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quinta-feira, 11 de março de 2010

Mandalas, Educação e Autoconsciência

A mandala é um desenho de origem sagrada que tem um ponto central e ao seu redor um desenvolvimento, em geral mais ou menos simétrico. São, portanto, desenhos ordenados ao redor de um centro e estão ligados a um estado interior. Mandala é uma palavra que vem do sânscrito e significa circulo, coroa, rotação, circulação, coro, balé e oferenda. Esta palavra é também conhecida como roda e totalidade. Mais alem de sua definição como palavra, do ponto de vista espiritual é um centro energético de equilíbrio e purificação que ajuda a transformar o entorno e a mente. Define-se como um sistema ideográfico possuidor de um espaço sagrado.

A mandala é também chamada psico-cosmograma e permite a quem utiliza reintegrar-se ao universo e em consciência absoluta. É uma forma de arte-terapia.

As mandalas são utilizadas desde tempos remotos em todos os países do mundo: Índia, China, Tibete, povos originários da America, Austrália...

O psicólogo Carl Jung disse que colorir/pintar mandalas era tão poderoso que lhe salvou da loucura. As utilizou em terapias com o objetivo de alcançar a busca de individualidade nos seres humanos. Jung costumava interpretar seus sonhos desenhando uma mandala diariamente. Nesta atividade descobriu a relação que estas tinham com seu centro interior e a partir daí elaborou uma teoria sobre a estrutura da psique humana. Segundo Carl Jung, as mandalas representam a totalidade da mente, abarcando tanto o consciente como o inconsciente. Afirmou que o arquétipo destes desenhos se encontra firmemente ancorado no subconsciente coletivo.

A mandala representa o ser humano. Interatuar com ela nos ajuda a curar a fragmentação psíquica e espiritual, a manifestar nossa criatividade e a re-conectar-nos com nosso ser essencial. É como começar uma viagem para nossa essência, nos abre portas até agora desconhecidas e faz com que brote nossa sabedoria interior.


Como fazer uma mandala?


Pode-se colorir, completar ou inventar. O colorido da mandala pode ser realizado por todo mundo, crianças ou adultos que saibam ou não desenhar. Colorir é fácil, basta preencher com cores os diferentes elementos geométricos. Cada um escolhe as cores, a intensidade da cor e seu material de pintura (aquarela, tintas, ceras, lápis de cor, etc.) em função do seu estado de animo. Deixem seus filhos ou alunos pintar como quiserem. Ponha musica de fundo suave se assim o desejar.

Ao desenhar a partir do centro para o exterior podemos abrir o coração e expandir-nos.

Ao desenhar do exterior para o centro, nos concentramos, interiorizamos e evitamos a dispersão


Deixar que a criança, ou o adulto pinte como quiser, sem intervir, sem induzir a nada. Que sigam seu coração. Em oficinas vivenciais se pode fazer mandalas grupais. Também se pode trabalhar uma mandala com intenção, pensando no Amor, na Paz ou no que desejamos aprofundar ou adquirir. Para as futuras mamães, colocar toda a nossa amorosa atenção no bebê que está para nascer enquanto colorimos a mandala, é um excelente exercício.

Ao colocar uma mandala na parede, automaticamente se harmoniza a casa ou a sala de aula.

Toda a atividade com mandala corresponde a um trabalho interior. É meditação e oferenda. O efeito, ao trabalhar com a mandala, ao percorrê-la, contemplá-la, colori-la é também iniciar uma vigem para seu próprio centro, seu coração. Permite conectar com seu próprio ser interior divino. Da mesma forma podemos trabalhar os labirintos, os padrões universais, a geometria sagrada ou simplesmente o desenho livre.

As rodas e danças circulares são mandalas vivenciais que nos conectam com muita força ao nosso interior, ajudando-nos de maneira muito eficaz a conhecer-nos melhor, ao mesmo tempo em que criamos uma energia de grupo harmônica, prazerosa e solidária. Os benefícios de desenhar ou pintar mandalas são múltiplos:


- Permite um trabalho de meditação ativa.

- Nos conecta com nossa essência.

- Proporciona fluidez com o mundo exterior.

- Ajuda a expandir nossa consciência.

- Desenvolve a paciência.

- Aumenta a intuição.

- da Auto-estima e auto-aceitação.

- Cura física, emocional e psiquicamente.

- Recobra o equilíbrio e permite recentrar-se.

- Nos provê de intuição criativa, sossego, harmonia e calma interna.


As formas e seus significados


As mandalas não são simples desenhos de cores. Todos os elementos que neles se integram têm um significado. Por exemplo:

- Os círculos representam o movimento, o absoluto, a síntese, o verdadeiro eu.

- Os corações representam o sol, o amor, a felicidade, a alegria, o sentimento de união.

