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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Adulto Índigo

Por Ingrid Cañete


Teu véu é tão azul. Impõe-se e seduz. Traz a voz da mudança.


Falar sobre os Índigos adultos me parece simples e também muito complexo. Sou um deles, sou psicóloga e agora me lembro bem de todas as vezes que um adulto por mim entrevistado tinha que enfrentar as perguntas: Quem é você? Como te podes descrever?

Imagina, leitor, que inquietante e perturbador pode ser responder a estas perguntas quando percebemos desde a infância, pouco a pouco, que nossos comportamentos, expressões, sonhos e atitudes eram tão distintos dos outros, que nos tratavam como “tipos raros” ou até mesmo como um pouco “loucos”.


Nestas situações, o olhar dos outros seres humanos, tão importante e básico na infância para a formação de nossa personalidade, identidade e autoestima, se transformava no espelho de uma verdade que doía muito. O que acontece, é que nos dói tanto e as vezes soa tão mal para o olhar receptor de uma criança, que tal espelho humano passa a ser evitado, por razões de autoproteção e de sobrevivência, por hipótese.

Claro está que para os Índigos, evitar o olhar é algo muito difícil, já que são seres movidos pela verdade e naturalmente conduzidos a buscá-la em sua principal fonte, o olhar. É difícil também que, os Índigos evitem os olhares das pessoas para proteger-se dos espelhos reprovadores, pois eles captam a verdade instantaneamente de outras maneiras, ou seja, sentindo ou lendo o campo energético da pessoa.

Em psicologia é muito estudado sobre o jogo dos espelhos, e sabemos hoje que nós somos todos, espelhos uns dos outros, na interminável trama da rede das relações humanas. Se uma mãe, por exemplo, quase não olha nos olhos de seu filho desde muito cedo, para falar e comunicar-se com ele, as seqüelas, os traumas e os efeitos podem ser muito graves na conduta do futuro adulto.

Se isto é verdadeiro para uma criança em geral, nos parece que teremos que pensar analisar e estudar muito ainda, a respeito do que pode ocorrer com as crianças Índigos devido as suas distintas características, especialmente sua elevada sensibilidade. Pois, é claro, que as características da personalidade dos Índigos adultos, assim como sua conduta, são, pelo menos em parte, conseqüências e efeitos do que passou em sua infância, igual para todos os seres humanos. Bom, espero que encontre nesta linha uma ponte, uma via de conexão mais fácil entre você e teu Eu Superior, aquele que parecia até estar sepultado depois de tantos anos pelas pressões, críticas e opiniões das pessoas do seu meio ambiente.


Agora, vamos ver se você sente até hoje que:


- Buscas algo que permita sentir-se inteiro como pessoa, sejas homem ou mulher.

- Buscas ser e estar por inteiro onde estás.

- Sente que ainda está buscando sua verdadeira vocação, tua missão de vida.

- Percebes que és muito inteligente, com uma grande energia, muitas habilidades, visão, intuição e sensibilidade especiais, mas não consegue encaixar-te em nenhuma ocupação do tipo convencional ou em nenhuma carreira chamada tradicional, nem consegues corresponder por muito tempo a nenhum dos padrões e regras previamente estabelecidas.

- não consegue conformar-se nem corresponder as expectativas do meio, especialmente do meio profissional.

- sentes que estás em busca de algo que não consegues definir bem, porem está muito seguro de que deves seguir adiante, vagando entre dois ou mais mundos e ocupações, porem tem a intuição de que tua regra nesta vida é traduzir, transmitir tudo: informações, conhecimentos abrir caminhos, romper fronteiras.

Caso tenha se identificado com esta descrição, és muito provável que sejas um adulto, jovem ou adolescente Índigo. (Cañete, 2007:ce)


Ingrid Cañete: psicóloga, Máster em Administração de Recursos Humanos, escritora professora, consultora nas empresas para temas de qualidade de vida, stress e saúde. E-mail: canete@terra.com.br.

Autora dos livros, Criança Índigo, a Evolução do Ser Humano e Índigo Adulto.


