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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Ritalina não resolve
Educação Evolutiva 3: Atividade Plástica

O que entendemos por atividade plástica?
Chamamos atividade plástica todas aquelas atividades que integram a expressão de cor e forma, seja bidimensional (plano), ou volume.
Ao trabalhar com a luz (que é a essência da cor), e a forma (que é a essência da plasmação), estamos trabalhando a nível interno do ser com todos aqueles aspectos que tem a ver com o nível de consciência mais sutil, aquilo a que chamamos alma, entendendo por alma a malha energética que armazena as memórias da experiência que temos realizado como espírito ao encarnar neste espaço/tempo chamado Planeta Terra...
Trabalhar com a atividade plástica supõe sempre um grande impulso para ajudar a integrar os conteúdos de consciência que se vão trabalhando no sistema educativo, ao mesmo tempo é uma grande aliada para ajudar a ampliar o conhecimento mesmo. Quer dizer, ao poder plasmar o desenho, a colagem, volume, etc.
Aprofundamos nos conteúdos para poder aterrizá-los, apalpá-los e integrá-los em nós mesmos para poder também representá-los fora de nós. O processo educativo respaldado com a atividade plástica é um grande reforço para a integração da consciência. As fases pelas quais se passa para completar uma representação plástica são:
- Impulso inicial para realizar a plasmação: escolha do material.
- Compreensão interna dos conteúdos (Recapitulação do conteúdo e integração).
- Síntese (destacar temas importantes, traços específicos) e
- Criatividade: buscar formas diferentes de por na forma conteúdos literais. (é o momento em que se passa a informação do hemisfério esquerdo ao direito).
Plasmação: momento em que se depara com a capacidade de criar e plasmar, conexão com a realidade física e a multiplicidade de expressão que há nela.
Irradiação: compartilhar com outros o plasmado (momento de expansão).
Resgatar os códigos que se recebeu durante o processo completo, para iniciar um novo ciclo.
Há várias formas de realizar a atividade plástica; contribuímos aqui com sugestões que nos tem servido, lembrando que é sempre belo abrir-se a novas criações.
Contemplação de obras já criadas:
É um trabalho que parte do reconhecer que há obras artísticas já criadas, cheias de conhecimento e informação expostas a ser compreendida para aplicar no processo de vida de cada um. Algumas com códigos que são fundamentais para o processo que se vive a nivel de humanidade, e a maioria delas com contribuição ao processo interno de cada ser, impulsionando o desenvolvimento humano.
Para realizar este trabalho, nos baseamos em certos passos:
*Conexão interna prévia: antes de iniciar a contemplação, toma-se uns minutos para sentir-se a si mesmo.
*Ser objetivo, quer dizer, não deixar-se levar por juízos a respeito da obra, sendo melhor ir pelo objetivo: ponto de mais luz, formas e expressões, tema central, etc.
*Tomar notas do que vai se compreendendo (assim se solta essa compreensão, permitindo estar novamente no vazio).
Ao desenvolver esta atividade plástica de contemplação, alem de compreender e encher-se de conhecimento (dependendo das obras que se observam), estas desenvolvendo a expansão da consciência.
Estar sempre atentos a qualquer obra criada é uma linguagem que está se comunicando e é sempre bom ter em conta que a obra tenha a vibração de harmonia presente. (Que não gere repúdio nem sejam imagens violentas, pois também constituem um alimento para as idéias mentais... é bom fazer uma “dieta mental”).
Criação livre:
Sejam quais forem os materiais, é uma atividade muito bela e nutrida com a riqueza da experiência que brinda o poder dispor de variedade e estar ao estar enfrentando a experiência de criar.
Como pauta, tenhamos em conta que não existe estímulos externos distorcendo o ambiente de trabalho. Tenhamos em conta que o ambiente de trabalho esteja em harmonia, tranqüilo.
Favorecer o silêncio, permitindo que cada um possa introduzir-se em sua obra e compenetrar-se nela.
Criação sugerida:
É o criar (seja qual for o material), a partir de uma pauta indicada. Serve para completar a integração do conhecimento que se tenha trabalhado nesse dia. Alem do mais é uma atividade que ajuda a distender a pressão que a pessoa tenha experimentado com o tema a trabalhar, aliviando assim o processo ao aprender através da recreação.
Mandala:
É o realizar um desenho no limite de um círculo. A contribuição entregue nesta atividade é que incentiva a concentração e ativa a consciência de unidade.
