fosse um filme; com imagens, cenas, mas vá passando e observa a teu pai ou referente paterno (ou figura masculina que tiveste), sua atitude, a forma de comportamento que tinha contigo, como o vias… SEM JULGAR, simplesmente vendo e observando. Em seguida faça o mesmo com a figura materna.

Uma vez que tenhas observado a ambos, vê agora a si mesmo, como mãe ou pai e observa-te, sem julgar, simplesmente observa.

Em seguida, veja nessa tela uma luz dourada que invade todas as imagens e respiras essa luz pouco a pouco permitindo que ingresse em ti, preenchendo-te totalmente, até mais alem de si mesmo/a. Enchendo sua casa ou o espaço em que te encontras.

Ao terminar; dialoga com sua mente:

Aceita que a tua experiência tenha sido assim porque necessitavas assim, sem culpados nem culpadores, mas cheia de oportunidades de transformação para quando decidires transformá-la. E sempre está a tempo!!!

Se quiseres transformar e iniciar um caminho de consciência quanto ao padrão educativo, podes começar por dar-te conta que de forma inconsciente tens a “necessidade” de repetir a experiência de teus pais, seja qual for. Somente quando aceitares que em ti habita essa necessidade poderá aceitar então, que a podes transformar e soltar. Começa a dar-te conta dos hábitos que tenhas adquirido e quanto estás repetindo, e começa a aceitar que esses hábitos são passíveis de mudança. A cada dia, a cada instante com teu filho/a, é uma bela oportunidade de transformar esses hábitos.

*Olha nos olhos do seu filho/a, e fala-lhe por um momento expressando o que sentes no coração, sem pensar no que vai dizer... Permita-se conectar com seu coração e em seguida com o coração de seu filho/a através do olhar e SUSTENTANDO o olhar, deixe expressar o TEU SENTIR... Será um belo presente para ambos/as.

*Observa-te antes de decidir a “corrigir” algo em teu filho/a, se isso é uma necessidade tua ou pela conexão dele. Muitas vezes corrigimos a nossos filhos por uma necessidade nossa, que de forma precisa vemos neles.

*Caso seu filho/a esteja com alguma dificuldade, permita-se olhar em teu interior, quanto dessa dificuldade você tem também, quanto dele está expresso em ti, mas de outra forma. O que quer dizer a seu filho/a, através da sua atitude? Permita-se perguntar-te. É muito interessante as respostas que começam a EMERGIR de teu interior.

Finalmente recomendamos ler o artigo Apoiando a Educação Evolutiva para Todos, e no caso de ser possível, realizar a oficinadespertando familias”.


Estamos abertos para qualquer comentário para poder aprofundar.


Documento pertencente a Rede de Educação Evolutiva. A reprodução é permitida se respeitando a fonte original: Irdinave, Educação Evolutiva.
www.educacionevolutiva.org


Tradução: sandraferris@globo.com




domingo, 30 de maio de 2010

ORIGEM DAS ESPÉCIES

por Serapis


Já tinha dito antes - e esta é, provavelmente, a declaração mais importante deste livro - que o ESPÍRITO é a vossa verdadeira natureza. Aquilo que tu crês ser é, apenas, um dos muitos «tu» projetados ao longo do tempo e em vários lugares deste e de outros planetas, em universos que vocês ainda não descobriram.

No entanto, nada disto minimiza aquilo que percebes como «tu»; pelo contrário, tu és um ser imenso, multidimensional, uma magnífica expressão da Fonte, a qual, brilhante e amorosamente, trabalhou, juntamente com outros, para que realizasse a função do ESPÍRITO.

Em nenhum outro lugar, em nenhum planeta de qualquer universo, existiu uma criação como a vossa!