Fonte: Pedagooogia3000 (Livro)

Tradução: sandraferris@globo.com



quarta-feira, 31 de março de 2010

A Educação Holística é Possível!

O que é Desenvolvimento Integral do Ser na Educação?

O que significa desenvolvimento integral, harmônico e holístico no marco da educação de hoje e de amanhã? Por que é imprescindível implementá-lo para as crianças e jovens de hoje? Por que também é vital para os adultos?

É uma revolução extraordinária que toma a educação em suas diversas formas cujo resultado pode ser também uma revolução extraordinária de nossa sociedade e planeta.

Integral?

Como fronteira destes cadernos pedagógicos, entendemos por integral, uma educação ou um sistema de crescimento pessoal e grupal que implique, entenda e atenda de maneira harmônica e integrada os diferentes âmbitos: o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo, ecológico, estético-criador, intuitivo, espiritual, social, multicultural e ético-solidário. A educação é como a saúde, é preventiva e integral.

Conhecer a si mesmo

“O desenvolvimento integral do Ser na educação, aponta Daniel Pacheco, terapeuta, o poder conseguir nos meninos, meninas, adolescentes e jovens um descobrimento de todas as áreas de sua vida. Isso envolve não somente aprender as matérias intelectuais, como também desenvolver o lado físico, emocional e espiritual. E quanto à matérias intelectuais, que Sejas de verdade cognitivas. Poder investigar, descobrir e encontrar a si mesmo (Eureka!); não aprender de memória. Um desenvolvimento verdadeiramente integral é uma dinâmica incessante, onde uma coisa leva a outra. Por exemplo, uma técnica emocional induz a buscar uma técnica mental, e assim sucessivamente. E isso nos incita também a equilibrar-nos fisicamente. Tudo está ligado.

Integral é a interação entre as diferentes disciplinas orientada a um bem comum, que aponta o desenvolvimento da Pessoa como tal, não como um número ou um aluno a mais. Conseguir que a pessoa encontre sua própria identidade, que é única e maravilhosa, implica uma educação personalizada, com muito respeito as diferenças, a maneira de ser, sentir, pensar e viver de cada um. De muito respeito ao processo de cada um, envolvendo pelo menos, as quatro principias áreas do ser humano: físico, emocional, mental e espiritual.

Isso é o desenvolvimento integral: é viver conscientemente e de maneira equilibrada, todos os aspectos da nossa vida, desde o mais físico até o mais espiritual. Senão, estaremos defasados. Todos estes aspectos estão conectados uns com os outros”. (Pacheco, 2009:cp).

Conhecer meu entorno

Alem de conhecer a si mesmo, a educação integral implica conhecer (há que conhecer para poder respeitar), alem de tudo os abanicos científicos e tecnológicos de nossa época, nosso meio ecológico, social e multicultural. Ecológico par poder viver em harmonia com nosso planeta Terra, com respeito, sem destruí-la. Social e Multicultural, para poder co-construir uma sociedade de paz, fraternidade e harmonia.

Contribuir com o mundo

Assim, temos que poder prestar nossa contribuição ao mundo com nossos talentos (cada um tem dons importantes e únicos), cumprindo com nosso Propósito de Vida e desenvolvendo plenamente nossa criatividade, para o qual ingressam duas áreas fundamentais a desenvolver a partir do âmbito escolar e do caseiro desde a tenra idade: a área estético-criadora e a área ética-solidária.

A parte intuitiva

Uma parte para incluir também ao desenvolvimento integral é a área intuitiva, chamada Inteligência Intuitiva ou Energética (ver cap. Treze Inteligências, p:134ss, do livro Pedagooogia3000). Trata-se de conhecer e poder perceber tanto o meu meio interior como exterior a partir da intuição e dos diferentes níveis de energias sutis. Sua importância está relacionada a aprender a reconhecer e manejar estas energias ao entrar no Terceiro Milênio. Esta área ainda é incipiente no âmbito escolar, mas poderia no futuro tornar-se uma matéria por si só. No momento a idéia é aprender e capacitar-nos (Esta área esta descrita no caderno #8, o Desenvolvimento Intuitivo Integral). É uma matéria tão ampla que será objeto de uma série adicional de cadernos.