Pode-se dar em várias modalidades:
Livre: criar um desenho livre, sem pauta fixa.
Sugerido: a partir de um tema, expressá-lo num desenho.
Já criado: colorir sobre uma imagem já criada que cumpre um propósito determinado.
Liberação plástica:
É um trabalho que permite desafogar sem nenhuma restrição tudo o que a pessoa precisa desalojar de si mesma. É utilizada quando se está com emoções ou pensamentos que alteram o estado de harmonia do ser, dando “carta branca”, para expressar e jogar fora tudo aquilo que está reprimido provocando moléstia interna.
Neste trabalho é IMPORTANTÍSSIMO NÃO VALORAR NADA; não existe o “lindo”, o “feio”, tudo é expressão pura do que está dentro e simplesmente se deixa sair fora.
Quando a tensão tiver saído, e a pessoa se sente melhor, então se pede que sobre O MESMO DESENHO comece a decorá-lo, buscando conquistar no desenho a harmonia. E nesse processo vão se recebendo códigos a nível interno (nem sempre conscientes), para harmonizar-se e poder assim fluir melhor na experiência que está se passando.
A partir da Educação Evolutiva estamos permanentemente trabalhando com a contribuição da arte, e abertos a compartilhar experiências e colaborações...
Não tenha dúvidas em escrever-nos e compartilhar...
Documento pertencente a Rede de Educação Evolutiva. A reprodução é permitida se respeitando a fonte original: Irdinave, Educação Evolutiva.http://www.educacionevolutiva.org/
Tradução e edição: sandraferris@globo.com
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Educação Evolutiva 2: Movimento Evolutivo

Mover-se faz parte de Estar Vivo...
Quando o movimento começa a deter-se a vida começa a estancar-se... Para renovar-nos, precisamos ingressar a corrente do movimento.
O movimento nos permite entrar em contato direto com a criação. É o fluir permanente da evolução. Permite-nos entrar em contato com a experiência.
Em relação com a Arte o movimento é a integração do tempo e espaço. Podemos observar como a Musica esta contida no tempo, pois é uma seqüência de sons organizados num tempo determinado. Por sua vez a plástica seja no plano ou no volume ocupa um espaço determinado. Cada uma trabalha essa expressão e isso nos ajuda…
Ao trabalhar com o movimento, seja qual for a manifestação (Dança, exercício, esporte, etc.) este é uma seqüência de movimentos durante um tempo determinado, em um espaço determinado. Integrando assim ambos os conceitos.
O tempo nos permite Ordenar a experiência, o Espaço nos permite Realizá-la…
Então, tempo e espaço nos permite ordenar a experiência que estamos realizando.
No trabalho da Educação Evolutiva, todo processo de aprendizagem está contido na integração com o Movimento. Trazermos o movimento ao ensinamento integra os conteúdos, não é algo separado, fragmentado… é uma atividade que faz parte do processo de aprender, pois, os conteúdos do programa da educação evolutiva estão todos integrados.
Como trabalhar o Movimento em aula?
Reconhecer o corpo como criador e por sua vez a obra, quer dizer, poder ver o corpo como o espaço sagrado que é, que nos contem e permite estar nesta experiência. Aqui e Agora. Como um veículo que nos recebe e entrega toda a informação necessária que traz dos reinos e elementos toda informação para que nossa consciência o habite e comecemos a nos relacionarmos com ele.
A relação a partir da clareza da consciência corporal, não é só saber como é meu corpo, é também, reconhecer a inteligência própria do corpo e, a forma que tem de comunicar-se com nossa consciência é a través de movimentos, alguns muito sutis outros mais evidentes.
Fazemos brincadeiras para ir integrando esta consciência, cada vez que iniciamos a aula, através de trabalhos de conexão com o corpo, de sentir, de levar atenção. Há grande variedade de exercícios, desde saltar, yoga, ginástica cerebral, dança, tai chi, chi kun, jogos corporais, etc. Dedicando-lhes uns instantes antes de iniciar a aula, ou atividade do dia. Alem do mais o movimento nos ajuda a descarregar fadiga mental e saturação ou a desbloquear emoções estancadas, que no processo de aprender e ensinar sempre estão surgindo e é preciso poder dar-lhe uma causa. Se o grupo está em um estado de bloqueio, nada melhor que uma dança ou jogo corporal, para aflorar o bloqueio liberando-o para que possa dar continuidade ao ensino aprendizagem. Se o grupo esta cansado, o Chin kun nos ajuda. Podemos também utilizar técnicas de ativação de canais de energia do corpo para melhorar a atenção. Quer dizer, que os formadores devem ter ferramentas de movimento, porem tê-las integradas, pois, só aquilo que tenho integrado é o que poderei ensinar.