- As cruzes representam a união do céu com a terra, a vida e a morte, o consciente e inconsciente.

- Os quadrados representam os processos da natureza, a terra, a estabilidade, o equilíbrio.

- As estrelas representam os símbolos do espiritual, a liberdade, a elevação.

- As espirais representam vitalidade, as energias curativas, a busca constante da totalidade.

- Os hexágonos representam união dos contrários.

- O labirinto representa a busca do próprio centro.

- As borboletas representam a auto-renovação da alma, morte e transformação.

- Os pentágonos representam a silhueta do corpo humano, terra, água, fogo.

- Os retângulos representam a estabilidade, o rendimento do intelecto e a vida terrena.

- Os triângulos representam a água, o inconsciente (quando a ponta esta para baixo, vitalidade, transformação (para cima), agressão para consigo mesmo (para o centro).


O que transmitem as cores?


- Branco: o nada, o Tao, pureza, iluminação, perfeição.

- Negro: Morte, limitação pessoal, mistério, renascimento, consciência galáctica, coragem.

- Cinza: neutralidade, indecisão, renovação.

- Vermelho: masculino, sensualidade, amor, enraizamento, paixão.

- Azul: tranqüilidade, paz, felicidade, satisfação, fluidez.

- Amarelo: sol, luz, jovialidade, simpatia, receptividade.

- Laranja: energia, dinamismo, ambição, valor.

- Rosa: aspectos femininos e infantis, doçura, altruísmo.

- Lilás: amor ao próximo, idealismo e sabedoria, transformação.

- Verde: natureza, equilíbrio, crescimento, esperança, cura.

- Violeta: música, magia, espiritualidade, transformação, inspiração.

- Dourado: sabedoria, claridade, lucidez, vitalidade.

- Prateado: capacidades extra-sensórias, emoções flutuantes, bem estar.


Páginas web recomendadas:


http://www.idejo.edu.uy/,http://www.sanatansociety.com/free_stuff/free_wallpaper_shri_yantra_mandala

http://www.dharmanet.com.br/vajrayana/mandala.htm

http://www.kidsweb.de/basteln/mandala/mandalas.htm, mandalas muy alegres, muy bonitos para los niños

http://www.nicoles-funworld.de/windowcolor/malvorlagen-mandala-8.php


(Dana Tir, IDEJO, Energias e Forças através das Mándalas e Mandala, Teoria e prática). Assim como na página Web:http://www.mipunto.com/temas/3er_trimestre02/mandala.html


Extrato do livro: Pedagooogia 3000 de Noemi Paymal


Tradução para o português: sandraferris@globo.com



quarta-feira, 3 de março de 2010

Pegando o Touro Pelos Chifres


por Teresa Sánchez Taborda


Nova raça?

Desde que o advento de uma nova raça de seres para a evolução da humanidade foi anunciada e pedida, uma esperança de mudança alentou as pessoas dedicadas ao serviço de Luz. Finalmente, chegamos ao tempo em que esses seres encontraram as condições para encarnar e produzir o salto de consciência na Terra. Mas, o que sabemos deles? Como são? Que qualidades trazem? Por que parecem ser mais evoluídos? São todos iguais? Como é a transição que eles promovem? Como afetam aos que não é Índigo? Parece que há suficientes incógnitas para não levar as coisas com ingenuidade, já que o que estamos falando está relacionado a pessoas que vão modificar substancialmente a vida tal como a conhecemos.


Como para entender algo, é necessário conhecê-lo, e é evidente que não só não se conhece ao Índigo, como também em muitos casos, nem sequer são reconhecidos, podemos dizer que estamos de frente a uma situação inédita. Não se trata aqui de saber quem é o novo vizinho, mas de conectar com familiares, amigos, companheiros de trabalho, inclusive governantes, que não são iguais no pensamento nem no sentimento e cujas ações parecem inexplicáveis. Reconhecendo a diferença, se diz que o Índigo traz em sua programação genética capacidades intelectuais e físicas que lhes permitem adaptarem-se facilmente as mudanças e regenerarem seu corpo para permanecerem saudáveis. São muito criativos e usam a tecnologia com grande facilidade. São altamente sensíveis e perceptivos, capazes de desenvolver-se bem em ambientes afetivos e equilibrados. Tem uma consciência clara de si mesmos, uma poderosa auto-estima, facilidade para objetivar os problemas e resolvê-los sem cair em estados de culpa, ansiedade ou vergonha.