Desenvolvimento pessoal dos professores

Finalmente, a educação integral requer também do trabalho pessoal e crescimento interior dos adultos que acompanham aos estudantes, quer dizer, principalmente dos professores e dos pais.

“Neste caso é importante que os professores tenham um caminho percorrido, isso quer dizer que eles mesmos tenham experimentado e vivido este processo integral. Senão, dificilmente poderão apoiar dito processo em outras pessoas. Pelo menos parcialmente, e o resto se aprenderá na marcha, junto com as crianças”, especifica Daniel Pacheco.

Desenvolvimento holístico

É basicamente o mesmo que o desenvolvimento integral. Há países em que a palavra holística, não é comum, muito menos aplicado à educação. Como disse Rubén Nanclares da Colômbia: “Holístico é uma palavra mais pura e antiga; seu significado é que se potencie a capacidade de criar no ser humano, que a educação humanize de verdade, sirva para viver na realidade de cada um dos contextos e desenvolva as subjetividades de cada um. Lembrando que tudo está ligado”.

Que se diga integral o que se diz holístico (que na verdade soa melhor), ou que se inventem outras palavras, o que importa afinal, é ir mais além da teoria e das idéias, e passar à instrumentalização das mesmas e que realmente se leve a cabo em todos os âmbitos da educação, do desenvolvimento pessoal e da vida. Quer dizer, tu e eu, eles e elas que estamos lendo estes cadernos, que já o estão aplicando de uma maneira ou de outra, que o vivem diariamente com seus alunos e filhos, que o experimentam consigo mesmo como na Vida, são os que avançam, com erros, avanços, retrocessos (aparentes), com pura intuição ou com muitos estudos, ou com os dois, com a prática, impulsionados pela imperiosa necessidade de mudança dos tempos atuais.

Educaçao tradicional do século passado

Educação integral ou holística

Resultados da educação integral

Era só intelectual (em sua maior parte)

Todas as áreas de desenvolvimento são atendidas

Estudantes equilibrados, saudáveis. Gozam de boa saúde

Era uniforme, se dava o mesmo.

Personalizado com respeito ao processo de cada um

Estudantes plenos e com uma boa auto-estima

Não buscava a plenitude e o bem estar do estudante

Busca a plenitude e bem estar do estudante

Estudantes conscientes de seu propósito de vida

Repetia um modelo predeterminado

Busca a transformação pessoal e social

Estudantes criativos

Não se importava se a matéria ensinada era útil ou não ao estudante e a sociedade

Se preocupa que a matéria ensinada seja útil ao estudante e a sociedade (presente e futura)

Estudantes motivados e formados como cidadãos conscientes e ativos

Não criava consciência ambiental

Busca o equilíbrio ecológico do planeta

Estudantes com consciência ambiental

Era individualista e de algum modo egoísta

Tem consciência dos demais, das diferentes culturas, da união planetária

Estudantes que propensos a Cultura de Paz

Tabela comparativa da educação tradicional do século passado e da educação integral ou holística

Fonte: http://www.pedagooogia3000.info/html/cpedagooogicos.htm


Tradução: sandraferris@globo.com

terça-feira, 30 de março de 2010

Terapia do Imaginário

A Terapia pelo Imaginário permite educar as crianças para a espiritualidade de uma forma subtil e divertida.


A Terapia pelo Imaginário permite o ancoramento de seres de luz protetores, que aproveitam os momentos de brincadeiras específicas para realizar o trabalho energético que as crianças necessitam.


Ao nível do desenvolvimento integral das crianças, estes momentos terapêuticos contribuem para a promoção da criatividade, expressão verbal e não verbal e para a inteligência emocional.


Está provado cientificamente que a inteligência emocional é mais importante para o sucesso na vida de uma pessoa do que o coeficiente de inteligência, bem como está demonstrado que estas competências pessoais e sociais se aprendem e podem ser estimuladas.


Ao nível do sistema educativo, português, há um maior investimento no desenvolvimento cognitivo do jovem do que do bebê, por exemplo. Basta assistir ao investimento nas universidades vs nas escolas primárias para entendermos o diferente enfoque.