O simples fato de saberes que és parte integrante dessa façanha tão grandiosa dever ia incrementar, incomensuravelmente, o significado da tua vida. Na tua qualidade deste verdadeiro e surpreendente ser, decidiste que, devido a um propósito muito especial, encarnarias neste planeta e neste emocionante momento da história. O resultado de tal decisão é, evidentemente, o «tu» do qual estás consciente. Porém, não dês muita credibilidade a esse maravilhoso ponto singular de consciência, focalizado no aqui e agora que é esse «tu». Se tivesses a mais simples noção do processo através do qual existes, ficarias assombrado do poder que deténs. Portanto, trata de te veres a ti mesmo como o ESPÍRITO gozando de uma experiência humana, e não o contrário.

Assim sendo, podes perguntar:

- Se, realmente, sou esse imenso ser, por que não sei que o sou nem o sinto de nenhuma forma?

Bom, deixa de ler por um momento e trata de sentir o teu Ser maior como uma força suprema e incomparável, que a si mesma se infiltrou dentro da realidade da 3ª dimensão como uma gigantesca cunha de energia, da qual, cada ser humano é a própria ponta dela. Aí, exatamente onde te encontras sentado neste momento, procura sentir a intensa força energética que está por detrás de ti – uma coisa algo confusa para a tua mente, é certo, mas que está cristalizada, com nitidez, no conjunto corpo/emoção/mente.

Se fores incapaz de senti-la, imagina-a; o teu eu-espirito completará essa imaginação com esquemas, sentimentos ou, somente, com o simples saber que assim é. . . Tal como faz a cada momento, aliás!

E, por favor, se crês nisto, não te fiques por aqui. A crença é a morte súbita da tua pesquisa da verdade: a partir do momento em que crês, deixas de procurar. Se não crês. . . Não há problema! Mantém-te na procura por outros caminhos até te encontrares com o teu verdadeiro Ser.

Tu estás lá, à tua espera! Mas retomemos a pergunta: Por que não conheço o eu - espírito que se supõe que eu seja?

Isto requer que façamos um pouco de História. Há muitíssimo tempo, antes da existência da História tal como a entendes agora, certo número de seres não-físicos - cada um dos quais é uma entidade imensa por natureza própria - decidiu colonizar um planeta para realizar uma investigação em nome da Fonte. Um deles concordou em oferecer-se como voluntário para representar a consciência do planeta e alguns outros o ajudaram a densificar a sua energia de forma a que fosse descendo através das dimensões.

Entretanto, outros seres desse grupo dedicaram- se a conceber as matrizes das prováveis e distintas formas de vida que povoariam o planeta, ou seja, as matrizes que permanecer iam codificadas, quimicamente, naquilo a que chamas DNA.

E, mediante sucessivos abaixamentos de frequência, durante milhões de milhões de anos, a consciência planetária foi progressivamente rompendo através da barreira de energia, na forma sólida que agora se chama Planeta Terra.

Ao longo de enormes períodos do teu tempo linear, estes seres criaram projeções de si mesmos com energia de baixa frequência, ainda que nessa altura em nada se parecessem com algo físico. Gradualmente experimentaram formas de frequência cada vez mais baixa, até produzirem o que aqueles que possuem visão psíquica denominam formas astrais da 5º e da 4ª dimensões.

Milhões de anos se passaram e vocês, na qualidade de um desses seres, levaram ainda mais longe as experiências com o DNA, fazendo com que a energia se tornasse ainda mais densa dentro de ondas estacionárias de energia, até conformar corpos quase-visíveis.

Por fim, num extraordinário ato de criatividade, irromperam através da barreira dimensional e criaram estruturas físicas de partículas subatômicas, os átomos e as moléculas, cobertas pelas ondas estacionárias que também tinham concebido. Nessa altura, ainda podiam dissolver essas formas livremente, bem como criar outras novas.

Assim se divertiram durante períodos incomensuráveis, sem que em qualquer momento se identificassem com essas projeções físicas, cujo número ia aumentando. Vocês sabiam que esses corpos etéricos eram os campos de energia que tinham criado e para dentro dos quais irradiavam energia. . . Somente para se divertirem!