Reconhecendo a diferença


Também se diz que, ao verem-se afetados em seu meio ambiente com uma disfunção afetiva ou uma educação limitante, se alteram ao ponto de adoecerem, encerrando-se em si mesmos ou tornando-se rebeldes incontroláveis, que só podem ser tratados com psicofármacos. A pergunta aqui seria: por que ocorrem estas alterações? Independentemente do meio no qual o Índigo nasce e cresce que lhe daria as melhores ou piores condições para seu desenvolvimento, se supõe que está capacitado para lidar com energias desarmônicas. Todo Índigo sabe que veio a este planeta – que não é um lugar de férias - com a tarefa de modificar o que está decididamente imperfeito. Sabe-o a partir de si mesmo, porque geralmente lembra quem é, e sabe-o porquê há uma condição planetária e coletiva que dá lugar a sua chegada a esta encarnação. Então, por que encontra tantas dificuldades para expressar sua personalidade?


Olhando as diferenças, talvez uma resposta aproximada seja um dado sobre a condição Índigo pouco conhecido. A raça Índigo já “é” evoluída porque é proveniente de uma dimensão onde a experiência da polarização na dualidade é menos intensa. Os Índigos são um coletivo, que tem consciência de que está unida ao resto de sua gente, produzindo uma sinergia que permite ter a experiência individual a disposição de todos. Cada indivíduo sabe que, o melhor para ele é o melhor para todos e todos sabem que necessitam que os componentes individuais, respondam a um padrão de vivencias adequado para que haja estabilidade no grupo.


É um princípio lógico de equilíbrio que os Índigos como raça já tem assimilado, pelo que, cada pessoa busca modificar aquilo que pode ser prejudicial, para si e para o coletivo, para conseguir alcançar o máximo de suas expressões individuais. Este princípio não depende do contato físico porque o Índigo pode manter-se conectado enquanto se move distante de sua origem em busca de experiência. Por suas habilidades telepáticas e intuitivas absorvem a informação em níveis paranormais e a transmitem fora do espaço-tempo, criando canais de comunicação em diferentes dimensões. Todas as suas qualidades são o produto do uso depurado dos chakras superiores. Em condições favoráveis podem expressar amor incondicional e manter o equilíbrio perfeito no fluir da energia do Criador. No entanto, os Índigos têm uma debilidade: não sabem integrar eficientemente a energia dos três chakras inferiores.

Pegando o touro pelos chifres

Pegando o touro pelos chifres, a raça Índigo é plenamente consciente de suas limitações. Sabe dos riscos de entrar em uma dimensão com grandes flutuações de energia. Está aqui a resposta do porque espera estabilizar a energia o suficiente como que para permitir uni-la com uma dimensão superior e estabelecer um corredor que permita mantê-las em contato. Neste aspecto tem experiência porque é sua forma habitual de expressão. Isso não impede que, por melhores navegantes que sejam não se encontrem em uma situação onde não possam controlar a nave e terminem se espatifando. De fato, a maioria dos Índigos adultos que chegaram antes e que tem explorado a energia da Terra, tem tido que adaptar-se a uma densidade a que não estavam acostumados tendo que contar com a consequente diminuição e, em alguns casos, a perda de suas capacidades para atuar permanentemente centrados em sua tarefa.


Não são poucas as pessoas que tem experimentado andar na contramão da sociedade, da época, das relações familiares, perguntando-se porque sua vida se transcorre numa constante frustração por não ser correspondidos quando, em seu interior, suas vivencias lhe parecem tão lógicas e naturais. Para aqueles que alguma vez tenham tido a oportunidade de escutar o Dr. Waldo Vieira, descrevendo as pessoas com “síndrome de estrangeiro”, podem entender as dificuldades de adaptação que pode ter um Índigo. Para a maioria dos Índigos é muito difícil transitar por um mundo com grandes desequilíbrios econômicos, sociais e políticos, sabendo que estes desequilíbrios não são a expressão da energia universal, mas sim distorções produzidas com um propósito criado intencionalmente.


Frente a esta realidade, um Índigo pode adotar duas posições: converter-se em um reflexo de seu entorno, compartilhando condutas e crenças, muitas vezes por não sentir um vazio afetivo que fere, ou tornar-se um cínico aproveitando as condições de corrupção para manter sua subsistência.


Não é de se estranhar então que, sem o freio inibitório da culpa ou da vergonha que rege a sociedade de terceira dimensão, possa envolver-se em situações de degradação física ou social, sem nenhum remorso nem controle. Desta perspectiva, um “mafioso” não é mais que um cuidadoso responsável pelo bem estar de seu grupo; um narcotraficante, um eficiente mercador que só pensa em “manter o cliente satisfeito” e um mercenário não é mais que um servidor do “melhor preço que se possa pagar”. Estas condutas não são mais que um reflexo de um grave desajuste do chacra raiz – controlador da supervivência -, com o apoio da criatividade perversa do chacra sexual e o uso de poder desmedido do plexo solar.