No entanto, está também demonstrado que o investimento ao nível educativo tem efeitos mais consistentes, duradouros e eficazes quanto mais cedo se dá a intervenção, bem como é necessário muito menos investimento ao nível de tempo e esforço para alcançar os mesmos resultados, quanto mais nova a criança for, e tal é também válido para os bebês. É fácil entender usando a metáfora do barro, passado muito tempo endurece e torna-se muito difícil transformá-lo.


A Terapia pelo Imaginário funciona como “educação preventiva”; se muitos de nós tivéssemos aprendido a lidar com as nossas emoções e pensamentos mais cedo, talvez não precisássemos de tantas terapias para estarmos equilibrados…


Quanto aos “Draguendes”…. Gosto muito de trabalhar com estes dois seres, pois os dragões simbolizam viagens astrais e os duendes a ligação à terra, o que dá um resultado muito harmonioso.

Fonte: http://sites.google.com/site/terracristallisboa/grupo-de-desenvolvimento-infantil



sábado, 27 de março de 2010

Por que é impossível não amar Harry Potter


Daniela Name

Hermione é a típica sabe-tudo: estudiosa, inteligente e rápida, humilha os colegas com seu dedo sempre levantado, pronta para responder num segundo à mais difícil das perguntas. Mente prodigiosa, decora poções de magia e a história dos bruxos como nenhum outro aluno da Escola de Hogwarts. Ron Weasley tem um coração tão bom e tão generoso que é difícil imaginar como ele cabe no corpo magrelo e desengonçado do melhor amigo de Harry Potter. Opa, até que enfim chegamos no nome do protagonista do maior fenômeno editorial dos últimos tempos. Harry Potter, o carismático bruxinho que fez com que toda uma geração de crianças descobrisse o prazer da leitura e alçou sua autora, a escocesa J.K.Rowling, ao posto da mulher mais rica do Reino Unido — a Rainha Elisabeth teve que se contentar com o vice-campeonato.

E por que é impossível não amar Harry Potter? Ele não é o mais CDF dos alunos, nem o mais generoso, nem o mais bonzinho, nem o mais obediente. Também está longe de ser aquele gato de parar a torre do castelo. Então o que ele tem que os outros não têm? Como este box está aqui, no meio desta reportagem, você já deve ter concluído a resposta: Harry Potter é o rei dos índigos. E é por ser assim, meio gauche , com um raciocínio um tanto quanto enviesado, que acaba livrando professores e alunos das maldades de Voldemort, o bruxo das trevas que assassinou seus pais e vem ameaçando Hogwarts desde o início da saga. No dia do assassinato de Thiago e Liliam Potter, Harry estava dormindo no berço. Voldemort tentou matá-lo, mas havia algum tipo de poder no bebê que atingiu o bruxo quase mortalmente.

O confronto deixou uma cicatriz na testa de Harry, que começa a doer sempre que o perigo se aproxima. A intuição é uma forte aliada do bruxinho na hora de resolver problemas. Ele “sente” e “intui” muito mais do que raciocina. Atormentado pela orfandade e pela fama — é amado, invejado e odiado no mundo bruxo por causa do feito contra Voldemort — Harry precisa sempre usar este feeling para sair das enrascadas. Para derrotar o mal e encontrar as respostas para os mistérios que cercam sua origem, vive desobedecendo às rígidas regras que orientam Hogwarts. E enfrentando a autoridade de professores linha-dura, como o sempre mal-humorado Severo Snape. A Grifinória — equipe de Harry, Hermione e Ron — vive perdendo pontos por indisciplina. Mas os pontos voltam em dobro. E não por força da magia, mas pelos feitos do adorável bruxinho-índigo.