À medida que pretendiam ir mais longe, estas formas projetadas tornaram-se mais visíveis (no sentido que hoje daríamos a este termo), mas ainda não havia consenso sobre a sua forma definitiva. Uma pausa para apreciar convenientemente a natureza brincalhona da Fonte, tratando sempre de ser mais criativa e, assim, autoconhecer-se através do que pode fazer!

A fim de desenvolver a experiência, decidiram então dar um passo muito atrevido: projetaram as consciências para dentro dessas formas! Isto proporcionou as condições para que pudessem interagir convosco mesmo de uma forma totalmente nova - uma forma impossível de alcançar dentro das frequências mais elevadas donde provinham e nas quais se reconheciam como sendo parte da Unidade.

De seguida, permitiram que as consciências não só se projetassem, mas também passassem a residir dentro dessas formas físicas, que cada vez se tornavam mais densas, durante lapsos de tempo cada vez maiores. A consciência, agora, gozava de duas vantagens: a da 5ª dimensão (donde provinha) e a da 3ª dimensão, a do físico.

Embora tivessem a capacidade de vibrar em cada uma destas formas, vocês mantinham-se totalmente ao corrente da vossa origem, pelo que não existia qualquer percepção de separatividade entre elas. Esta grandiosa festa de auto-exploração era muito divertida!

E novos campos de energia foram tentados. Por exemplo: vocês estabeleceram campos distintos para explorar separadamente os pensamentos das emoções. E mais importante ainda, proporcionaram às vossas projeções uma autonomia quase total, dando-lhes a liberdade para serem entidades por si mesmas, por direito próprio.

Esta divisão em dois «planos» proveitosos e simultâneos converteu-se num ponto crucial da História – o que equivale a cerca de uns cem mil anos atrás. O estado de consciência de cada uma destas formas autônomas ainda tinha conhecimento da sua natureza espiritual, pelo que a separatividade não era, sequer, uma forma de pensamento conceptível. Tal construção mental não existia nesse tempo, (o planeta era, então, o bíblico Jardim do Éden), nem sequer era possível porque se vocês se aborreciam de estar em determinada forma física na 3ª dimensão, limitavam-se a desmantelá-la, faziam regressar as vossas consciências à 5ª dimensão e projetavam outra forma nova!

Então, em determinado momento da experiência, trocaram a projeção de energia pelo processo do nascimento físico e determinaram uma forma básica do corpo para a espécie. . . a qual estava a densificar rapidamente rumo à sua forma física. As vossas lendas estão repletas de memórias antigas de algumas das variedades de formas que precederam esta estandardização.

Durante milhares de anos, vocês, como ESPÍRITO, gradualmente foram ficando cada vez mais fascinados com a intensidade das sensações possíveis nestas formas físicas, pelo que os campos emocionais e mentais se foram centrando progressivamente nos planos mais baixos, em vez de no plano do espírito!

A intensidade e a riqueza da experiência emocional foi totalmente avassaladora. E as sensações, que derivavam do fato de vocês estarem numa forma densa, passaram a ser extremamente sedutoras. A partir daqui, já conhecem a história: o nascimento do ego!

Inicialmente, ainda tentaram que o eu-ego exterior atuasse como uma interface coletora de informação entre o plano físico e o plano dos eu-espírito. . . os quais continuariam a tomar as decisões sobre o que era real e do que tinha de ser feito a cada momento. Mas, à medida que a experiência foi prosseguindo ao longo dos milhares de anos, o eu-ego, orientado para fora, começou a ter as suas próprias idéias acerca da real idade e a recorrer cada vez menos... cada vez menos... ao eu-espírito, orientado para o interior.