Por sua vez, os conteúdos que se está ensinando, podem ser representados com o corpo, de forma que possa ativar a integração da consciência através da expressão corporal.
Ter em conta dentro do trabalho com o movimento:
Comunicação corporal:
Integrar a consciência do corpo como elemento de comunicação: (ainda que não haja movimento externo, sempre se está emanando vibração). Observar como me movimento, enquanto educo que energia irradia do meu corpo. É simples: olhar uma pessoa por um instante e observar seu corpo, seu movimento, tudo isso irá falar sobre ela e o que faz… se essa pessoa também está tratando de te ensinar algo, seu movimento teria que estar afinado com este ensinamento, pois se ingressa em nosso cérebro muito mais informação pelo movimento, do que se pode perceber pelas palavras que escutamos.
Expressão corporal:
Ter consciência que permanentemente estamos transmitindo um processo de consciência.
Nosso corpo fala e se expressa. Aprender a jogar a partir do que o corpo expressa é uma grande chave… Ajudar as crianças a ter consciência dos movimentos que seu corpo realiza quando estão se comunicando com outros, é uma grande forma de ajudar-lhes a reconhecer quem são e como podem se manifestar no mundo. Realizar jogos de mímica, ou de caminhadas livres pelo salão é uma maneira de que pela forma de caminhar cada um vai conhecendo cada um.
Gesto:
A forma que gesticulamos enquanto falamos é parte do movimento que deve acompanhar com coerência a mensagem que se transmite e por sua vez ajudar a ancorar essa mensagem a partir do amor.
Gestos suaves, fluidos, harmônicos, sempre convida a prestar atenção, a partir de uma atitude de abertura, facilitando assim o processo de aprendizagem.
“o hemisfério direito aprende a través do movimento”
Tipos de atividades de movimentos integrados:
(através das oficinas específicas de formação na Educação Evolutiva o tema é aprofundado)
Dança para crianças: Circulares, que são uma experiência de muita integração e conexão com os demais, que por sua vez, contem o sagrado simbólico do circulo e o respeito pelo outro.
Espada interior: Potencia o desenvolvimento do valor, firmeza e disciplina. E também de fomentar a capacidade de auto-observação par o crescimento do Ser interno.
Jogos musicais: Que estimulam a consciência auditiva e coordenação de movimento. E também a trabalhar de forma direta na integração dos hemisférios.
Ginástica Cerebral: exercícios que ajudam a integração dos hemisférios e facilitam a harmonização emocional e integral do ser.
Expressão corporal: Atividade de teatro, que favorece o desenvolvimento da comunicação consciente e trabalho com a criatividade.
Lembrar que quanto menor a idade mais ativo deve ser o movimento, e esta chave está diretamente relacionada com o impulso da vida… Portanto, se desejo ativar a vida em mim, ou nos estudantes com os quais trabalho, nada melhor que uma boa conexão com o movimento para acender o potencial disposto e renovar o estancado…
Que desfrutes em harmonia com o movimento evolutivo!!!
Documento pertencente a Rede Evolutiva. Sua reprodução é autorizada, desde que respeitado a fonte original: Irdinave, Educação Evolutiva.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Educação Evolutiva 1: A Arte na Educação

Prepara-se a grande boda... Os sinos tocando, uma grande diversidade é convocada e nela se entretecem cores variadas, simples e puras... Sons que permitem as formas de dançar... Consciência que guia e abre caminho, percorre... Acendendo um feixe luz, som e aromas Na experiência que percorre... Arte e educação junta se abraçam, consciência e experiência... Por fim unificadas... Outorgando-se uma a outra a colaboração necessária para completar o ciclo almejado...
Há séculos... há tempos, muito tempo que a Arte e a Educação funcionavam em união, juntos brindando-se um ao outro. Educar era uma arte e se dava o ensinamento contido na arte, através de musicas, pinturas, expressão corporal, todo conhecimento era vestido na mente humana através da manifestação artística. Com o passar do tempo, se foi “sutilmente” separando a Arte do processo educativo. Distanciando-se e ficando a arte relegada a “museus”, ou para “alguns”, e a educação como um processo puramente intelectual, que nada tem a ver com o desenvolvimento espiritual.