Fonte: REVISTA O GLOBO - Rio, 27 de julho de 2003 Versão impressa - A Criança Índigo - COLABOROU Lílian Fernandes


quarta-feira, 24 de março de 2010

Vacinação: A Verdade Oculta

A Criança Índigo

Marcia Cezimbra


O seu filho “viaja” quando ouve algo que não lhe interessa na aula? Ou vira-se para um papo-cabeça com o colega? Ele parece desatento e distraído, mas fica horas superconcentrado no que gosta, como jogos de computador, futebol ou teclados de um piano? Ele é rebelde, respondão e detesta injustiças? Precisa que você lhe explique com todo o carinho os motivos para que obedeça? Pois seu filho pode ser um índigo — a cor arroxeada do jeans, quase lilás, e escolhida por representar uma aura positiva. O rótulo foi criado por especialistas americanos para designar uma criança hipersensível, cujo cérebro recebe muito mais estímulos que a média dos mortais. A personagem Salete (Bruna Marquezine), de “Mulheres apaixonadas”, é uma índigo, com uma intuição tão exacerbada que chega a ser premonitória. Quem confirma é o autor Manoel Carlos:

— Nos Estados Unidos ouvi falar muito em crianças índigo. Salete é índigo. Ela tem uma percepção da luz, vê anjos, prevê acontecimentos, tem premonições. Algumas vezes, as crianças índigo não distinguem se são sonhos ou visões e nem sabem que são índigo. Mas não se trata de um fenômeno raro.

Para a psiquiatra Ana Beatriz B. Silva, o índigo ou o lilás é a versão superdotada dos portadores do já conhecido distúrbio do déficit de atenção (DDA), uma característica do funcionamento cerebral superestimulado. Há poucas décadas, o DDA era tido como doença, lesão cerebral ou disritmia, que deveriam ser tratadas com drogas pesadas, segundo ela, uma visão hoje “ultrapassadíssima”. Ana Beatriz acaba de lançar o livro, já best-seller, “Mentes inquietas” (Ed. Nepades), no qual explica como lidar com essas crianças de cérebro hiperestimulado para que elas desenvolvam suas potencialidades — geralmente geniais — e não terminem rotuladas, em casa e na escola, como intempestivas, desatentas e até agressivas, o que as leva ao desastre.

Os autores do livro “The indigo children”, Lee Carrol e Jan Tober, acreditam que haja uma geração sem precedentes de índigos nos EUA. Ana Beatriz concorda: essa geração índigo é fruto da revolução tecnológica, que hiperestimulou as crianças, trazendo à tona seus expoentes DDA:

— São os casos daqueles jovens que fizeram o seu primeiro milhão antes de terminar o ensino médio. Eles já eram DDA, mas, com a revolução tecnológica, foram ainda mais estimulados, hiperfocaram a atenção na eletrônica e produziram coisas geniais.

No Brasil, como a revolução tecnológica chegou alguns anos mais tarde, a explosão de potencialidades dessa nova geração índigo ainda está por despontar, mas Ana Beatriz já vê alguns deles, como o músico Marcelo Yuka, seu paciente há quatro anos, cujo “faro para a estranheza”, como ela brinca, vem desde a infância:

— Tudo o que Marcelo Yuka descobre em termos de sons e parece estranho, depois de algum tempo vira popular.

Os índigos têm ainda uma intuição exacerbada, como a Salete, que, segundo Ana Beatriz, é interpretada como uma espiritualidade elevada:

— Mas o que a ciência comprova é que os índigo têm um funcionamento cerebral diferente. Se não forem bem compreendidos, podem ser confundidos com pessoas impulsivas e agitadas.


REVISTA O GLOBO
Rio, 27 de julho de 2003 Versão impressa
A Criança Índigo
COLABOROU Lílian Fernandes

Imagem:

http://acbelix.blogspot.com/2008/09/mais-um-artigo-sobre-as-crianas-indigo.html


sexta-feira, 19 de março de 2010

Dificuldade de Aprendizagem - Parte 1

Um chamado a partir de vários planos a mudança profunda do sistema em geral.

Para falar de dificuldades de aprendizagem, precisamos antes de qualquer coisa aprofundar no que entendemos por dificuldade e por aprendizagem.