Sem cair neste extremo, o Índigo sobre adaptado pode terminar sem ter uma companheira, após muitas tentativas de conciliação, por sua aparente “falta de interesse” nas relações românticas; sem amizades, porque o consideram demasiadamente “extravagante” para compartilhar algo com ele; sem um trabalho permanente por sua incapacidade para permanecer em um mesmo lugar e fazer tarefas rotineiras; e sem um título acadêmico formal porque sua forma de adquirir o conhecimento não se encaixa nos parâmetros tradicionais para valorar o conhecimento. O índigo sabe que por alguma razão é diferente e não reúne os requisitos que a sociedade tem e para na metade do caminho entre a frustração e o desanimo, sem encontrar o lugar e o momento para expressar sua verdadeira natureza.


Fortalecendo o Calcanhar de Aquiles


É inegável que há Índigos exitosos. Se o buscamos entre os ecologistas, os artistas plásticos e os músicos visionários, os assistentes sociais, os mestres, os curadores alternativos, os cineastas e escritores de ficção, e até entre os técnicos de computação, os engenheiros e arquitetos; os capazes de criar a beleza, de pensar no futuro e construí-lo, ainda que seja no fundo de uma garagem, ali estarão os que ganharão a saída da terceira dimensão. Os que dão uma olhada nos robôs, na inteligência artificial e na internet como parte de suas vidas, que lhes desembaraça de fazer o trabalho duro e lhes facilita o contato com outras pessoas e a expressão de sua criatividade, são os exitosos.


Eles sustentam a energia para todos, alentando a mudança e recuperando aos que se perderam no caminho. A qualidade de interconexão que todos têm surte seu efeito cedo ou tarde e, os Índigos recebem o chamado ao seu interior. O mais importante é advertir que não se está só, que os obstáculos que poderiam aparecer e interromper o propósito da sua vida pode ser superado. E que os que vêm atrás (agora crianças e adolescentes submetidos a condições piores) precisam da experiência e o apoio dos adultos para continuar o processo de ascensão da Terra.


Pretender que por si mesmos possam suportar as dificuldades atuais, num mundo cheio de experiências negativas, pode ser uma crença onipresente. Uma criança Índigo que se nega e sem experiência espiritual, não vai muito mais longe que qualquer outra pessoa sem experiência espiritual. Submetido a viver na pobreza, lutando por um lugar na rua, sem educação e sem um projeto de uma vida melhor, pode converter-se em um delinquente muito criativo. Exposto a uma vida consumista, sem valores éticos, pode conduzi-lo a autodestruição por adições. Um Índigo não valorizado também pode ser um fracassado auto-suficiente.


Criando a Red


A primeira tarefa que um Índigo ativo teria que empreender é reconectar-se com os demais Índigos. Nesta conexão reside a possibilidade de saber como enfrentar as debilidades circunstanciais e recuperar seu potencial. Saber o que se passa a outros Índigos e buscar respostas entre todos facilita e acelera a cura. O passo seguinte seria criar lugares físicos de reunião ou convivência. É certo que existem “comunidades virtuais” criadoras de Luz, mas para materializar na Terra as qualidades da abundancia permanente e a criação divina, ainda falta construir as comunidades concretas.


Se tivermos esperança de viver numa Terra sem poluição, aproveitando a energia alternativa, com pessoas saudáveis e educadas, capazes de realizar seus talentos em sua máxima expressão, há que se fazer algo que na Terra é difícil: por o corpo. Isto deve ficar bem claro para os Índigos porque, diferentemente do que se pensa – que são emocionais – são mentais. No mundo Índigo se move pouca energia física e muita energia mental, com o resultado paradoxo de que com pouca energia mental, se constroem muitas coisas físicas. Por o corpo, arregaçar as mangas e trabalhar parece ser um esforço mais que considerável. Por conseguinte existe o desafio de vencer a inércia da matéria e fazer “magia”, ou por as mãos na pá para cavar. Ambas são válidas, ainda que seja preferível chegar rápido a “magia”, para não se cansar. Constituindo um grupo, a energia se condensa com maior rapidez e não vai tardar muito em materializar espaços físicos de aprendizagem, recuperação e entretenimento, de acordo com a mentalidade Índigo.


O importante é que os Índigos não se vejam só como casos de psiquiatria ou como sábios “escolhidos” para salvar o planeta, porque nenhuma das duas coisas é certa. Um Índigo tem necessidades diferentes porque pensa e sente diferente, porem não é mais que o reflexo do que a sociedade da Terra vai se tornar em um futuro próximo. Suas expressões adequadas podem conduzir a uma vida realizada para todos, porem seus atos de rebelião podem agregar muito mais lenha ao fogo, do que já existe. Ninguém é tão tonto para não distinguir entre o bem e o mal que o mundo atual oferece, portanto, mais alem do medo que a mudança produz nas pessoas, o mundo dos Índigos é um lugar de graça e equilíbrio, se os Índigos estão em graça e equilíbrio.