Hoje em dia a humanidade está num giro, como toda evolução, dando a volta em espiral que permite sentir a necessidade de integrar a educação a capacidade de criar, de ativar a criatividade, de unificar uma vez mais a arte e a educação.
Por que a Arte?
A partir da arte se chega a essência, o espírito se comunica e interconecta, produzindo a magia da integração que se dá no processo educativo.
Através da arte o ser humano se Poe em contato com a capacidade de criar e ser co-criador, com a manifestação natural e espontânea do ser.
A Arte ativa os sentidos, a criatividade, a capacidade de sentir e perceber o seu entorno. Por sua vez, nos permite desenvolver a capacidade de interagir com o meio a partir de uma ATITUDE de vida diferente, uma atitude que busca a harmonia, a beleza, a ordem natural, que não enrijeça a mente. A flexibilidade, o jogo, a capacidade de admiração, a diversidade... A arte acende a vida.
A chave é poder chegar a estabelecer a conexão com o coração, e a partir dali poder fluir no ensinamento de forma criativa...
Arte é mover o corpo, jogar com ele, aprender enquanto atuamos o que estamos trabalhando. Por exemplo: ser planetas e dançar em torno do sol, para integrar o conceito do sistema solar, os movimentos que realizam cada planeta, rotação, translação, eclipses, ao mesmo tempo em que aprendemos que o sistema completo é como uma família.
Se o fazemos assim, e alem disso agregamos o trabalho com plástica: por exemplo, fazemos fantasias do sistema, cada um de um planeta, outros de cometas, lua, sol. Logo podemos sintetizar a vivencia numa mandala, e fazer um móbile. Desenhar em relevo... (segundo as idades a complexidade do trabalho).
E alem disso lhe agregamos o trabalho com o som: que pode ser variado, como cantar uma canção do sistema solar, em que numeras os planetas, ou também, escutar a musica das esferas, ou musica cósmica e fazer uma representação, ou também fazer um trabalho de escuta consciente de musica clássica com uma seleção especial que potencia a consciência do sistema solar, pode ser uma grande aula... Que seguramente as crianças não esqueceram mais... E o mais belo, é que eles mesmos ajudam a fazer a aula, assumem o ensinamento com propriedade, como gestores, ativos, protagonizam o processo de aprender... E este se transforma em Integrar consciência.
Esperamos que esta seja uma contribuição que desperte idéias e possamos alem de tudo construir uma educação EVOLUTIVA.
Documento pertencente a Rede de Educação Evolutiva. A reprodução é permitida se respeitando a fonte original: Irdinave, Educação Evolutiva.
http://www.educacionevolutiva.org/
domingo, 26 de julho de 2009
A Consciencia Índigo: O Futuro Presente
Garota doa US$ 10 mil em instrumentos
Giulia Olsson criou uma ONG e vendeu limonada para arrecadar dinheiro e comprar instrumentos musicais para doar. E ela só tem 14 anos...
Rodrigo Turrer
Giulia na favela de Heliópolis,
Giulia Olsson tem uma obstinação incomum para sua quase década e meia de vida. Estudante do ensino médio na Flórida, nos Estados Unidos, para onde se mudou em 2001 com os pais e dois irmãos, todos brasileiros como ela, Giulia se acostumou a praticar ações sociais voluntárias. “Na escola americana eles incentivam a fazer trabalhos e projetos comunitários, atividades em asilos, ajudar no parque”, diz a adolescente. “Mas para mim era pouco, queria fazer algo melhor.” Foi quando Giulia decidiu fazer mais que seus colegas: “Nas férias de verão do ano passado, pensei em doar instrumentos e ensinar música para crianças”. Sim, porque antes de se descobrir apaixonada por ajudar os outros, Giulia se apaixonou pela música. “Tinha 8 anos quando comecei a estudar violino e percebi que a música transforma a vida das pessoas. Eu quero passar isso para as crianças que não têm as mesmas oportunidades.” Ela estava nos EUA, mas tinha em mente as crianças carentes do Brasil.