A partir da concepção da Educação Evolutiva, uma dificuldade é uma experiência na qual se encontra o indivíduo, com um nível de desafio que permite ensaiar, e por em manifestação as capacidades da pessoa diante circunstancias, na qual por alguma razão interna do ser, não consegue ver o desafio, ou melhor, se sente diante de uma barreira que limita sua experiência, da qual não encontra as ferramentas para seguir adiante.


Esta limitação pode ser proveniente de uma desarmonia interna, na qual precisamos ver o ser humano como uma totalidade de manifestações que são multidimensionais e multifuncionais. Encontrando uma parte física orgânica, uma parte emocional, uma mental, uma da alma (envoltura energética que registra a experiência que tem realizado o ser – inconsciente), e uma parte mais global ou espiritual na qual o ser contata com sua realidade cósmica.


A manifestação do bloqueio pode estar se dando no físico, mas é proveniente do mental, por exemplo; muitas vezes temos um pensamento ou hábito reiterado, que ativa as emoções que nos levam a dor ou a somatização no físico. Ou mais ainda, pode ser proveniente da alma ou de sua realidade cósmica.


Nestes casos, optamos por ir à origem da dificuldade, pois se trabalhamos sobre a expressão física, estamos sobre um sintoma sem contatar com a causa profunda. O sintoma ou manifestação da dificuldade é SEMPRE um AVISO que há algo em alguma parte do ser que está em desarmonia e a partir da qual não pode veicular tudo o que está disposto para ser entregue através de seu canal (como se fossemos uma vara de bambu, sobre a qual quanto mais alinhada está, mais facilmente circula a energia).


Agora, voltando ao tema da APRENDIZAGEM... É um belo processo e cheio de vida. Aprender implica integrar consciência para poder aplicar nas experiências que se vão apresentando... Aprender é um jogo que se dá a partir da abertura do ser diante da vida mesma, na qual a base é a ATITUDE de querer receber consciência e integrá-la na vivencia do ser.


Para poder integrar consciência, ou APRENDER, precisa-se estar permeável a consciência. Quer dizer, permeável a aprofundar na compreensão da experiência.

Com esta base, quando falamos então de dificuldade de aprendizagem, somos levados a um contexto muito mais amplo.


Considere diferenciar os seguintes casos:


1. Problemas de comportamento na sala de aula: O qual obviamente leva a não integrar bem os conteúdos que se entregam a partir da formação docente. Neste caso a situação nos leva a perguntar-nos: como teria que comportar-se uma criança? O que acontece com a forma com que entregamos os conceitos? O que acontece com o SISTEMA que luta no processo de aprendizagem escolar?... Enfim, isto abre muitas portas oponentes para uma solução que implica uma transformação social mais global. Pois, não basta só tratar de “modelar” a criança a um comportamento desejado pelo sistema social, para que aprenda o que consideramos que precisa integrar para seguir sustentando este sistema.


É um círculo vicioso, nós acreditamos que as crianças que não se adaptam ao sistema, são crianças que estão pedindo uma mudança, não encontrando a forma de pedi-la, nem de se fazerem entendidas. Isso as leva a uma situação de stress interior que acabam colapsando e causando “dificuldades” neste caso, evidentemente a causa da dificuldade está contida no sistema em geral, do qual a criança passa a ser simplesmente um ressoante que merece ser reconhecido.


Que fazer?

Em nossa experiência, muitas vezes, quando esta é a situação, escutamos a criança. Se for atendida, se lhe abrimos um espaço no qual se sinta compreendido, onde possa expressar o que acontece e que não esteja de acordo, com muita conexão por parte de quem está sustentando-lhe (que devem estar dispostos a revisar sua forma e abertos a QUERER MUDAR), vamos analisando as dificuldades que encontramos entre nós. Para isso, é necessário ter a habilidade de discernir o quanto do que se expressa é uma contribuição para mudar e quanto é parte da dificuldade própria da criança: lembrar que é uma criança que já tem um índice de stress ante a experiência que está vivendo e que precisa soltar a pressão para ver a situação com mais objetividade.


Ao trabalhar com uma criança com dificuldade de comportamento, SEMPRE SE INCLUI O GRUPO FAMILIAR. É preciso reconhecer a totalidade da qual faz parte. O sistema é formado sempre por crianças, (ou jovens), família e docentes (o sistema escolar).