O eu-ego exterior foi se fortalecendo e, a sua identidade começou a mudar desde os estados interiores do ser para os estados exteriores. Como resultado desta mudança, o eu-ego começou a «colorir» o que ia apercebendo e a julgá-lo como bom ou mau, de acordo com a sensação física. E, foi assim que o eu-espírito, orientado para o interior, começou a ser alimentado com informação «pré-digerida» pelo eu-ego!

A sensibilidade emocional e mental do eu-ego, dirigida para o campo do eu-espírito, começou a murchar à medida que a energia do campo físico se convertia, cada vez mais, no ponto focal .

Aqueles dois «pontos de vantagem» de estarem simultaneamente na 5ª e na 3ª dimensões, converteram-se em pontos separados de consciência e o «ponto de vantagem» da frequência mais baixa, orientado para o físico, perdeu de vista o «ponto de vantagem» espiritual.

Durante alguns milhares de anos, esta brecha de percepção foi - se ampliando até que a forma do plano mais baixo começou a duvidar da existência do plano mais elevado, ou a projetá-lo como se estivesse fora de si mesmo, como se fosse um ser externo. Ou seja, vocês fracionaram a percepção acerca de quem eram e, em decorrência, surgiu o conceito de deuses, uma vez que os seres que agora compunham a humanidade se haviam tornado incapazes de se relacionarem com os imensos e multidimensionais seres. . . que eram eles mesmos na dimensão superior !

A única maneira de se reconciliarem com a voz interior, isto é, com os impulsos do ESPÍRITO e com a memória de serem muito mais do que um simples ser humano limitado, foi projetarem as vossas naturezas imensas, poderosas e plenamente amorosas sobre uns seres que, enquanto espécie, tinham criado para tais fins. De fato, continuavam a receber mensagens e a sentir amor a partir do eu-espírito internos. . . Mas, interpretavam-nas como se isso viesse dos deuses externos!

Por fim, para cravar de vez a cunha da separação entre o Espírito e a personalidade, conceberam um brilhante véu: a vergonha. Construíram as vibrações da vergonha dentro das células dos vossos corpos e assim, finalmente, conseguiram o total sentimento de separação!

O ESPÍRITO que sabiam ser converteu-se, pois, numa memória fantasma, facilmente apagada pela luz rude das novas realidades. Então, passaram a reconhecer - se como uma personalidade, sem se aperceberem que se tinham «amputado» do ESPÍRITO por terem perdido a consciência que faziam parte Dele.

Assim, pegaram nessa parte heróica e grandiosa de vós mesmos e, através das deidades fabricadas, converteram-na em algo externo. E a vergonha tratou de assegurar que, aos olhos dessa deidade fabricada, todos se vissem a si mesmos como seres «não merecedores».

E, assim, ao longo do tempo, converteram- se em algo separado, exilados num invólucro de pele, procurando externamente por um Universo que não podiam entender, presos no tempo e no espaço, e com uma só saída: a morte.

Toda a ajuda de que podiam dispor para resolver a questão limitava-se a um conjunto de respostas aprendidas, denominado «personalidade»!

Por favor, lembrem-se de que planejaram tudo isto desde o início!

Vocês, sendo um dos grupos de seres que empreenderam esta experiência, tinham decidido ver quão longe poderiam chegar à capacidade de separar as percepções da vossa natureza, do ESPÍRITO puro. Foi preciso uma enorme engenhosidade para conceber e criar os véus que haveriam de separar as duas dimensões, de tal maneira que encarnariam sem qualquer memória de quem eram. Um destes véus surgiu quando o vosso espírito coletivo tomou uma decisão que haveria de afetar cada uma das encarnações ao longo dos seguintes duzentos mil anos, e que alterou completamente a natureza, o propósito e o conteúdo da vida humana neste planeta: vocês inventaram o karma!


Extraído do livro: Um Manual Para Ascensão, por Serapis, canalizado por Tony Stubbs (Denver , Colorado, USA) .

Este livro está disponível para download no endereço: http://www.luzdegaia.org/downloads/livros04.htm