O discurso pode parecer pronto, embalado, e soar falso para os céticos. Mas os fatos provam a boa vontade e a energia precoces da garota. Quando decidiu transformar a vida de crianças brasileiras por meio da música, Giulia organizou suas horas vagas para arrecadar dinheiro para seu projeto – e olha que vaga é o mais difícil de encontrar na agenda de Giulia. “Eu estudo até as 3 da tarde, depois nado duas horas e estudo violino mais duas horas por dia”, diz a moça. “Dá para fazer tudo, sim, é só dividir bem o tempo, focar naquilo que você quer.”
"Percebi que a música pode transformar a vida das pessoas"
GIULIA OLSSON, a menina que doou
US$ 10 mil em instrumentos para a Heliópolis
Em julho do ano passado, Giulia traçou um “plano de metas” sociais, seguido passo a passo. “Fiz um projeto dividido em duas partes. A primeira seria comprar os instrumentos. A segunda, visitar a instituição para dar aulas com os instrumentos durante as minhas férias”, diz a jovem. Giulia então fundou a ONG Notes for Hope (notesforhope.org). Fez folhetos de seu projeto para distribuir para as pessoas na rua, falou com professores e vizinhos, organizou brechós, lavou carros e economizou cachês de inúmeros concertos dos quais participou como violinista – sim, além de tudo ela toca profissionalmente. Perdeu as contas dos litros de limonada que vendeu para aplacar o calor dos outros e sua sede de caridade. “Em números não sei, mas foram muitas jarras, com certeza”, diz Giulia, entre risos. Em dez meses, juntou pouco mais de US$ 10 mil, numa respeitável média de US$ 1.000 por mês, sem ajuda financeira dos pais, de governos ou de empresas.
Enquanto levava seu projeto a cabo, Giulia pesquisava na internet uma instituição idônea e confiável. Chegou ao nome do Maestro Baccarelli, fundador do Instituto Baccarelli, que há 13 anos mantém uma escola de música para crianças carentes na maior favela de São Paulo, a de Heliópolis, na Zona Sul da cidade, sede da Sinfônica de Heliópolis. Giulia viu e ficou fascinada por Sinfônica Heliópolis e Arnaldo Cohen, documentário sobre o encontro da orquestra com o respeitado pianista. Entrou em contato com a instituição e foi recebida de ouvidos abertos. A boa ação tomou forma definitiva quando a mãe de Giulia, a brasileira Debora Olsson, veio ao Brasil conhecer de perto a escola, que atende mais de 600 jovens.
Invertendo a lógica de muitas leis de incentivo à cultura no Brasil, que financiam projetos privados com dinheiro público, Giulia transformou dinheiro privado em ação pública. Em junho, comprou 72 instrumentos de corda, entre violinos, violoncelos e viola, e conseguiu outros três, doados por amigas. Os instrumentos são especiais para a prática infantil. “Desde o começo queria trabalhar com crianças, para que elas aprendessem música ainda pequenas”, diz.
O projeto de Giulia chama a atenção não apenas pela rapidez com que foi executado, mas pela grandeza do gesto – numérica, inclusive. “Em geral as pessoas doam um instrumento herdado que está parado, dois instrumentos arrecadados. É difícil uma doação desse porte”, diz o maestro Roberto Tibiriçá, diretor artístico da Sinfônica de Heliópolis.
A retribuição do instituto para Giulia veio em forma de música. Ela foi convidada para participar de duas apresentações da Sinfônica de Heliópolis com o renomado violinista alemão Erik Shumann, na Sala São Paulo,
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Educando os Educadores - Parte 4
Durante toda nossa travessia por este importante tema, estive compartilhando com vocês os conceitos que tem sua origem na Alma Grupal chamada “As Crianças das Estrelas”. Ainda que grande parte do ensinamento tenha lugar em minhas próprias aulas e sessões, meu dom pessoal e ênfase é o de ser um canalizador, não um educador diplomado. Se o que digo aqui ecoa em vocês, se conectaram com nossa Alma Grupal. Se não, não perderam nada mais que o tempo que lhes tomou considerar umas poucas idéias novas.
O ponto focal do segmento de hoje tem a ver com prestação de contas. Este é um termo militar que descreve o processo de extrair informação de uma companhia de soldados que esteve envolvida em uma batalha pouco comum ou em uma experiência extraordinária. Quando nós “recebemos informação” dos companheiros, os estimulamos a compartilharem os sentimentos e impressões que tiveram enquanto ocorria o incidente – assim como nós compartilhamos com eles como nos pareceram as coisas. Em algum ponto, tem lugar uma convergência de percepção, criando um consenso que logo pode ser compartilhado com os que não estiveram presentes ao acontecimento.