Elaborar um plano de ação para todos, (representante dos docentes, da família e a criança), e colocar prazos, pautas e objetivos. Fazê-lo em CONJUNTO, no qual se assume o compromisso por todas as partes para ir-se caminhando por essas “mudanças” que vão se delineando.


Às vezes, este exercício simplesmente (que parece simples, mas na realidade é um exercício de profundo compromisso com a mudança de consciência) soluciona o problema de comportamento.


É preciso entender, obviamente, que quando se está em um ponto de stress, é porque internamente se tem a certeza que a educação deveria ser de outra forma, então se choca com a família, a escola, etc. Vai-se perdendo o interesse de aprender. Quando se destrava o fator de stress, a conduta que estava estabelecida para chamar a atenção como indicador de que algo não andava bem, já não é necessária e sozinha se transforma. Não é preciso prestar atenção à conduta, mas sim escutar bem “o ataque” que, às vezes, possui muita consciência para entregar, mas, não se sabe como.


2. Problemas de adaptação ao sistema escolar: Seguindo o mesmo que no caso anterior, mas só que neste caso, o conflito não está apenas no aviso que a criança está dando do sistema em geral, senão e para alem do mais, que há um fator de frustração, ou negação a abrir-se a experiência que se vive. Este é mais profundo. Aqui é onde precisamos contatar com a origem do conflito, o qual pode ser muito diferente e, portanto podemos supor que a solução depende da origem do conflito. Trabalhar sobre isto é mais específico, pois se necessita terapia específica para ele. No entanto, se pode ajudar de diferentes formas. Pode ser uma negação inconsciente a integrar consciência. Neste caso, se pode detectar que alem de apresentar problemas de aprendizagem, cada vez que se quer prestar uma contribuição ao que a criança está fazendo, a atitude dela é fechar-se, não ouvindo (seja desviando a atenção, se tornando dispersa ou através da agressão). Uma atitude de “não querer dar-se conta do que acontece”. Sendo a origem do bloqueio, normalmente, de um nível muito inconsciente do ser.


Que Fazer?


Estabelecer dinâmicas de jogos que permitam que a criança possa ir descobrindo diferentes exemplos. Aprender através do jogo pode ser uma forma muito divertida e funcional para ajudar a destravar os bloqueios obtidos. Jogar por exemplo:


Fazer-se dois grupos:


Um que é o observador e outro que é representante. O grupo representante se organiza de forma diferente: Cada um escolhe um animal para representar e começa a mover-se como ele… e de espaço em espaço o Mestre ou Mestra vai dando pequenos papeis, nos quais estão descritas as diferentes funções e exemplos de comportamentos dos animais, segundo o que cada um tenha escolhido. Desta forma vão se aperfeiçoando em sua apresentação e completando assim sua função. (as descrições eles a lêem em voz baixa). O grupo que os observa deve ir adivinhando que animais são. Fazendo com que cada vez mais, se torne mais complexo o exemplo do comportamento do animal. Este é um exemplo, que pode ser melhorado ou mudado, seguindo o jogo a integrar consciência. Outra forma de ajudar é falar a nível individual com a criança que apresenta o conflito, permitindo que possa ir dando conta do que acontece. Sobretudo, das conseqüências que suas atitudes podem gerar.


A partir da Educação Evolutiva alem de nos apoiarmos no trabalho terapêutico holístico, sustentamos o processo da criança com terapia floral ou homeopata, caso seja necessário. Para isso, trabalhamos com uma equipe profissional multidisciplinar.


3. Problemas de aprendizagem por causas funcionais:

Neste caso, se trabalha de forma multidisciplinar. Sempre aprofundando na origem do problema. Ver o corpo como uma totalidade, é a chave. Não tomar os sintomas como algo separado, de outra forma, de como tudo que repercute em tudo.


As terapias holísticas de tratamentos complementares na medicina ajudam e nós o integramos SEMPRE com a família e a Escola. O corpo docente responsável.