Fonte: A Consciencia Índigo, futuro Presente - Fundação Índigo Equador e Noemy Palmal

Tradução: sandraferris@globo.com



segunda-feira, 1 de março de 2010

ENTRAR EM RESSONÂNCIA

por Isolina Romero


O genoma humano contém uma quantidade aproximada de 50.000 genes, que são as unidades básicas de herança que determinam o desenvolvimento biológico e as características de um organismo. Alguns deles são passivos, outros dominantes, outros são ativos e outros são recessivos. Existe também outra classe de ADN, este é o acido desoxirribonucléico mitocondrial ou ADNm, que contem a informação sobre a síntese direta das proteínas. Este ADNm, se aloja nas mitocôndrias. E é aí precisamente onde as crianças Índigo têm apresentado importantes mudanças no comportamento celular. A Mitocôndria, diminuta estrutura celular de dupla membrana, é responsável pela conversão de nutrientes ,no composto rico em energia trifosfato de adenosina (ATP), que atua como combustível celular. Por esta função que desempenham, chamada respiração, se diz que as mitocôndrias são o motor da célula.


A genética nas crianças Índigo tem mudado com relação a genética dos demais seres humanos. Neles, os genes de alguns neurotransmissores especiais produzem ativação de maiores zonas do sistema nervoso central. Ao existir maiores zonas ativas se produz a magia: o “modem de comunicação” se reativa.


Mas, isto não quer dizer que se uma criança adoece não é Índigo; todas as enfermidades têm uma origem mental, e a saúde física do ser humano tem uma relação direta com sua saúde mental. Se uma pessoa tem problemas relacionados com sua energia álmica, mais cedo ou mais tarde manifestará uma enfermidade na índole que esta exista.


O anterior inclui as crianças Índigo. É por isso que devemos apoiar muito aos pais de crianças Índigo, sobretudo ensinando-lhes a não adoecer seus filhos com seus próprios medos, com seus próprios erros, que quase sempre manifestam nas crianças como se estes fossem um espelho.


As crianças Índigo estão aqui para mudar os antigos conceitos religiosos. A partir de sua chegada devemos começar a pensar que não são necessários para ninguém o sofrimento, a enfermidade e a morte. Já não é necessário o karma, nem pagar com sofrimento nossos erros cometidos no passado. A energia Índigo, com sua capacidade curadora, chegou para ajudar-nos a curar a todos. Se nossa corrente de pensamento entra em ressonância com a frequência Índigo, e ainda que, não se tenha nascido com caracterizas Índigo, é completamente possível que nossa frequência vibracional e nosso ADN mudem, sobretudo se temos a oportunidade de mudar nossa alimentação, nossa forma de pensamento, tornando-a menos linear e mais multidimensional e fazendo terapias alternativas adequadas.


Provavelmente cabe ressaltar que não seres primitivos e que são curadores natos: se algo doer em alguém, eles serão os primeiros a por suas mãos sobre a área dolorida, porque intuem ou sabem que são transmissores da saúde e se preocupam em transmiti-las através de suas mãos ou de suas palavras.


Algumas pessoas comentam que as crianças Índigo são desse ou daquele tipo e os classificam como artistas e matemáticos, outros dizem que são mestres Índigo ou Índigo comum, mais Índigo ou menos Índigo. Todo o anterior se chama classificação e insisto no comentário porque é muito importante que as pessoas saibam que a frequência Índigo não é classificável. Minha experiência me indica que não há um nível exato, não existe um instrumento medidor de mestrias, possibilidades e talentos de cada um, muito menos podemos saber quanto tempo levam reencarnando ou se chegaram aqui sendo mestres. Por isso prefiro permitir-me amplitude no critério e assim posso evitar catalogá-los. Sigo considerando que se as crianças Índigo chegaram a Terra para romper com as estruturas, as normas e as classificações, o mínimo que podemos fazer é deixar de classificá-los.


Por exemplo, com relação às crianças orientais, se nos baseamos dentro de um perfil absoluto na teoria que fala dos traços físicos das crianças Índigo, estaremos discriminando a milhões de seres. Não podemos criar grupos e converter a energia Índigo numa religião a mais (que não é). Muito menos estou nem estarei de acordo com essa “separatividade” criada pelos que dizem que sabem como é fisicamente uma criança Índigo ou pior ainda, por aqueles que os classificam entre “Índigo mestres ou Índigo comum”.