Como disse em um artigo anterior, muitas das oportunidades de aprendizagem mais significativas aparecem inesperadamente e sem aviso. As coisas simplesmente acontecem, e quando o fazem, todos querem ser parte do acontecimento. Um “facilitador” inteligente pode perceber quando um grupo se entusiasma, do mesmo modo que um conselheiro inteligente pode dizer quando um aconselhado encontrou algo realmente valioso ao falar de alguma experiência de vida importante. É como enganchar um grande peso a um anzol. A princípio se sentem uns quantos puxões na linha e logo a energia começa a correr.
DESPERTAR GRUPAL
Quando um grupo desperta o interesse, é como se toda a companhia fosse recolhida por uma nave especial e levada a um lugar novo e exótico. Acelera-se a respiração (porque o ar se torna rápido quando se está voando) e se levantam as mãos por toda a sala. Um Mestre sensível pode senti-lo e faz bem em seguir o jogo, permitindo que a energia do grupo se expanda por onde quiser.
Se um estudante introduz um tópico, é preciso que lhe seja permitido ir em frente e ensinar. O facilitador do grupo da um passo atrás, para incentivar aos membros da classe a dar testemunho, dizendo o que sabem, o que lhes aconteceu e como isso os mudou. É extremamente importante por ênfase na experiência e na perspectiva pessoal. Se o ponto de vista do estudante nunca se valida, como aprenderá a criar, ou dar o mesmo nível de respeito a outro?
O movimento da energia em um grupo se converte no fator dominante com respeito a quanto ou quão pouco tempo se destina a um tema. Quando as coisas deixam de ser interessantes, um bom facilitador começa a buscar outro tópico novo. Dessa forma, a ENERGIA MESMA se converte no Mestre. Cada “Veículo de Energia” que se move pela classe tem um itinerário estabelecido, um propósito, e um ponto de chegada final. Uma classe chega ao seu destino, se pode começar a reclamar informação.
Aprendem movendo-se e fazendo.
Especialmente quando a atenção do grupo se sintoniza neles regularmente em busca de condução.
APRENDER A FAZER
O interesse pessoal é o apetite de uma mente sã. Não imaginaríamos alimentar a força nossos filhos com um alimento que não desfrutassem, um alimento que não estivesse de acordo com seu “gosto”. Por que então, sonharíamos em fazer isso com as idéias?
A maioria dos mestres passa muitíssimo tempo tratando de fazer com que seus alunos se calem e se sentem. Esse é um enorme desperdício de potencial de energia e entusiasmo. Então, esses mesmos mestres demandam que se os escutem, porque tem um programa a seguir e querem que as crianças aprendam. No entanto, por regra geral, a maioria das crianças não aprende sentando-se e escutando. Aprendem movendo-se e fazendo, especialmente quando a atenção do grupo se sintoniza neles regularmente em busca de condução. A maioria das crianças que desorganizam a classe na realidade é líder nata que buscam a missão de vida.
Esta fome por chamar a atenção, pelo reconhecimento do grupo, é o pão da vida para uma mente em expansão! A forma de fazer com que as crianças estejam famintas por aprender é permitir-lhes que regularmente estejam um tempo no centro das atenções para expressar o que os entusiasma, o que os excita. Quanto mais interesses vejam nos olhos de seu Mestre e de seus companheiros de aula, mais abrirão seu mundo interior. A admiração de seus pares pode ser um estímulo extremamente potente, a menos que se interponham outros fatores. Discutiremos isso em outro seguimento.
A expansão do conhecimento requer habilidades específicas. Entre elas está ler, tomar notas, manejar um computador, ter acesso a Internet e trabalhar com números. Em outras palavras: “OS TRES R”! Os mestres sabem que as crianças precisam aprender isto. Porem, as crianças sabem? Descobriram pessoalmente o nexo entre sua alegria de estar no centro das atenções e o domínio das habilidades básicas? Se não, vão resistir aprende-las. Parecerá uma perda de tempo.
VOLUNTÁRIO/OBRIGATÓRIO
No lugar de fazer que os “os três R” sejam obrigatórios, como comer espinafre em cena, por que não concentrar a maior parte da atenção da classe em obter das crianças uma descrição clara do que mais a fascina? De todos os modos, a maioria dos mandatos na vida das Crianças das Estrelas deve vir de dentro. Aí é onde se acha e se alimenta sua conexão inata com o Conhecimento Multiversal.