A partir da Educação, se pode ajudar a melhorar ou neutralizar as dificuldades com a ferramenta da ARTE. Recomendamos ver nossos artigos de arte e educação, movimento, plástica e som. Pois, a Arte permite harmonizar a experiência e ajuda a sustentar o processo de aprendizagem.


Geralmente, quando estamos frente às crianças com dificuldades de aprendizagem, o AMOR, CARINHO e COMPREENÇÃO, são as chaves que permitem caminhar e acompanhar esta aventura de ensinar e aprender de forma mais saudável.


Consideramos as dificuldades de aprendizagem como uma CHAMADA AO SISTEMA EDUCATIVO A MUDANÇA...


Essas mudanças, não podem ser melhoradas a partir de uma visão tradicional e unilateral, muito menos seríamos coerentes ao querermos ajudar sem estar dispostos a mudar. Precisamos como sociedade abrir-nos a mudança, forjá-la em nós mesmos. Por que esperar que outro a gere? Se já me dei conta que é preciso mudar... Posso começar neste momento a mudança...


Como pais, temos o DIREITO DE DESFRUTAR DE NOSSOS FILHOS... O que pode ser mais importante que ESTAR COM TEU FILHO?... Ainda que seja por pouco tempo, dedicar-lhe um momento exclusivo, de aventura, de jogo, em que ele lhe permita IR AO SEU MUNDO, e não levá-lo ao mundo da sociedade adulta, da qual estão cheios por todas as partes...


Que tal soltarmos um pouco os meios de comunicação ou distrações externas, e nos dedicarmos a comunicar-nos diretamente, a estar, a acariciar, desfrutar, sorrir...?


As dificuldades de aprendizagem, SEJA QUAL FOR A SUA ORIGEM, sempre nos leva a dar conta do seguinte:


“Este menino ou menina, não está podendo com o sistema... e quando são MUITAS CRIANÇAS (e realmente são. Hoje em dia em todas as salas de aula se apresenta este fato, cada vez mais comum). Então, já não está se falando mais da “pobre criança que não se adapta”. Mas sim, do “pobre sistema que não consegue seguir em frente”.


Cada um de nós é parte deste sistema, portanto ajudá-lo a AMADURECER, depende de TODOS NÓS!!!


Sugestões de suporte:

Recomendamos ajudar as crianças com exercícios de Gimnasia cerebral, exercícios de integração de hemisférios, ingestão de água pura (pouca e freqüente, essências florais, digito puntura, osteopatia, etc.


Trabalhar com a Escuta Consciente de musica clássica. Quer dizer escutar a musica, ao mesmo tempo em que move as mãos como se estivesse regendo, em atitude de respeito e diálogo profundo com a música. Recomendamos obras musicais de Mozart (rondó, minuetos, concertos para flauta, oboé, clarinete). Como também Haendel (“fogos de artifício”).


Trabalhar com a expressão livre em desenho, pois, está é uma ferramenta que permite deixar sair o mundo interno. Descarrega e ajuda a veicular o que está inconsciente e a fazê-lo consciente.


Trabalhar com movimentos livres, permitir o contato com a natureza, o jogo fora de sala... Ensinar ao ar livre, buscar áreas verdes, pois permitem liberar e relaxar a pressão.


Sempre que nos encontramos ante niños con problemas o dificultades
de aprendizaje, es UNA OPORTUNIDAD
para asumir un cambio y renovación profunda en el sistema escolar, familiar... y por ello BIENVENIDO...
pues el cambio es VIDA, es EVOLUCIÓN....


Sempre que nos encontramos frente às crianças com problemas ou dificuldades de aprendizagem, é UMA OPORTUNIDADE para assumir a mudança e renovação profunda no sistema escolar, familiar... e por isso SEJA BEM VINDO... Pois a mudança é VIDA, é EVOLUÇÃO...


Fonte: Documento pertencente a Rede de Educação Evolutiva.
Autoriza-se a reprodução, respeitando-se a fonte original:
Irdinave, Educación Evolutiva.
www.educacionevolutiva.org

Imagem: http://www.top30.com.br/news/dislexia

Tradução para o português: sandraferris@globo.com


segunda-feira, 15 de março de 2010