Unificar diretrizes, pensamentos e obras é a única coisa que nos resta fazer. E evidentemente, evitar a todo custo nos deixar levar por todos aqueles que já começam a manipular ao nosso redor a energia Índigo (como fizeram com a energia violeta). Falo de tudo isto, porque sinto que poderia estar acontecendo algo similar com o tema Índigo e nós, junto com muitos outros que estão também conscientes da importância de não mitificar e de evitar “hierarquizar” as crianças Índigo, podemos evitar que aconteça.


Temos em comum a força, a energia, a coragem e a consciência de saber que está em nossas mãos o futuro de nossas crianças.


Fonte: A Consciência Índigo, Futuro Presente Livro da Fundação Índigo do Equador


Tradução: sandraferris@globo.com



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Artista Interno e a Intenção Pura


Desde sempre uma frase tem me acompanhado: “A alma do mundo é a alma do artista”.

Não sei exatamente como ela surgiu e gostaria muito de saber. Talvez a tenha lido em algum lugar, mas realmente não me lembro.

O tempo passou e posso dizer que tenho hoje uma maior compreensão do seu significado graças á Educação Evolutiva.


O principal objetivo da Educação Evolutiva é despertar o “artista interno”. Aquele que vive dentro de nós, cria a nossa realidade e nos mostra o verdadeiro sentido da vida. O nosso propósito. O motivo por estarmos aqui e agora.


Vivemos criando e recriando nossa realidade, mas totalmente inconscientes do nosso verdadeiro potencial e muitas vezes ou na maior parte do tempo, usamos nossa arte sem saber exatamente o porquê de sua importância em nossas vidas ou, da alquimia existente em sua prática. Sem saber que todos, absolutamente todos nós, somos um artista em potencial.

Na minha percepção um artista é aqueles que através de suas criações plasma seus sonhos e anseios nesta 3ª dimensão para equilibrar e harmonizar através da beleza, das cores e das formas, se permitindo ser o que se é em sua integralidade para alçar vôos em direção à dimensões superiores.


A educação através da arte, certamente é o que permite ser exatamente o que somos: Criadores. Posso afirmar tambem que a inconsciência destes potenciais é o que nos mantém hipnotizados na 3D, na Consciência de Massa, apoiada pelos diversos “Sistemas” que nos envolvem (políticos, sociais, educacionais, crenças, etc.).


O EducArte em Formação – Guiar e O Coração na Educação, curso de formação em Educação Evolutiva, parte do principio de que precisamos nos educar primeiramente para sermos um exemplo vivo. Mais que isso, de que é possível esta nova educação. Mostra-nos, a partir da nossa própria evolução ou expansão da consciência, que somos capazes de transformar nossa realidade, nosso entorno, nossas relações, nosso planeta.

Através de ferramentas simples e acessíveis a todos - como colorir mandalas, desenhar, pintar e esculpir, sem qualquer necessidade de técnica - nos mostra que podemos nos tornar seres conscientes de nosso propósito. Apenas seguindo o nosso sentimento, permitindo o fluir do nosso amor.

Podemos cantar e dançar, ouvir musica consciente[1] e, através desta prática fazer “download” das chaves de consciência que necessitamos para seguirmos nossa jornada sem tantos tropeços, sem tanta escuridão.


Quando acionamos o artista interior, tudo se torna possível, integrado. E para que isso aconteça não precisamos ser um Leonardo Da Vinci, um Beethoven, muito menos uma bailarina (o) de qualquer tipo de dança, pois o artista em nós, através do sentir encontrará o ritmo, o movimento e a forma de se expressar. O que precisamos é apenas permitir.


Podemos escrever nosso próprio livro, nossa própria história. Podemos fazer poemas ou criar canções apenas ouvindo o que expressa nosso ser, a partir dos sentimentos que vão brotando com a escuta consciente de nós mesmos.


São inumeráveis os benefícios e depende apenas da nossa disponibilidade, da nossa abertura para uma vida mais plena, expressando a Intenção Pura que vem do nosso coração.

Buscar este artista em nós por si só é uma experiência rica, verdadeira e, portanto repleta de plenitude.

E esse grande artista está aqui e agora, pacientemente esperando somente pela nossa permissão para atuar, dançar, cantar em nossa vida. Mostrando-nos a verdadeira alegria, o amor, a paz e completude.


O artista que a educação através da arte pretende despertar é aquele que vive e exercita a sua arte, seja ela qual for e qualquer que seja o seu propósito na vida, a partir da Consciência de Sua Essência Criadora. Tornando-o consciente de sua importância para o conjunto da Grande Obra que é a Vida em todas as suas dimensões.