Por que não deixar que nossas crianças nos mostrem, mediante a alta e a caída do interesse, o que é importante em suas vidas? Deixem que as Naves Espaciais da Energia voem por toda classe levando a nossos exploradores em curtas viagens para e desde lugares exóticos! Então, enquanto nós (casualmente) mostramos às crianças os recursos existentes que estão disponíveis para que possam acrescentar seu conhecimento sobre seus temas favoritos, eles se precipitarão tentando obtê-los.
Deixem que os cursos de treinamento de “habilidades básicas” sejam auto-contidas, de formato circular (que as crianças possam subir e descer do ônibus a qualquer momento) e que estejam disponíveis tão rápido quanto possível. Usem os estudantes voluntários como tutores, tão assíduo quanto possam. Ensinar a outros é a melhor forma de aprender algo por sua própria conta. Permitam que cada criança se alimente da mesa de habilidades básicas tanto quanto desejem, e logo continuem buscando o que é que os apaixona.
PRESTANDO CONTA DESTA SÉRIE
Antes de seguir adiante, gostaria de resumir rapidamente alguns dos principias pontos que tratamos até agora nesta série. Façamos um pouco de prestação de contas de nossa parte, sim? Tenho a impressão de que cada um destes pontos, se poderiam converter em um livro em si mesmo. Talvez no futuro escrevamos juntos alguns destes livros. Aqui há um pouco:
- As Crianças das Estrelas são “extraterrestres” altamente evoluídos que “aterrissaram” em meio a Cultura Terrestre contemporânea.
- Vieram em paz.
- Estão aqui para construir Pontes de aprendizagem e compreensão entre nosso mundo presente e um mundo totalmente novo que está tratando de fazer contato conosco.
- As Pontes de aprendizagem e compreensão devem ir em ambas direções.
- As crianças aprendem melhor com o exemplo. A forma mais fácil de ensinar-lhes é aprendendo ativamente em sua presença. Ao ver-nos fazer isto, eles imediatamente começam a fazer também.
- Não há Experts para onde a humanidade está indo agora. Tudo está se tornando novo. O maior presente que nos trazem nossos filhos é uma lembrança constante de como é ser abertos, com capacidade de admiração e expectativa acerca da vida e da aprendizagem.
- Boa “pontuação nas provas” não significa que alguém seja inteligente.
- Um dos elementos mais importantes para aprender e crescer é ter tempo suficiente para descobrir o que querem e precisam aprender por sua conta.
- As crianças das Estrelas não são posses de seus pais ou da sociedade em que vivem. São exploradores e guias de uma forma totalmente nova de ser.
- A função mais efetiva que tem um adulto no processo da educação formal é criar e sustentar um ambiente de aprendizagem autentica e aberta, onde o papel de “Mestre” e “estudante” se intercambia regularmente, ida e volta, entre as gerações.
- A decisão de converter-se em Mestre na realidade é uma decisão de reconectar-se com a Criança Mágica interior. Se não o fazemos, não seremos capazes de conectarmos com nossa criança exterior nunca.
- Sabemos que conectamos a nossa criança Mágica quando nossos corpos e mentes se “excitam” com o que estamos fazendo no momento presente.
- O poder subjacente por trás da sexualidade está presente e ativo nas pessoas de todas as idades. É uma forma de pensar criativa, um estado expandido de ser. Seus componentes primários são uma sã curiosidade, liberdade para explorar e disposição para compartilhar progressivamente com os demais.
Para as Crianças das Estrelas, a aprendizagem efetiva é como “fazer amor com a vida”. Eles montam a energia, compartilham profundamente desde sua alma e seu coração, e logo descansam gentilmente na presença do outro, bebendo do resplendor do descobrimento. O que desejam dos mestres é manter seu processo a salvo e sem obstáculos impostos por “objetivos” externos. Como sempre, sempre estou profundamente agradecido por sua retroalimentação e idéias pessoais. Sintam-se em liberdade para escrever-me.
DJ.
Publicado na revista eletrônica PlanetLightworker de novembro 2004
© Daniel Jacob, 2004 daniel@reconnections.net (mails en inglês)
Tradução do inglês para o espanhol: Susana Peralta
En español: http://www.manantialcaduceo.com.ar/libros.htm
Tradução do espanhol: sandraferris@globo.com
terça-feira, 30 de junho de 2009
Educando os Educadores - Parte 3