Namaste!


sandraferris@globo.com



[1] George Balan. Criador da Metodologia de Escuta Consciente



sábado, 20 de fevereiro de 2010

OS PEQUENOS GRANDES MESTRES DO AMOR

Rocío Capirossi e Dory Stern



Nos anos 60 vivemos uma revolução que não sabíamos que nos preparava para o que viria. “Os hippies”, como se nos chamavam então, os jovens, através de canções e de reuniões massivas e pacíficas, clamávamos por um sim ao amor, a paz e a harmonia, e um não a violência, a guerra, ao temor. É como se nossos sinceros desejos de então se tivessem feito realidade com a chegada destas novas crianças. Sua essência é o amor e é o que esperam encontrar em suas casas e seu meio ambiente.

Sua incrível sensibilidade é uma das características das crianças Índigo, e quando sentem falta deste amor, tratam de encontrá-lo chamando a atenção de diferentes maneiras. E isto muitas vezes nos confunde como adultos, tanto em casa como na escola. Por que são hiperativos? Por que não são capazes de concentrar-se? Por que as vezes se tornam violentos? Por que não estão dispostos a obedecer a ordens dos mais velhos? Imediatamente os enviamos ao especialista. Não pensamos que, a maioria deles, o que querem é atenção e amor. E não só receber amor, mas também vivê-lo em seu entorno. Necessitam viver em um ambiente harmônico, porque muitas vezes quando se tornam inquietos e agressivos, o que estão tentando fazer é chamar a atenção dos adultos para que eles deixem de discutir, de brigar, e assim trazer de volta a paz ao mundo onde eles têm que conviver.

Não pretendemos mudá-los e fazê-los como fizeram conosco os adultos das gerações anteriores a sua chegada. Estas crianças são nossos mestres, e são eles os que estão nos ensinando a mudar nosso estilo de vida para o futuro e as mudanças que já está enfrentando o planeta Terra. Já não podemos viver na mentira; eles exigem que se lhes fale sempre com a verdade, para desta maneira, respeitá-los para que possamos exigir respeito. O significado de autoridade tem mudado de rumo com estas crianças. Acabaram-se os pais e mestres autoritários com o famoso “é assim porque eu digo”. Estas crianças maravilhosas estão nos ensinando a dialogar com eles, para que possamos dar sentido a sua vida, para que possamos dar razões, para que nos comuniquemos com eles como os adultos em miniatura que são, para que lhes prestemos nossa atenção.

Isto nos leva a aprender a escutá-las. Em suas palavras há muitas lições aos quais devemos colocar atenção e aprender com elas. Temos conhecido e tido contato com várias crianças Índigo, e um dos que temos bem próximo de nós é uma criança de três anos e meio, que transmite amor, bondade e alegria por todos os lados, em especial através de seus imensos olhos. Seu nome é Gianfranco e quando fala diz muitas coisas que surpreende. Entre elas, uma noite, quando tinha menos de dois anos, sua mãe insistia para que fosse rezar antes de deitar-se. Chegou a um momento em que ele lhe contestou: “mamãe eu não preciso rezar”. Esta é uma resposta irreverente? Absolutamente não. O ser interno da criança conhece sua origem e sabe perfeitamente que está muito perto da Fonte e que não precisa rezar da maneira como nós adultos, estamos acostumados. Isto não quer dizer que não os levemos por um caminho de religião se a família pertence a algum grupo religioso. O que temos que aprender é a observá-los e respeitar-lhes os sentimentos e os pensamentos, não impondo um estilo se isso não é do agrado deles.

Outro exemplo que podemos compartilhar é o de Lara, uma menina de quatro anos e meio, que vive em Barcelona, Espanha. Ela fala com sua mãe, que deixou nosso mundo faz pouco mais de um ano, olhando o céu e as estrelas, por sua vez é uma explosão de alegria e de amor para seu pai e seus irmãos. Quer dizer, que tem uma maturidade inata para entender o que está vivendo e, através dela e de sua sensibilidade e alegria, lhes faz chegar paz, harmonia e tranquilidade. Um detalhe que também ajuda a entender sua sensibilidade é um problema que lhe ocorre durante o sono: se algum dia seu pai se irrita com ela e a castiga por algum motivo e que ela não esteja de acordo ou não entende, de noite, chora desoladamente, apesar de estar dormindo. Ali não há palavras faladas que possam tirá-la de sua tremenda tristeza. A única coisa que entende nesses momentos é a linguagem do amor incondicional que fala de coração a coração. Nos momentos de “crises noturnas”, quando se lhe fala mentalmente e com amor, é quando consegue acalmar-se e retomar seu sono profundo. Este é um exemplo de como utilizar a terceira linguagem, da qual nos fala o Mestre Kryon em muitos de seus ensinamentos (Lee Carrol, Passing the Marker, Kryon Book 8).

E isto nos mostra a diferença entre ensinar-lhes disciplina e ser autoritários com eles. Para estas crianças a disciplina é fundamental em sua vida. Ainda que pareça o contrário, eles se contentam dentro de um meio ambiente de ordem, onde sabem a que ater-se, qual é seu espaço, seu tempo. O que não suportam é o autoritarismo, nem mesmo o que vem da parte de seus pais e mestres. Ali é onde aparece a rebeldia neles, e nos vão confrontar de mil maneiras, até nós nos darmos conta de que estamos no caminho equivocado. Alem do mais, eles aprendem por imitação, assim, um pai autoritário não deverá se surpreender se a criança lhe responde da mesma maneira como é tratado. Aqui não vale o “eu sou seu pai e você é meu filho e me obedeces”.

No mês de outubro de 2001 tivemos a oportunidade de assistir uma oficina com Jan Tober e Lee carrol na cidade de São Francisco, Califórnia. Encontrar com Jan Tober, provavelmente a melhor conhecedora das crianças Índigo, é já por si só uma experiência encantadora. É um ser humano cheio de luz e de alegria de viver. E entre muitas coisas que nos transmitiu disse algo que talvez possa lançar luz quanto a entender um pouco a conduta destas crianças quando estamos tratando de discipliná-las. Eles não conhecem o sentimento de culpa. Por isso repetem e repetem justamente o que não queremos que façam, levando-nos a irritação e ao mal humor. E o seguirão repetindo até que de alguma forma lhes façamos compreender e raciocinar por que não o devem fazer. Um simples não, um grito, um castigo ou um golpe não lhes afetam porque não se sente culpa de havê-lo feito. E aqui entra novamente a necessidade imperiosa de falar e dialogar com eles. Vamos então, encontrar respostas maravilhosas porque são seres sumamente dispostos a ajudar e a colaborar com todos.

A medicina alternativa funciona estupendamente com estas crianças. Tem um ADN (ácido desoxirribonucléico) diferente do nosso, e, portanto são muito mais receptivos (sobre o tema do ADN recomendamos os livros de Lee Carrol, Letters from Home, Kryon Book 7, y Passing the Marker, Kryon Book 8)[1]. O Reiki (uma técnica ancestral de cura, redescoberta e desenvolvida como um método no Japão em finais do século XIX pelo Mestre Mikao Usui, que permite canalizar a energia universal de vida, ou energia divina) é uma das melhores formas de ajudar ao Índigo que se encontra com problemas de adaptação em casa e/ou na escola.

A energia transmitida por Reiki através da imposição das mãos os ajuda a tranqüilizar e a relaxar de maneira extraordinária. Os Florais de Bach também são ferramentas sumamente importantes para ajudá-los com problemas emocionais que possam ter e que logicamente depois se traduzem em problemas físicos. Para os hiperativos, o esporte e o exercício são fundamentais. Os ajuda a descarregar energias e a aprender uma disciplina que logo poderão incorporar a sua vida diária.

Não devemos também esquecer, de prestar especial atenção ao tema da alimentação. Esta é básica para o bem estar de todo ser vivente, e em especial para controlar o estado anímico dos Índigos, seja porque são hiperativos, ou pelo contrário, mal humorados ou depressivos. Estas crianças precisam de uma dieta balanceada que esteja baseada em legumes, frutas e verduras frescas muito bem lavadas e muito bem desinfetadas, caso não sejam provenientes de cultivos puramente orgânicos. As crianças Índigo são muito sensíveis aos pesticidas e estes lhes podem causar transtornos digestivos produzindo vômitos e diarréias, assim como alergias.

Os corantes, os químicos, os produtos enlatados, o excesso de açúcar (em especial a branca), assim como as farinhas refinadas, também podem produzir alterações no estado anímico ou alergias. É preciso ficar atento quanto ao uso dos detergentes ao lavar suas roupas, porque sua pele é sumamente sensível e pode sofrer de irritações e coceiras constantes. Para maiores e profundas informações a respeito, recomendamos se referir ao livro da Dra. Doreen Virtue, The Care and Feeding of the Indigo Children (Cuidado e Alimentação das Crianças Índigo).

Sabemos das dificuldades que estão vivendo muitos pais em suas casas e mestres nas escolas, tentando entender e adaptar a estas novas crianças, aos antigos ensinamentos. É imperativa a mudança no sistema de ensino porque já é obsoleto. Por isso vem a união de todos os que temos um pouco mais de informação acerca destas crianças, para apoiar, informar e guiar aos adultos que sentem as dificuldades, e por sua vez ajudar e motivar a estas crianças a seguir em sua difícil e importante tarefa de levar-nos para um novo mundo.



[1] NT. Em portugues: Cartas de Casa, livro 7 e Ultrapassando o Marcador, livro 8. Disponíveis para download em: http://www.luzdegaia.org/downloads/livros.htm




Extaído do livro Consciencia Índigo: Futuro Presente
Tradução: sandraferris@globo.com